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Podcast Café Brasil com Luciano Pires
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Café Brasil 791 – Tempo Perdido

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Luciano Pires -

Sabe quem ajuda este programa chegar até você?

É a Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar. A inteligência a serviço do agro.

Você certamente já ouviu falar do Complexo de vira-latas, não é? Aquele conceito criado pelo escritor Nelson Rodrigues para definir uma das seleções brasileiras de futebol que, repleta de craques, sentia-se diminuída ao entrar em campo. Sempre se colocando como inferior diante dos adversários. Complexo de vira-latas é essa mania de considerar que nós, brasileiros, somos menos capazes, menos eficientes, menos importantes que as pessoas de outros países. Por que será, hein?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Olha, estes tempos de pandemia mudaram radicalmente o modelo de negócios de muita gente, inclusive o nosso aqui no Café Brasil. Passamos a depender ainda mais dos ouvintes. Mas não queremos doações, queremos que o ouvinte assine o Café Brasil pela consciência de estar contribuindo com algo que agrega valor à sua vida, e também ajudar para que muito mais gente continue recebendo nossos conteúdos gratuitos. Cara! Você escuta o podcast, gosta dele, ouve toda semana, por que não contribuir? Assim ajuda a gente a continuar, não é isso? Por isso, convido você a acessar o mundocafebrasil.com. Clique lá no Café Brasil Premium, você vai conhecer todos os planos. Vem com a gente, cara! Olha! Custa menos que uma pizza com guaraná por mês.

mundocafebrasil.com.

Ao som de um Medley com Altamiro Carrilho tocando o Brasil, eu vou abrir com um texto que está viralizando pelo Whatsapp, de autoria de Rafael Franco, que é Diretor Executivo da Alphacode IT Solutions. O Rafael disse assim:

“Estou escrevendo esse texto de dentro do avião voltando da Feira Mundial, Dubai 2020, e queria compartilhar algumas coisas com vocês que me deixaram bem pensativo.

A feira mundial reúne 196 países em uma exposição global que discute os rumos da sociedade e a evolução da humanidade, cada país apresenta aquilo que tem de melhor e para onde estão indo.

Conversei nesse evento com pessoas de pelo menos umas 30 nações diferentes desde Togo, passando por Singapura, India, Alemanha entre outros diversos, e o que me chamou a atenção.

– A maioria das pessoas não faz ideia de onde fica o Brasil.

– Quase todos achavam que falamos espanhol.

– Tecnologia é prioridade para praticamente todos os países, principalmente do leste Europeu, onde alguns países como a Estônia já digitalizaram 99% dos serviços públicos.

– A Índia estava apresentando uma empresa que vende satélites para pessoas comuns, isso mesmo, você pode comprar um satélite pra monitorar sua casa!

– Na Eslovênia impressoras 4D estão imprimindo tecidos humanos para recuperações cerebrais.

– O Brasil? Ah o Brasil estava falando sobre turismo para o Nordeste, isso, só isso. Haviam filas grandes para conhecer os pavilhões dos países inovadores, no do Brasil? ….

– Enquanto estamos preocupados em como lidar com petróleo, a Noruega está testando inclusive navios cargueiros elétricos.

– Dubai tem a meta de implantar transporte de pessoas por drones em 25% de todas as viagens até 2030, isso mesmo daqui 8 anos.

– Todos, absolutamente todos os lugares trabalham com pagamento por aproximação no celular e você praticamente não vê dinheiro de papel.

– Ah, agricultura? Fazendas verticais robotizadas estão prontas para fazer o serviço.

Em Dubai, basicamente todos falam inglês, desde o pessoal da limpeza até os seguranças, infelizmente no Brasil eu vi uma atendente do setor de embarque internacional não conseguir responder uma pergunta simples.

Ou nós conectamos o Brasil ao resto do Mundo ou seremos deixados para traz.”


“Boa tarde, Luciano. Aqui é o Klebson de Florianópolis. O que me motivou a fazer, a mandar essa mensagem pra você, é o seguinte: já reparou que os útimos episódios seus, uma grande parte deles, tanto do Cafezinho quanto do principal, dos últimos três anos, três, quatro anos, tem a ver muito com o comportamento das pessoas?

