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Café Brasil 803 – Enquanto houver sol

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Luciano Pires -

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E aí? Pronto pro ano novo? Tá complicado, é? Muita pressão, muita incerteza, a gente não tem certeza de nada, cara… a luz no fim do túnel parece que é um trem chegando em alta velocidade. Cara: fique esperto. Pode ser que tenha alguém tentando tirar seus horizontes. Acabar com suas esperanças. Pintar um futuro sombrio. Manter você em constante aflição.

E não é assim que se entra num ano novo.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Vou abrir o programa com a adaptação de um texto de Joseph Hallinan chamado A força da esperança.

O som que você ouve ao fundo é Nada Será Como Antes, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, com o Dudu Lima Trio.

Pesquisadores na Dinamarca e nos Estados Unidos mostraram que, nos anos imediatamente após a morte de seus filhos, as mães correm um risco muito maior de morrer. Em 2012, pesquisadores suecos descobriram que o risco de morte dos pacientes por ataque cardíaco e derrame aumentou imediatamente após eles receberem o diagnóstico de câncer. E a probabilidade de um ataque cardíaco ou derrame aumentava com a gravidade do diagnóstico de câncer – quanto mais sombrio o futuro parecia, maior o risco de morte cardíaca.

Esta pesquisa, de muitas maneiras, baseia-se no trabalho do falecido professor Curt Richter da Johns Hopkins. Na década de 1950, ele conduziu um cruel experimento com ratos domesticados e selvagens. Ele primeiro pegou uma dúzia de ratos domesticados, colocou-os em potes cheios de água até a metade e observou-os se afogar. A ideia era medir quanto tempo eles nadaram antes de desistir e afundar. O primeiro rato, observou Richter, nadou animadamente na superfície por um curto período de tempo, depois mergulhou até o fundo, onde começou a nadar, fuçando seu caminho ao longo da parede de vidro e morreu dois minutos depois.

Mais dois dos doze ratos domesticados morreram quase da mesma maneira. Mas, curiosamente, os nove ratos restantes não sucumbiram tão prontamente; eles nadaram por dias antes de desistirem e morrerem.

Depois começou o experimento com os ratos selvagens, famosos por sua habilidade em nadar. Os que Richter usava estavam recentemente presos e eram ferozes e agressivos. Um por um, ele os jogou na água. E um por um, eles o surpreenderam: minutos depois de entrar na água, todos os 34 morreram.

“O que que mata esses ratos?” ele se perguntou. “Por que todos os ratos selvagens, ferozes e agressivos morrem prontamente mas apenas um pequeno número dos ratos domesticados morrem de forma semelhante?”

A resposta, em uma só palavra: esperança.

“A situação desses ratos dificilmente parece uma luta ou fuga exigente – é só uma situação de desesperança”, escreveu ele. “Os ratos estão em uma situação contra a qual não têm defesa … eles parecem literalmente ‘desistir’”.

Richter então ajustou o experimento: pegou outros ratos semelhantes e os colocou no frasco. Um pouco antes de morrerem, no entanto, ele os pegou, segurou-os um pouco e depois os colocou de volta na água. “Desta forma”, escreveu ele, “os ratos aprendem rapidamente que a situação não é realmente desesperadora”.

Este pequeno interlúdio fez uma grande diferença. Os ratos que experimentaram um breve adiamento nadaram muito mais e duraram muito mais do que os ratos que foram deixados sozinhos. Eles também se recuperaram quase imediatamente. Quando os ratos aprenderam que não estavam condenados, que a situação não estava perdida, que poderia haver uma mão amiga à disposição, quando tivessem um motivo para continuar nadando – eles o fizeram. Eles não desistiram e não afundaram.

“Após a eliminação da desesperança”, escreveu Richter, “os ratos não morrem”.

Obviamente, existem muitas diferenças entre humanos e ratos. Mas uma semelhança se destaca: todos nós precisamos de um motivo para continuar nadando.

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano, Ciça, Lalá.

