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Luciano Pires -

 

Cara, como é complicada a vida de podcaster, bicho! A gente se mata produzindo conteúdo, não tem paz, não tem vida fácil, faz tudo com carinho, pesquisa coisas novas, não abre mão da qualidade do conteúdo, perde noites de sono imaginando como fazer para que podcasts sejam um modelo de negócios mantendo a dignidade e seguindo ao pé da letra nossos princípios. E constrói uma obra da qual dá pra se orgulhar, viu? Mas não dá pra agradar todo mundo.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

“Olá Luciano. Bom dia, tudo bom? Meu nome é Marcos e eu falo aqui de São Paulo e sempre fui um fanzaço seu, sabe? Teu trabalho, acho teu trabalho sensacional, de extremo bom-gosto, né? Uma qualidade de informação aí muito acima da média. Aprendi bastante com seus conteúdos, assinei o Café Brasil por alguns anos e de um ano pra cá, mais ou menos, eu parei de assinar porque eu não estava conseguindo consumir tudo aquilo que era disponibilizado pra mim.

Eu sou médico e exerço outras atividades e acabou que eu assinava o Café Brasil Premium e, infelizmente, eu não conseguia acompanhar, de tanta informação sensacional que tem lá. Resolvi parar de assinar por um tempo, pra voltar a assinar. Nesse perío do eu fiquei meio afastado, até do Café Brasil, ouvia um programa ou outro, até que no ano passado teve pandemia, tal. Então acabou que eu tive bastante trabalho aí pra fazer e não me sobrou muito tempo.

Cara! É com muita surpresa que faz umas duas, três semanas, eu fui ouvir um Cafezinho até, num podcast e pôxa, Luciano. Eu fiquei chateado. Eu vou te falar a verdade, eu fiquei até assustado, assim, com o que eu testemunhei lá. Eu pude observar ali. Era um Café Brasil, um Cafezinho e você, enfim, era um assunto x e você falava tudo e chegou no final, você falou o seguinte no seu programa. Era algo semelhante: agora o comentário, o comentário agora é só pra quem assina o Café Brasil. Luciano Pires, o que você tá fazendo, menino? Você miguelando um comentário teu de um Cafezinho? Achando que é isso que vai me motivar a assinar ou nos vai motivar a assinar? Cara! Não é. Eu tenho certeza que não é. Eu tenho certeza que a pessoa que consome o teu conteúdo ele assina, amigo, exatamente porque ele escuta o teu comentário de um Cafezinho. Não sei se você sabe disso. Provavelmente, deve saber.

Eu não sei quem é o estrategista de marketing aí do teu negócio ou se é você mesmo. Mas cara, pensa com cautela aí, porque eu acho que essa sua estratégia não tá legal. Você não querer dar a tua opinião, de um e-book, ou vários, aí ok. Mas de um Cafezinho, amigo. Pôxa! O gatilho que vai me dar pra consumir o teu programa, o teu pacote, o teu canal, é exatamente eu poder ouvir um conteúdo teu free. Um comentário teu de um Cafezinho. Se não quiser meter aí um comentário de um Café Brasil, o 727 …, ok. Mas assim, de um Cafezinho, cara? Pelo amor de Deus. Na hora que eu estava pra ouvir o comentário: só pra quem assina. Menino, eu vou te falar uma coisa: isso me fz até criar um certo ranço agora pra aassinar. Eu estava até querendo agora assinar de novo, porque agora as coisas começaram a se encaixar, tá começando a sobrar um pouco de tempo pra mim. Mas eu juro pra você que essa…não é mesquinharia, mas é um erro de julgamento. Me dá até ranço assim de assinar. Ranço mesmo assim, sabe.

Se eu estou sentindo isso, Luciano Pires, eu vou te falar a verdade: deve ter um monte também que tá. Um monte de gente que não assina teu programa, às vezes a gente não assina, não é por falta de dinheiro, graças a Deus. Por falta de tempo, velho. Aí você acha que a pessoa precisa assinar pra poder ouvir o comentário do rei aí, Luciano Pires.

