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Podcast Café Brasil com Luciano Pires
Por dentro das Big Techs
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Um pouquinho de história
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Um pouquinho de história só para manter as coisas em ...

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Não olhe para cima
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Nem tudo se desfaz
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Café Brasil 805 – O Estupro da Mente
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Café Brasil 804 – Psicose de formação em massa
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O termo Mass Formation Psychosis, psicose de formação ...

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Café Brasil 803 – Enquanto houver sol
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E aí? Pronto pro ano novo? Tá complicado, é? Muita ...

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Café Brasil 802 – A Lei de Lindy
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Olhe pela janela... o que restará daqui a 100 anos, de ...

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LíderCast 227 – Leticia Zamperlini e Cristian Lohbauer
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No programa de hoje temos Leticia Zamperlini e Cristian ...

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Café Brasil 793 – LíderCast Antônio Chaker
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Hoje bato um papo com Antônio Chaker, que é o ...

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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Hoje bato um papo muito interessante com Leandro Bueno, ...

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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de ...

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Trivium: Capítulo 5 – Predicáveis: Classificação e Números (parte 4)
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Expectativas em relação à China
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Expectativas em relação à China “Embora ainda seja prematuro especular sobre os delineamentos básicos de uma nova e inevitável ordem internacional, a evolução dos acontecimentos parece apontar ...

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Trivium: Capítulo 5 – Formas Proposicionais A E I O (parte 3)
Alexandre Gomes
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Trivium: Capítulo 5 – Características das Proposições (parte 2)
Alexandre Gomes
As PROPOSIÇÕES podem ser agrupadas por cinco características; e cada uma dessas se divide em duas classes. As cinco características são: a) referência à realidade, b) quantidade, c) qualidade, d) ...

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Cafezinho 457 – Eu não sabia
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O jornalista, crítico da mídia e filósofo amador ...

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Cafezinho 456 – Humildade na liderança
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Quando você mistura ignorância com arrogância, pitadas ...

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Cafezinho 455 – Para pensar direito
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George Orwell escreveu: "Se as idéias corrompem a ...

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Cafezinho 454 – A tecnologia mata a paciência
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A vida é curta demais pra gente ficar esperando. Mas ...

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Café Brasil 804 – Psicose de formação em massa

Café Brasil 804 – Psicose de formação em massa

Luciano Pires -

 

Baixe gratuitamente o PDF com o roteiro deste programa em E-book 060 – A Psicose de formação em massa | Café Brasil Premium com Luciano Pires (cafebrasilpremium.com.br)

 

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O termo Mass Formation Psychosis, psicose de formação em massa, começa a ganhar espaço na sociedade. Do que se trata isso? Olha, às vezes você tem a impressão que a gente vive uma realidade paralela? Encontra gente inteligente tomando atitudes inexplicáveis, não se conforma com a histeria e a gritaria por todo lado? Parece que a sociedade está em pânico, ou então está louca? Bom, talvez seja um caso de psicose de massa. Fabricada.

Vamos nessa hoje?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

O Dr. Robert Malone, um dos principais contribuidores para a criação da vacina de RNA mensageiro, criticando a obrigatoriedade das vacinações em massa para a COVID-19, sugeriu ao podcaster Joe Rogan, que os Estados Unidos estão em meio a uma “psicose de formação em massa”.

Malone disse: “Nosso governo está fora de controle sobre isso. E eles são foras da lei. Eles desconsideram completamente a bioética. Eles ignoram completamente a regra comum federal. Eles quebraram todas as regras que eu conheço, nas quais eu fui treinado por anos e anos e anos”.

Cara: a entrevista do médico, deu o maior reboliço. Ele já tinha sido cancelado no Twitter e esse termo, psicose de formação em massa,  ganhou evidência.

Mas do que que se trata, hein?

Olha: quando eu fiz o podcast O poder do mau, lá atrás, eu comecei a pesquisar o assunto e encontrei uma publicação a respeito, mergulhei um pouco mais fundo e encontrei o livro a respeito e já tinha desenhado o programa Café Brasil que se perdeu, ficou meio parado, ficou quietinho, guardadinho pra eu retomar no futuro.

