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Café Brasil 796 – Maiorias Irrelevantes

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Luciano Pires -

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Outro daqueles acidentes estúpidos vitimou mais uma jovem, desta vez a cantora Marilia Mendonça, e mais quatro pessoas que estavam no avião. Jovens não foram feitos para ir embora tão cedo. Mas a amargura que senti, que é o que nos torna humanos, parece que não atinge um certo tipo de gente, capaz de destilar o seu ódio mesmo diante de tamanha comoção. O programa de hoje trata de umas certas minorias que tornam as maiorias irrelevantes.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Presente de um beija-flor
Alexandre Carlo Cruz Pereira

Beija-flor que trouxe meu amor
Voou e foi embora
Olha só como é lindo meu amor
Estou feliz agora

Veja só a névoa branca que sai de trás do bambuzal
Será que ela me faz bem ou será que me faz mal
Eu vou surfar no céu azul de nuvens doidas
Da capital do meu país
Pra ver se esqueço da pobreza e violência
Que deixa o meu povo infeliz

E a menina que um dia por acaso veio me dizer
Que não gostava de meninos tão largados
Que tocam reggae e MPB
Mas isso é coisa tão banal
Perto da beleza do Planalto Central
E das pessoas que fazem do Cerrado
O habitat quase ideal

Agradeço por estar aqui, manifestar a emoção
E colocar minhas ideias, sentimentos
Em forma de canção

Agradeço por poder cantar e ver você ouvir
E tentar entender essa mensagem
Que eu quero transmitir

Fim de ano vou embora de Brasília
Que é pra eu ver o mar
Mas diz pra mãe lá pro final de fevereiro
É que eu vou voltar

Que é pra surfar no céu azul de nuvens doidas
Da capital do meu país
Pra ver se esqueço da pobreza e violência
Que deixa o meu povo infeliz

Pois é… esse é o violão do Ubirajara Bastos, com “De quem é a culpa”, uma homenagem a Marilia Mendonça, cuja voz você ouviu atrás ali, cantando Beija-flor.

Olha! Eu não acompanhava Marilia, não conhecia suas canções, acho que a vi de relance duas ou três vezes em algum programa de TV. Lembrava de ter a atenção chamada pela potência vocal, segurança e simpatia que ela apresentava no palco. Mas fui tomado por uma amargura imensa ao receber a notícia do acidente que a vitimou junto com mais quatro pessoas.

Um imenso “por quê?” pousou sobre minhas costas.

Marilia estava construindo algo positivo com seu talento, impregnando a todos com seu sorriso generoso e energia. Passou a impressão de ser daquelas do “‘bora fazer, moçada!” Transmitiu emoção e alegria num momento em que somos bombardeados por ódio e amargura. Para reconhecer isso não é preciso gostar de música sertaneja, basta olhar a reação da plateia.

Há muito tempo digo que alguém que consegue tocar o coração e alma de 10, 20, 30, 50 milhões de pessoas, não pode ser ignorado. Existe um valor nessa capacidade. E quando isso é feito através da música, é algo de sagrado mesmo.

Uma pena que Marilia tenha nos deixado tão jovem, tão bela, tão cheia de energia e de valor para dar. Li em algum lugar que “Algumas almas são bonitas demais para este mundo, então elas vão embora.”

Talvez seja isso mesmo.

Fui às redes sociais para tentar entender o que havia acontecido e não demorou para perceber que a comoção nacional estava contaminada por uma gente seca, sem alma, que tentou politizar a tragédia. Monstros. E até mesmo na imprensa, gente preocupada com questões estéticas num momento de profunda comoção.

Cara, essa gente atinge o mais baixo degrau da natureza humana. Sua mórbida estupidez é inaceitável e apenas ampliou a amargura que eu sentia.

– Mas Luciano, é uma minoria.

Pois é. É sempre uma minoria que coloca tudo a perder. Inclusive nossa capacidade de sermos humanos. É aí que está a maior tragédia.