Cara! Eu morei muitos anos da minha vida numa periferia aqui em São Paulo, muito violenta, sabe? Muito violenta, Luciano Pires. Tenho cinquenta anos e lá no bairro onde eu morava, na minha primeira infância… na realidade a vida foi, meu, sensacional comigo. Hoje, eu até mudei de vida, graças a Deus. Estou muito melhor do que quando eu comecei a minha origem, né? Mas lá onde eu comecei a minha origem, lá na periferia, nós chamaríamos você de cuzão sabe? Isso é coisa de cuzão, ainda por cima, entendeu? Você miguelar uma informação desse tipo, nessa condição? Isso é coisa de cuzão.

Então, meu amigo Luciano, estou te falando porque eu tenho uma profunda admiração por ti. E acho que você está cometendo um erro de julgamento aí na coisa, sabe? Para de ser cuzão e disponibiliza lá o negócio de graça, que vai te angariar mais seguidores, mais gente pra assinar o Café Brasil Premium. Entenda que ouvir o teu comentário é que me motivar ir atrás do que você escreve, entendeu? Não ao contrário, lindo! Espero que seja útil pra você essa minha opinião. Se não for também, deleta e segue o jogo. Beleza? Abraço!”

Rarararara… imagine se não fosse um fã cara. Olha, quando recebi esse recado fiquei puto. Depois ouvi novamente e entendi a provocação do Marcos Vinicius, a ponto de aceitar até com bom-humor. E acho até que ele está certo, viu? Vou contar o que acontece.

Mas antes…

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é?

No site perfetto.com.brPerfetto com dois ts, lembre-se sempre, Perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece.

Você curte Cheesecake? E  em forma de sorvete, hein ? Pois é, está disponível na saborosa linha Variatta Special da Perfetto. Em cada pote do Variatta Special Cheesecake de Morango da Perfetto, você encontra o equilíbrio entre sorvete cremoso de cream cheese, calda especial de morango e deliciosos pedaços de biscoitos crocantes. Rarararara meu Deus! Tá se aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no blog! Dá uma olhada, é enlouquecedor!

Luciano -Lalá, como é que é mesmo?

Lalá –  huuummm: com sorvete #TudoéPerfetto!

Muito bem, vamos em clima de chorinho com o Choro das Três, grupo familiar lá de Porto Ferreira, em São Paulo, formado por três irmãs: Corina (flauta), Lia (violão de 7 cordas) e Elisa (bandolim, clarinete, banjo, acordeon e piano), e também pelo pai, Eduardo no (pandeiro). O grupo já tem quase 20 anos, diversos discos e apresentações pelo mundo afora.

Você está ouvindo aí ao fundo, Tatu Dança. Vai em homenagem ao pai Eduardo, que infelizmente faleceu em junho deste ano.

Vamos lá então.

Quando eu desenhei a estratégia do Café Brasil para atuar no mundo dos podcasts, ficou claro que eu deveria ter flexibilidade para chegar às pessoas de diversas maneiras. O Café Brasil seguiu um caminho, como o carro chefe com sua média de duração de 30 minutos. Ganhou corpo, logo vieram os patrocinadores e ele continua seguindo um padrão. Construiu uma audiência e seu nome no mercado, por causa do conteúdo, que sempre foi diferenciado – e continua sendo – em relação ao que se disponibiliza na internet. Do jeito que o Marcos Vinicius disse.

E nos últimos 15 anos fomos ajudando a desbravar o mercado, com inovações. Conteúdo maduro e sério, sem abrir mão do bom-humor e da emoção, canais de transmissão diferenciados, transcrição completa dos programas, anúncios interativos, música em quantidade e qualidade, planos de assinatura, estúdio dedicado. Tudo coisa diferente do que se fazia no Brasil em podcasts.

