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Luciano Pires -

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é!

No site perfetto.com.br – lembre-se, esse perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece. Entre as delícias que eles produzem está o Strondo love story, aquele tipo de picolé que desperta amor já na primeira mordida. Em cada palito, um delicioso sorvete de morango com cobertura de chocolate ao leite, produzida na fábrica deles a partir do cacau.

Você tá se aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no blog! Dá uma olhada, cara: é enlouquecedor!

Com sorvete #TudoéPerfetto

Sabe quem ajuda este programa chegar até você?

A Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar. A inteligência a serviço do agro.

Como é que a gente age diante do desconhecido, hein? Bem, buscamos o conhecimento que temos e fazemos planos, não é? A partir de nossa vivência e das projeções futuras.  Mas a única coisa certa nesses planos, são as incertezas.  Portanto, a sensação de segurança que os planos trazem é falsa! Vou usar uma história inacreditável cara, pra contar como isso acontece.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Ô loco! Lalá, onde é a gente chegou???

Cara, estamos em junho de 1815… perto de Waterloo, onde fica hoje a Bélgica. 72 mil franceses comandados por Napoleão Bonaparte enfrentam 118 mil homens das forças britânicas e prussianas. E o bicho tá pegando

A derrota na Batalha de Waterloo marcou o fim do domínio de Napoleâo Bonaparte, o então Imperador da Europa. Os britânicos prenderam Bonaparte e o enviaram para a ilha de Santa Helena, onde ele ficaria até sua morte em 1821.

Ao som da Sinfonia nº3 – Eroica, com a  qual Ludwig Van Beethoven, homenageou Napoleão Bonaparte,

explico que, passado o perigo napoleônico, veio um tempo de relativa paz, e os britânicos enfrentaram um problema: o que fazer com uma frota naval gigantesca, agora que não havia mais o temível inimigo?

Sir John Barrow, que por 40 anos foi o segundo secretário do Almirantado da Inglaterra viu aí uma oportunidade para explorar os confins do planeta. E em 1830 começou a promover expedições para todo lado.

Naquela época, um navio que saísse da Inglaterra ou de Nova Iorque, com destino a Los Angeles ou ao Japão, tinha de dar uma volta imensa, passando pelo sul do continente americano. Eram pelos menos dois meses de viagem, se tudo corresse bem. E havia a desconfiança que um caminho que passasse lá em cima, pelo norte do continente, por cima do Canadá, seria sensivelmente mais curto, reduzindo custos e aumentando as trocas comerciais.

Por muito tempo os homens buscaram, sem sucesso, encontrar a Passagem Nordeste. Com a  tecnologia do século 19 era praticamente impossível, os navios ficavam presos no gelo e eram destruídos.

Até que John Barrow decidiu convocar, em 1845, um de seus capitães experientes, John Franklin. Franklin já havia participado de três expedições pelo Ártico, inclusive quase morrendo numa delas, quando teve de comer o couro de suas botas para sobreviver. Franklin era uma celebridade e, com tudo que havia de mais novo em tecnologia, haveria de ser capaz de abrir a rota pela passagem nordeste.

Foi assim que nasceu a Expedição Franklin, composta de dois navios, o Erebus e o Terror, com 129 homens no total e o que havia de mais avançado em tecnologia: casco reforçado para resistir ao gelo, aquecimento interno, os motores eram duas locomotivas a vapor… e no meio dessa tecnologia toda, uma novidade absoluta: comida enlatada.

Até então, as grandes navegações lutavam com o problema de armazenamento de comida, o que era um grande limitante. Sem sistemas de refrigeração e conservação eficientes, a autonomia da navegação ficava prejudicada pela necessidade de reabastecimento. A comida enlatada trazia uma nova perspectiva.

E havia ainda o problema das estações do ano. Cruzar o círculo polar no inverno seria impossível. Eles sabiam que ficariam presos no gelo até a chegada do verão, e se prepararam para isso.