Impasse
Marília Mendonça

Eu só queria entender seus pensamentos
E o que realmente ta rolando
E o que te faz fugir de mim
Te juro estou tentando ler seus olhos
Mas percebo que disfarça
E não consegue me encarar

Senta aqui um pouco, sem ter pressa
Conta tudo, a hora é essa
Fala o que tem pra falar
Não é que eu tô querendo do meu jeito
Eu me ajeito no seu jeito
Basta a gente conversar

Você diz que não e eu acho que sim
Você não se entrega seu medo te cerca
Te pega e te joga pra longe de mim
Eu acho que sim, você diz que não
Resolve esse impasse
E assuma pra gente, essa louca paixão
Me abraça e me beija
Que eu tomo conta de você

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano, Ciça e Lalá.

Esses dias eu estava lendo uma notícia de um atleta que comentou um post na internet sobre a história em quadrinhos do Superman, que tem um filho, aparentemente parece ser homossexual na história em quadrinhos. Esse cara foi cancelado nas redes sociais, perdeu patrocínio, enfim, eu pensei em mandar um áudio pra vocês, pedindo um programa sobre esse assunto. Aí, abro o podcast e vem o Paradoxo da tolerência. É pra cair o disjuntor mesmo, né?

Hoje, infelizmente, nas redes sociais como disse nesse programa, você não pode nem expressar a tua opinião, a pessoa não pode nem dizer que ela não concorda com aquela ideia e já vem o tal do cancelamento. Cada vez aí mais severo, mais estranho, mais intolerante.

E é o mundo que a gente está vivendo neste país, né? E aparentemente em outros países, você apedrejar alguém em praça pública ainda pode. Eu gosto muito do Mario Sérgio Cortella, Leandro Karnal e eu vejo alguns comentários deles dizendo sobre o que é moral, o que é ética. E a gente entra nesses paradoxos da tolerância, às vezes até me pergunto se não é o paradoxo da intolerância, onde você não pode nem expressar a sua opinião. Se você não concorda com o assunto, você não pode nem dizer, voce tem que se calar.

E aí, quando as pessoas que são a favor, só elas falam, a gente entra naquela máxima da política, né? Se você não entra pra política, porque você acha que só tem gente que não presta, vai continuar tendo gente que não presta. Se você não faz a política, se você não se envolve com ela, você vai deixar os que gostam de se envolver. E aí, você está na mão deles. Eu acho que esse é o paradoxo da vida. A gente tem que mostrar nossa opinião. A gente precisa se expressar. E às vezes, você é  cancelado sem ao menos nem entenderem o seu ponto de vista.

Espero que um dia a gente tenha a liberdade de poder dizer o que quer sem agredir o outro, o que aparentemente foi o que esse atleta fez, apenas disse o que pensava, espero que um dia a gente possa dizer o que pensa, não agredindo o outro e continuar a vida normalmente.

Esse é o meu desejo. Um grande abraço Luciano, Ciça, Lalá, todos os ouvintes e viva o mundo Café Brasil.” 

Esse é o Victor, de Porto Velho. Pois é, caro Victor; estamos dentro da Espiral do Silêncio, VIU? Onde o direito à defesa foi completamente relativizado. É um momento delicado, mas eu tenho visto que a coisa está dando volta. Alguns representantes dessas minorias que julgam e condenam em praça pública, estão experimentando a dor de serem cancelados também. E talvez caiam na real e cheguemos ao equilíbrio que precisamos para viver em paz.

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é!

No site perfetto.com.br – lembre-se sempre que Perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece. Ah, quer um picolé de frutas, é? A Perfetto tem! O Toda Fruta é picolé Perfetto extremamente saboroso, refrescante, feito com suco da fruta, nos sabores abacaxi, limão e uva. Experimente e depois conta pra gente o que é que você achou.

Você tá se aguentando aí, cara? É difícil, né? Vai lá no blog! Ou então vai no Instagram da Perfetto:@sorvetesperfetto

Dá uma olhada lá. É enlouquecedor. Como é mesmo, Lalá?

Lalá – Ah! Com sorvete #TudoéPerfetto, né?

A jornalista libanesa Brigitte Gabriel é uma sobrevivente do terror islâmico. Fundadora da organização anti-Grupo muçulmano ACT! Para a América, ela participava de um debate promovido pela Heritage Foundation em 2014. O debate era sobre as mortes de quatro americanos em Bengazi, na Líbia, em 2012.

Uma estudante identificada como Saba Ahmed pede a palavra para fazer uma pergunta sugerindo que os muçulmanos estavam sendo injustamente generalizados. Afinal, apenas uma minoria era radical.

A resposta de Brigitte Gabriel foi arrasadora. Ao fundo, junto com essa música islâmica instrumental, você ouvirá o som da pergunta e da resposta, enquanto eu traduzo em cima.

– Meu nome é Sabrina eu sei que nós retratamos o Islã e todos os muçulmanos como maus, mas há 1,8 bilhão de muçulmanos seguidores do islã. Temos mais de 8 milhões de americanos muçulmanos deste país, e eu não os vejo representados aqui. Mas minha pergunta é como podemos travar uma guerra ideológica com armas? Como podemos terminar essa guerra?  A ideologia jihadista de que vocês falam é uma ideologia.  Como podemos vencer essa coisa se você não abordá-la ideologicamente?

Brigitte Gabriel responde:

Ótima pergunta. Eu estou tão feliz que você está aqui e estou muito feliz que você levantou essa questão, pois nos dá a oportunidade de responder. O que eu acho incrível aqui desde o início deste painel é que nós estamos aqui para tratar do ataque as outras pessoas em Benghazi. Nem uma única pessoa aqui mencionou “muçulmanos”, que estamos aqui contra o Islã ou que estamos lançando uma guerra contra os muçulmanos. Estamos aqui para discutir como quatro americanos morreram e o que o nosso governo federal está fazendo. Não estamos aqui pra falar mal dos muçulmanos.

Foi você quem levantou a questão sobre muçulmanos e não nós. Mas já que você levantou, permita-me elaborar uma resposta. Há 1,2 bilhão de muçulmanos do mundo hoje. Claro que nem todos são radicais! A maioria deles é de pessoas pacíficas, os radicais são estimados entre 15 a 25% de acordo com o serviço de inteligência ao redor do mundo. Restam, portanto, 75% de pessoas pacíficas. Mas quando você considera 15 a 25% da população muçulmana, você está olhando para 180 milhões a 300 milhões de pessoas dedicadas à destruição da civilização ocidental. Esse número é tão grande quanto a população dos Estados Unidos!

Então por que deveríamos nos preocupar com os radicais 15 a 25%?  Porque são os radicais que matam. Porque são os radicais que decapitam e massacram. Quando você olha através da história, quando você olhar todas as lições da história, a maioria dos alemães era pacífica, mesmo assim os nazistas conduziram a agenda. E como resultado, morreram 14 milhões em campos de concentração. Seis milhões eram judeus.

A maioria pacífica foi irrelevante.

O mesmo funciona para a Rússia. A maioria dos russos era pacífica também, mesmo assim os russos foram capazes de matar 20 milhões de pessoas!

A maioria pacífica foi irrelevante.

Quando você olha para a China, por exemplo, a maioria dos chineses era pacífica também. Mesmo assim os chineses foram capazes de matar 70 milhões de pessoas.

A maioria pacífica foi irrelevante.

Quando você olha para o Japão da segunda guerra mundial, a maioria dos japoneses era pacífica também. Mesmo assim o Japão foi capaz de abrir o caminho como um açougueiro através do Sudeste asiático, matando 12 milhões de pessoas, a maior parte delas com baionetas.

A maioria pacífica foi irrelevante.

No 11 de setembro nos Estados Unidos, nós temos 2,3 milhões de muçulmanos e árabes vivendo nos Estados Unidos, bastaram 19 sequestradores, 19 radicais para colocar América de joelhos, destruir sete prédios e atacar o Pentágono. Mataram quase 3000 americanos naquele dia.

A maioria pacífica foi irrelevante.

Logo, por todos nossos poderes da razão e nós falando sobre os humanos moderados pacíficos, estou feliz que você está aqui. Mas onde estão os outros? Sim. mas onde estão os outros se manifestando, já que você é única representando os muçulmanos aqui?

Já que você é única muçulmana representando aqui, você aproveitou a oportunidade e, em vez de falar sobre porque o nosso governo… eu estou assumindo você é Americana, você é uma cidadã americana, não é? Então você e todos no recinto, em vez de se levantar e perguntar algo sobre nossos quatro americanos que morreram e o que o nosso governo está fazendo para corrigir o problema, você se posicionou aí para defender a ideia de muçulmanos moderados pacíficos. Eu queria que você tivesse vindo aqui para perguntar como podemos fazer nosso governo responder por isso. Está na hora de pegar o politicamente correto e jogar no lixo onde é o seu lugar.

E pararmos de culpar os Estados Unidos.

Sacou, hein? A maioria pacífica é irrelevante. A maioria que sentiu a morte de Marilia Mendonça é irrelevante diante das minorias de haters que politizam a tragédia e ofendem os que sofrem.

E nunca foi tão fácil observar a radicalização em massa em uma comunidade imaginária. Assim como nunca foi tão fácil produzir radicalização em massa.

Os nazistas, os soviéticos e os chineses usaram a propaganda para radicalizar em massa seus cidadãos. Um teatro itinerante, uma discussão de rua encenada, um orador carismático, um filme, um artigo de jornal – tudo isso, distribuído através do que convencionamos chamar de a velha mídia, podia atingir milhões de pessoas. Mas hoje o tamanho dessas multidões diminui quando pensamos em alguém acessando uma história viral no Twitter, por exemplo.

A diferença entre uma história radicalizadora distribuída pela antiga mídia e pelas novas mídias é de milhões contra centenas de pessoas expostas a ela, dias contra minutos para a exposição e um punhado contra centenas de reações.

Empresas de pesquisa do setor privado podem aproveitar o poder da mídia social coletando dados pessoais de usuários e conteúdo de mensagens direcionadas com maior probabilidade de se radicalizar. Os haters da Internet podem instigar divisões de grupo em postagens falsas de mídia social.

Numa sociedade onde somos ensinados desde a infância a assumir a responsabilidade por nossas ações e ter nossas próprias opiniões, falar de radicalização em massa pode parecer um contrassenso.

Mas os últimos anos, em especial desde 2013, demonstram que mesmo em nossa sociedade individualista, a radicalização de massa é um perigo real.

Mas será possível explicar a radicalização?

Sim.

Primeiro, através das comparações sociais. As pessoas descobrem quais são as opiniões dos outros membros do grupo, e se parecer que a maioria das pessoas com quem você se comunica, pessoalmente ou através das redes sociais, está disposta a correr algum risco, então você deseja superá-los. O resultado é que você fica um pouco mais radical após cada conversa.

Uma segunda possibilidade é que, ao discutir seu dilema com outras pessoas – que tendem a ser simpatizantes – você provavelmente ouvirá mais argumentos a favor do que contra. Portanto, após interações com pessoas de pensamento semelhante, uma pessoa fica cada vez mais convencida sobre a correção de sua escolha arriscada.

As pessoas realmente prestam mais atenção às opiniões de seus colegas. E quanto mais uma pessoa se identifica com seu grupo, mais propensa à influência social ela é. É por isso que grande parte da radicalização acontece em prisões onde as pessoas são expostas a pontos de vista extremos e a nenhuma posição divergente. Assim, a prisão é um terreno fértil para a radicalização.

A ciência ensina que compartilhar ideias com um grupo pequeno e coeso de simpatizantes leva à radicalização. Esse padrão só pode ser quebrado confrontando as pessoas com opiniões diversas e fatos desagradáveis. Essa “guerra” de informação só pode ser vencida se lutada em todos os campos, nas casas, nos templos, nas escolas, nos centros comunitários e clubes esportivos.

Pois é. Exatamente como Gramsci disse um dia.

E nasceu a Itaú Cultural Play, plataforma de streaming gratuita dedicada a produções nacionais. O catálogo oferece mais de cem títulos já na estreia e é composto de filmes, séries, programas de TV, festivais e mostras temáticas e competitivas, além de produções audiovisuais de instituições culturais parceiras. É só fazer um cadastro gratuito que você poderá acessar todo conteúdo e escolher se verá no desktop ou no celular.

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Sacou então? Uma minoria ativa, em relação de conflito e antagonismo com o poder, tenta influenciar a maioria da população que o poder tenta subjugar.

Isso ganhou força com os movimentos pelos direitos civis dos anos 60 que transformaram a perspectiva moral da maioria em relação às minorias sociais. A batalha contra o racismo, sexismo, militarismo ou degradação ambiental mudou as leis e estabeleceu novas normas da maioria que acabaram transformando as relações raciais, de gênero ou mesmo internacionais. Essas perspectivas foram cuidadosamente trabalhadas e comportamentos que durante muito tempo foram considerados naturais, passaram a ser considerados discriminatórios e imorais.

Pausa antes que caia o disjuntor.

Muitas conquistas dessas lutas foram absolutamente legítimas e muito positivas. Outras, nem tanto. Mas esses movimentos deram às minorias um poder moral que jamais tiveram, surgindo uma categoria que se tornou ainda mais radical: a das minorias vitimizadas, sobre as quais as maiorias silenciosas não têm qualquer relevância.

É como aquele elefante poderoso que é guiado para lá e para cá por um ginete franzino com seu bastãozinho. O elefante poderia se rebelar e quebrar tudo, mas ele foi condicionado a… obedecer.

As minorias militantes sabem que precisam visar essa maioria impotente. Por exemplo, meia dúzia de bandidos são capazes de paralisar uma cidade com milhões de habitantes, se executarem com perícia seu terror. Mil terroristas são capazes de derrubar um governo e tomar um país. Pelo terror que imprimem na maioria.

Essas minorias criam e mantêm um conflito e antagonismo com a maioria poderosa e impotente, enquanto constroem a narrativa de que elas, as minorias, são as que têm o poder de guiar a maioria na luta contra os poderosos que as oprimem.

Para isso, as minorias declaram de forma enfática e barulhenta sua visão de mundo, criando categorias e rótulos que dividem a sociedade entre maus e bons.

Ao mesmo tempo, as minorias militantes constroem a imagem de que elas, e só elas, representam segmentos da população. Falam em nome de segmentos do povo, ou até em nome do povo, mesmo que o povo não se sinta representado por elas.

E não perdem a oportunidade de manter uma relação de conflito e antagonismo com a parte da maioria que detém o poder. As minorias militantes sempre são contra tudo isso que está aí.

Com isso, essas minorias assumem ares de justiceiras, do bem, que traduzem o que não consegue dizer a voz da maioria. E as narrativas as transformam nas únicas forças capazes de derrubar os criminosos que nos oprimem.

Você entendeu o jogo, hein? Enquanto isso a maioria observa.

Irrelevante.

Cálice
Chico Buarque
Gilberto Gil

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga?
Tragar a dor, engolir a labuta?
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

Que lindo isso! É ao som de CÁLICE, o clássico de Chico e Gil, com a interpretação maravilhosa de Aline Lessa e Caio Prado, e a guitarra de Elisio, que vamos saindo assim…incomodados.

Olham, agora que seu disjuntor caiu uma 12 vezes, vou para o fechamento.

Ser minoria não é problema. Existirem minorias, não é problema. Proteger minorias não é problema. A luta das minorias não é problema. A sociedade está repleta de indivíduos, organismos e culturas que protegem minorias. E isso… presta atenção… é virtuoso.

A questão que eu tratei neste programa diz respeito às minorias antidemocráticas, autoritárias, hipócritas, oportunistas e maldosas.

As minorias que tornam a maioria de pessoas boas, irrelevante.

Se você pertence a uma minoria e ficou nervoso com este programa, tome cuidado.

O problema talvez seja você.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Não esqueça: mundocafebrasil.com. Acesse. É lá que você vai encontrar o caminho para todo o ecossistema do Café Brasil. Tem videocasts, podcasts, tem e-books, tem um plano de assinatura, tem a área de debates com outras pessoas. É um mundo todinho. mundocafebrasil.com. Torne-se um assinante você também.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase do filósofo político norte americano e um dos founding fathers Samuel Adams.

Não é preciso uma maioria para prevalecer, mas sim uma minoria irada e incansável, ansiosa por incendiar a liberdade nas mentes dos homens.