O LíderCast surgiu em 2015 como uma derivação para entrevistar gente que faz acontecer, com sua média de 90 minutos de duração, e uma pegada que hoje, seis anos depois, é anunciada por aí como novidade: isto aqui não é uma entrevista, é um bate-papo. O LíderCast raramente teve patrocinadores, boa parte pela minha incapacidade de sair vendendo patrocínio por aí, outra parte por minha teimosia em não fazer um programa focado em conversar só com celebridades. Eu estou mais interessado nas histórias de gente comum, gente como a gente, que vive os mesmos perrengues que nós vivemos e faz acontecer, apesar de, na maoria das vezes, não ter holofotes. Isso por si só atrai pouco público, não é hype e não conquista patrocinadores.

Em 2012 me aventurei a publicar uns programas no Youtube. O primeiro foi o videocast O Guerrilheiro Formiga, com o Mauricio Pereira. Tá lá até hoje, cara. Depois lancei uns LíderCasts no mesmo formato, até perceber que o volume de trabalho não valia a pena, pois a audiência era ridícula. Onde já se viiu, podcast no Youtube? Eu estava alguns anos à frente dessa garotada que hoje faz programas de entrevista no Youtube e chama de podcast. É a história da minha vida: ou chego cedo demais ou tarde demais…  Mas eu sou teimoso e lá se vão mais de 220 episódios do LíderCast. No meio do caminho, o LíderCast foi lançado por temporadas, depois uma temporada só com os 30 primeiros minutos dos episódios, quem quisesse o resto tinha de assinar, o que ajudou a buscar vários assinantes. Até o dia em que percebi que isso era uma sacanagem com meu entrevistado. O sujeito vinha até o estúdio, conversava por duas horas e só 30 minutos iam ao ar gratuitamente? Parei com isso e continuei a enviar o LíderCast gratuito para todo mundo. Durante a pandemia, pensei mais de uma vez em acabar com o LíderCast, pois a alma dele, há sete anos, é a entrevista presencial.

E depois da pandemia às vezes me pego pensando se ainda vale a pena, pois programa de entrevista virou carne de vaca. Daqui a pouco ninguém vai aguentar mais.

Já o Cafezinho nasceu em 2017 como uma espécie de corte do podcast maior, com 6 minutos, abordando textos que seriam mais aprofundados no Café Brasil. Era um teste de formato, com distribuição pelo Whatsapp, pelo Telegram, Linkedin e Youtube, inovações para o mundo dos podcasts. O Cafezinho acabou ganhando vida própria, se transformou num programa ainda mais curto, com três minutos. Na sequência ganhou versão em vídeo com texto animado e depois foi para versão em vídeo com a minha imagem. Tudo na busca de uma linguagem própria, ágil e que pudesse ganhar maior penetração. Até livro ele virou! Mas no Youtube a coisa não roda.

Juntamos tudo num só feed, depois separamos os feeds, aí juntamos novamente, sempre na busca por ampliar alcance e mais ouvintes e patrocinadores.

Com a criação do Café Brasil Premium no final de 2016, surgiu a oportunidade de ter os programas sem patrocinadores, o que para mim foi fantástico. Assinantes têm os programas sem qualquer interferência de anunciantes. É assim com o Spotify, é assim com Youtube. Ficou assim conosco. Quem assina, tem conteúdo diferenciado. E nas versões gratuitas, que vão ao mercado, as experiências continuam. Como fazer com que as propagandas não interfiram muito no conteúdo, hein? Tem sido um desafio. E piorou muito com as plataformas aí, que estão jogando anúncio n meio do programa.

Por que estou contando isso tudo? Para que você saiba que o meu trabalho é uma constante experimentação.

No caso do Cafezinho, surgiu a ideia de dividir em duas partes. Primeiro um texto autoral que, sozinho, já tem vida própria. É sempre um texto objetivo, trabalhado, pesquisado. Depois vem um comentário. E a ideia de fazer com que o comentário seja só para assinantes é para garantir que quem assina tenha um “algo mais”. Fiz os testes durante algumas semanas, depois a gente mudou, não mais exigindo assinatura, mas disponibilizando o programa inteiro, de graça,  apenas para quem acessasse gratuitamente o cafebrasilpremium.com.br. Você entendeu? O preço é acessa, vai na primeira página, vai na home, tá lá o vídeo de graça inteirinho. Não tem que pagar coisa nenhuma. Qual era a ideia aqui? Era atrair as pessoas para que conhecessem a plataforma do Café Brasil Premium. E a gente  continuou medindo.