E este episódio aqui com o Joe Rogan, me ajudou a trazer de volta então eu vou fazer hoje o programa que já estava rascunhado desde abril ou maio do ano passado. Então, olha aqui, ó.

Eu vou usar aqui no programa o texto “A fabricação de uma psicose em massa – a sanidade pode retornar a um mundo insano?” Esse texto na verdade é a transcrição de um vídeo publicado no canal da Academy Of Ideas no Youtube em Abril de 2021.  O link para o vídeo está no roteiro deste programa, no portalcafebrasil.com.br.

Olha: o objetivo da Academy Of Ideas é promover a difusão do conhecimento e da liberdade examinando as ideias apresentadas pelos maiores filósofos, psicólogos e economistas da humanidade. Conheça a Academia no https://academyofideas.com/.

E tem mais: eu recomendo que você ouça este episódio aqui, meu, sentado…

Lalá, bote aí uma trilha inspiradora, por favor.

Ode to Freedom
Björn Ulvaeus
Benny Andersson

If I ever write my ode to freedom
It will be in prose that chimes with me
It would be a simple ode to freedom
Not pretentious, but with dignity

I would like to think that freedom is
More than just a word
In grand and lofty language
Odes to freedom often go unheard

If I ever wrote my ode to freedom
Being privileged and spoilt for choice
Then I fear that you would be suspicious

Of the cause to which I’d lend my voice
It’s elusive and it’s hard to hold
It’s a fleeting thing
That’s why there is no ode to freedom truly worth remembering
I wish someone would write an ode to freedom that we all could sing

Hummmmm…. Ode à Liberdade do Abba? Excelente pedida.

Vamos lá.

O texto abre com uma citação de Gustav Le Bon, intelectual francês interessado em antropologia, psicologia, sociologia, medicina, invenção e física. Le Bon é mais conhecido por sua obra de 1895, The Crowd: A Study of the Popular Mind, que é considerada uma das obras seminais da psicologia da multidão. Le Bon diz assim:

“As massas nunca tiveram sede da verdade. Elas se afastam de evidências que não são do seu gosto, preferindo endeusar o erro, se o erro as seduzir. Quem quer que possa lhes fornecer ilusões é facilmente seu senhor; quem tenta destruir suas ilusões é sempre sua vítima.”

As doenças do corpo podem se espalhar por uma população e atingir proporções epidêmicas, mas o mesmo pode acontecer com as doenças da mente. E das epidemias da mente, a psicose em massa é a mais perigosa. Durante uma psicose em massa, a loucura se torna a norma na sociedade e as crenças ilusórias se espalham como uma epidemia. Mas, como os delírios podem assumir muitas formas e a loucura pode se manifestar de inúmeras maneiras, o jeito específico como uma psicose em massa se desdobra será diferente com base no contexto histórico e cultural da sociedade infectada. No passado, as psicoses em massa levaram à caça às bruxas e genocídios, mas na era moderna é a psicose em massa do totalitarismo que é a maior ameaça.

Arthur Versluis, professor e chefe do Departamento de Estudos Religiosos na Faculdade de Artes e Letras da Michigan State escreveu em As Novas Inquisições o seguinte:

“O totalitarismo é o fenômeno moderno do poder estatal centralizado total junto com a aniquilação dos direitos humanos individuais: no estado totalizado, existem aqueles que estão no poder, e existem as massas objetificadas, as vítimas.”

Em uma sociedade totalitária, a população é dividida em dois grupos, os governantes e os governados e ambos passam por uma transformação patológica. Os governantes são elevados a um status quase divino, o que é diametralmente oposto à nossa natureza de seres imperfeitos, facilmente corrompidos pelo poder. As massas, por outro lado, são transformadas em sujeitos dependentes desses governantes patológicos e assumem um status regredido psicologicamente infantil.

Hannah Arendt, uma das mais proeminentes estudiosas dessa forma de governo no século 20, chamou o totalitarismo de uma tentativa de transformação da “própria natureza humana”. Mas essa tentativa de transformação apenas transforma mentes sãs em mentes doentias, como escreveu o médico holandês Joost Meerloo, que estudou os efeitos mentais de viver sob o totalitarismo.

