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Café Brasil 769 – Paulo Gustavo e as 48 horas

Café Brasil 769 – Paulo Gustavo e as 48 horas

Luciano Pires -

E a Perfetto, você ja sabe, é a patrocinadora do Café Brasil.

No site perfetto.com.br – você tem que lembrar que esse perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece, cara. Tem dentro dele um blog e nesse blog tem receitas de sorvetes. Bom além de apresentar todos os produtos que eles oferecem, ainda tem receitas epeciais que são maravilhosas, cara. Sorvete. Sorvete feito no interior, com uma receita única cara, e olha: por um precinho muito camarada.

Você tá se aguentando aí, cara? Segura um pouco mais. Daqui a pouquinho você  sai, compra um sorvete Perfetto e faz a sua vida mais doce. Vai lá no blog! perfetto.com.br. Perfetto tem dois tts.

Com sorvete #TudoéPerfetto

E quem ajuda este programa chegar até você é a Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Olha, eles trabalham utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, e assim, levantam todos os números da sua fazenda em tempo real pra auxiliar você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

Agora, se você acredita no agro, não faz parte do agro mas está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar. A inteligência a serviço do agro.

Olha: eu tinha já começado a montar um programa sobre a regra das 48 horas quando, de repente, morreu o Paulo Gustavo. A princípio eu ia deixar passar batido, mas a reação foi tão grande que eu decidi misturar as duas coisas. Peguei um programa meio andado e trouxe alguns textos a respeito do Paulo Gustavo pra usar hoje aqui com você, tá bom? Então vamos lá?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Em 1966 um estudo sobre o tempo que os jogadores de xadrez levavam para fazer um movimento depois que o oponente fazia o dele, mostrou que jogadores classe C levavam poucos segundos para reagir. Especialistas, levavam sete minutos. Mestres, levavam dez minutos. E Grandes Mestres, levavam vinte minutos. A razão é que os movimentos do oponente davam oportunidade para reconsiderar todas as opções do tabuleiro e aprimorar as escolhas para vitória.

Você percebeu, hein? Quanto mais experiente era o jogador, mais tempo levava para decidir a jogada. Por isso era Grande Mestre.

Pois é isso que eu tenho percebido nos jogos de análise política e social: quanto mais o sujeito ignora o assunto, mais rápido tira conclusões e dá sua opinião. Quem conhece o assunto, demora para se pronunciar.

Por isso criei uma regra: quando chega uma notícia bombástica, eu só me pronuncio depois de 48 horas. É o tempo necessário para que informações complementares apareçam, outros lados sejam ouvidos e a reflexão seja aplicada sobre as informações.  Em 48 horas, além dos fatos, tomamos conhecimento da razão dos fatos e do contexto em que eles aconteceram. Sem isso, só resta superficialidade. E confesso que eu fico fascinado com a facilidade com que um povo aí sai cantando certezas sobre assuntos que ignora.

Vivemos a República da Superficialidade. E isso não seria problema se a superficialidade não determinasse políticas públicas, investimento de recursos, e cerceamento de nossas liberdades.

Aprenda com os Grandes Mestres: avaliação, repertório, bom senso e nenhuma pressa.

Além de aumentar as chances de vencer a partida, você não paga mico.

Então, eu vou aproveitar  aqui um texto de Paulo Polzonoff Jr, que foi publicado na Gazeta do Povo. O título é Paulo Gustavo e a regra das 72 horas, ou: Em todo caso, desculpe.

Ao fundo você ouve o Tema dona Zélia, que faz parte, como as melodias anteriores, da trilha sonora do filme Minha mãe é uma peça 2.

O texto diz assim, ó:

Ontem cometi um erro, pelo qual peço desculpas. Acordei e, ao me deparar com Caetano Veloso e Paulo Coelho politizando a morte do ator Paulo Gustavo, corri para o computador e escrevi um texto a respeito. Não segui, pois, uma regra mencionada pelo escritor Alan Jacobs numa newsletter recente e que fala da importância de se esperar 72 horas para se ter uma opinião sobre o que quer que seja.