Aí veio esse áudio do Marcus Vinicius, que levanta um tema legítimo,  e me obriga a, depois de 15 anos, 1426 episódios, mais de 50 mil horas de conteúdos gratuitos publicados, uma plataforma de assinantes criada do zero com 1500 pessoas recebendo conteúdo que não se encontra em nenhum outro lugar, dois livros escritos a partir de podcasts, diversas premiações, dezenas de podcasts menores ajudados, estúdio e planejamento abertos para quem quiser conhecer… ouvir que sou um cuzão porque estou regulando mixaria, um mísero comentário.

Ok, eu entendi a provocação e levei no bom-humor. Sempre digo que alguém que dedica tempo a me mandar uma crítica, é porque gosta do meu trabalho, e isso o Marcos Vinicius deixou bastante claro.

E vou aproveitar a provocação dele para mais algumas umas reflexões…

Ninguém se incomoda mais do que eu com a sensação de “sonegar” informação para as pessoas. Os assinantes do Café Brasil Premium sabem disso, a quantidade de conteúdo que eles recebem é da capacidade que eles tem de absorção, como disse o próprio Marcos Vinicius. Mas esse sou eu.  Desde 2006 tenho feito uma geração de conteúdos insana, sempre de graça, para um público que cresceu acostumado a assistir a interrupção de seus filmes por propagandas na televisão, afinal, o financiamento da televisão tinha de vir de algum lugar, certo? Ninguém reclamava.

Mas de quando em quando aparece gente aqui reclamando porque os podcasts têm anúncios, porque fico chamando assinantes, porque fico correndo atrás de dinheiro… Por que será, hein? É como se não houvesse uma porção de gente dependendo do Café Brasil para seu sustento.

– Ah, Luciano, não é nada disso! O problema é o jeito que você faz!

Ah é, é? Diga aí, esperto, como deveria ser? Ou você acha que sabe mais que eu que experimento formatos há 15 anos, cara?

E nasceu a Itaú Cultural Play, plataforma de streaming gratuita dedicada a produções nacionais. O catálogo oferece mais de cem títulos já na estreia e é composto de filmes, séries, programas de TV, festivais e mostras temáticas e competitivas, além de produções audiovisuais de instituições culturais parceiras. É só fazer um cadastro gratuito que você poderá acessar todo conteúdo e escolher se verá no desktop ou no celular.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Bem, o fato é que aprendi durante estes anos a sistematizar meu trabalho obsessivamente, e o trabalho para gravar, editar, publicar e gerenciar dois arquivos diferentes de um mesmo programa acabou não se justificando. A quantidade de assinantes que essa tática atraiu é impossível determinar. Então tomamos a decisão de voltar a publicar o Cafezinho integral, assim ninguém vai ter de pagar ou acessar outro lugar para ouvir um mísero comentário do rei aqui. Vamos buscar conquistar assinantes de outra forma, não é Marcos Vinicius? Afinal é fácil, é só fazer conteúdo legal que o povo vem…

A esta altura, no nosso plano, éramos para estar com algo em torno de 3000 assinantes no Premium, o que nos colocaria na situação confortável de não depender mais de patrocinadores e poder sofisticar a produção e entregar novos produtos. Mas o povo não vem. Por conta de diversos problemas, inclusive a pandemia, nossa base de assinantes representa menos de 1% de nossa base de ouvintes. E é assim há três anos. Boa parte da culpa é minha, que nunca aceitei partir para o marketing agressivo, tipo Brasil Paralelo, ou aquele marketing dos vendedores de sonhos que fazem milhões com seus cursos online prometendo transformar vidas num passe de mágica. Eu não suporto esse marketing, portanto não faço. E fico assistindo os caras que fazem, chegarem a 300 mil, 500 mil assinantes… Além de ouvir: “Quer vender? Tem de fazer!”…

E aí, me atrevo a tentar alguma manobra tímida… Pra ser chamado de cuzão.