Luciano: gostaria de agradecer você por todo esse trabalho que você tem feito. Sou o Thiago, sou de Campinas, trabalho com móveis e acompanho você desde 2016, quando eu comecei a ouvir seus podcasts e de lá pra cá muita coisa mudou. Eu tinha o hábito de ler, tinha o hábito de buscar as coisas e acabei esquecendo e através do Café Brasil eu retomei isso.

Então, teve alguns podcasts que eu vi, … Antifrágil, enfim, são muitos. E agora, acabei de ouvir o Café Brasil 800. Eu adoro os Café Brasil musical. É fantástico. 

Cara! Você falou uma coisa que é fundamental. Simplicidade, continuidade. Você tem trabalhado aí, faz muito tempo, e vem fazendo um trabalho excelente. Hoje eu acompanho também outros podcasts, mas nenhum tem o conteúdo que tem o Café Brasil.

E assim, na minha vida, uma coisa que eu prezo muito e que eu gostaria de agradecer. Eu sempre evolui através da leitura, através dessas descobertas pessoais e o Café Brasil me ajudou nisso.

Hoje, só pra ilustrar um pouco, tenho lido bastante, continuamente e alguns livros que você indicou. O que é mais legal, é que a minha filha que tem 11 anos, ela ultimamente tem lido junto comigo, tem sido influenciada por causa de mim e da minha esposa, enfim, o Café Brasil, ele é mais do que um podcast, é uma cultura assim.

Eu acredito muito no seu trabalho. Acredito que essa sua metodologia deveria ser usada nas escolas. Você dá uma isca pra pessoa pra pessoa ir atrás. E você também já mencionou, acho que foi no Café Brasil Antifrágil, você fala que a leitura é uma leitura em 360º, que não é uma leitura linear, não é um podcast linear. Você vê um podcast, dá uma isca, aí você busca. Eu aprendi isso. Tenho aprendido nesses últimos três anos.

Toda vez que eu pego um livro, começo a ler, aparece outra coisa e voce usufrui muito isso nos podcasts. Isso é muito legal.

Cara: parabéns pelo seu trabalho. Você é um cara fantástico. É a primeira vez que eu mando um áudio, no WhatsApp, mas assim, aqui em silêncio, eu admiro muito o seu trabalho. Parabéns, cara.

Todo ano você dá uma paulada na cabeça da gente. Eu gosto muito do Rocket Man, Sultans of Swing. Pra você ter ideia, meu pai adora essa música. Meu pai é DJ, DJ não, mexia com música, alugava som, isso lá quando eu nasci lá em 86. E ele conta, sempre que eu vou lá na minha cidade natal, que é no sul de Minas, Campos Gerais. Ele gosta muito dessa música Sultans of Swing do Dire Straits.

E ele conta pra mim que um certo dia eu fui lá na casa dele, ele é separado da minha mãe, desde quando eu nasci, então eu ia lá ajudar ele na marcenaria, fazer as coisas com ele e eu lembro que um dia, ele ia alugar o som pra fazer uma festa de igreja, essas festas rurais que tinha lá na minha cidade, e ele ficou testando o som com essa música, porque ajudava ele, por causa da qualidade do som dessa música, então ele testava o som. E diz ele, que na hora que eu fui embora, eu cheguei pra ele e disse: pai, hoje foi o melhor dia da minha vida. Toda vez que eu vou lá na minha cidade, ele toca essa música. Ou às vezes de domingo, quando ele está se divertindo lá na casa dele, ele me manda o áudio com essa música no fundo. Sempre. E um dia eu coloquei o podcast do Sultans of Swing, e ele adorou.

Enfim, Luciano, tem uma série de coisas que eu gostaria de falar, às vezes eu fico tímido, mas muito obrigado. Você é um cara fantástico. Continue assim. Vida longa ao Cafezinho.”

Perfeito, Thiago! Isso que você descreveu é o que eu chamo de Fitness Intelectual. A responsabilidade pelo aproveitamento do que você está ouvindo aqui, é sua, cara. Tem de mergulhar mais fundo, e é uma decisão só sua. Seu futuro, é uma decisão sua. Obrigado e mande um abração aí pro seu pai.

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é!