O que me motivou  aqui, vir aqui também mandar essa mensagem, foi justamente depois que eu ouvi lá o episódio do Cuzão. E eu reparei que você está frequentemente fazendo episódios temáticos sobre o comportamento das pessoas, das pessoas nao terem educação, sobre as pessoas não terem compostura ao se comunicar, sabe? E isso é uma coisa a se pensar, é uma coisa que eu fiquei raciocinando: pô cara, um excelente podcast, uma excelente figura como o Luciano, ter que, entre aspas, perder tempo pra fazer um podcast, pra fazer um Cafezinho, o programa principal e depois o Cafezinho, sobre o comportamento das pessoas, que elas não conseguem dialogar e entram na caixa de comentários e saem brigando, parecendo uma rinha de galo, como você falou no último Cafezinho, Não seja um idiota. Mostra uma ferida social profunda, né?

E é uma pena, que temos que conversar sobre o óbvio, que é o comportamento de pessoas. E o pior: são pessoas adultas que, em teoria, eram pra ser a imagem do bom comportamento, a imagem da educação, a imagem do exemplo social, até pros menores, sabe? Mas não! Isso aí faz com que a gente veja as pessoas, e eu me incluo nisso, de uma maneira geral, pessoas se comportando como garotos de doze anos, sabe?

Então, fica aí uma reflexão, né? A  maioria, uma parte do seu conteúdo, é  destinado a alertar  as  pessoas ou a lembrar as pessoas dos comportamentos, sabe? É uma  questão de comportamento, Puta, cara! É um negócio assim que me deixa abismado, você ter que perder um tempo que poderia ser aplicado em outras coisas, até mais construtivas, pra fazer episódios sobre o comportamento das pessoas que, em tese, eram pra não existir, né? As pessoas são adultas, elas não podem se comportar como umas perfeitas idiotas.

Mas eu percebi que é uma crescente, desde mais ou menos a época da eleição, né? 2018, por aí, que você vem fazendo periodicamente, episódios sobre isso. Mas é isso. Só chamou a atenção que, cada vez mais, você traz esse tipo de conteúdo. E é uma pena, que isso mostra a ferida o estrago social que existe, de uma maneira geral na vida das pessoas aqui no Brasil, né? Que elas não tem educação, elas não tem compostura, se comportam como crianças e adolescentes e vai saber pra onde isso vai, né?

Então é isso, Luciano. Meu abraço e para sempre Café Brasil. Até mais”.

Grande Klebson… é isso mesmo, cara… meu tempo e esforço tem sido dedicado a educar adolescentes de 30, 40, 50, 60 anos. Sinal de que os brasileiros estão perdidos, não se veem como nação. E não é de hoje. Este programa aqui, por exemplo, é uma prova disso. Não temos tempo a perder. Muito obrigado pelos seus comentários, meu caro.

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é!

O sorvete faz parte da infância da maioria das crianças! E tem o picolé Buben, agora também disponível em embalagem multipack com oito unidades. É cremosíssimo sorvete de morango tipo queijo Petit Suisse com cobertura especial sabor banana. Tem ferro, zinco, Cálcio e vitaminas A e D. Suas cores, textura e toda sua magia fazem a diferença para o desenvolvimento afetivo da criançada. Afinal, sorvete é alegria!

Você tá se aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no blog! perfetto.com.br. Perfetto sempre com dois ts. Dá uma olhada, cara!

Luciano: Lalá, como é que fica então?

Lalá – hummmm, com sorvete #TudoéPerfetto

“Ou nós conectamos o Brasil ao resto do mundo ou seremos deixados para traz.” Pois é… Mas antes dessa conexão, há uma tarefa de casa a ser feita, que tem a ver com amor próprio, com auto respeito, com aquilo que todo vendedor sabe que é seu mandamento básico: não se vende um produto falando mal dele. Não se entra em campo achando que o jogo está perdido. Não se abraça um desafio achando que ele é invencível.