O Marcos Vinicius foi um só que mandou a mensagem, na verdade tem milhares de pessoas que só têm elogios. Mas que ficam caladas. Pouco seguem ou compartilham, não dão likes, não comentam, não ajudam. Mas gostam. E esperam que esse gostar baste. Olha cara: não basta, meus caros. Neste mundo novo do digital, são duas mãos. Tem uma que dá e outra que curte. Uma que produz e outra que consome, mas não pode ser consumo reativo. Tudo no colinho de graça e semana que vem tem mais. Só tem mais se houver uma recompensa pelo que você recebe e acha que tem valor. E essa recompensa não é tapinha nas costas ou então um “eu gosto”. Tem de ajudar amanter aquilo que você julga que tem valor. A recompensa é ajudar a capturar mais ouvintes, é comentar ativamente, é compartilhar o conteúdo, é ASSINAR. É tirar do bolso 12, 45 ou 89 reais todo mês, sabendo que está contribuindo para que o conteúdo que você diz que gosta, continue sendo produzido com esmero, com transparência e com a honestidade que é a marca do Café Brasil desde o final o começo dos anos 2000.

Aqui não tem marqueteiros, não tem vendedores, não tem estrelinhas de Youtube, não tem gênios do mundo digital. Só tem trabalho sério de um sujeito que preza muito mais a sua inteligência do que o seu bolso.

A gente não faz as coisas aqui por dinheiro. Quando fez, se arrependeu.

Não vivemos por dinheiro. Mas não vivemos sem dinheiro.

Por isso, para que este projeto aqui continue, venha para o Premium você também. Se escolher o plano de 12 reais ou o de 45 reais, você vai pagar por mês menos do que uma pizza com Coca Cola que você comeu na semana passada. Se escolher o plano de 89 reais, dependendo de onde você mora, também será menos do que uma pizza com Coca Cola.

Troque a sua assinatura da NET pelo Café Brasil Premium. É muito mais barato e não joga tanta merda na sua mente.

É isso. E se você acha que não deve vir, que não pagaria para ouvir as minhas opiniões, não tem problema. A gente continua tocando aqui e produzindo conteúdo gratuito que nem uns malucos.

Pomba
João Guarizo

Pomba, será que pomba voa?
Será que ela povoa,
O lago Pirajá?

Pomba, não tem de toda cor,
Porque seu criador sempre foi bipolar.

Pomba, sempre come de boa,
Sempre sorrindo à toa,
Nos fios de alta tensão.

Pomba, se eu pego uma sozinha,
Chuto que nem galinha,
Vou torturar até sangrar.

Pomba arte contemporânea,
Fez até coletânea, no vidro do meu car.
Pomba, será que a asa é longa,
Na Tonga da mironga,
Pra sempre a voar?

Chuta a pomba, soca a pomba, bate na pomba, mata a pomba, tortura a pomba, paulada na pomba, tiro na pomba, foda-se a pomba.

Chuta a pomba, soca a pomba, bate na pomba, mata a pomba, tortura a pomba, paulada na pomba, tiro na pomba, foda-se a pomba.

Pomba, será que pomba voa?
Será que ela povoa,
O lago Piraj?

Pomba, não tem de toda cor,
Porque seu criador sempre foi bipolar.

Pomba, sempre come de boa,
Sempre sorrindo à toa
Nos fios de alta tensão.
Pomba, se eu pego uma sozinha,
Chuto que nem galinha,
Vou torturar até sangrar.

Pomba arte contemporânea,
Fez até coletânea, no vidro do meu car.
Pomba,será que a asa é longa,
Na Tonga da mironga,
Pra sempre a voar?

Chuta a pomba, soca a pomba, bate na pomba, mata a pomba, tortura a pomba, paulada na pomba, tiro na pomba, foda-se a pomba.