Pausa. Lalá, manda o Caetano aí:

… então, a perda de Paulo Gustavo pra mim é algo muito profundo na alma do brasileiro. Tem que vir uma resposta da alma brasileira à situação que nós estamos vivendo e da qual a morte de Paulo gustavo é um símbolo de grande intensidade.

Paulo Gustavo já devia ter sido vacinado, num páis que estivesse agindo decentemente. Acho que seja significativo que a notídia da morte dele tenha chegado no mesmo dia em que se iniciou a CPI da Covid no Senado. eu espero que os resultados sejam os justos. 

E as palavras de Paulo Coelho foram num tuíte. Ele escreveu assim, ó:

“Assassinos de Paulo Gustavo: quem dizia ‘é só uma gripezinha’; ‘não passa de 200 mortes’; ‘cloroquina resolve’; ‘gente morre todo dia’; lockdown destrói o país’; máscara nos faz respirar ar viciado’; eu obedeço o comandante’. E por aí vai. Canalhas da pior espécie”.

Vamos continuar o texto do Paulo Polzonoff Jr, que foi motivado por esse tuíte e pelo texto do Caetano Veloso?

Ele conta o que Alan Jacobs escreveu assim, ó:

“Pressuponha que tudo o que todos dizem nas redes sociais nas primeiras 72 horas depois de um acontecimento é produto de insanidade temporária ou efeito colateral de um psicotrópico”, escreve ele. “Ignore. Finja que nada foi dito. Preste atenção ao que eles dizem somente depois que três dias se passaram desde o evento”.

Como obedecer a essa regra sábia do jornalismo contemporâneo eu não tenho a menor ideia. A experiência me diz que as pessoas tomam conhecimento de um fato e, cinco minutos depois, exigem uma análise do fato. E, como o cliente tem sempre razão, é isso o que eu tento fazer neste espaço. Mas paga-se um preço por essa velocidade de reflexão.

A reflexão instantânea está sempre muito carregada de elementos externos ao fato. Cabe ao tempo descontaminá-la da raiva, da frustração, de alguns preconceitos tolos, dos efeitos da noite insone e até daquele mau humor insuportável que antecede as refeições. Por outro lado, esse tempo também permite que a pessoa se lembre de referências culturais amontoadas no sótão da memória e que talvez possam lançar luz sobre o fato analisado. Um filme, um livro, um conselho como o de Jacobs.

A questão é que, cada vez mais, nos sentimos impelidos a ter uma opinião a jato sobre qualquer assunto, da CPI da Covid à derrota do PSG, passando por Big Brother Brasil, a mais recente declaração do presidente e o legado de um notável qualquer recém-falecido. O que me leva a perguntar: diante do computador ou do celular, nas redes sociais, quantos nanossegundos você leva para ter uma opinião sobre qualquer assunto?

E quantos meses, anos, décadas você leva para mudar de opinião? Ah, aí é que a porca torce proverbialmente o rabo. Parece que, uma vez sedimentada a opinião instantânea, e por mais equivocada que ela seja, não há laxante que dê jeito – como sabe qualquer um que comeu muito Miojo um dia. E, agora que a porteira foi aberta, vai passar a boiada das perguntas: por que nos apegamos com tanto afinco às nossas opiniões instantâneas, essas motivadas por manchetes ou tuítes? Por que as protegemos como se elas fossem a coisa mais maravilhosa e frágil que existe? Ops. Será que é justamente porque elas são frágeis?

No caso específico do texto sobre a politização da morte de Paulo Gustavo, tivesse eu esperado umas horinhas a mais ele não veria a luz do dia. Não do jeito que foi escrito. O texto está bom, não ultrapassei nenhum limite ético e eu andava mesmo com saudade de escrever coisas como “narcisismo necrófilo duplo twist carpado”. Mas hoje, 24 horas mais tarde e despido da indignação (que, na verdade, era anterior ao fato), talvez tivesse optado por uma linha mais inspiradora. Como fez o juiz e escritor Eduardo Perez.