Em meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA, que é de 2009, publiquei um texto que deve ser de 2006 ou 2007. E teve gente que ficou muito incomodada com ele… ele diz assim, ó:

Lááááá em 2006, estreia nos Estados Unidos um filme chamado “Turistas” que conta as desventuras de um grupo de jovens norte americanos que decide passar as férias no Rio de Janeiro. Depois de uma noite com brasileiras e caipirinhas, acordam numa praia, sem dinheiro. Caíram no golpe “boa noite Cinderela”. São torturados; os sequestradores retiram e vendem os órgãos de alguns no mercado negro de transplantes. O filme é de terror e o trailer começa com uma frase que diz assim, ó: “Num país onde vale tudo, tudo pode acontecer”.

Fiquei indignado cara.

E recebi e-mails de pessoas indignadas propondo boicote ao filme, que prejudicaria a imagem do Brasil no exterior.

Então sugeri que o governo deveria reagir, iniciando uma campanha mundial para valorizar a imagem do Brasil lá fora. Usando o cinema. Igual aos norte americanos, que distribuem seus heróis pelo mundo desde que o cinema nasceu. Montaríamos um festival e convidaríamos os formadores de opinião para assistir aos melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

O festival começa com uma obra prima de 1950, “O Cangaceiro”, de Lima Barreto. Em preto e branco, mostrando pela primeira vez ao mundo uma imagem do Brasil que ninguém conhecia: o nordeste dos cangaceiros, da seca, da miséria e da violência.

Em seguida “O Pagador de Promessas”, de 1962, de Anselmo Duarte e Dias Gomes, emocionante. O Brasil do nordeste, da miséria, do fanatismo religioso e da violência.

Depois Glauber Rocha, nos anos 1960. “Terra Em Transe”. “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”. Com ângulos inovadores e narrativa diferente, o nordeste, a miséria e a violência dos cangaceiros.

E tem também “Macunaíma” de Joaquim Pedro de Andrade, de 1969. Que loucura! A miséria e o esculacho brasileiros.

Depois daríamos um salto no tempo, pois nenhuma pornochanchada seria digna de exibição lá fora. Faria mal à nossa imagem.

Vamos de Hector Babenco em 1977, com “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia”. A história de um bandido que termina seus dias assassinado na prisão.

Depois, também de Hector Babenco em 1981, “Pixote”. Uma obra prima, mostrando as crianças com a vida comprometida pela violência e pelo tráfico.

E que tal “Prá Frente Brasil”, de Roberto Farias, de 1983? Os anos da ditadura, da repressão, da tortura e do medo?

Ah, tem também “Central do Brasil”, de Walter Salles, de 1998. Que filme lindo. A solidão e a tristeza dos miseráveis com todas as suas cores, numa atuação maravilhosa de Fernanda Montenegro que quase ganha o Oscar de melhor atriz!

E então, “Orfeu”, de Cacá Diegues, 1999. A imagem de abertura é linda: o Rio de Janeiro visto do alto, com a estátua do Cristo Redentor em primeiro plano. A imagem sai do Cristo e cai direto dentro de uma favela, no meio de um tiroteio. No clímax da sequência, uma bala perdida mata a mãe diante da filha pequena.

Ah… não poderia faltar… “Cidade de Deus”, de 2002, claro. Fernando Meirelles levando o Brasil à corrida do Oscar! Obra maravilhosa, com atuações marcantes e um roteiro delicioso. O tráfico de drogas e a violência tomando conta de uma grande favela. Dez!

Em seguida, de 2003, “Carandiru”, de Hector Babenco. A sequência do massacre dos 111 detentos é de tirar o fôlego!

E não podem faltar nossos indicados para candidato a concorrer pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, não é?

– 2005: Olga, de Jayme Monjardim, contando a emocionante história de uma idealista que foi presa, torturada, separada de sua filha e enviada pelo governo brasileiro para morrer num campo de concentração nazista.

– 2007, Cinema, Aspirina e Urubus de Marcelo Gomes. A sinopse do filme começa assim: ‘Uma paisagem seca, árida, estéril. Uma pequena vila no sertão nordestino do Brasil, Urubus voam acima”… sentiu o clima?