Chuta a pomba, soca a pomba, bate na pomba, mata a pomba, tortura a pomba, paulada na pomba, tiro na pomba, foda-se a pomba.

Tinaninani…….Bica na pomba, a asa é longa.
Tinaninani…….Tortura a pomba, a asa é longa.
Tinaninani…….Tiro na pomba, a asa é longa.
Tinaninani…….Estupra a pomba, a asa é longa.

Rarararara… esse é o João Guarizo, com Pomba, de sua autoria. João é fundador do estúdio Spod, especializado em gravação e edição de podcasts. É Compositor, Diretor Musical e Produtor Musical direcionado ao Universo infantil e infanto-Juvenil. João é natural de Niterói, seu primeiro álbum chama-se “Na vida anterior” e suas músicas tem um bom humor inovador. E deliciosamente politicamente incorreto.

Sabe onde você ouve João Guarizo? É só aqui mesmo, no programa do Cuzão, que fica garimpando essas preciosidades enquanto você espera que caiam no seu colo de graça.

Então… Marcos Vinicius, entendemos seu recado e desde a semana passada acabamos com essa história de comentários só para assinantes no podcast Cafezinho. Agora ele vai integralmente pra todo mundo e você pode consumir tudo de graça, sem problemas, OK?

E cuzão é a puta que te pariu.

Lalá : eeeeeee

Olha, quando criei o Café Brasil Premium, imaginei um ambiente onde eu publicaria conteúdos que os interessados consumiriam. Uma espécie de Netflix do Conhecimento. Mas o Premium não é sobre passivamente receber informações, é sobre construir ativamente seu repertório junto com pessoas com formações diversas e genuinamente interessadas em crescer. Cara: é uma comunidade. Se você acessar cafebrasilpremium.com.br vai conhecer todos os planos e venha ajudar a gente, cara, a manter esse programa andando.

Na vida anterior
João Guarizo

Na vida anterior eu fui um louva-deus,
tinha quatro patas, duas antenas e três filhos meus.
Na vida anterior, antes de ser um louva-deus, eu fui um alface,
meus primos, minhas tias, meu pai e minha mãe tinham a mesma face.
Na vida anterior, antes de ser um louva-deus, antes de ser um alface, fui um camarão,
que no fim da vida, virou comida de um cidadão.
Na vida anterior antes de ser um louva-deus, antes de ser um alface, antes de ser um camarão,
eu fui um ET, um ET de Varginha, tinha várias amigas e via TV.

Refrão:

Hoje eu sou um sorvete, esperando você, (esperando você)
sabor uva verde, esperando sua boca pra me derreter.
Hoje eu sou um sorvete, esperando você, (esperando você)
sabor uva verde, esperando sua boca pra me derreter.

Na vida anterior eu fui um louva-deus,
tinha quatro patas,
duas antenas e três filhos meus.
Na vida anterior, antes de ser um louva-deus, eu fui um alface,
meus primos, minhas tias, meu pai e minha mãe tinham a mesma face.
Na vida anterior, antes de ser um louva-deus, antes de ser um alface, fui um camarão,
que no fim da vida, virou comida de um cidadão.
Na vida anterior antes de ser um louva-deus, antes de ser um alface, antes de ser um camarão,é goool,
eu fui um ET, um ET de Varginha, tinha várias amigas e via TV.

É assim então, ao som de Na Vida Anterior, com o João Guarizo, que eu lembro que o Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí ó, completando o ciclo.

Olha, pra deixar sua vida mais fácil, unificamos todas as iniciativas do ecossistema Café Brasil numa só URL: mundocafebrasil.com. De novo: mundocafebrasil.com. Lá você encontra acesso para nossas redes sociais, para as lojas de livros e camisetas, para assinaturas do Café Brasil Premium, para o Portal Café Brasil. Tudo junto num lugar só: mundocafebrasil.com.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Millôr Fernandes

Se você agir sempre com dignidade, pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos.