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Podcast Café Brasil com Luciano Pires
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Café Brasil 784 – Avatar

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Luciano Pires -

Sabe quem ajuda este programa chegar até você?

É a Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

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E na pandemia, o problema das horas extras virou um problemão! Como controlar o tempo que a pessoa passa conectada, trabalhando, quando ela está a distância, hein? Como evitar as horas extras indesejadas, com seu alto custo e o passivo trabalhista? Como evitar que os colaboradores fiquem em frente ao computador mais tempo do que o recomendável?

A SoftTrade criou o software Controle de Jornadas, que bloqueia o computador do colaborador quando encerra o expediente, impedindo horas extras sem prévia autorização do gestor. Além de evitar os altos custos, o sistema diminui os riscos de reclamação trabalhista por horas extras e intervalos em desacordo com a lei.

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Nestes tempos internéticos, fica cada vez mais difícil entender como alguns influenciadores digitais podem ter tantos seguidores e curtidores, mesmo que falem sobre assuntos que evidentemente desconhecem. E esses caras acabam realmente moldando a opinião de muita gente. Mas se você está achando complicado com gente de carne e osso, não perde por esperar. Estão chegando as personalidades digitais…

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Publiquei um post falando de um influenciador digital chamado Carlinhos Maia, que saiu da miséria para a riqueza em pouco mais de um ano, e hoje tem 23 milhões de seguidores no Instagram. Carlinhos se intitula como humorista, mas eu não consigo compreender o que ele tem para entregar.

O post em questão dava conta da condenação que ele recebeu de indenizar uma pintora em 30 mil reais. Em 2019, Carlinhos estava hospedado em um hotel em Aracaju e não gostou de uma pintura que decorava o quarto. Não teve problemas, pegou uma caneta esferográfica e rabiscou toda a pintura, dizendo que os hóspedes gostariam do que ele estava fazendo. E publicou para que todos seus seguidores vissem.

Você entendeu, cara? Achei feio, eu destruo. E depois eu digo que foi uma piada.

Esse é o conteúdo do Carlinhos.

Mas esse é um exemplo pequeno. Existem outros mais impactantes, alguns rendendo dores de cabeça homéricas para os influenciadores.

Houve o caso da blogueira Gabriela Pugliese, que promoveu uma festinha em sua casa no auge da pandemia. Numa das postagens, Pugliesi apareceu, de copo na mão, visivelmente alterada, dizendo: “Bora abalar, gente. É só o que a gente tem pra vida. O que a gente tem é ficar louco mesmo”. Depois das postagens, Pugliese perdeu mais de 150 mil de seus 4 milhões e meio de seguidores em pouco mais de 24h. Pouco depois ela apagou sua conta.

Outro influencer, um tal de Fuinha, publicou uma pegadinha na qual chuta os pés de sua mãe enquanto ela salta, fazendo com ela se esborrache no chão. Os estúpidos começaram a replicar a pegadinha e não demorou para que pessoas se machucassem seriamente. Fuinha então foi explicar:

Pois é. Eu pedi para ser engraçado, a partir daí. Mas vocês sabiam que eu podia ter perdido a minha mãe por causa dessa brincadeira? Ela poderia ter batido a cabeça, tido um traumatismo craniano ou qualquer uma outra lesão irreversível pra vida dela. E por conta disso, eu estou muito arrependido por ter postado esse vídeo. Em nenhum momento eu pensei que ele seria um viral  dessa proporção.

O vídeo era pra ser apenas um meme de entretenimento na internet. Assim como todas as trolagens que eu sempre fiz, o meu intuito sempre foi de alegrar vocês. Em nenhum momento eu pensei que isso ia tomar uma proporção pra machucar pessoas. Como influenciador eu errei, como humorista eu falhei. E eu peço desculpas a todos vocês que compartilharam esse vídeo aí e riram disso. Pois atualmente essa brincadeira tem prejudicado muitas pessoas e machucado seriamente muitas pessoas.

Então, eu quero pedir, de coração, não propaguem mais esse vídeo. Não deixem que isso cause consequências a muitas famílias, muitas vezes irreversíveis, tá bom? Um grande beijo.

Exemplos como esses existem às centenas. E todos seguem um padrão, depois que a cagada é feita:

– Ah, gente, era só uma piada, eu não tinha intenção de machucar, nem de humilhar, nem de enganar nem de  prejudicar ninguém. Estou arrependido, estou arrependida.

Olha! E saindo dessas demonstrações de estupidez, vamos para temas mais complexos. Política, ciência, questões sociais. Há dezenas, milhares de influenciadores dando opiniões sobre temas complexos, que nem mesmo os especialistas conseguem equacionar com clareza. Mas os jovens influencers sabem tudo sobre pandemia, geopolítica, oriente médio, globalismo, mudanças climáticas e o sentido da vida.

E um monte de gente acredita neles.

Mas por quê, hein?

Bem, numa série de aulas que eu ministrei algum tempo atrás, chamadas A MÍDIA E EU, eu discorri sobre como o alvo preferido das mídias, sejam as tradicionais ou as digitais, são as crianças, adolescentes e jovens. Essa moçada, pela própria juventude e falta de repertório e manha, é muito suscetível às pressões da moda e da patota. Você joga uma sementinha naquelas mentes férteis e ela germina rapidamente. É ali que se ganha muito dinheiro. E, evidentemente, onde estão os influenciadores de maior sucesso.

“Olá.Tudo bom, Luciano? Aqui é o Murilo, eu sou de Franca, interior de São Paulo, mas estou voltando do interior do Mato Grosso aqui. Tive umas semanas de trabalho aqui. O agro aqui, toda vez que a gente vem, a gente impressiona, né?

Como em vinte anos aqui não era nada, estou aqui numa região aqui em Sapezal, que eu vim aqui quando eu estava na faculdade ainda, em 2003, era tudo estrada de terra e hoje você vê o desenvolvimento das cidades, serviço, restaurante, a parte em geral, dentista, profissional liberal… desenvolveu e a região desenvolveu num curto prazo em vinte anos, muito legal.

Mas, eu queria te mandar essa mensagem mais pra dar uma ideia. Eu acabei de escutar o podcast do pessoal do Brasil Paralelo, e queria fazer um combo com o Brasil Paralelo, tipo o que a Globo faz com a Disney+. Então, quem assina o Brasil Paralelo e Café Brasil ao mesmo tempo, ganha um bônus. Vocês poderiam fazer uma operação de marketing aí em conjunto. Com certeza, eu acho que seria um sucesso pra ambos, né?

Então, acho que fica essa ideia aí. Como a gente tem uma startup de agro também que chama ICAgro. Então, eu estive no Vale do Silício, eu fui nuns… pode ser até uma ideia pra ajudar alguém, uma dica, que sem esperar muita coisa em troca, isso é uma mentalidade que a gente precisa desenvolver mais no Brasil, né? Ajudar os outros. Não ajudar de filantropia, mas ajudar porque você tem as conexões, você vê que isso vai ser bom pra pessoa, pro negócio dele, então dá uma dica. Beleza?

Um abraço, vida longa aí”.

Grande Murilo, nas asas do agro, meu caro? Olha. A quantidade de gente do Agro que ouve o Café Brasil é impressionante. O Agro é o paraíso do podcast… Se tem uma coisa que os caras fazem é ficar horas dentro de um carro, de uma colheitadeira. E aí o podcast é um bálsamo!

Sobre a dica com relação ao Brasil Paralelo, vou te contar um segredo. Existe uma máxima no mundo dos negócios digitais que diz assim: “não perca tempo com ninguém que tem menos seguidores que você.” Essa regra diz que quando você se associa com quem tem menos seguidores, além de não ganhar nada, ainda transfere seus seguidores para o outro. Por isso essas parcerias acontecem com gente que tem a mesma bala. O Brasil Paralelo é um canhão, eu sou um espingardinha de pressão. Já nos falamos, mas as coisas não andaram. Vamos ver se esse cenário muda. O mundo digital é uma incógnita. Grande abraço, meu caro.

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é?

No site perfetto.com.br – lembre-se sempre que perfetto tem dois “tês”, a gente fica louco, cara. E eles provocam viu? No seu Instagram é uma loucura, cara. Eles botam coisas assim, ó: em uma sexta feira o que é essencial pra você? Pra gente é essencial saborear o picolé Brigadeiro da Perfetto. Só assim conseguiremos dar boas-vindas ao tão desejado fim de semana.

E aí eles botam, o Brigadeiro, cara! Botam o picolé de Brigadeiro aqui, na cara da gente, é irresistível!

Eu não sei como é que você aguenta. Eu não aguento, viu? Vai lá no blog, vai! Dá uma olhada: é enlouquecedor!

perfetto.com.br. Ou melhor, vai lá no Instagram deles, dá uma olhada lá: @perfettosorvetes. Perfetto com dois ts.

Luciano – Lalá, tá com água na boca aí, é? Como é que é mesmo?

Lalá – Com sorvete #TudoéPerfetto

Um texto interessante de Jennifer Neda John, que pesquisa desinformação online no Stanford Internet Observatory foi publicado originalmente na página do MIT Technology Review. O link está no roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br.

https://mittechreview.com.br/por-que-a-geracao-z-cai-na-desinformacao-online/

O título é “Por que a Geração Z cai na desinformação online – Todos nós podemos tirar algum ensinamento de como os jovens de hoje avaliam a verdade online.”

Ao fundo você ouve Costa del Sol, do Final Fantasy VII, em versão a Capella do canal Smooth McGroove… que você devia dar uma olhada, cara…

Uma adolescente olha seriamente para a câmera, o enquadramento se movendo à medida que ela aponta o telefone para o rosto. Uma legenda sobreposta em seu moletom dá um aviso sinistro: se Joe Biden for eleito presidente dos Estados Unidos, “trumpistas” cometerão assassinatos em massa a indivíduos LGBT e pessoas de cor. Uma segunda legenda anuncia: “esta é realmente a 3ª Guerra Mundial”. Esse vídeo foi postado no TikTok em 2 de novembro de 2020 e foi curtido mais de 20.000 vezes. Naquela época, dezenas de outros jovens compartilharam avisos semelhantes nas redes sociais, e suas postagens conquistaram centenas de milhares de visualizações, curtidas e comentários.

Claramente, as alegações eram falsas. Por que, então, tantos membros da Geração Z — um rótulo aplicado a pessoas com idade entre 9 e 24 anos, que são presumivelmente mais entendidos digitalmente do que seus antecessores — caíram nessa evidente informação falsa?

Trabalho como assistente de pesquisa no Stanford Internet Observatory desde o verão passado, analisando a disseminação de desinformação online. Estudei campanhas de influência estrangeira nas redes sociais e examinei como a desinformação sobre a eleição de 2020 e as vacinas contra a Covid-19 se tornaram virais. E descobri que os jovens são mais propensos a acreditar e transmitir informações incorretas se sentirem uma identificação em comum com a pessoa que a compartilhou em primeiro lugar.

No mundo offline, ao decidir quais reivindicações devem ser confiáveis ​​e quais devem ser ignoradas ou duvidadas, os adolescentes tendem a se basear no contexto que suas comunidades oferecem. Conexões sociais e reputações individuais desenvolvidas ao longo de anos de experiências compartilhadas informam quais familiares, amigos e colegas de classe os adolescentes confiam para formar suas opiniões e receber atualizações sobre os eventos. Nesse cenário, o conhecimento coletivo de uma comunidade sobre em quem confiar quando se trata de tópicos determinados contribui mais para a credibilidade do que a identidade da pessoa que faz uma reivindicação, mesmo que ela seja compartilhada pelo jovem.

Nas redes sociais, no entanto, promovem a credibilidade com base na identificação e não na comunidade. E quando a confiança é construída sobre a identificação, o senso de autoridade muda para os influenciadores. Graças ao fato de se parecerem e soarem como seus seguidores, os influenciadores tornam-se mensageiros confiáveis ​​em tópicos nos quais não têm experiência.

De acordo com uma pesquisa da Common Sense Media, 60% dos adolescentes que usam o YouTube para acompanhar eventos atuais recorrem a influenciadores em vez de a organizações de notícias. Os criadores que construíram credibilidade nesses valores de identificação veem suas afirmações elevadas ao status de fatos, enquanto os especialistas no assunto lutam para ganhar força.

Os jovens são mais propensos a acreditar e transmitir informações incorretas se sentirem uma identificação em comum com a pessoa que a compartilhou em primeiro lugar.

Foi assim, em grande parte, que o boato de planos de violência pós-eleitoral se tornou viral. Os porta-vozes do aviso eram profundamente relacionáveis ao seu público. Muitos eram pessoas de cor e abertamente LGBT, e suas postagens anteriores discutiam tópicos familiares como conflito familiar e dificuldades nas aulas de matemática. Esse senso de experiência compartilhada os tornava fáceis de acreditar, embora não oferecessem evidências para suas afirmações.

Para piorar as coisas, está a sobrecarga de informações que muitas pessoas vivenciam nas redes sociais, o que pode nos levar a confiar e compartilhar informações de baixa qualidade. O boato da eleição apareceu entre dezenas de outras postagens nos feeds do TikTok para adolescentes, deixando-os com pouco tempo para pensar criticamente sobre cada reivindicação. Quaisquer esforços para desafiar o boato foram relegados aos comentários.

À medida que os jovens participam de mais discussões políticas online, podemos esperar que aqueles que cultivaram com sucesso essa credibilidade baseada na identificação, se tornem líderes comunitários de fato, atraindo pessoas com ideias semelhantes e conduzindo um diálogo. Embora isso tenha o potencial de empoderar grupos marginalizados, também agrava a ameaça de desinformação. Pessoas unidas pela identidade se tornarão vulneráveis ​​a narrativas enganosas que visam exatamente aquilo que as aproxima.

Quem, então, tem um papel a desempenhar na promoção da responsabilidade? As plataformas de rede social podem implementar algoritmos de recomendação que priorizam uma diversidade de vozes e  quevalorizam o discurso em detrimento do clickbait (ou caça-cliques). Os jornalistas, ah os jornalistas, devem reconhecer que muitos leitores obtêm suas informações por meio de postagens de rede social consumidas de pessoas parecidas com eles — e devem começar a apresentá-las de acordo. Os legisladores devem regulamentar as plataformas de mídia social e aprovar leis para lidar com a desinformação online. E os educadores podem ensinar os alunos a avaliar a credibilidade das fontes e suas afirmações.

Mudar a dinâmica do diálogo online não será fácil, mas os perigos que a desinformação pode aumentar — e a promessa de melhores conversas — nos obrigam a tentar.

Bom. Esse foi o texto dela e eu estou tentando não fazer julgamento de valor aqui. Tá difícil, mas eu estou tentando. Eu estou constatando como os níveis de manipulação estão atingindo patamares que farão séries como Black Mirror, parecerem piada, cara! E se você acha que vai demorar, é bom prestar muita atenção.

E comemorando o Dia do Cinema Brasileiro, nasce a Itaú Cultural Play, plataforma de streaming gratuita dedicada a produções nacionais. O catálogo oferece mais de cem títulos já na estreia e é composto de filmes, séries, programas de TV, festivais e mostras temáticas e competitivas, além de produções audiovisuais de instituições culturais parceiras. É só fazer um cadastro gratuito que você poderá acessar todo conteúdo e escolher se verá no desktop ou no celular.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Pois é… falando de mudar a dinâmica dos diálogos online… Há tempos eu venho investigando para saber se conseguimos desenvolver uma etiqueta online, mas está claro que ainda não conseguimos.

Mal e mal conseguimos nos comportar numa área de comentários em redes sociais, muito menos sabemos separar o online da realidade. Para quem está mergulhado no Twitter, aquilo ali é uma representação do mundo. E é feio, viu?Assim como é a visão de um Felipe Neto ou tantos outros influenciadores digitais, que disseminam seu viés sem preocupação com as consequências de suas falas. Ou achando que acordaram para a luz – os chamados wokes – e detêm a verdade, ou por canalhice mesmo.

Mas a coisa pode piorar. E muito.

Uma startup chamada Brud (https://brud.fyi) nasceu para, em suas próprias palavras, “criar mídia de propriedade da comunidade, e mundos construídos coletivamente.” Seu projeto inicial é Miquela, uma garota 100% digital, que já tem 8 milhões de fans. No Instagram está como @lilmiquela e se apresenta para seus 3 milhões de seguidores lá no INstagram assim: sou “um robô de 19 anos que vive em Los Angeles”. Suas postagens reproduzem tudo que uma garota de 19 anos faz no Instagram, com fotos e vídeos de seu dia a dia. E um engajamento excepcional. O povo comentando a vida digital da robô.

Pense numa Magalu ao cubo. É a Miquela. Entramos na era das personalidades artificiais, onde não existe absolutamente nada de natural. Com base nos públicos que devem ser atingidos, os caras criam um personagem digital que compartilhará dos gostos musicais, estéticos, políticos e ideológicos. cara. É irresistível. E sem dúvida essas personalidades digitais darão opiniões políticas e comportamentais. Imagine só, cara. Um influenciador digital, nos moldes que foram comentados no texto da Jennifer Neda John, 100% controlados por alguém. Você consegue imaginar o poder disso?

Pois é. É pra esse mundo que a gente está indo.

Imagine uma discussão sobre moral e ética dessas personalidades digitais? Elas terão direitos? Parece loucura?

Pois o Bradesco já programou a sua atendente virtual, a BIA, para responder a assédio moral, sexual e virtual. Em seu site está assim: “Desde 2018, quando a BIA (Inteligência Artificial do Bradesco) passou a atender clientes, presenciamos diversas interações indesejadas e ofensivas – que evidenciam esses comportamentos.

A BIA não é uma mulher real, ela é uma inteligência artificial. Porém, ela é composta por elementos femininos e também sofre assédio. Assim, vemos que a violência é baseada no gênero.

Estas mensagens não serão toleradas. Inspirados pelo movimento “Hey, atualize minha voz”, da UNESCO, mudamos as respostas da BIA para que ela reaja de forma justa e firme contra o assédio. Sem meias palavras. Sem submissão.”

Você entendeu? Você pode ser penalizado por ofender um… robô, robô que vive aí, no seu celular.

Assim como aquele garoto disse que só queria fazer uma piada, que é só um humorista, quer um mundo justo e livre e não queria que ninguém se machucasse, essas personalidades digitais trarão um discurso pronto, lindo, escrito por redatores profissionais. Discursos contra os quais você não conseguirá argumentar. E alguém, através de uma personalidade digital que é a sua cara, que você confundirá com alguém real, vai ditar como você deve se comportar, como deve pensar, como deve ser.

E então viveremos uma espécie de mundo de avatares.

Onde o avatar será você.

O robô
Tom Zé

Tanta coisa ele conhece, sabe a tudo resolver
(O quê? O quê?)
E o que tanto o entristece é ser humano ele não ser
Com suas veias de metal (au, au)
Raciocínio e saber andar
Mas o que lhe faz tão mal é não sorrir e nem chorar

Sou robô e a vida é dura
Quando se é feito de lata
Sou sem jogo de cintura
E a minha voz é muito chata
Vou ter sempre algum defeito-to-to-to
Já perdi a esperança
Pelo homem eu fui feito à sua imagem e semelhança

Nunca tem nenhuma dúvida (Dúvida, dúvida)
Incansável e seguro
Por tudo isso ele é considerado o homem do futuro

Rararararar….É assim então, ao som de O robô, do Tom Zé, que vamos saindo. Esse meu risinho aqui é de preocupação. eu não sei como é que você está, estou preocupado, viu?

Bom, tem saída, cara? Tem. A saída é enriquecer o seu repertório,  desenvolver sua capacidade de julgamento e tomada de decisão e ficar esperto. Foi pra isso que criamos o Café Brasil Premium e acabamos de lançar agora, esta semana, um plano de assinaturas novo: a Academia Premium. Todo conteúdo que você precisa, mais os cursos online. Não perca esse é um lançamento e está em promoção: academiacafebrasil.com.br. Esse é novo, cara: academiacafebrasil.com.br.

E se você curte o conteúdo do Café Brasil, vai curtir ainda mais quando visitar nossa loja com as camisetas de vários programas musicais icônicos. É na cafebrasilloja.com.br.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Quanto link né? academiacafebrasil.com.br, cafebrasilloja.com.br, lucianopires.com.br. Eu tenho que dar um jeito de juntar isso tudo aí.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Isaac Asimov:

Nenhuma decisão sensata pode ser tomada sem que se leve em conta o mundo não apenas como ele é, mas como ele virá a ser.