– 2008, O ano em que meus pais saíram de férias , de Cao Hambúrguer –  Um filme excepcional passado em 1970 quando um menino na transição da infância para a adolescência é separado dos pais, que saem em “férias” forçadas para escapar da repressão militar.

Ah, claro! Tem o mega sucesso “Tropa de Elite”, um e dois! Mostrando uma imagem do Brasil que ninguém conhece, blábláblá…

E deixei para o final um sucesso estrondoso: “Os Dois Filhos de Francisco”, de 2005, dirigido por Breno Silveira. Um filme delicioso que conta a história de pobreza e sofrimento de uma família do interior do Brasil. Quando os meninos atingem o sucesso como dupla sertaneja e vão ficar ricos, o filme acaba…

É o amor
Zezé Di Camargo

Eu não vou negar que sou louco por você
Tô maluco pra te ver, eu não vou negar
Eu não vou negar, sem você tudo é saudade
Você traz felicidade, eu não vou negar
Eu não vou negar, você é meu doce mel
Meu pedacinho de céu, eu não vou negar
Você é minha doce amada, minha alegria
Meu conto de fada, minha fantasia
A paz que eu preciso pra sobreviver
E eu sou o seu apaixonado de alma transparente
Um louco alucinado, meio inconsequente
Um caso complicado de se entender
É o amor
Que mexe com minha cabeça e me deixa assim
Que faz eu pensar em você e esquecer de mim
Que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver
É o amor
Que veio como um tiro certo no meu coração
Que derrubou a base forte da minha paixão
Que fez eu entender que a vida é nada sem você
Eu não vou negar, você é meu doce mel
Meu pedacinho de céu, eu não vou negar
Você é minha doce amada, minha alegria
Meu conto de fada, minha fantasia
A paz que eu preciso pra sobreviver
E eu sou o seu apaixonado de alma transparente
Um louco alucinado, meio inconsequente
Um caso complicado de se entender
É o amor
Que mexe com minha cabeça e me deixa assim
Que faz eu pensar em você e esquecer de mim
Que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver
É o amor
Que veio como um tiro certo no meu coração
Que derrubou a base forte da minha paixão…

Rararararra… olhaí cara, Zezé di Camargo e Luciano com É o amor, o petardo de 1991 que lançou a dupla para o sucesso. E pensar que houve um tempo em que a gente reclamava desse tipo de canção, hein cara? Mal sabíamos o que vinha pela frente. Ou por trás. 

Paypal
Valesca Popozuda
MC Rebecca

Arrumadinha
Eu tô toda cheirosinha
Gostosa e apertadinha
Do jeto que dá tesão
Tô taradinha
Esquece a maquininha
Quer provar do probeminha
Você paga sem cartão
Não precisa fazer pix
Se tá duro nao faz mal
Pra ancar com uma mulher dessa
Você paga no pay pal

O camarote eu pago
Se eu beber, eu pago
Se tá duro eu pago
Você paga com pay pal

Gostou aí, cara? Essa aí é Paypal, novo sucesso da Valeska Popozuda. Que tal, hein?

O que você achou dessa ideia de festival de cinema com os melhores filmes brasileiros? Com ele teríamos um panorama do Brasil, pela visão de brasileiros, em meio século de produção cinematográfica, com obras primas que pertencem à história do cinema mundial.

E aqueles gringos ignorantes teriam uma imagem real do Brasil. E não fariam mais besteiras como esse filme “Turistas”, que faz muito mal para a imagem do Brasil lá fora.

Pois então. A primeira vez que mostrei essa sequência de filmes que destruíram a imagem do Brasil lá fora, foi na minha palestra Brasileiros Pocotó, de 2004. E depois fiz outros textos falando da televisão. E agora chegamos à imprensa, onde o desastre é ainda maior. Há toda uma estrutura montada e operada por brasileiros, para destruir a imagem do Brasil lá fora. Eu imagino que não seja por odiarem o Brasil, mas é como instrumento político de derrubarem ou ajudarem alguém a assumir o poder.

