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Café Brasil 774 – Adversário x Inimigo

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Luciano Pires -

Muito bem! Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é? Escreva assim, ó: sorvete com dois tês é Perfetto com dois tês. Fica com o dobro de qualidade, o dobro de sabor.

No site perfetto.com.br, perfetto tem dois “tês”,você vai encontrar muitas informações e ali tem um blog. Dentro desse blog tem receitas de coisas que você pode fazer com sorvete Perfetto. Cara: é enlouquecedor! Você entra lá e não quer sair mais. Aliás, quer sair sim. Quer sair pra ir até o mercado e comprar Perfetto. Não se aguente aí não, cara! Levanta e vai lá! Lá no blog. perfetto.com.br. Dê uma olhada. É enlouquecedor!

Com sorvete #TudoéPerfetto

Publiquei um post em minha página do Facebook, dizendo assim: “Esclarecendo as regras para block nesta página: entrou aqui sujando postagens com coisas como “bolsonarista”, “genocida”, “gado” e outras demonstrações de estupidez, é block na hora. E junto vão os que curtirem o comentário. Hoje já foram quatro, um estúpido e três curtidores. O termo é “livramento”.

Cara! Pegou fogo! O post viralizou, provocou o block de mais uns vinte haters e centenas de comentários de pessoas dizendo que não suportam mais os ataques de ódio em redes sociais. Ódio em rede social. Vamos nessa hoje?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Olha, chego a pensar que houve um sequestro das mentes dos brasileiros, que hoje veem confronto político até em anúncio de desodorante, cara. Aliás, até um post meu no Instagram mostrando o novo moletom da loja do Café Brasil, serviu para ataques dos alucinados.

O moletom tem uma frase icônica do Pink Floyd, que abre o disco Dark side of the moon.

Cara, que delícia, né? Essa frase icônica quer dizer assim: Respire, respire no ar, não tenha medo de se importar. Pois teve gente que entrou lá para dizer que era lamentável eu usar uma frase dessas neste momento. O sujeito achou que a frase remetia a respirar o ar sem máscara ou coisa parecida. E na esteira dele, vieram mais dois ou três com os ataques costumeiros: bolsonarista, estou decepcionado, não ouço mais o seu programa…

Cara, isso só pode ser uma psicose. Nossas mentes foram sequestradas por uma falsa polarização política. Sim cara, é falsa, pois ela só existe nas narrativas de bolhas na imprensa e nas mídias sociais. E isso vai acabar com nosso país.

Mas antes de mergulhar mais no tema, deixe-me dar um aviso aqui.

Quando criei o Café Brasil Premium, imaginei um ambiente onde eu publicaria conteúdos que os interessados consumiriam. Uma espécie de Netflix do Conhecimento. Eu publico, você consome. E assim chegamos a mais de 1500 assinantes. Porém, descobrimos uma mina de ouro no caminho: a interatividade com os assinantes. O Premium criou a oportunidade de organizarmos uma comunidade de gente com um interesse comum: crescer pessoal e profissionalmente. E o grupo de assinantes no Telegram, que era para ser um local de “tirar dúvidas”, ganhou vida própria e, para muitas pessoas, é hoje uma das principais fontes de informação e conhecimento sobre os acontecimentos do dia a dia. A comunidade lá é tão sensacional que até um podcast, o Café da Confraria, nasceu ali dentro e está bastante ativo.

Mas descobrimos também que muitos assinantes não sabem da existência desses canais de interatividade. Não sabem que toda terça-feira temos uma “terça Premium”, quando um assinante ganha um brinde e, o que é o mais legal, uma ligação minha para um bate-papo. Não sabem que todo mês, o Podsumário gera uma “podlive”, seguida de uma conversa por zoom com participação ativa e exclusiva dos assinantes. Não sabem que nossos canais permitem contato pessoal para tirar dúvidas, trocar ideias e conteúdos. não sabem do volume gigantesco de conteúdo profissional e pessoal pra crescimento que existe dentro do Premium.

O Premium não é sobre passivamente receber informações, mas sobre construir ativamente seu repertório junto com pessoas com formações diversas e genuinamente interessadas em crescer. Não tem ali nenhum estúpido que vai te humilhar, que vai te contestar, que vai atacar você destilando ódio. Tem gente interessada em ideias.

E tem mais um ponto muito importante, que é o que desperta a ira dos haters: o Premium é hoje a principal fonte de financiamento do Café Brasil. É ali que os ouvintes contribuem para que possamos manter nossa estrutura, criando não só conteúdos pagos, mas todo o conteúdo gratuito que há anos distribuímos para milhares de pessoas. Quando você adere ao Premium, passa a contribuir para que nosso trabalho continue, livre de amarras e levando as iscas intelectuais para muito mais gente. Sabe o que significa isso? Independência editorial, independência de poder abordar o assunto que eu quiser, do tamanho que eu quiser, a hora que eu quiser. Poder conversar com quem eu quiser, sem estar atrelado aqui a um diretor de programação, a uma pauta jornalística, a uma editoria que está com o rabo preso ou que tem dinheiro de político enfiado dentro do negócio. Aqui não. É independência. Que só existe porque o pessoal assina o Premium.

Se você acessar confraria.cafe, esse é o link, tá? confraria.cafe vai conhecer todos os planos. Cara! Mas assine o plano Premium, quando você entrar lá, tá? Ele é que dá acesso a esse mundo de conteúdos. E se você não gostar, você simplesmente para de assinar.

Vem com a gente, cara! É muito importante esse movimento de ajudar a financiar os criadores independentes de conteúdo. Dê suporte a quem você acha que gera conteúdo com valor pra sua vida.

“Olá Luciano. Bom dia, boa tarde, boa noite. Aqui seu ouvinte João Carlos de Souza, radialista de Três Lagoas no Mato Grosso do Sul. Sou grande fã e admirador do seu trabalho. O acompanho desde o início do Café Brasil.

Lembro-me que era hábito pra mim, ler no início dos anos 2000, por volta de 2004, 2005, seus textos, assim como de um site chamado BizRevolution, de um tal de Jordão Magalhães que depois, para minha grande surpresa fui encontrá-los juntos em um ou outro programa. Fiquei fascinado, pois eram duas figuras que… duas pessoas… duas figuras que eu admirava e continuo admirando.

O Café Brasil pra mim é um oásis em meio a tanta inutilidade que povoa a internet. É sempre bom escutar os seus podcasts alguns, inclusive, chego a ouvir diversas vezes devido às mensagens importantíssimas que são passadas e que merecem ser absorvidas mais intensamente. É muito bom ter uma pessoa como você que sabe reunir criatividade, sagacidade, escolha de boas músicas, olhar atento e uma excelente comunicação. Confesso que não há na podosfera brasileira, viu Luciano, outro comunicador que tenha o seu talento e se faz necessário que outros se inspirem em você para multiplicar e talvez um dia dar continuidade a esse excelente, esse maravilhoso trabalho que você faz.

Aproveito aqui para parabenizar a sua equipe, Ciça e Lalá. Isso prova que a união de pouquíssimas pessoas, mas com grande competência, compromisso e inteligência, é possível fazer um trabalho de primeiríssimo nível.

Agora, me resta tomar vergonha na cara e migrar também para o conteúdo pago do Café Brasil, né? Assinando o Premium. É o mínimo que eu tenho obrigação de fazer para retribuir um pouquinho do muito que você tem feito pra mim, para seus ouvintes e para o seu país. Um grande abraço. Vida longa a esse delicioso Café Brasil. Valeu! Tchau, tchau.”

Uau… que baita voz, hein João Carlos? Só podia estar no rádio. Obrigado pelos elogios, especialmente e quem é um comunicador e nos acompanha há tanto tempo. E você cita o Jordão, que é outro provocador que toma bordoada de todo lado e que se alimenta de ouvintes como você, que dão valor ao esforço que a gente faz por aqui. Tenho certeza que muita gente se inspira em nosso trabalho para também espalhar um “mexa-se!” pelas ondas do rádio e pela internet. Tamo junto! seja muito bem-vindo ao Premium.

E está no ar a Escola Itaú Cultural, plataforma que nasce com o objetivo de desenvolver ações de formação nas diversas áreas de atuação da organização; promover acesso ao conhecimento nos campos da arte e da cultura e trocar conhecimento e multiplicá-lo. São cursos gratuitos nas modalidades pós-graduação, cursos de extensão e cursos livres. Para se inscrever em um curso mediado, basta entrar no site da Escola Itaú Cultural, criar um usuário, escolher o curso e preencher a ficha de inscrição.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Recebi de leitores uma indicação de um texto de Severino Coelho Viana, escritor e promotor de Justiça em João Pessoa na Paraíba. Chama-se Adversário ou inimigo, e é de 2017. É indispensável cara. Eu vou passar aqui agora uma adaptação dele.

Ao fundo, você ouve uma versão instrumental de Us and them, Nós e eles, do Pink Floyd… nada mais apropriado.

A arte política como uma ciência não muda, o que está mudando esculachadamente é a politicagem na mente dos idiotas. A atividade política contamina-se com a proliferação entre adversário político e inimigo pessoal. O adversário contenta-se em derrotá-lo, enquanto que o inimigo pessoal tenta destruí-lo a todo custo.

A inimizade pessoal afasta o princípio democrático da convivência entre os contrários, acaba com o senso crítico razoável e solta o verbo venenoso do ódio tresloucado. As espadas estão em riste podendo a qualquer momento haver derramamento de sangue por conta do ódio pessoal.

No ataque pessoal vão para cima do adversário com todo gás, não respeitam honra pessoal, dignidade humana e capacidade profissional. A intolerância partidária está tão brega que é formada de mentiras deslavadas e deixa o oponente rente ao chão. De intelectual passa a ser burro, de inteligente a ser medíocre, de honrado a ser canalha, de honesto a ser pilantra.

É lamentável a ridicularidade desses ataques pessoais que em nada constroem em benefício do regime democrático, pelo contrário, deseducam e despolitizam o eleitorado que se espelha no chefe político.

A adversidade, que é o termo correto usado na ciência política, acontece somente no período de campanha eleitoral, ou seja, cada um torcendo pelo seu time. Essa adversidade não pode ser direcionada para o terreno da inimizade pessoal. Situação contra oposição são concorrentes, disputam o espaço político, mostram o prestígio pessoal, medem o poder de força popular. O próprio tempo se encarrega de mudar as circunstâncias, que são conjunturais, porque muitas vezes o adversário de hoje poder ser o aliado de amanhã.

Nossos políticos precisam entender que não devem ser movidos pelo ódio pessoal, nem pelo desejo de destruição, são sentimentos exclusivos dos inimigos, que sempre alimentam um sentimento negativo para o outro, surgindo então inimizades pessoais. O ódio é um defeito que precisa ser eliminado através de uma terapia, este sentimento esdrúxulo não serve de apoio para divergências políticas.

A política do ódio é uma manobra perigosa, elaborada e praticada por forças que se apossam do senso comum das massas, do seu desencanto, para introduzir na nossa cultura a intolerância, a intransigência, o deboche, a pobreza de espírito.

Agora inimigo é inimigo. Não tem acordo, predomina a lei da carranca do velho Oeste. Deixa de ser disputa política e passa a ser duelo. O duelo oral é o que mais maltrata.

O pior de tudo isso, a nossa modernidade política vivenciada pelos eleitores não passa de um desastre de ideias tortas. Meu Deus!  Quanta gente perdeu amigos por causa de briga política, desfez amizade no Facebook porque a discussão baixou o nível e partiu para agressão pessoal?  O discurso do ódio projetou-se de tal forma nas redes sociais que tem hora que pensamos que a discussão não é entre seres humanos. São criaturas produzidas pelo mundo da violência e da intolerância política. A cabeça não pensa e não tem o mínimo de cuidado com a habilidade do dedo na letra do teclado. E tome desaforo! Sabe por que isto aconteceu? Aprenderam com os caciques que comandam militantes que sofrem de miopia.

A que ponto nós chegamos? Isso é o espelho da realidade mostrado e reproduzido pelos nossos políticos despolitizados.

A formação do estado como uma sociedade organizada veio da arte política. As instituições democráticas são as formas mais civilizadas de convívio político, exatamente porque institucionalizaram o conflito no campo das ideias e, ao mesmo tempo, fixaram os seus limites dentro da lei. O pluralismo, a liberdade de organização política e de associação, os direitos individuais, os direitos das minorias, a divisão de poderes, as eleições periódicas, são princípios constitucionalmente garantidos para proteger a liberdade diante do desafio do agente opressor.

O partido político é um instrumento representativo aceito pelo regime democrático, que agrega pessoas de ideal comum e arregimenta o bom debate de um programa governamental convincente e de acordo com as necessidades da comunidade. Não pode dilapidar o patrimônio público para ter perpetuação no poder ou formação de um grupo oligárquico que só visa interesse inescrupuloso.

A lógica da arte política indica a descoberta de um líder pela sua natureza de saber governar a coisa pública e ter amor ao próximo realizando benefícios em favor da coletividade. Trazendo consigo mesmo o ideal de bem servir e ter convicção plena de abraçar as causas sociais. Não se pode governar com um coração carregado de ódio, com uma mente orientada pela vingança pessoal, nem tampouco com o interesse obtuso de confundir a coisa pública como um bem privado. Precisa ser um idealista convicto de que aquele mandato não passa de um tempo determinado e transitório outorgado pelo povo e deve ter maior zelo com a coisa pública como se fossem pertences de ordem particular.

O mandatário é eleito por um partido político, mas, no exercício do cargo eletivo, torna-se representante de todo o corpo social. É claro que tem a sua ideologia política, o programa de partido, as diretrizes partidárias e a doutrina política. No entanto, o seu elevado nível de consciência política se edifica com um pensamento voltado em busca do bem coletivo.

Essa política do rancor exagerado é um método antigo praticado pelo coronelismo, é uma forma ridícula de constituir forças que se apoderam do senso comum das massas, criam na mente a cultura da intolerância, da intransigência, da irracionalidade, do desatino e da perturbação pública.

Depois do resultado oficial das urnas, apresente os cumprimentos e parabenize o vitorioso, além do reconhecimento de que aceita a decisão da maioria, isso é o ideal do regime democrático.

Muito bem. O texto do Severino Coelho Viana fala do ideal do regime democrático. Olha: há muito tempo esquecemos o que é isso. Aliás, eu nem sei se um dia soubemos, viu? Fundamos a democracia de uma via só, não tem vai e volta. E por anos, muitos anos, se construiu essa percepção do nós contra eles. Isso foi intencional, cara Eu sou do bem, você que não concorda comigo é do mal e eu preciso destruit você. Isso é um reducionismo imbecil.

O Brasil não está polarizado coisa nenhuma, cara. A maioria absoluta da população é conservadora, religiosa, apegada a valores morais, à família, ao trabalho, à liberdade. Isso já apareceu em diversas pesquisas. Quem está polarizado são grupos políticos, grupos na imprensa, na universidade, no setor cultural, até nas redes sociais. Essas minorias são donas dos palcos e dos holofotes e, assim, disseminam seu ódio pela população.

Muito cuidado para não virar, como é mesmo aquele adjetivo estúpido, hein?

Ah, sim… gado…

Admirável gado novo
Zé Ramalho

Ôôô, boi

Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber

E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer

Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!
Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal

E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou!

O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela

Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé, o dirigível
Não voam, nem se pode flutuar

Não voam, nem se pode flutuar
Não voam, nem se pode flutuar

É assim então, ao som de Admirável gado novo, num arranjo que acho que você nunca ouviu, do Zé Ramalho, que vamos saindo, pensativos…

Já gritou seu muuuuu hoje?

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

E os produtos do Café Brasil você encontra no cafebrasilloja.com.br. Tem dois Ls ali. cafebrasilloja.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar, uma frase de Jorge Luis Borges

Tome cuidado ao eleger seus inimigos pois pode terminar parecendo-se com eles.