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Podcast Café Brasil com Luciano Pires
Por dentro das Big Techs
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Um pouquinho de história
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Um pouquinho de história só para manter as coisas em ...

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Não olhe para cima
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Nem tudo se desfaz
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Café Brasil 805 – O Estupro da Mente
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Café Brasil 804 – Psicose de formação em massa
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Café Brasil 802 – A Lei de Lindy
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Olhe pela janela... o que restará daqui a 100 anos, de ...

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LíderCast 227 – Leticia Zamperlini e Cristian Lohbauer
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No programa de hoje temos Leticia Zamperlini e Cristian ...

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Café Brasil 793 – LíderCast Antônio Chaker
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Hoje bato um papo com Antônio Chaker, que é o ...

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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Hoje bato um papo com Osvaldo Pimentel, CEO da ...

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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Hoje bato um papo muito interessante com Leandro Bueno, ...

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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de ...

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A intolerância é muito maior na geração que mais teve ...

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Trivium: Capítulo 5 – Predicáveis: Classificação e Números (parte 4)
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Expectativas em relação à China
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Expectativas em relação à China “Embora ainda seja prematuro especular sobre os delineamentos básicos de uma nova e inevitável ordem internacional, a evolução dos acontecimentos parece apontar ...

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Trivium: Capítulo 5 – Formas Proposicionais A E I O (parte 3)
Alexandre Gomes
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Trivium: Capítulo 5 – Características das Proposições (parte 2)
Alexandre Gomes
As PROPOSIÇÕES podem ser agrupadas por cinco características; e cada uma dessas se divide em duas classes. As cinco características são: a) referência à realidade, b) quantidade, c) qualidade, d) ...

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Cafezinho 457 – Eu não sabia
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O jornalista, crítico da mídia e filósofo amador ...

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Cafezinho 456 – Humildade na liderança
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Quando você mistura ignorância com arrogância, pitadas ...

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Cafezinho 455 – Para pensar direito
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George Orwell escreveu: "Se as idéias corrompem a ...

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Cafezinho 454 – A tecnologia mata a paciência
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A vida é curta demais pra gente ficar esperando. Mas ...

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Café Brasil 802 – A Lei de Lindy

Café Brasil 802 – A Lei de Lindy

Luciano Pires -

Certamente você sabe que o WhatsApp é o aplicativo mais usado pelos brasileiros, não é?

Mas não sei se sabe que ele está entre os principais canais de impulsionamento de vendas.

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Olha: se você quiser saber mais, dê uma olhada no @nuvemshop no Instagram.

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Olhe pela janela… o que restará daqui a 100 anos, de tudo que você está vendo, hein? Quais prédios, casas, árvores, marcos estarão em pé? E no rádio, quais músicas estarão sendo ouvidas? E quais filmes assistidos? O que será normal, aceitável e desejado daqui a 100 anos, hein? Nassim Nicholas Taleb, autor dos livros A Lógica do Cisne Negro e Antifrágil, dá uma dica simples:  para saber quanto uma coisa não perecível vai durar, pergunte há quanto tempo ela existe. Quanto mais velha for, mais provável será que continue sobrevivendo,

Vamos nessa trilha hoje.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Abrindo ao som de Beatles, um som que resiste ao tempo, o programa de hoje foi inspirado por uma série de acontecimentos que tenho observado nos últimos tempos. Aliás, em todos os tempos. Mas com uma ênfase especial num passado mais recente. Talvez porque eu esteja ficando velho, o meu olhar vai mudando e vou reparando em coisas que me passavam batidas.

Por exemplo, a sanha por mudar tudo que está aí, que temos visto com frequência. Tem uma patota derrubando monumentos, cancelando artistas, proibindo a circulação de obras históricas, em nome de um revisionismo que pretende construir um mundo melhor. Querem reescrever o passado, achando que com isso melhorarão o futuro. Essa arrogância só é páreo para a ignorância de quem defende esse tipo de atitude.

O acadêmico norte americano Albert Goldman escreveu na revista The New Republic em 1964 um artigo intitulado “Lei de Lindy” – Lei de Lindy.

Ele se referia aos comediantes que se reuniam todas as noites numa delicatessen chamada Lindy’s, em Nova Iorque, onde avaliavam suas perfomances no show business. Goldman fala de uma crença entre os observadores da mídia de NY, de que a frequência de aparição dos comediantes na mídia previa quanto tempo eles permaneceriam no ar.

A expectativa de vida de um comediante seria inversamente proporcional à sua quantidade de exposição na mídia. Quem aparece demais, desparece mais rápido.

Goldman disse que quem adotar a política de conservação de recursos e se limitar a ocasiões especiais, pode permanecer muito tempo com sucesso.

Que tal, hein? Se você se expõe demais, sua vida será mais curta. É interessante imaginar isso num país onde um sujeito como Faustão, fica 40 anos no ar, toda semana, não é?

Pois é. Mas fala a verdade: você ainda aguentava ver ou ouvir o Faustão? Não, né?

Uma das regras do poder é justamente: seja econômico em suas aparições. Não frequente demais as festas, os palcos. Pratique a escassez quando se trata da sua imagem.

Mas não é isso exatamente o oposto que essa geração de celebridades procura avidamente em seus stories da vida? Tentando permanecer em evidência a maior quantidade de tempo possível?

Pois é. Mas essa garotada desconhece a Lei de Lindy…

“Fala, Luciano Pires. Aqui Luiz Borges, assinante do Café Brasil Premium e apresentador do Cachaça, Prosa e Viola.

Estou te mandando esse áudio, cara, pra te agradecer pelo Café Brasil 800, com o AC/DC. Me trouxe várias recordações, né? Ouvir AC/DC é sempre muito bom. Primeira vez que eu ouvi eu estava na academia, fazendo meu treino lá do Movimenta Confraria e depois eu tive que  reouvir com mais atenção, prestar atenção nos detalhes, que … é impressionante. Mesmo em um episódio musical que você faz pra.. digamos assim… entreter os seus ouvintes, você consegue passar aí uma isca intelectual fantástica.

E no meu caso, cara, a grande dica foi a questão da simplicidade. Quando você fala que a guitarra do AC/DC, apesar de simples, ela é muito dificil de se reproduzir, os rifs de guitarra, enfim, até o vocal do AC/DC, é muito complicado de alguém tentar fazer um cover, né? Tanto é que são poucos os vocers de AC/DC que a gente vê por aí.

E eu parei pra pensar, cara, e trouxe essa lição, essa coisa que você falou, pro nosso mundo, pro mundo dos podcasts. Com tanta inovação aí, chegando os mesacasts, os podcasters de Youtube, e eu fiquei pensando se eu deveria aderir a essa tendência, se eu deveria repaginar o Cachaça, Prosa e Viola pra ir nessa nova tendência de podcasts. E aí, meu podcast está em pausa, por motivos pessoais e profissionais, estou tendo que estudar bastante lá, por conta do trabalho, da CLT e dei uma pausa com o Cachaça, Prrosa e Viola, mas em breve, retornaremos.

E nessa volta, eu estava pensando em repaginar, em mudar e fazer um mesacast, jogar ele pro Youtube e aí vem você com esse petardo aí, com essa isca intelectual e fala: não, cara, o simples e bem feito é melhor.

E aí, o que é que eu estou fazendo. O exercício que eu estou fazendo é igual foi com o AC/DC, né? Que foi mais ou menos voltar às origens, olhar como era feito o rock lá no início deles e como eles foram evoluindo sem perder a cara, eu comecei a reescutar alguns podcasts antigos.

Café Brasil, lá na suas origens, o Jurassicast, o Radiofobia, vários podcasts desses mais antigos que eu gosto. Então comecei a revisitar os primeiros episódios e cara: que sensação maravilhosa. Ver como eram feitos os podcasts há um tempo atrás e ver que muito ainda são feitos como antigamente e estão aí, perenes, cheios de sucesso.

E isso me fez refletir. Então, eu acho que não tem que reinventar a roda, a gente não tem que ficar inventando modos e tendências. Acho que a gente tem que ser aquilo que a gente é, e procurar ser da melhor forma possível. E é isso.

Cachaça, Prosa e Viola vai voltar sendo como é, alguns ajustes sempre são bem-vindos, mas sem deixar de ser um podcast. Podcast raiz.

É isso aí, meu amigo. Muito obrigado. Vida longa ao Café Brasil. Aquele abraço.”

Graaaaaaande Luiz Borges, meu colega podcaster! Olha! Que legal esse seu comentário, mostrando que muitas vezes, o segredo é retornar ao básico, àquilo que resiste ao teste do tempo. Vá em frente, meu caro. Você trabalha com prosa, cachaça e viola… Não tem como resistir! Vida longa ao podcast!

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é!

No site perfetto.com.br – lembre-se, perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece.

Sorvete no pós-treino já era bom e agora ficou melhor com o delicioso Perfetto Ice Whey Pro Chocolate, o primeiro sorvete de whey protein do Brasil, com 58% mais proteína que o sorvete tradicional. Experimente! É lançamento Perfetto. Você tá se aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no blog! Dá uma olhada: é enlouquecedor!

Luciano – Lalá, como é que é mesmo?

Lalá – Ah! Com sorvete #TudoéPerfetto, né?

A lei de Lindy prega que se alguém se expõe usando todo o seu material em uma curta explosão de atividade, sua carreira logo estará acabada. Mas se esse alguém joga o jogo longo, fazendo menos aparições, mas de maior impacto, essa conservação de recursos pode fazer com que perdurem por décadas nos palcos.

Em seu livro Antifrágil, Taleb ampliou essa percepção, escrevendo que “As coisas que existem há muito tempo não estão ‘envelhecendo’ como as pessoas, mas ‘envelhecendo’ ao contrário. Cada ano que passa sem extinção dobra a expectativa de vida adicional.”

Um livro que foi publicado por meio século, ele argumenta, pode esperar ser impresso por mais meio século. Cada ano adicional nos diz algo que o prognóstico não pode. Graças a uma variedade de causas entrelaçadas, este livro continua a encontrar um público – e a sua capacidade de continuar fazendo isso merece mais respeito do que as centenas de milhares de cópias que a biografia da Anitta vendeu no ano passado.

Taleb diz que o único juiz que importa quando se trata do futuro é o tempo, nossa única técnica genuinamente confiável para olhar para frente é perguntar o que mostrou aptidão e resiliência diante do próprio tempo, sobrevivendo a seus choques e assaltos através de décadas, séculos ou milênios.

Eu vou pensar em Bauru, minha cidade Natal. Se alguém me perguntar o que ainda estará de pé daqui a 100 anos, eu direi: a Estação Ferroviária da Noroeste do Brasil. Embora esteja lá abandonado, o imponente prédio está lá desde 1939. É bem provável que esteja ainda em 2121, se não for demolida para dar lugar a um shopping…

No Rio de Janeiro, eu aposto que o Cristo Redentor estará lá, se não for demolido por algum movimento progressista iconoclasta.

Os aquedutos de Roma podem parecer tímidos diante de novas construções imponentes, mas eles estão lá desde sempre. As pirâmides do Egito… Alguém duvida que elas sobreviverão ao novo estádio do Maracanã?

O nome preferido de Taleb para essa linha de raciocínio é justamente o Efeito Lindy.

Quanto mais tempo algo durou, mais significado e significado simbólico acumulou – e por mais testes de função e moda passou.

A moderna cidade de Londres, como a maioria das cidades com centenas de anos de história, se curva e se entrelaça em torno de seus monumentos. Ao longo dos séculos, sorte e favor fixaram esses monumentos na identidade da cidade. Em 2019, poucos dias após o incêndio na catedral de Notre Dame de Paris, que tem 800 anos, o mundo que assistia horrorizado a tragédia, levantou mais de um bilhão de euros para financiar sua reconstrução. Notre Dame estará lá, em pé, daqui a mais 800 anos.

A força do efeito Lindy – e a relação entre arquitetura e cultura – também pode ser vista no esforço de quem deseja eliminar algo antigo.

Em nome da eficiência e da idolatria, a Arábia Saudita destruiu nas últimas décadas grande parte de seu patrimônio antigo, com o objetivo de acomodar tanto o imenso número de peregrinos que visitam a cidade sagrada de Meca quanto a ideologia ultraconservadora wahhabi, deve ser isso aí, wahhabi, de seus governantes. Grande parte da cultura e do patrimônio do país são tratados como uma ameaça a essa ideologia, talvez porque aquelas coisas que duraram séculos podem gerar lealdades mais complexas e duradouras do que os governantes absolutos se sentem confortáveis a enfrentar.

Se você lembrou do Talibãs dinamitando monumentos milenares para apagar a memória de tempos e comportamentos que os incomodavam, acertou.

É uma situação paralela à demolição e higienização de suas cidades pela China moderna em nome da modernidade e pureza ideológica. É uma estratégia que, nos últimos anos, se voltou com fervor devastador contra os cidadãos muçulmanos.

O efeito Lindy, da sobrevivência do que é tradicional, marca uma profunda ameaça e afronta para aqueles que desejam varrer as complexidades e a intransigência de nossa relação com o passado. E sugere aos tiranetes da hora como é importante usar como ferramenta de demolição os símbolos  antigos e tradicionais.

Opa! Caiu aí? Pois é… a esta altura, o progressista com cedilha que porventura está ouvindo este programa já derrubou o disjuntor aos gritos de “o Luciano é um velho reacionário.”

Olha, dizer que as coisas não devem mudar porque são assim há muito tempo, certamente não é uma boa razão para não implementar ou não aceitar mudanças, né? Mas, isso só é um problema se confundirmos “boas” razões no sentido de razões fortes e práticas com “boas” razões no sentido de razões morais e  eticamente desejáveis.

Esta semana, num post onde mostrei como a China está controlado sua população usando a tecnologia, um leitor publicou um comentário assim:

“Se a sociedade atual empurra as pessoas pra serem piores, que mal há em uma sociedade que te empurra pra ser melhor?”

Pronto. Está aí o exemplo acabado de quem confunde “boas” razões no sentido prático com “boas” razões no sentido moral e ético.

Ao confundir sociedade com estado, ele esquece, provavelmente de forma conveniente, que todas as tentativas do estado de “empurrar as pessoas para serem melhores” terminou em escravidão, assassinato, estupro, fanatismo. Mas esse discurso se repete, tentando dar ao que é prático uma importância maior do que o que é moral e ético.

Aliás, zombar de moral e ética é padrão. Experimente dizer que você gostava das aulas de Educação Moral e Cívica na escola, pra ver o tamanho da vaia.

E nasceu a Itaú Cultural Play, plataforma de streaming gratuita dedicada a produções nacionais. O catálogo oferece mais de cem títulos já na estreia e é composto de filmes, séries, programas de TV, festivais e mostras temáticas e competitivas, além de produções audiovisuais de instituições culturais parceiras. É só fazer um cadastro gratuito que você poderá acessar todo conteúdo e escolher se verá no desktop ou no celular.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

A lei de Lindy é parte do que Taleb usa para pensar sobre o futuro. A outra parte é igualmente importante: a  fragilidade.

Algo é frágil quando, em vez de se adaptar e sobreviver, se estilhaça em seu primeiro grande choque. No esquema evolucionário das coisas, as criaturas individuais são terrivelmente frágeis – mas é exatamente essa fragilidade que torna suas espécies robustas.

Entendeu? O indivíduo é frágil, mas a espécie é robusta.

As existências variadas e competitivas de indivíduos frágeis, tanto quanto a imensa variedade de vida neste planeta, garantiu alguns sobreviventes até mesmo dos eventos mais cataclísmicos. Os fortes resistem ao teste do tempo. Isso vale para as espécies vivas, mas também para os monumentos e, especialmente, para as ideias.

Mesmo os edifícios mais resistentes são frágeis no esquema mais grandioso das coisas. Mas as emoções e ideias que nos levam a admirar, manter e copiar um punhado delas, são robustas.

Por isso os caras estão tendo tanto trabalho para liquidar em nossas mentes o conceito de liberdade, por exemplo, esse monumento que resiste ao teste do tempo. Mas eles não param, tentam todo dia, trocar um pouco de sua liberdade por algum benefício prático. Dizendo que amam você e querem te fazer uma pessoa melhor, portanto, se você não fizer isto, eu não deixo você entrar ali… Aí o otário pergunta: mas que mal há em querer nosso bem?

Embora muitas coisas individualmente possam ser frágeis, sua linhagem provavelmente continuará se elas servirem para resolver necessidades profundamente enraizadas. Você lembra daquelas duas perguntas para os inovadores?

“Que problema significativo isso resolve?” E “comoé que isso torna a vida mais fácil?

” Se você não pode responder a nenhuma dessas perguntas sobre algo novo – se você não pode de alguma forma conectar o temporário ao atemporal – provavelmente faz sentido esperar em vez de destruir tudo que está aí.

O futuro são as peças do passado que evoluíram e perduraram, menos as partes do presente com maior probabilidade de rachar e desmoronar. Sacou?

O futuro são os monumentos e ideias que resistiram ao tempo, menos as modinhas passageiras atuais que cairão no esquecimento em poucos anos.

E é aqui que devemos olhar se quisermos fazer previsões que importem.

Especialmente na modernidade líquida, de raízes rasas, focada no prazer efêmero e imediato.

Pense num documentário como o Get Back, dos Beatles… oito horas falando de uma banda que acabou meio século atrás… Compare com as milhares de bandas que fizeram sucesso efêmero e desapareceram, pois não tinham raízes. Aliás, ouça o Café Brasil 800 sobre o AC/DC para entender o que é que significam raízes.

A nova tendência quente, essa próxima grande novidade, essa modinha da hora? Não importa o quão grande fique, é quase certo que não vai durar.

Poucas coisas duram. Em última análise, nada acontece. No entanto, alguns fenômenos exibem uma resiliência extraordinária. E o antigo campo de batalha que eles estabeleceram dentro de nós e em nossas culturas – entre necessidade e desejo, amor e ódio, liberdade e servidão – é onde a ação real sempre estará.

Quando você olha para o momento presente, quase tudo que você vê é ruído. Em uma visão de longo prazo, isso equivale apenas a distração.

Gangnam Style
Gun Hyung Yoo
Psy

Oppan Gangnam Style
Gangnam Style
Najeneun ddasarowun in-ganjeogin yeoja
Keopi hanjaneui yeoyureul aneun pumgyeok ittneun yeoja
Bami omyeon shimjangi ddeugeowojineun yeoja
Geureon banjeon ittneun yeoja
Naneun sanai
Najeneun neomankeum ddasarowun geureon sanai
Keopi shik-gido jeone One Shot ddaerineun sanai
Bami omyeon shimjangi teojyeobeorineun sanai
Geureon sanai
Aremdawo sarangseurowo
Geurae neo hey, geurae baro neo hey
Areumdawo sarangseurowo
Geurae neo hey, geurae baro neo hey
Jigeumbuteo gal ddaekkaji gabolkka
Oppan Gangnam style
Gangnam style
Oppan Gangnam style
Gangnam style
Oppan Gangnam style
Eh Sexy Lady
Oppan Gangnam style
Eh Sexy Lady
Eh, eh, eh, eh, eh, eh
Jeongsokhae bo-ijiman nol ddaen noneun yeoja
Iddaeda shipeumyeon mukkeottdeon meori puneun yeoja
Garyeottjiman wenmanhan nochulboda yahan yeoja
Geureon gangjakjeogin yeoja
Naneun sanai
Jeonjanha bo-ijiman nol ddaen noneun sanai
Ddaega dweimyeon wanjeon michyeobeorineun sanai
Geun-yukboda sasangi ultungbultung han sanai
Geureon sanai
Aremdawo sarangseurowo
Geurae neo hey, geurae baro neo hey
Areumdawo sarangseurowo
Geurae neo hey, geurae baro neo hey
Jigeumbuteo gal ddaekkaji gabolkka
Oppan Gangnam style
Gangnam style
Oppan Gangnam style
Gangnam style
Oppan Gangnam style
Eh Sexy Lady
Oppan Gangnam style
Eh Sexy Lady
Eh, eh, eh, eh, eh, eh
Ttwineun nom geu wi-e naneun nom
Baby baby
Naneun mwol jom aneun nom
Ttwineun nom geu wi-e naneun nom
Baby baby
Naneun mwol jom aneun nom
You know what I’m saying
Oppan Gangnam style
Eh Sexy Lady
Oppan Gangnam style
Eh Sexy Lady
Oppan Gangnam style

Estilo Gangnam

Oppa tem o estilo Gangnam
Estilo Gangnam

Uma mulher que é quente e amorosa durante o dia
Uma mulher elegante que saiba apreciar um convite
para uma xícara de café
Uma mulher cujo o coração se aquece, ao chegar à noite
Uma mulher que mostre esses dois lados

Eu sou um cara
Um cara que é quente durante o dia, que nem você
Um cara que toma seu café todo dia antes que esfrie
Um cara cujo o coração explode quando chega a noite
Aquele tipo de cara

Bonita, adorável
Sim você, ei, sim é você, ei
Bonita, adorável
Sim você, ei, sim é você, ei
Agora vamos até o fim

Oppa tem o estilo Gangnam
Estilo Gangnam
Oppa tem o estilo Gangnam
Estilo Gangnam
Oppa tem o estilo Gangnam
Eh senhorita sexy
Oppa tem o estilo Gangnam
Eh senhorita sexy

Uma mulher que pareça inocente
mas que quando joga, joga pra valer
Uma mulher que joga o cabelo na hora H
Uma mulher que é sexy mesmo sem se mostrar muito
Um mulher sensual assim

Eu sou um cara
Um cara educado
mas que quando tem que jogar, joga pra valer
Um cara que vai a loucura na hora H
Um cara que tem mais ideas do que músculos
Aquele tipo de cara

Bonita, adorável
Sim você, ei, sim é você, ei
Bonita, adorável
Sim você, ei, sim é você, ei
Agora vamos até o fim

Oppa tem o estilo Gangnam
Estilo Gangnam
Oppa tem o estilo Gangnam
Estilo Gangnam
Oppa tem o estilo Gangnam
Eh senhorita sexy
Oppa tem o estilo Gangnam
Eh senhorita sexy

Acima do homem que corre está o homem que voa
Baby baby, eu sou o homem que sabe uma coisa ou duas
Acima do homem que corre está o homem que voa
Baby baby, eu sou o homem que sabe uma coisa ou duas
Você sabe do que estou falando

Oppa tem o estilo Gangnam
Eh senhorita sexy
Oppa tem o estilo Gangnam
Eh senhorita sexy
Oppa tem o estilo Gangnam

Olha que legal, cara! É assim então, ao som de Gangnam Style, numa versão acústica pelas gêmeas coreanas-australianas Janice e Sonia, que formam o duo Jayesslee, que vamos saindo assim, pensantes.

Essa versão ficou irresistível, sabe por quê, hein? Porque elas usam aquilo que resiste ao tempo: a simplicidade.

Olha, este programa tratou de um assunto fundamental que vem sendo cada vez mais tratado com indiferença: o respeito. Respeito pelo conhecimento que construímos até hoje, respeito pelos homens e mulheres que nos trouxeram até aqui, respeito pelas ideias que nos ajudaram a viver em sociedade, respeito pelas decisões tomadas em momentos críticos. E acima de tudo, respeito pela inteligência do próximo.

Foi assim que chegamos até hoje, que temos uma qualidade de vida como nunca se teve na história da humanidade. Foi assim que você pode escolher me ouvir agora, e fazer suas escolhas.

Olhe para aquilo que venceu o teste do tempo, respeite e trabalhe para aperfeiçoar. Esses que estão aí gritando para destruir tudo que está aí, vão desparecer com o tempo. E vai restar aquilo que é a base da sociedade: o respeito pelos valores que nos trouxeram até aqui.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

E não esqueça de visitar o mundocafebrasil.com , mundocafebrasil.com, ali você tem acesso ao ecossistema do Café Brasil. Cara: de onde veio esse conteúdo aqui, se você gostou, tem muito mais é dali, mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase do autor William Gibson:

O futuro já está aqui, mas as partes mais importantes dele aconteceram há muito, muito tempo atrás.