Cegos pelas questões políticas, parece que temos um prazer mórbido de falar mal do Brasil para o mundo. Aqui não há nada que preste. Só o que Deus fez: as paisagens maravilhosas, os rios e a floresta, que nós estamos destruindo.

Por isso, o texto do Rafael Franco, voltando mal impressionado da Feira Mundial em Dubai 2020, não me causou espanto.

Há algum tempo eu adaptei uma frase de Roger Scruton para uma camiseta que coloquei à venda em nossa loja, que diz assim:

“É melhor encontrar o que você ama e trabalhar para defender, do que procurar o que você odeia e agir para destruir.”

Olha que maravilham cara! Esse é o clássico Molambo, de Jayme Florence com Augusto Mesquita, na intepretação fabulosa de Yamandu Costa e Dominguinhos… fala a verdade, um povo que faz uma música assim, pode ser ruim, hein?

“É melhor encontrar o que você ama e trabalhar para defender, do que procurar o que você odeia e agir para destruir.” Essa frase adaptada de Roger Scruton resume de forma brilhante um modo de vida.

Gaste seu tempo de vida para CONSTRUIR e não para DESTRUIR. Sacou?

Em vez de focar exclusivamente no erro, no torto, celebre o certo, o virtuoso.

Mas com a gente aqui no Brasil, parece que só funciona o contrário: foco no torto, no errado, mostre suas fraquezas, exiba sua canalhice e incompetência. Quem sabe assim alguém tem pena da gente e nos dá um troquinho, não é?

O foco no erro é uma questão histórica, provavelmente tenha a ver com nossa educação católica.

Pegue os Dez Mandamentos, por exemplo:

1 – Amar a Deus sobre todas as coisas.
2 – Não tomar seu santo nome em vão.
3 – Guardar domingos e festas de guarda
4 – Honrar pai e mãe
5 – Não matar
6 – Não pecar contra a castidade
7 – Não roubar
8 – Não levantar falso testemunho
9 – Não desejar a mulher do próximo
10 – Não cobiçar as coisas alheias

Você notou que quase todos são sobre não fazer coisas más? Isso faz sentido como base para um sistema moral na sociedade, porque precisamos que as pessoas não cometam atos que prejudiquem os outros.

Os psicólogos chamam o foco em evitar o mau comportamento de “proscrição”.

É natural que tenhamos o foco no ruim, no mau. Aliás, se você ouviu o Café Brasil 722 – O poder do mau, já sabe muito bem disso…

O psicólogo social Roy Baumeister, um dos autores do livro O poder do mau, argumenta de forma convincente que há uma razão evolucionária para se concentrar mais em fazer com que as pessoas evitem coisas ruins do que façam coisas boas. Entre outras razões, os humanos são programados para dar atenção às ameaças potenciais que podem nos prejudicar. Bob Sutton, autor de livros influentes como Good Boss, Bad Boss e The No Asshole Rule, baseia-se no trabalho de Baumeister para destacar por que é tão importante eliminar líderes (e funcionários) que se comportam mal nas organizações.

Talvez por isso coloquemos tanto foco no ruim. Temos de falar do ruim para poder eliminá-lo… o problema é que nós, aqui no Brasil, só falamos do ruim. Só falamos…

Perpetuar a ideia de que simplesmente evitar o mau comportamento é suficiente para eliminá-lo ou para nos qualificar como bons, é um erro. Quem diz “não seja antiético”, não está dizendo “seja bom”, “faça o bem”.

Essa noção focada no “não seja mau”, deixa pouco espaço para a esperança de que possamos realmente fazer algo positivo. Pior ainda, a noção de que somos ruins, não constrói nada de positivo.

Se alguém descrevesse você como “não fraudulento”, como você se sentiria? Isso é um elogio morno, na melhor das hipóteses, e um elogio indireto, na pior delas. Olhando para trás em seu leito de morte para decidir: “Bem, pelo menos eu não fiz mal a ninguém”, você consideraria que viveu uma vida boa?

Agora olhe para as outras nações, que dizem o tempo todo: “eu sou foda!”