Num texto intitulado “É preciso rir para exorcizar o diabo”, ele começa citando Ariano Suassuna para atestar: quem gosta de tristeza (e raiva e frustração e noite mal dormida e mau humor de fome) é o diabo. E, sobre a politização da morte do ator Paulo Gustavo, usa ninguém menos do que o essencial Viktor Frankl para que percebamos que, em meio às palavras de um Caetano Veloso ou Paulo Coelho, palavras que nos despertam indignação porque expressam uma indigência moral intragável, houve palavras cheias de honra, sussurradas por pessoas que não são imortais da ABL nem nunca ganharam disco de ouro.

Diz Frankl sobre a bondade que esteve presente até mesmo em Auschwitz, um lugar ligeiramente pior do que as redes sociais e assombrado por um genocida de verdade:

“Quem dos que passaram pelo campo de concentração não saberia falar daquelas figuras humanas que caminhavam pela área de formatura dos prisioneiros, ou de barracão em barracão, dando aqui uma palavra de carinho, entregando ali a última lasca de pão? E mesmo que tenham sido poucos, não deixam de constituir prova de que no campo de concentração se pode privar a pessoa de tudo, menos da liberdade última de assumir uma atitude alternativa frente às condições dadas”.

Pois é. Eu bem que poderia ter esperado 72 horas e tomado “uma atitude alternativa frente às condições dadas”. Nem que essa atitude fosse o silêncio. Nem que fosse apenas exaltar as qualidades de Paulo Gustavo como comediante. Nem que fosse falando de todas as pessoas que sofreram a morte de um artista que admiravam, mas não a politizaram. Mas agora Inês é morta (espero que não de Covid-19).

Em todo caso, desculpe. 

Pois é… Paulo Gustavo está em algum lugar, e foi uma perda lamentável. Sempre morre um humorista, a gente fica duas vezes mais pobre. Pobre porque perdeu um ser humano e pobre porque perdemos um pouco da graça que nos mantém lúcidos.

“Luciano, boa noite. Rapaz! Eu acabei de ouvir esse episódio 735, né? Da morte. Esse é um tema recorrente na minha vida, tem sido fruto de muita reflexão. A partir dos quarenta anos, dizem que tem a crise dos quarenta, se você puder até fazer um episódio aí, de repente, sobre a crise dos quarenta, acho que seria interessante.

Tem a crise dos sete anos de casamento, tem a dos quarenta anos da vida, tem alguns momentos que eu não sei por que razão aí, viraram folclore e, na verdade, tem sempre um fundo sempre de verdade, de alguma história que seria interessante, talvez  seja até tema aí de um dos seus episódios.

Mas quanto a esse da morte, que é uma reflexão muito grande, eu acho que isso é muito interessante, fazer acontecer agora e tudo e você acredita e eu acho que nesse sentido você, Lalá Moreira e Ciça… as três pessoas que fazem aí, mais a gente, como você diz aí que fazem o Café Brasil, são assim, pessoas que vieram pra isso, que fizeram a diferença, que acreditaram num sonho, numa ideia, alguma coisa e realmente fizeram.

Eu acho você, querendo ou não querendo, trouxe reflexão e momentos como esse que eu ouvi agora, que muitos já viveram em vários episódios da sua história aí no Café Brasil e fazerr a pessoa refletir simplesmente, pensar um pouco mais sobre a vida e você já fez isso com certeza dezenas, com certeza centenas, com muita certeza, milhares e talvez com milhões de pessoas, que foi dar um despertar desse às vezes pra o momento atual, você pensar alguma coisa, refletir mais profundamente e acho que isso já é um fazer acontecer assim e tem tudo a ver com esse episódio com relação à morte e você refletir sobre aquilo e fazer, no momento, alguma coisa que seja relevante mesmo pra história, pro futuro.

Eu acho que vocês fizeram. Parabéns. Queria deixar parabéns aqui, pra vocês que… você que encabeçou isso e que tudo assim, que largou a vida, pelo que eu sei da sua história, largou uma vida convencional e burocrática corporativa por um sonho, por um pensamento e por uma vontade de transmitir as coisas que pensa pra outras pessoas, independente dessas coisas serem sérias, serem as melhores, serem as piores, mas isso não importa, de fazer essa comunicação e esse link e tantas pessoas refletirem sobre temas importantes, relevantes.

Enfim, já falei muito. Mas valeu, muito obrigado, sou seu fã aí. Não ouvi todos os episódios, às vezes passo um período sem ver, volto a assistir, tudo, mas ouvi pela correria do dia a dia mas sou muito grato, de coração, muita coisa que você me fez refletir durante todo esse período. Beleza? Valeu, Luciano e toda  a equipe, que eu sei que você sempre fala aí de três pessoas que estão aí no dia a dia, mas com certeza, tem muito mais gente por trás e que dá força pra que isso aconteça aí.

Grande abraço, tudo de bom e o melhor da vida pra todos nós. Abraço”.

Olha só. Esse foi o Alfredo Canuto… Meu caro Alfredo, tenho de fazer um episódio sobre a crise dos 30, dos 40, dos 50, dos 60…rararararara… pra toda década tem uma crise, cara! E quem fala é alguém que já passou por todas elas e se encaminha pra próxima. O importante é continuar provocando, motivando, cutucando e valorizando o talento e as pessoas que querem construir em vez de destruir. Um grande abraço!

Você já conhece a Escola Itaú Cultural, hein? A plataforma que nasce com o objetivo de desenvolver ações de formação nas diversas áreas de atuação da organização? Ela quer promover acesso ao conhecimento nos campos da arte e da cultura e trocar conhecimento e multiplicá-lo. São cursos gratuitos nas modalidades pós-graduação, cursos de extensão e cursos livres. Para se inscrever em um curso mediado, basta entrar no site da Escola Itaú Cultural, criar um usuário, escolher o curso e preencher a ficha de inscrição.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui,  plos olhos e pelos ouvidos…

Bem, o texto de de Eduardo Perez ao qual Polzonoff Jr. se referiu, está no mementomori.blog.br, e se chama “É preciso rir para exorcizar o diabo”.

E aqui vão alguns trechos dele.

Ao fundo você ouve Presepada, da trilha sonora do Auto da Compadecida.

As notícias ruins, que estimulam a tristeza por si só, são potencializadas e capitalizadas por grupos e pessoas a serviço do desespero. Não caia nessa. (…)

Já disse Suassuna no Auto da Compadecida: “quem gosta de tristeza é o diabo”.

No Auto da Compadecida, Suassuna nos lembra, pela boca da Compadecida, que o Diabo é apegado às formas exteriores, enquanto Gil Vicente, em seu Auto da Barca do Inferno, destaca como aqueles que foram apegados às honras terrenas, à vaidade, aos bens materiais, são incapazes de caber no barco do Anjo a caminho do Paraíso.

Falando parece fácil, mas é duro que o diabo conta com um fã-clube danado de grande, alguns até que dizem (e às vezes acreditam) fazer a obra de Deus. Gente que se apraz em odiar, que tem preconceito, de cuja boca só saem regras, para quem tudo é falta de respeito, ofensa, e seus “inimigos” devem ser mais que combatidos: devem ser obliterados, suprimidos, cancelados.

Uma gente que está sempre vestida para a guerra porque acredita agir em nome de Deus, da justiça social, da moral, do povo, da tradição, dos oprimidos, das minorias, da revolução, embora não tenha procuração de ninguém além da própria megalomania e acaba que faz é o trabalho do Encourado.

Seja um texto santo, seja uma cartilha ideológica, o objetivo é destilar sua frustração sobre os outros, dizer como cada um deve agir e ser. Tantos recém convertidos, seja à fé, seja à ideologia política, sinalizam suas virtudes e se empenham em apontar os erros alheios. Aliás, não só em apontar, mas em perseguir seu irmão, em atormentá-lo, em ofendê-lo, porque para quem se considera paladino de uma causa, quem diverge é um risco, é um perigo, e não pode existir, pouco importa se há vínculo de parentesco ou amizade.

Tanta gente apontando o dedo, subindo em palanques feitos de corpos, escrevendo panfletos com o sangue de gente viva. Nenhum desses aí está preocupado com o próximo, essas vidas só servem para justificar a defesa de suas crenças e ideologias. Ás vezes até mesmo disfarçam seu ódio com uma aparência de humor.

Penso que todos perdemos alguém que amávamos durante essa pandemia. Eu mesmo vou sentir a ausência do riso e da alegria constante da minha tia, que foi cedo demais. A saudade que sinto, contudo, não é nunca o desespero que regozija ao Encourado, a fé, a compaixão, o bom humor, permanecem, porque há um significado na vida de cada um e a procura desse significado, como nos ensina Viktor Frankl em seu livro Em busca do sentido, dá forças para suportar tudo. E ele sabia bem do que estava falando, sobrevivente que fora dos campos de concentração de Auschwitz e Dachau, os mais letais da máquina de genocídio nazista.

Ontem, quatro de maio, faleceu Paulo Gustavo, que era marido, pai, filho e irmão de alguém antes de ser uma figura pública que espalhou risos pelo país, um riso que vinha cheio de uma alegria primordial desprovida de preconceito, de ódio, de lacração, de moralismo, de reacionarismo, de politicamente correto.

A todo o momento, a cada dia, recebemos a oportunidade de novas lições, e para aprendê-las basta abrir uma brecha em nas ideologias, nas certezas e na “armadura de retidão”.

A maior dessas lições é que Deus é amor, compaixão e alegria. Se tem ódio, exclusão e tristeza é coisa do diabo.

Nem no momento mais obscuro e tétrico da humanidade os maus puderam tirar de suas vítimas a liberdade de serem boas. Você também tem essa liberdade.

Por você
Mauro Santa Cecília
Roberto Frejat
Guto Goffi.

Por você
Eu dançaria tango no teto
Eu limparia
Os trilhos do metrô
Eu iria a pé
Do Rio a Salvador

Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria a prazo
Pro inferno
Eu tomaria banho gelado
No inverno

Por você
Eu deixaria de beber
Por você
Eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia
Pra virar burguês

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher

Por você! Por você!
Por você! Por você!

Por você
Conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu
De vermelho
Eu teria mais herdeiros
Que um coelho

Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria a prazo
Pro inferno
Eu tomaria banho gelado
No inverno

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher

Por você! Por você!
Por você! Por você!

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher

Por você! Por você!
Por você! Por você!
Por você! Por você!

Que gostoso, olha só! É assim então, ao som de Por você, de Maurício Barros, Mauro Sta. Cecília e Roberto Frejat, na versão de Agnes Nunes, usada no filme Minha Mãe é uma Peça 3, que vamos saindo de mansinho.

Tá entendido, hein? Espere para saber, além dos fatos, as intenções e as circunstâncias. Não se manifeste no auge da loucura, no auge da histeria, no auge do ódio. Segure a boca pra falar e os dedos pra digitar. Espere. Assim você não entra na histeria e nem faz papel de bobo.

O Eduardo Peres foi muito feliz ao lembrar que Paulo Gustavo espalhou pelo país um riso que vinha cheio de uma alegria primoridal desprovida de preconceito, de ódio, de lacração, de reacionarismo, de politicamente correto.

O que se viu no dia seguinte à sua morte, foi um espetáculo pavoroso de politização, uma indignidade, algo que trouxe à luz a canalhice de muitos que se dizem os bondosos defensores da paz e da tolerância.

Mas no meio dessa loucura, coisas boas surgiram. Como um tuíte de Leonardo Lopes, que disse assim:

Apenas três coisas são dignas perante a morte:
– Tristeza
– Condolências
– Homenagens
E se você tiver dúvidas use a quarta: Silêncio.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na écnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

E agora tem a loja do Café Brasil, cara! Se você curte o conteúdo do Café Brasil, então vai curtir ainda mais quando visitar nossa loja com as camisetas de vários programas musicais icônicos. Eu estou com uma do Pink Floyd aqui que é maravilhosa! É na lojadoluciano.com.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”. Cara! Vai lá, bicho. Tem muito material, tem gente de primeira linha, tem um grupo no Telegram que é uma delícia. Se você acessar, confraria.cafe vai conhecer todos os planos. Vem com a gente!

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, vamos de Dona Hermínia: