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Luciano Pires -

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é?

No site perfetto.com.br – lembre-se, esse perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece. Entre as delícias que eles produzem está o Strondo love story, aquele tipo de picolé que desperta amor já na primeira mordida. Em cada palito, um delicioso sorvete de morango com cobertura de chocolate ao leite, produzida na fábrica deles a partir do cacau.

Você tá aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no blog! Dá uma olhada, cara: é enlouquecedor!

Com sorvete #TudoéPerfetto

E sabe quem ajuda este programa chegar até você?

A Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar. A inteligência a serviço do agro.

O Brasil é um grande país, que precisa de um povo unido para resolver seus problemas. Mas parece que existe uma conspiração para desunir o país. Para dividir o povo em castas, em classes, em raças, em grupos. E fazer com que um seja inimigo do outro. Que loucura, né? Pois é.

O programa de hoje é a revisita a um episódio publicado em Janeiro de 2010, cara… 11 anos atrás.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Pra começar, vamos com um texto do Paulo Saab, que escrevia nas Iscas Intelectuais de meu site, lá em 2010. O texto do Paulo chama-se Falando sobre nação.

Ao fundo você está ouvindo o eterno clássico CANTA BRASIL, de Alcyr Pires Vermelho e David Nasser com o violão de Aderbal Duarte.

Dom João VI fugiu de Napoleão, veio ao Brasil e criou por decretos, para ter o que governar, a estrutura do Estado brasileiro. Nascemos de cabeça para baixo. A nação deveria nascer antes e criar um Estado para gerenciá-la. Aqui, criamos o Estado, que até nossos dias tutela a sociedade e ainda hoje estamos construindo a nação.

Vamos entender Nação numa metáfora futebolística. O que é uma Nação quando a referência é um time de futebol? Fala-se de um grupo imenso de pessoas que torcem pelo mesmo objetivo de vitória. Usam simbolicamente a mesma camisa, defendem os mesmos valores e lutam conjuntamente em favor do melhor para seu time.

É esse o conceito de Nação, o que todos deveríamos fazer para o time Brasil. Evidentemente, não falo da Seleção de Futebol, onde existe essa visão, mas do país. Seria aplicar o conceito da torcida pela seleção brasileira, com o mesmo ardor, pelo país Brasil. Quando for assim a sociedade brasileira estará se consolidando como uma verdadeira Nação.

Temos um território descoberto em 1500. Portanto o solo brasileiro tem pouco mais de 500 anos de pertencimento. O Estado brasileiro, nascido a partir de 1808, está completando seu segundo século de existência.

A Nação brasileira, o que fecharia o quadro de um Brasil completo, está ainda em formação. Em plena miscigenação.

Somos um país em busca de seus valores comuns, sua identidade, sua peculiaridade, fruto dessa miscigenação das raças, costumes, religiões, gastronomias, culturas, letras, músicas e tudo o mais que aportou em nosso território nos fluxos imigratórios.

Considerando as datas que mencionei e olhando-as sob a ótica da história, estamos apenas começando a jornada brasileira. Roma, que forneceu a base da civilização ocidental existia há mais de 4 mil anos.

Alguém, com certeza, vai apontar o dedo: e os Estados Unidos, hein? Têm praticamente os números semelhantes a partir da descoberta da América. Mas os diferenciais são gritantes e deram um destino diferente a cada país. Os Estados Unidos nasceram já como Nação, da união de treze estados independentes, formalizando de início uma carta constitucional que vigora até hoje. Nós só agora estamos na prática, fora do discurso demagógico,  começando a pensar o Brasil em termos de sociedade democrática.

Não dá para comparar.

“Bom dia, boa tarde, boa noite, fala Luciano. Tudo bem? Quem está falando aqui é Sérgio Rangel, estou voltando aqui depois de 2018 onde eu mandei o áudio pra você a primeira vez, né cara? E a gente estava na véspera das eleições pra presidente, a gente não sabia qual seria nosso rumo, saber se o Bolsonaro ganharia, se ele faria um bom governo, aquela coisa toda. E cara, estou voltando aqui depois desse tempo todo pra falar das minhas conquistas, né? O que aconteceu de bom, cara, apesar desse ano aí de 2020, muito turbulento, aquela coisa toda, mas pra mim, cara, apesar dessa pandemia toda, foi um ano de muitas conquistas, amigo. Muitas conquistas mesmo.

Eu morava na época lá na Rocinha, você chegou até comentar aí no podcast, e eu fazia faculdade de direito e eu consegui, cara. Consegui me formar, terminei a faculdade no auge da pandemia em 2020, aí no … pra você ver que foi tão estranho, cara, que a gente teve que se adaptar, minha aula que era presencial, tive que finalizar ela em casa, online. A apresentação do meu TCC foi em casa, cara, foi em casa. Muito doido isso.

Poxa! Consegui, cara, eu morava na Rocinha, tinha uma casa muito confortável, aquela coisa toda, mas sempre almejei um futuro diferente pra minha família, né cara? Sempre almejei aí crescer profissionalmente e graças a Deus foi um ano, apesar da pandemia, onde eu consegui comprar um apartamento bacana, confortável, dentro de um condomínio aqui em Jacarepaguá, hoje meu filho consegue brincar, com espaço. Lá na Rocinha não tinha essa tranquilidade pra deixar ele solto. Agora, aqui no condomínio ele tem espaço, está super feliz, é uma outra criança, né?

Eu consegui a formação, como eu já tinha falado, comprei o apartamento e consegui, cara, graças aí ao conjunto da obra, eu consegui também a promoção no meu emprego, né? Eu era vendedor de uma rede muito grande aqui no Brasil, e eu fui promovido. Saí de vendedor pra consultor de treinamento. Hoje eu aplico treinamento pros vendedores que estão iniciando, pros vendedores que estão indo pra um estado ruim, motivando. E sempre que eu faço motivacional, eu sempre uso você como referência.

Então assim: cara hoje tem uma grande galera que te ouve também por conta da divulgação que eu faço, eu faço questão de divulgar seu trabalho, amigo. Que trabalho fantástico, que trabalho que… rapaz, se seu chegar aí a 40% do que você se tornou, pra mim já estou no auge.

Obrigado, cara. Obrigado pelo carinho de sempre, que você continue fazendo esse trabalho aí, que é um trabalho magnífico, mais que em muitos momentos a gente sabe que não tem o reconhecimento que você merece, né irmão? Mas continue firme aí na luta. As pessoas elas tem o hábito de olhar só o resultado final,né? Elas não tem o hábito de olhar a trilha, o que você trilhou pra chegar até esse resultado. Você é um cara fantástico. Se as pessoas passarem a valorizar muito mais o caminho, o resultado ele acontece naturalmente. Vai ser uma pessoa de sucesso.

E cara, eu agradeço você demais. Obrigado. Vida longa ao Café, poxa cara, sem palavras. Grande abraço, irmão.”

Cara, que maravilha… Esse foi o Sérgio Rangel, dando um retorno pra gente e mostrando que há, sim, esperança para o Brasil e os brasileiros. Olha, Sérgio: eu fico imensamente feliz de saber que de alguma forma eu posso ter inspirado você a seguir em frente, para cima e para o alto, mesmo nos momentos mais difíceis que temos passado. É isso, meu. Enquanto tem gente trabalhando para destruir, outros estão construindo seu futuro.

Parabéns, Sérgio! Você é uma inspiração!

E está no ar a Escola Itaú Cultural, plataforma que nasce com o objetivo de desenvolver ações de formação nas diversas áreas de atuação da organização; promover acesso ao conhecimento nos campos da arte e da cultura e trocar conhecimento e multiplicá-lo. São cursos gratuitos nas modalidades pós-graduação, cursos de extensão e cursos livres. Para se inscrever em um curso mediado, basta entrar no site da Escola Itaú Cultural, criar um usuário, escolher o curso e preencher a ficha de inscrição.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Pois é… O Paulo Saab traz um conceito interessante à reflexão: o conceito de NAÇÃO. Não custa nada lembrar, como sempre faço: nação é uma coisa, governo é outra. Nação é uma coisa, povo é outra. Nação é uma coisa, país é outra. Mas as pessoas costumam confundir tudo e dá no que dá: os brasileiros ainda não conseguem se enxergar como nação. Talvez precisemos de uma guerra para aprender? Ou, voltando à metáfora futebolística, precisamos da Copa do Mundo para conseguir a união em torno de um mesmo objetivo, não é?

Pois é. Mas veja bem: todo mundo quer um país melhor. Todo mundo quer o fim da fome. Todo mundo quer o amor distribuído em doses iguais. Todo mundo quer a natureza protegida e o ar e rios limpos. Todo mundo quer as crianças sadias e educadas. Todo mundo quer saúde, dinheiro e felicidade.

Então… Se todo mundo quer o mesmo, por que não somos uma nação?

Meu país
Ivan Lins
Vitor Martins

Aqui é o meu país
Nos seios da minha amada
Nos olhos da perdiz
Na lua na invernada
Nas trilhas, estradas e veias que vão
Do céu ao coração
Aqui é o meu país
De botas, cavalos, estórias
De yaras e sacis
Violas cantando glórias
Vitórias, ponteios e desafios
No peito do Brasil
Me diz, me diz
Como ser feliz em outro lugar
Aqui é o meu país
Dos sonhos sem cabimento
Aqui sou um passarim
Que as penas estão por dentro
Por isso aprendi a cantar,
Voar, voar, voar
Me diz, me diz
Como ser feliz em outro lugar

Olha que legal! Você está ouvindo AQUI É O MEU PAÍS, de Ivan Lins e Vitor Martins, nas vozes do Folia de 3. O trio vocal FOLIA DE 3 formado pelas cantoras CACALA CARVALHO, ELIANE TASSIS E MARIANNA LEPORACE, iniciou sua carreira em novembro de 2005 com o lançamento do CD “PESSOA RARA” em homenagem aos 60 anos do compositor IVAN LINS. Fala a verdade cara, não é uma delícia?

Mas é complicado, viu? Não somos uma nação, pois apesar de compartilhar dos mesmos objetivos, divergimos sobre a forma de atingi-los. Não temos consciência do coletivo. Somos incapazes de renunciar à nossa individualidade em benefício da comunidade. Até porque se eu renunciar, vai aparecer um espertinho que vai se aproveitar pra tirar vantagem. E então temos um país assim: cheio de gente legal, alegre e com muita energia. Gente capaz de tirar água de pedra quando o assunto é futebol ou carnaval. Mas incapaz de canalizar as energias individuais para a construção de uma nação. Voltando à metáfora do esporte, veja como funciona o brasileiro: somos os melhores do mundo no futebol e no vôlei. Isso era em 2010, tá? Quando, hein? Quando temos um técnico forte, capaz de se identificar com os jogadores e discipliná-los. Capaz de impor o coletivo sobre o individual. Quando isso acontece, as seleções são imbatíveis.

Mas como é que você pode trazer essa prática para a sociedade, hein? Para quase 200 milhões de pessoas? Ainda mais no malandríssimo País Tropical?

Rarararar… Que tal O país tropical de Jorge Ben com Wilson Simonal e cantando em Italiano em 1970, cara? Pois é…

Uma das mais importantes características de uma nação é aquela que está na frase de Martin Luther King: Devemos aprender a conviver juntos como irmãos ou pereceremos juntos como tolos.

Sobre esse assunto de “aprender a viver juntos”, encontrei um texto do sempre excelente Stephen Kanitz, chamado “Em Defesa da Classe Média”. Kanitz levanta uma lebre que costumamos deixar escondida…

Ao fundo, vamos com Chiclete com Banana, o clássico de Gordurinha, aqui com o grupo de clarinetistas paulistas, Sujeito a Guincho.

Existem centenas de teorias políticas escritas pelos mais variados cientistas políticos que têm defendido a tomada do poder por um grupo de pessoas inteligentes, éticas e compromissadas com o bem comum.

A lista de teorias é longa, desde o filósofo Rei de Platão, até os Socialistas Fabianos, os Sociais Democratas com sua elite de tecnocratas, até os escritos de Gramsci e seus intelectuais orgânicos e engajados. José Serra no seu primeiro discurso de campanha em 2002 disse que havia escolhido as cem melhores cabeças do país para montar um programa de governo, perdeu meu voto e de mais dois milhões de eleitores da classe média que também acham que sabem pensar.

No mundo moderno de hoje, felizmente ou infelizmente, precisamos de muito mais do que uma elite de cem ou mil pessoas para mudar um país. Hoje, para um país dar certo é necessária a participação de milhões de cidadãos atuantes, que se distinguem dos demais pelas suas pequenas lideranças, pelas suas pequenas iniciativas, nas suas pequenas comunidades e pequenas empresas.

São normalmente aqueles que mostram o caminho não pelas suas ideias, mas pelos seus exemplos. Exemplos de sucesso, disciplina, persistência e determinação. São aqueles que chamamos de classe média, os gerentes, os supervisores, os administradores, os pequenos e médios empresários, os juízes, os advogados, os médicos, os funcionários públicos, os profissionais liberais e os professores universitários.

É a classe média que gera emprego, que cria valor, razão pela qual é sempre mais tributada pela classe dominante. Normalmente, a classe média representa 10% da população, e se incentivarmos cada membro da classe média a criar dez empregos, teremos pela primeira vez no Brasil o pleno emprego.

Poderia a classe média gerar empresas e nove empregos por cada membro? Na realidade é o que já fazem, a maioria das pequenas e médias empresas, são abertas por pessoas da classe média, ou por ex-funcionários que aprenderam com alguém da classe média. Em Bento Gonçalves uma das melhores cidades para se viver no Brasil, existe uma empresa para cada dez habitantes da cidade.

Se incentivarmos cada empresa média a contratar doze funcionários em vez de 10, sabem o que iria acontecer? Os salários não parariam de subir, porque não daria para contratar 120% da população economicamente ativa. Cada pequeno empresário teria de tentar roubar o funcionário do outro, oferecendo um salário maior. Que beleza, cara!

Não são os intelectuais e os professores nas faculdades que ensinam os segredos do sucesso na vida. Quem ensina é a classe média, aos seus dez a cinquenta funcionários, muitos dos quais acabam montando negócios concorrentes. Pobre não aprende de rico nem de intelectual. Pobre emula a classe mais próxima, a classe média, aquela que ainda lembra como era ser pobre, e conseguiu sair da pobreza criando valor.

Só que no Brasil ninguém defende a classe média, muito menos seus valores e sua postura política. Os ricos são naturalmente de direita, são conservadores, querem manter o status quo. A classe média não é de direita nem de esquerda. É de centro e liberal. São os profissionais liberais por excelência, que acreditam na autonomia, na responsabilidade pessoal e social, na poupança para a velhice, nos valores familiares, no imposto sobre herança. Mas o liberalismo é a ideologia mais atacada no Brasil, pela direita e pela esquerda. A direita vê na classe média uma ameaça, a esquerda vê nela a burguesia a ser destruída.

Que eu saiba, nenhum jornal brasileiro defende a ideologia da classe média, justamente seus leitores. Não há um jornal liberal, que defenda os valores típicos da classe média. Por isto, a classe média está deixando de renovar suas assinaturas de jornais e revistas, onde o editorial normalmente defende os valores da direita, e o resto do jornal defende os valores da esquerda.

A circulação de jornais e revistas tem caído quase 20% nestes últimos anos, justamente porque a classe média cansou de comprar jornais que não defendem os seus pontos de vista, somente os daqueles que querem a sua destruição.

O primeiro jornal diário a ser criado por pessoas de classe média, que defendam os valores da classe média, terá todos os anúncios e circulação que desejar, sem precisar de anúncios do governo, empréstimos do BNDES, nem viver na corda bamba, fazendo editoriais para não criticar demais o governo.

É cara… Esse é o Stephen Kanitz lá em  2010. eu acho que ele teria algumas ideias um pouquinho diferentes hoje sobre liberais, conservadores. já mudou muita coisa no meio do caminho, né? mas ele falava lá em 2010 de um problema sério, que estamos deixando em segundo plano. O Brasil mudou imensamente nos onze anos desde aquele texto, mas todos continuamos querendo o melhor para a sociedade, para nossos filhos, para nosso país e para o mundo. Mas estamos com a visão embaçada por discursos que pregam o ódio e a desunião. Já é tempo de abrir os olhos…

Cara… Tudo que você ouviu nesse episódio foi escrito onze anos atrás.

Como é o nome de quem não aprende com seus erros? Burro, né?

Meu país
Tim Maia

Sim
Bem sei
Que aprendi
Muito no seu país
Justo no seu país
Porém no meu país
Senti
Tudo que quis
Pois vi
Como vivem
Todas as flores
Todas as dores
Sem distinção de cor
O amor
Existe, enfim
Mesmo ainda
Quando há luta
Do alto se escuta
Em uma só voz
Que diz
Somos
Como irmãos

Muito bem. E é assim, ao som de MEU PAÍS, o primeiro trabalho solo de Tim Maia lançado num compacto em 1968 que este Café Brasil reflexivo vai embora.

É o Tim quem dizassim, ó: mesmo ainda quando há luta / do alto se escuta / em uma só voz que diz: somos como irmãos.

A mente dos brasileiros foi sequestrada por uma elite, num trabalho minucioso que começou 30, 40 anos atrás. Aos pouquinhos foram incutindo o ódio entre os diferentes, uma ideia que não deu certo em nenhum lugar do mundo, que prega igualdade e liberdade, tentando misturar água com óleo.

Não deu certo, não vai dar certo, e o resultado estamos vendo aqui, quando ódio está disseminado, vozes têm sido caladas, a mentira sendo brandida como verdade, canalhas rematados tratados como paladinos da moralidade… Cara! Isso não pode dar certo,

Cara, eu quero meu Brasil de volta.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br. Tem uma sequência de palestras ali online, que são uma festa, cara! Vamos levar um cafezinho ao vivo.

E se você curte o conteúdo do Café Brasil, vai curtir ainda mais quando visitar nossa loja com as camisetas de vários programas musicais icônicos. É no cafebrasilloja.com.br. Repetindo, tem dois ls aí no meio, tá? cafebrasilloja.com.br.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”. Olha: se você curte o conteúdo do Café Brasil, dá uma olhada no Café Brasil Premium. O que eu fiz ali foi levar lá pra dentro tudo aquilo que eu utilizo como matéria prima pra montar esses programas. Os livros, os vídeos, os bate papos, os texto. Tem um monte de coisa lá. Tem um grupo no Telegram reunido com pessoas dispostas a discutir as coisas do Brasil sem estar conectado nessas mídias desgraçadas que estão aí detonando o país pra lá e pra cá. Ali é gente interessada em crescer pessoal e profissionalmente. Vai lá. cafebrasilpremium.com.br, escolha um plano e ajude a gente a manter esse trabalho aqui de criação de conteúdo, chegando gratuitamente pra muita gente.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, vamos com Charles de Montesquieu, o filósofo francês:

A sociedade é a união dos homens, e não os próprios homens.