Por isso sempre me questiono: qual brasileiro ganha ao dizer que o Brasil é uma merda? Que complexo de vira-latas é esse, que prazer mórbido, que profecia auto realizável é essa, cara?

Pô se fazem tantos anos que fazemos questão de mostrar ao mundo que somos uma merda, talvez a esta altura o mundo acredite na gente. Isso explica por que o país que mais protege o meio ambiente, é tratado como o pária que queima girafas na Amazônia.

Nunca conseguimos evoluir da mentalidade de país terceiro-mundista, habitado por uma gente não confiável e incapaz. Ué é só dar uma olhada nos políticos que nós escolhemos para que nos representem! Aquilo lá é o que nós, brasileiros, achamos que somos…

Como é que com um pensamento desses, vamos conectar o Brasil ao resto do mundo?

E nasceu a Itaú Cultural Play, plataforma de streaming gratuita dedicada a produções nacionais. O catálogo oferece mais de cem títulos já na estreia e é composto de filmes, séries, programas de TV, festivais e mostras temáticas e competitivas, além de produções audiovisuais de instituições culturais parceiras. É só fazer um cadastro gratuito que você poderá acessar todo conteúdo e escolher se verá no desktop ou no celular.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Vamos então às conclusões? Estamos muito distantes de resolver nossos problemas mais básicos. Quase metade dos brasileiros não tem esgoto e água tratada, nossa educação está entre as piores do mundo, nosso Estado é imenso, caro e ineficiente, nosso planejamento enquanto nação inexiste. E em vez de nos debruçarmos pra resolver esses problemas básicos, estamos preocupados  em puxar o tapete do vizinho, para que ele desocupe o lugar que nós queremos….

– Ah, Luciano, mas eu não sou assim!

Pois é. O diabo são sempre os outros, não é?

A esta altura, já sabemos de todas as nossas mazelas, nossos pecados, nossas incompetências e dificuldades. Não precisamos que ninguém nos diga como somos ruins. Precisamos é reagir.

E talvez a primeira providência seja acabar com essa psicose de falar mal, mostrar nossa face mais feia, mais repugnante, para o mundo. Fazer como os norte-americanos, os japoneses, os alemães, os coreanos, os franceses fazem: eles vão para as feiras mundiais para mostrar como são bons, e não como são legais. Exibem suas conquistas, sua Inteligência, seus planos ambiciosos. E assim, motivam o povo a agir como uma nação.

É exatamente aí que falhamos. É exatamente aí que alguns interessados trabalham: na desconstrução do conceito de nação, na criação de tribos que se matam, criando um clima onde só tem sentido diminuir o outro.

Puta tempo perdido…

Tempo perdido
Renato Russo

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo

Todos os dias antes de dormir
Lembro e esqueço como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder

Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério

E selvagem
Selvagem
Selvagem

Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus olhos castanhos

Então me abraça forte
Me diz mais uma vez que já estamos
Distantes de tudo

Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora

O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido

Somos tão jovens
Tão jovens
Tão jovens

É assim então, ao som de TEMPO PERDIDO, o clássico do Legião Urbana, que vamos saindo, assim, indignados, sabe?

Bote na cabeça aí:

Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem!

Tô cansado, cara. De tanta estupidez, de gente burra, de gente menor, incapaz. E dessa narrativa de pobreza intelectual, que está por todo lado, alimentada por traidores da pátria, gente que não tem o menor problema em pisar no pescoço da própria mãe, se for para atingir um adversário.

Como é que nos tornamos essa gente amarga, hein?  

Comente, meu caro. Quero saber o que você pensa. E voltar a esse tema em outros programas.

Enquanto isso, vá ver um filme brasileiro que levante sua autoestima.

Se achar algum, me avise.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, você aí, completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

E lembre-se: acessando mundocafebrasil.com, você chega no ecossistema Café Brasil. Tem de tudo lá. Tem acesso às redes sociais, tem a loja, tem um monte de coisa. Venha! mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Lima Barreto, que talvez explique tudo.

O Brasil não tem povo, tem público.