Em festa, o Erebus e o Terror partiram de Londres em maio de 1845, com mantimentos e provisões para aproximadamente cinco anos. Em julho de 1845 na Baía de Baffin, na altura da Groenlândia, os dois navios foram avistados pela última vez antes de mergulhar no desconhecido.

Fanklin e seus homens nunca mais foram vistos.

“Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luis Gustavo e este é o nosso Cafezinho!

Luciano: puta vida, cara! Olha, eu acabei de escutar o episódio 767. Sexo bom revisitado. E eu… estava vindo pro trabalho, eu trabalho numa cidade a meia hora, né? Da minha casa. Toda vez quando eu to indo pro trabalho eu ligo um episódio do Café Brasil e fico escutando. É um jeito de começar bem o dia. E acordar, vamos dizer assim.

Eu não consegui terminar esse episódio, vindo pro trabalho. Então agora que eu saí do trabalho à noite, eu escutei os últimos minutos e eu fiquei assim… arrepiado quando você disse que a DKT estava terminando todos esses oito anos de parceria. Fiquei arrepiado. E por que?

Porque eu achei muito bacana, muito, muito generoso da tua parte fazer um episódio, mais um, no caso, dedicado à DKT, pra homenageá-los. Isso não é uma… às vezes a gente percebe que quando acaba um vínculo, como um relacionamento, cada um vai pra um lado e briga, e não fala mais. Mas o fato de você ter agradecido a DKT por todo esse tempo, foi um coisa que me surpreendeu. Positivamente. Não que eu não esperasse isso de você, mas às vezes a gente se depara com muitas… muitos… poucos atos generosos. Então, acabei admirando bastante.

Parabéns pelo programa, vou mandar mais áudios. Fique bem, cara. Você e sua equipe, Se cuidem, usem máscara e lavem as mãos. Abraço do teu amigo Luis Gustavo de Curitiba”.

Grande Luiz Gustavo!  Olha cara: eu só posso agradecer à DKT. Os caras estiveram conosco por 96 meses, foram fundamentais para momentos de expansão, deram pra gente liberdade para brincar com a marca… eu não posso imaginar que outra forma de terminar uma relação que não seja agradecendo e homenageando quem confiou na gente. Pra mim isso é muito natural. E tem mais uma coisa que só o podcast faz… todos os 96 episódios dos 8 anos que a DKT participou conosco, continuarão no ar, sendo baixados, enquanto o Café Brasil existir. Imagine só, daqui a 10 anos alguém vai baixar um episódio antigo e ouvir a propaganda da DKT. Isso faz parte da nossa história, e eu só podia agradecer. E agradecer também a todos os ouvintes que foram até as redes sociais da DKT pra agradecer pelo tempo que eles estiveram conosco.

Não acho que isso seja generosidade não, é só gratidão mesmo.

E está no ar a Escola Itaú Cultural, plataforma que nasce com o objetivo de desenvolver ações de formação nas diversas áreas de atuação da organização; promover acesso ao conhecimento nos campos da arte e da cultura e trocar conhecimento e multiplicá-lo. São cursos gratuitos nas modalidades pós-graduação, cursos de extensão e cursos livres. Para se inscrever em um curso mediado, basta entrar no site da Escola Itaú Cultural, criar um usuário, escolher o curso e preencher a ficha de inscrição.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Então, cara: por dezenas de anos o mistério da Expedição Franklin assombrou não só os ingleses, mas todos os que se sentiam atraídos pelas histórias dos desbravadores. O que é que teria acontecido com aqueles homens?

Gente experiente, que tinha uma visão, tinha um plano, tinham dinheiro, tinham recursos, tinham motivação… tudo que seria necessário para levar a cabo sua missão. E falharam. Sumiram.

Um manuscrito encontrado por uma das missões de busca revela que tripulantes acamparam na ilha Beechey entre 1845 e 1846, antes de se dirigirem ao sul, a Caminho do Estreito Victoria. E ao norte da ilha King William, os navios ficaram presos no gelo durante o inverno.

Bom. 1846, né? Pois é: em 1848, sem que conseguissem se soltar do gelo, com os cascos sendo aos poucos esmagados, Franklin e seus homens tiveram a certeza que não conseguiriam levar a cabo a sua missão. E nem tinham certeza se conseguiriam voltar para casa.

Só sobrou uma decisão desesperada: eles tomaram a decisão de abandonar os navios e seguir a pé, rumo ao sul, por dentro do Canadá. A caminhada pelo gelo irregular naquelas condições terá sido um verdadeiro inferno, cara. Obstáculos a cada passo, eles puxando dois barcos pesadíssimos, carregados de mantimentos, com roupas que muito pouco protegiam… O dia inteiro caminhando, cara. Num esforço … não dá nem pra imaginar o que foi aquilo. Tem uma série que você encontra nos canais de assinatura, é uma série da ANC, chamada O Terror. A primeira temporada conta essa história do Franklin com pitadas de sobrenatural, mas a representação das condições é perfeita, cara. É insano imaginar o que aqueles caras passaram.

Depois que os ingleses perceberam que os navios haviam desaparecido, começaram a mandar expedições à busca de Franklin e seus homens, sempre sem sucesso. A esposa de Franklin agitou por muito tempo, até que uma das expedições de busca, em 1859, 14 anos depois da partida da Expedição Franklin, encontrou diversos objetos e uma página de um livro, com relatos escritos em suas margens. Ali os sobreviventes escreveram seu drama, dando conta de que John Franklin morrera em 1847, quando os marinheiros ainda estavam com os navios presos no gelo, e que a situação deles era desesperadora.

Pouco depois a expedição encontrou também um dos barcos, com dois esqueletos dentro. E o mistério só cresceu.

Cara: o que que aconteceu com aqueles 129 homens?

Bem, a história vai bem longe, aliás vem até hoje, cara… mas uma reflexão importante que fica é sobre a importância de se fazer planos. Sempre que nos envolvemos em algo novo, a única certeza é que teremos incertezas pela frente. A gente não conhece o novo, ficamos inseguros e pra baixar a ansiedade, a gente faz o que? A gente faz planos. Foi o que fez John Franklin, usando toda experiência própria e de outros exploradores.

Mas cara, se a gente está diante do desconhecido, de que que vale fazer um plano?  Bem, a função do plano é nos tranquilizar com relação a um futuro incerto. E quanto mais detalhado, mais tranquilidade o plano gera. E foi isso que John Franklin fez. Com um plano robusto, ele pode convocar uma equipe experiente para segui-lo.

Cara, um comentário aqui que não está nem no roteiro do texto aqui. Tem que imaginar o seguinte: os caras estavam mergulhando numa aventura que eles não sabiam se voltavam. A coisa era tão maluca que o pagamento dos marinheiros era dado adiantado, eles entregavam pra família e falavam: fica com o dinheiro aí porque eu vou embora e eu não sei se eu volto. E eles embarcavam numa loucura só porque tinham alguma certeza de que a pessoa que estava no comando  tinha controle da situação.

E essa tranquilidade toda, no entando, ela é falsa!

A gente gerencia riscos com base em coisas que a gente já viveu ou que a gente pode imaginar: o desconhecido que é conhecido. Mas o desconhecido que é desconhecido, cara? Os riscos que são inesperados.

Os velhos manuais dizem assim: aplique tempo e recursos para criar planos de negócios detalhados, com objetivos detalhados, planos financeiros, planos de marketing de logística, planos de contingência.

Planos detalhados criam expectativas mas reduzem opções. O objetivo é dar falsa segurança e colocar pressão pela ação. É como colocar aquelas viseiras de burro cara, pra focar apenas num caminho. Vamos focados naquela direção, naquele objetivo e esquecemos de tudo mais. O que provoca perda de opções: e se não der certo, bicho? E se no meio do caminho tiver que fazer alguma mudança? E seu eu tiver que mudar o lado? E se eu tiver que fazder aquele termo que todo mundo adora hoje, uma pivotagem, o meu plano prevê isso?

Temos de contar o tempo todo com a sorte.

E foi exatamente isso que faltou para John Franklin e seus homens. Sorte.

Ao longo dos anos, muitas investigações sobre a Expedição Franklin foram realizadas por diversos países. Várias equipes seguiram os passos dos homens de Franklin pelas regiões geladas do Canadá, lá do norte do Canadá. Encontraram pistas, conversaram com nativos e aos poucos foram montando um quebra-cabeças.

Aquele manuscrito encontrado por uma das missões de busca revelou que tripulantes acamparam na ilha Beechey entre 1845 e 1846, antes de se dirigirem ao sul, a Caminho do Estreito Victoria. Investigando aquela ilha, foram descobertas três covas onde foram enterrados alguns marinheiros que morreram já no começo da expedição.

Em 1984, 139 anos depois da Expedição zarpar, um grupo de pesquisadores exumou os três corpos na ilha Beechey. E a história se torna ainda mais fascinante.

Os corpos estavam enterrados num terreno que passa praticamente o ano todo congelado. Ao abrir os caixões, os pesquisadores ficaram atônitos ao se deparar com os corpos perfeitamente preservados. E um detalhe é fascinante: um dos pesquisadores era descendente direto de um dos três marinheiros ali exumados. Deve ter sido a primeira vez que um pentaneto viu as feições de seu pentavô…

As imagens dos corpos são impressionantes, e eu vou indicar daqui a pouco aonde você pode vê-las.

Foi possível retirar um material riquíssimo para exame forense, que poderia confirmar várias suspeitas sobre o que teria acontecido com os 129 homens de Franklin.

E as amostras analisadas em laboratório mostraram um altíssimo teor de chumbo nos corpos, como se eles estivessem envenenados por chumbo. E as explicações então começaram a aparecer.

A expedição era da marinha inglesa, que tinha todo um trâmite burocrático para a compra dos equipamentos e víveres. E o processo de compras, licitação e escolha dos fornecedores se arrastou por muito tempo, chegando no limite. O fornecedor de comida enlatada, por exemplo, recebeu o pedido de 8 mil latas faltando sete semanas para os navios zarparem.

Olha, você tem que lembrar uma coisa aqui: a tecnologia de comida enlatada estava no início. O fornecedor que ganhou o pedido não tinha todas as garantias de qualidade, não era o melhor cara, ele levou pelo preço mesmo. Conhecendo as condições das indústrias em 1845, é discutível a qualidade dos processos, a higiene, a qualidade dos produtos enlatados. Não havia nem de longe a preocupação de hoje em dia com bactérias, bacilos e tudo aquilo que pode estragar ou contaminar os alimentos enlatados.

Pra piorar, a tecnologia de soldagem das latas era rudimentar. A solda acabava tomando contato com o alimento. E a solda era… chumbo.

Foi possível deduzir então que, por anos a tribulação comeu alimentos contaminados com chumbo, o que acaba provocando uma intoxicação.  Entre os sintomas típicos de intoxicação por chumbo estão alterações de personalidade, dores de cabeça, perda de sensibilidade, fraqueza, sabor metálico na boca, instabilidade na locomoção, falta de apetite, vômitos, prisão de ventre, cólicas abdominais, dores em ossos ou articulações, hipertensão arterial e anemia. E frequentemente, danos renais ocorrem sem sintomas.

Agora imagine o quadro, cara. Cento e vinte tantos homens intoxicados com chumbo, no gelo num esforço sobre- humano por meses, meses, meses a fio… foram morrendo pelo caminho, num processo inacreditavelmente penoso.

Sorte tiveram os que morreram cedo.

Olha: poucos anos atrás… as expedições continuam buscando os dados, o pessoal encontrou os dois navios naufragados e agora eles estão mergulhando lá pra ver se conseguem retirar dos navios mais um pouco de informações pra completar essa história toda, né? Que é absolutamente fascinante.

Olha. Essa história fascinante faz parte de minha nova palestra Planejamento Antifrágil, que eu desenvolvi durante o primeiro ano da pandemia, pensando exatamente em como é que se planeja num ambientes incerto cara, onde a informação é fragmentada e a única garantia que temos é que problemas inesperados vão surgir. Foi exatamente o que aconteceu com a Expedição Franklin, que acabou dizimada por um problema no qual eles não pensaram…

Cara: a tecnologia que salvaria suas vidas com a comida enlatada foi responsável por enfraquecer a turma toda e provavelmente, foi ela que dizimou toda a tripulação.

Olha, estou disponibilizando essa palestra Planejamento Antifrágil gratuitamente para os ouvintes que se inscreverem na página planejamentoantifragil.com.  De novo: planejamentoantifragil.com. Você vai lá, se inscreve, bota teu e-mail. Aproveita o embalo, pois além de ouvir a história, que você está ouvindo aqui, você vai ver as imagens. E é uma experiência totalmente diferente. De novo: assista à palestra, vale a pena. planejamentoantifragil.com.

Dias melhores
Rogério Flausino

Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás
Oh! Oh! Oh! Oh!

Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores (melhores, melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Oh! Oh! Oh!

Dias melhores pra sempre
Dias melhores pra sempre (pra sempre!)

Vivemos esperando
Dias melhores
(Melhores! Melhores!)
Dias de paz
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Seremos melhores (melhores, melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!

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O dia em que seremos
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Oh! Oh! Oh!

Dias melhores
Pra sempre
Dias melhores
Pra sempre
Dias melhores
Pra sempre
Dias melhores
Pra sempre

Uh! Uh! Uh! Oh! Oh!
Pra sempre
Sempre! Sempre! Sempre!

Então é assim, ao som de Dias Melhores, em versão acústica com o Jota Quest, que vamos saindo torcendo por dias melhores.

Olha, com um planejamento esperto fica mais fácil, viu? Mas a lição que fica dessa história aqui, é a seguinte cara: não adianta você ter dinheiro, não adianta você ter uma visão, não adianta você pensar em tudo, pensar em tudo aquilo que você conhece, projetar lá pra frente o teu conhecimento passado, se juntar com pessoas que são especialistas, que são espertas e mergulhar rumo ao desconhecido: vai dar merda, cara! E no caminho, você tem que estar preparado: e se a confusão aparecer? E se surgir aquilo que é o inesperado? Será que eu tenho jogo de cintura pra poder virar de lado, pra poder mudar a direção? Pra poder voltar atrás? Franklin não pode. Ele tentou voltar atrás, mas foram tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que… essa história aí merece ser muito bem estudada. Infelizmente, eu acho que ainda não tem nenhum livro em português, ou me parece que tem um livro sim, mas não é dos melhores sobre o Franklin. Toda a literatura que existe em inglês é muito grande. Se você tiver a chance leia. A Expedição Franklin vale muito a pena.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí ó, completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo. E agora tem a palestra Planejamento antifrágil.

E se você curte o conteúdo do Café Brasil, vai curtir ainda mais quando visitar a nossa loja com as camisetas de vários programas musicais icônicos. É na lojadoluciano.com.

De onde veio este programa aqui tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”. Cara! Vai lá. Tem muito material, tem gente de primeira linha, tem um grupo no Telegram que é uma delícia. Se você acessar confraria.cafe, vai conhecer todos os planos. Vem com a gente!

Não esqueça, inscreva-se no planejamentoantifragil.com e assista a palestra.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Peter Drucker.

Planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com um futuro de decisões presentes.