No site perfetto.com.br – lembre-se, perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece. Picolé com sabor, cor e aroma da fruta, a Perfetto também tem. Experimente Toda Fruta, disponível nos sabores Abacaxi, Limão e Uva. É refrescante, delicioso e saudável. Saboreie!

Você tá se aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no blog! Dá uma olhada, cara: é enlouquecedor!

Luciano – Como é que é, Lalá?

Lalá – Humm…Com sorvete #TudoéPerfetto

Fica tudo bem
Silva
Lucas Silva

Se você voltar pra ela
Tente não se arrepender
Vai ser difícil amar alguém sem se querer
Melhor fazer valer a pena
E é bem melhor se conhecer
Nas coisas do amor convém pagar pra ver
E fica tudo bem
Fica, fica, fica tudo bem
Fica tudo bem
Fica, fica, fica tudo bem
Eu posso não saber de tudo
Melhor às vezes nem saber
Mas uma coisa eu sei, ninguém vai te dizer
Amigo, amar alguém a fundo
É coisa séria de querer
Cuide de quem te quer e cuide de você
Que fica tudo bem
Fica, fica, fica tudo bem
Fica tudo bem

Olhaí…Que bonito isso… Você ouve Fica tudobem, dos irmãos capixabas Lúcio  e Lucas Silva. As vozes são do Lucas, que tem o nome artístico de Silva e… a Anitta. É ela mesma, a Anitta, no Café Brasil!

Quando começou a pandemia do Coronavírus, lá no comecinho de 2021, eu me lembro que comecei a ficar muito incomodado quando o lockdown de 15 dias virou mais quinze, depois 45, depois 45 semanas, quem sabe 45 meses… eu me incomodei com a falta de horizontes, de perspectivas. Por isso eu contei a história dos ratos aí. Quando você tira a esperança das pessoas, nada mais faz sentido. E quando me refiro à esperança, não é aquela motivação bobinha dos palestrantes motivacionais não, mas a perspectiva de que existe algo ali à frente que vale a pena.

Em 1996, quando aconteceu uma tragédia no Monte Everest e doze alpinistas morreram em meio a uma tempestade próxima do cume da montanha, um caso chamou muito a atenção. O do médico Beck Weathers. Beck havia feito algum tempo antes uma operação nos olhos, por um método antigo, aquela operação da miopia, que quando se subia a grandes altitudes, fazia com que o alpinista ficasse praticamente cego. O olho, devido à pressão, mudava de formato e a cirurgia fazia com que as imagens formadas na retina perdessem totalmente o foco. O sujeiro ficava cego. E foi o que aconteceu com ele por volta dos 8 mil metros de altura.

Em meio a tempestade, sem enxergar, Beck acabou desfalecendo, junto com outros alpinistas, à espera da morte por congelamento. Outros alpinistas passaram por ele, mas devido a seu estado, não havia nada mais pra ser feito. Beck entrou em coma hipotérmico, a caminho da morte por congelamento. Mas…

Em algum momento, de algum lugar no fundo de sua mente, surgiu uma fagulha. Uma pequena faísca que o acordou, e ele, mesmo com membros congelados, conseguiu se levantar e foi cambaleando, por sorte na direção de algumas barracas. Foi visto por alguns alpinistas e empurrado para dentro de uma das barracas, ficando com as costas para o lado de fora. Passou a noite assim, o que bastaria para tê-lo matado pela segunda vez.

Na manhã seguinte, as equipes de rescaldo apareceram e ele foi tirado da montanha num helicóptero, em situação desesperadora. Beck perdeu o nariz, os dedos das mãos e dos pés. E num processo lento, se recuperou. Hoje é professor e palestrante.

Quando foi perguntado sobre a razão de não ter morrido junto dos outros alpinistas, Beck diz que há duas explicações: a física e a espiritual. A física tem a ver com a capacidade das roupas de reter o calor, mas ela não é suficiente pra explicar. A espiritual tem a ver com a lembrança de sua família, esposa e filhos. Em algum momento essa lembrança foi suficiente para disparar aquela fagulha que o salvou.

Beck Weathers, mesmo em coma, recuperou a esperança.

E é essa a força que a esperança tem.

O que chamamos de esperança é um processo intuitivo de sentimentos e pensamentos que ocorre independentemente de tudo o que nossos cinco sentidos nos dizem sobre uma determinada situação.

A vida é incerta e perigosa, o que pode ser mentalmente desconcertante e fisicamente difícil. Os desafios diários podem nos levar ao desespero total se houver uma total falta de esperança de que as coisas vão melhorar. É essa esperança que nos restaura algum senso de propósito e significado para a existência

Há mais de 2.000 anos, o poeta romano Ovídio descreveu a esperança da seguinte maneira:

“É a esperança que faz o marinheiro naufragado atacar com os braços no meio do mar, embora nenhuma terra esteja à vista.”

Esta é uma definição no contexto de um acontecimento real na vida real.

Já a poetisa Emily Dickinson define a esperança assim:

“Esperança é a coisa com penas que pousa na alma”.

Emily define de forma mais abstrata e simbólica sobre a esperança como uma força mental, se não espiritual.

Tem uma frase que gosto muito que diz assim: “A vida é difícil e depois você morre.”

O pessimismo é a moda emocional do dia. Se você ouviu o Café Brasil O Poder do Mau, já está mais do que esclarecido sobre isso, não é? Ligar a TV é ser atacado por um mundo que gira fora de controle. Tem uma calamidade à espreita a cada passo. E a próxima será pior. É o dia todo uma gritaria sobre o vírus e suas mutações, o aquecimento global, o déficit e a falta de moradia crescente, a fome no mundo… Cada família parece ser disfuncional. O alcoolismo está em proporções epidêmicas. O abuso infantil também.

A alegria descuidada parece coisa de gente alienada ou então de filmes ou literatura antiga. Pode haver alguma dúvida de que os males de nosso tempo são profundamente desanimadores, hein? Afinal, ter consciência disso não significa, pelo menos em parte, identificar-se com o sofrimento dos outros?

Pare para pensar… você já viveu um tempo em que o desespero era a norma? Por que que parecemos insistir em encontrar até mesmo nas boas notícias um aspecto sombrio?

O que aconteceu conosco? Com nosso senso de perspectiva, de horizonte, de esperança? Com a nossa capacidade de otimismo e simples alegria? Por que, na privacidade de nossas próprias vidas, mesmo quando as coisas estão indo bem, tantas vezes sentimos que há algo sutil e inequivocamente errado? A ponto de nos sentirmos culpados por um sentimento de alegria enquanto o mundo acaba à nossa volta?

Instituições que antes constituíam o alicerce da sociedade, desde a autoridade política e justiça até a imprensa e os médicos, agora são tidas em tão baixa reputação que qualquer reivindicação feita em seu nome é, por definição, recebida com ceticismo generalizado.

Não acreditamos mais em nada e ninguém. Em quase todas as situações, o emocionalismo compete com a análise desapaixonada. Para cada situação que desafia uma explicação rápida, alguém está pronto com uma teoria da conspiração.

Assim, mesmo sem qualquer fundamentação, é claro que o futuro só pode ser sombrio e ameaçador.

É a soma total de incontáveis escolhas individuais, da maneira como milhões de nós inconscientemente passamos a olhar para nós mesmos, que gera esse pessimismo coletivo que se incorpora à cultura. E destrói as esperanças.

É esse pessimismo que continua dando ouvidos a gente cujo caráter, conhecimento e honestidade já foram há muito questionados. Velhos economistas que nunca conseguiram sair de crises, até as pioraram. Técnicos e cientistas que erraram previsões consistentemente. Jornalistas cujas mentiras foram explicitadas. Políticos que defendem hoje o que atacavam até outro dia e vice-versa. Essa gente continua sendo ouvida. São chamados para entrevistas, aparecem em programas… a troco de quê, hein? De alimentar nosso pessimismo cultural.

Esse pessimismo irrefletido, que se tornou central para nossa visão de mundo, corrói silenciosamente nossas almas. Olha! Com certeza, a vida é difícil. Sim, inevitavelmente, haverá momentos em que nos sentiremos brutalizados pela vida, cara! Mas cada um de nós tem a capacidade de reconhecer o sentimento predominante pelo que ele é e de resistir ativamente a ele.

O fato de soar como uma piedade não o torna menos verdadeiro: um talento para a alegria, como qualquer outro, pode ser cultivado. No final, aqueles de espírito mais generoso para com os outros são os mais felizes consigo mesmos.

E nasceu a Itaú Cultural Play, plataforma de streaming gratuita dedicada a produções nacionais. O catálogo oferece mais de cem títulos já na estreia e é composto de filmes, séries, programas de TV, festivais e mostras temáticas e competitivas, além de produções audiovisuais de instituições culturais parceiras. É só fazer um cadastro gratuito que você poderá acessar todo conteúdo e escolher se verá no desktop ou no celular.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Esperar por coisas que não podem acontecer é realmente estúpido. Podemos chamá-lo de mal, se a gente quiser. Mas esperar pelas coisas que podem acontecer é inteligente, é bom.  É assim, motivados por nosso otimismo, que agimos de forma a tornar mais provável o que se espera.

O mundo real é mais complexo do que um podcast ou um artigo de opinião na imprensa. Ele precisa ser abordado em toda a sua complexidade, reconhecendo o bem e o mal e reconhecendo a boa e a má esperança.

E você não poderá fazer essa abordagem, apoiado nos achismos de gente que acha tanto quanto você.

Por isso, a cada dia que passa, é mais importante permanecer atento, ouvir várias fontes, não abrir mão de buscar as fontes primárias de informação, não se curvar à autoridade de quem vem dar carteirada, cara. A pandemia está aí para provar que aqueles que sempre se diziam os donos da verdade, na verdade não sabem de porra nenhuma.

Fique esperto. Desconfie. Duvide. Torne explícitas suas dúvidas. Procure explicações. E quando não as encontrar, não se desespere.

A esperança, é a última que morre.

Enquanto houver sol
Sérgio Britto

Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma ideia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde Deus colocou
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Ainda haverá

É assim então, ao som de Enquanto houver sol, de Sérgio Britto, com os Titãs, que vamos saindo… esperançosos.

Cara: você entendeu a pegada desse programa aqui? O que que eu estou dizendo aqui. Estou dizendo o seguinte: quando alguém tira de você a perspectiva de que existe algo pelo que se lutar, o que sobra pra gente é a morte, cara! Acaba tudo. Para com tudo.

Se não tem nada pela frente que valha a pena, pare com tudo. E tem, cara, olha pra tua história, olha de onde você veio, olha as pessoas que estão em volta de você, olha as pessoas que dependem de você, olha as pessoas pras quais você pode apontar algum caminho, dar alguma luz, tem muito pra ser feito e o mundo tem muito mais coisa boa do que coisa ruim.

O que tem que ser feito, é parar de dar ouvidos pra esses malucos, parar de dar ouvido pra essas pessoas que acham que pintando um quadro escuro, horroroso, de tragédia, de futuro incerto, elas vão conseguir algum benefício no presente. Tem muita gente gente tirando muita vantagem nisso. Tem muita gente ajudando esse pessoal a tirar vantagem por estupidez, por ignorância ou por absoluta falta de perspectiva. Já que eu não tenho perspectiva eu pego a perspectiva do outro.

Fique esperto, fique claro, fique em busca da informação, das fontes mais críveis e fonte crível é aquela que você pode ver ao longo do tempo. Ela tem uma resistência, ela tem coerência, é gente que você sabe que há muito tempo está aí e que vai continuar estando. Você ouviu o Café Brasil anterior: é gente que já está há muito tempo aí, que não mudou de opinião, que não mudou de ideia e que tem mantido certa coerência naquilo que diz.

E se não mudou de ideia, tem que ser muito bem esclarecido, eu não tenho problema nenhum em trocar de ideia quando eu vejo que estava errado. O que eu não posso fazer é trocar de ideia por conveniência.

O que nós estamos vendo aí, é um monte de gente mudando de ideia por conveniência e entrando num barco de pintar esse futuro horroroso pra hoje tirar vantagem daqueles que estão desesperados. Fique esperto.

Feliz ano novo.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

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Para terminar, um velho provérbio chinês:

Cuidado com o que você deseja. Pode se tornar realidade.