Os autores do vídeo usaram várias referências de Joost Merloo, que em 1933 começou a estudar os métodos pelos quais a pressão mental sistemática leva as pessoas à submissão abjeta, e pela qual os totalitários imprimem sua subjetiva “verdade” na mente de suas vítimas. Em seu livro The Rape of the Mind, Joost Merloo escreveu assim:

“… Há, de fato, muito que é comparável entre as reações estranhas dos cidadãos do [totalitarismo] e de sua cultura como um todo, por um lado, e as reações dos… esquizofrênicos doentes, do outro”.

A transformação social que se desenvolve sob o totalitarismo é construída e sustentada por delírios. Pois apenas homens e mulheres iludidos regridem ao status infantil de súditos obedientes e submissos e entregam o controle total de suas vidas a políticos e burocratas. Apenas uma classe dominante iludida acreditará que possui o conhecimento, a sabedoria e a perspicácia para controlar completamente a sociedade de cima para baixo. E somente quando sob o feitiço de delírios alguém acreditaria que uma sociedade composta de governantes sedentos de poder, por um lado, e uma população psicologicamente regredida, por outro, levará a qualquer coisa que não seja sofrimento em massa e ruína social.

“Olá Luciano. Professor Rogério Coimbra de Sinop, Mato Grosso. Olha, não tem como não mandar essa mensagem pra você.

Acabei de ouvir o Cafezinho 446, falando sobre a Competência moral e a história desse pai junto com o filho que perdeu o jogo da NBA em Orlando e foi comunicado que tinha direito de um seguro por ter perdido o jogo.

Não tem como não te falar isso, a Ciça sabe, eu acabei mandando pra ela. Eu lhe enviei aqui de Sinop pra São Paulo, um boné do Mundo Agro Podcast, do qual eu sou host, faz parte da Rede Agrocast, você conhece muito bem. E nos cobraram      R$ 79,00 numa empresa brasileira que faz transporte de correspondências e encomendas. R$79,00.

Passados aí os dez, quinze dias pra chegar em São Paulo, comecei a receber mensagens dizendo que o endereço ao qual eu coloquei não existia, que é o endereço do seu escritório em São Paulo. Que está no Google. Que pelo Google Earth dá pra ver o endereço e o número na porta. Disseram por três vezes que não encontraram o endereço e que iriam devolver a encomenda.

Pois bem: devolveram a encomenda e não a levaram até a minha casa. Me mandaram, buscar na agência dessa empresa. Ao chegar nessa agência, a encomenda estava, simplesmente, destruída. A caixa rasgada, tudo amassado por dentro. Os adesivos, tudo que eu mandei estava destruído.

E pasmem: a atendente dessa empresa, a qual eu acredito que não tenha culpa disso, me disse que a culpa da encomenda estar da forma que estava era minha, por ter colocado uma caixa de papelão muito frágil e não ter protegido por dentro.

Pois bem: talvez eu tivesse que ter colocado uma embalagem de madeira pra proteger um boné dentro de uma caixa. E ao perguntar se eu seria ressarcido ao menos dos R$79,00 de envio, me disseram que eu teria que fazer uma solicitação.

Pois bem, com toda paciência que nós temos, eu fiz a solicitação e o sistema e a sua ouvidoria responderam que a encomenda tinha sido devolvida porque o endereço não existia. Ou seja, não há responsabilidade moral nenhuma no Brasil, por grande parte das empresas, nem todas, quanto ao consumidor.

Um valor absurdo de frete, um serviço totalmente desregulado e provavelmente, não entregaram isso aí no seu escritório, porque eles já haviam destruído a caixa no envio e então não quiseram entregar pra que não constasse o problema.

Simplesmente uma pena e talvez essa consciência, que nós dissemos ser consciência moral, é uma questão cultural e de respeito, né?

O Brasil, infelizmente, perdeu o respeito pelo consumidor. O que vale é o dinheiro, agora, o serviço que fique para segundo plano. Ainda bem que isso não ocorre com todas as empresas, né?

Nós temos o dever de educar nossos filhos pra que esse futuro seja melhor.

Luciano, muito obrigado, continue sempre fazendo esse belo trabalho, um forte abraço do Professor Rogério Coimbra aqui de Sinop. Até mais.”

Grande Professor Rogério Coimbra de Sinop! Rarararara… olha, sabe o que acontece com o meu endereço? A numeração da rua é irregular, não está numa ordem crescente. Se a pessoa não prestar atenção, é duro de achar. Mas o Correio entrega direto aqui, pois já conhece as manhas da rua. O que aconteceu com você foi o azar de cair nas mãos de um entregador sem paciência nem interesse de verificar com cuidado. O restante do problema é apenas uma constatação do amadorismo e falta de respeito que são marcas aqui no Brasil. E viva as exceções, meu caro!!! Grande abraço e vida longa ao podcast!

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é!

No site perfetto.com.br – lembre-se sempre que o perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece.

Começo de ano, período de cumprir a promessa de levar o treino da academia a sério, o que não precisa ser algo tedioso e sem graça. Coloque sorvete Perfetto Ice Whey Pro Chocolate na sua rotina de treinos e chegue mais perto dos seus objetivos. É o primeiro sorvete de whey protein do Brasil, com 58% mais proteína que o sorvete tradicional.

Você tá se aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no blog! Dá uma olhada: é enlouquecedor!

Luciano – Lalá, como é que é mesmo?

Lalá – Ah! Com sorvete #TudoéPerfetto

Cara, essa Ode à Liberdade é linda. É do ABBA. O grupo ABBA mesmo. 

Uma parte da letra diz assim:

Se eu escrevesse minha ode à liberdade
Sendo privilegiado e mimado de escolhas
Então eu temo que você suspeitaria
Da causa para a qual eu emprestaria minha voz
É enganoso e difícil de segurar
É uma coisa passageira
É por isso que não existe uma ode à liberdade verdadeiramente digna de ser lembrada

Muito bem, continuando nosso texto…

Mas afinal de contas, o que desencadeia a psicose do totalitarismo? A psicose de massa do totalitarismo começa na classe dominante de uma sociedade. Os indivíduos que compõem essa classe, sejam eles políticos, burocratas ou capitalistas camaradas, são muito propensos a delírios que aumentam seu poder, e nenhum delírio é mais atraente para os famintos por poder do que a ilusão de que eles podem e devem controlar e dominar uma sociedade. Quando uma elite dominante é possuída por uma ideologia política desse tipo, seja ela comunismo, fascismo ou tecnocracia, o próximo passo é induzir uma população a aceitar o seu governo, infectando-a com a psicose de massa do totalitarismo.

Esta psicose foi induzida muitas vezes ao longo da história, e como Meerloo explica: “É simplesmente uma questão de reorganizar e manipular os sentimentos coletivos da maneira adequada.”

O método geral pelo qual os membros de uma elite governante podem alcançar esse objetivo é chamado de menticídio:”uma morte da mente”. Joost Meerloo explica ainda:

“O menticídio é um crime antigo contra a mente e o espírito humanos, mas sistematizado de novo. É um sistema organizado de intervenção psicológica e perversão do julgamento por meio do qual uma classe dominante pode imprimir seus próprios pensamentos oportunistas nas mentes daqueles que planejam usar e destruir ”.

Preparar uma população para o crime de menticídio começa com a semeadura do medo. Pois, quando um indivíduo é inundado por emoções negativas, como medo ou ansiedade, fica muito suscetível aos delírios da loucura. Ameaças reais, imaginárias ou fabricadas podem ser usadas para semear o medo, mas uma técnica particularmente eficaz é usar ondas de terror. Sob essa técnica, a semeadura do medo é intercalada com períodos de calma, que são seguidos pela fabricação de uma onda de medo ainda mais intensa, e o processo continua, ou como escreve Joost Meerloo:

“Cada onda de terror. . . após uma pausa para respiração, cria seus efeitos com mais facilidade do que a anterior, porque as pessoas ainda estão perturbadas por experiências anteriores. A moralidade torna-se cada vez mais baixa e os efeitos psicológicos de cada nova campanha de propaganda tornam-se mais fortes; chega a um público já anestesiado.”

Lembre-se. Eu estou falando de um livro escrito nos anos sessenta. No começo dos anos sessenta.

Enquanto o medo prepara uma população para o menticídio, o uso da propaganda para espalhar desinformação e promover confusão a respeito da fonte das ameaças e da natureza da crise ajuda a desmembrar as massas.

Representantes das tais elites e seus lacaios na mídia, podem usar relatos contraditórios, informações sem sentido e até mesmo mentiras gritantes, pois quanto mais eles confundem, menos capaz será a população de enfrentar a crise e diminuir seu medo, de forma racional e de maneira adaptativa.

A confusão, em outras palavras, aumenta a vulnerabilidade para uma queda nas ilusões do totalitarismo.

Ou como explica Meerloo: “A lógica pode ser confrontada com a lógica, enquanto a ilógica não – ela confunde aqueles que pensam direito. A Grande Mentira e as bobagens repetidas monotonamente têm mais apelo emocional … do que lógica e razão. Enquanto as pessoas ainda estão procurando um contra-argumento razoável para a primeira mentira, os totalitários podem atacá-las com outra. ”

Nunca antes na história existiram meios tão eficazes para manipular uma sociedade até a psicose do totalitarismo. Smartphones e mídias sociais, televisão e internet, todos em conjunto com algoritmos que rapidamente censuram o fluxo de informações indesejadas, permitem que aqueles que estão no poder agridam facilmente as mentes das massas. Além do mais, a natureza viciante dessas tecnologias significa que muitas pessoas se sujeitam voluntariamente à propaganda das elites poderosas com uma frequência notável. Merloo também explica:

“A tecnologia moderna ensina o homem a aceitar o mundo para o qual está olhando; ele não tem tempo para recuar e refletir. A tecnologia o atrai, deixando-o enredar-se em suas rodas e movimentos. Sem descanso, sem meditação, sem reflexão, sem conversa – os sentidos estão continuamente sobrecarregados com estímulos. O homem não aprende mais a questionar seu mundo; a tela oferece a ele respostas prontas.”

Mas há mais um passo que os totalitários podem dar para aumentar a chance de uma psicose totalitária: isolar as vítimas e interromper as interações sociais normais. Quando está sozinho e sem interações normais com amigos, família e colegas de trabalho, um indivíduo se torna muito mais suscetível a delírios por vários motivos.

Em primeiro lugar, ele perde contato com a força corretiva do exemplo positivo. Olha: nem todo mundo é enganado pelas maquinações da elite dominante. Aqueles que veem ou que conseguem ver através da propaganda, podem ajudar a libertar outros do ataque menticida. Mas se o isolamento for imposto, o poder desses exemplos positivos vai diminuir muito.

Outra razão pela qual o isolamento aumenta a eficácia do menticídio é porque, como muitas outras espécies, os seres humanos são mais facilmente condicionados a novos padrões de pensamento e comportamento quando isolados, ou como Meerloo explica no que diz respeito ao trabalho do fisiologista Ivan Pavlov sobre condicionamento comportamental:

“Pavlov fez outra descoberta significativa: o reflexo condicionado poderia ser desenvolvido mais facilmente em um laboratório silencioso com um mínimo de estímulos perturbadores. Todo treinador de animais sabe disso por experiência própria; o isolamento e a paciente repetição de estímulos são necessários para domar animais selvagens. Os totalitários seguiram esta regra. Eles sabem que podem condicionar suas vítimas políticas mais rapidamente se forem mantidas em isolamento .”

Sozinha, confusa e golpeada por ondas de terror, uma população sob um ataque de menticídio desce a um estado de desesperança e vulnerabilidade. O fluxo interminável de propaganda transforma mentes antes capazes de pensamento racional, em teatros de forças irracionais. Com o caos girando em torno delas, e dentro delas, as massas anseiam por um retorno a um mundo mais organizado.

Os pretensos totalitários podem agora dar o seu passo decisivo: oferecem uma saída e um retorno à ordem em um mundo que parece estar se movendo rapidamente na direção oposta. Mas isso tem um preço: as massas devem desistir de sua liberdade e ceder o controle de todos os aspectos da vida à elite dominante. Devem renunciar à sua capacidade de serem indivíduos autossuficientes responsáveis por suas próprias vidas e tornar-se súditos submissos e obedientes.

Nas palavras de Meerloo:

“O totalitarismo é a fuga do homem das terríveis realidades da vida para o útero virtual dos líderes. As ações do indivíduo são dirigidas a partir deste útero – do santuário interno (…) o homem não precisa mais assumir a responsabilidade por sua própria vida. A ordem e a lógica do mundo pré-natal reinam. Há paz e silêncio, a paz da submissão total.”

Mas a ordem de um mundo totalitário é uma ordem patológica. Ao impor uma conformidade estrita e exigir uma obediência cega dos cidadãos, o totalitarismo elimina do mundo a espontaneidade que produz muitas das alegrias da vida e da criatividade que impulsionam a sociedade.

O controle total dessa forma de governo, seja qual nome você dê a a ela, seja governado por cientistas e médicos, políticos e burocratas ou um ditador, gera estagnação, destruição e morte em grande escala.

Então talvez a questão mais importante que o mundo enfrenta hoje seja: como o totalitarismo pode ser evitado? E se uma sociedade foi induzida aos estágios iniciais dessa psicose em massa, os efeitos podem ser revertidos?

E nasceu a Itaú Cultural Play, plataforma de streaming gratuita dedicada a produções nacionais. O catálogo oferece mais de cem títulos já na estreia e é composto de filmes, séries, programas de TV, festivais e mostras temáticas e competitivas, além de produções audiovisuais de instituições culturais parceiras. É só fazer um cadastro gratuito que você poderá acessar todo conteúdo e escolher se verá no desktop ou no celular.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Hummmm… Amanhã, aquele hino de Guilherme Arantes, aqui no violão de Tarcisio Pirolla. É muito apropriado.

Embora nunca se possa ter certeza do prognóstico de uma loucura coletiva, existem medidas que podem ser tomadas para ajudar a efetuar a cura. Essa tarefa, no entanto, requer muitas abordagens diferentes, de muitas pessoas diferentes. Pois, assim como o ataque menticida é multifacetado, o contra-ataque também deve ser.

De acordo com Carl Jung, para aqueles de nós que desejam ajudar a devolver a sanidade a um mundo insano, o primeiro passo é colocar ordem em nossas próprias mentes e viver de uma forma que forneça inspiração para outros seguirem. Jung disse:

“Não é à toa que nossa época clama pela personalidade redentora, por aquele que pode se emancipar das garras do coletivo (da psicose) e salvar pelo menos a própria alma, que ilumina um farol de esperança para os outros, proclamando que aqui está pelo menos um homem que conseguiu se libertar da identidade fatal com a psique do grupo.”

Mas, supondo que se esteja vivendo de uma maneira livre das garras da psicose, há outros passos que podem ser dados.

Em primeiro lugar, as informações que vão contra a propaganda devem ser difundidas o mais amplamente possível. Pois a verdade é mais poderosa do que a ficção e as falsidades vendidas pelos pretensos governantes totalitários e, portanto, seu sucesso, dependem em parte de sua capacidade de censurar o livre fluxo de informações.

Sacou?

Outra tática é usar o humor e o ridículo para deslegitimar a elite governante ou como Meerloo diz: “Devemos aprender a tratar o demagogo e os aspirantes a ditadores em nosso meio (…) com a arma do ridículo. O próprio demagogo é quase incapaz de qualquer tipo de humor, e se o tratarmos com humor, ele começará a colapsar.”

Uma tática recomendada por Václav Havel, um dissidente político sob o regime comunista soviético que mais tarde se tornou presidente da Tchecoslováquia, é a construção do que chamamos de “estruturas paralelas”. Ou a “polis paralela”.

Aqui um pitaco meu: para Václav Havel, os governantes comunistas eram notórios por mentiras, o que levava à “hipernormalização”, isto é, todo mundo sabia que tudo era mentira, mas agiam como se não fosse. Por isso, Havel estava empenhado nas estruturas que possibilitassem “viver a verdade.”

Uma estrutura paralela é qualquer forma de organização, negócio, instituição, tecnologia ou busca criativa que existe fisicamente dentro de uma sociedade totalitária, mas moralmente fora dela.

O exemplo mais óbvio no momento são as criptomoedas.

Na Tchecoslováquia comunista, Havel observou que essas estruturas paralelas eram mais eficazes no combate ao totalitarismo do que na ação política. Além disso, quando estruturas paralelas suficientes são criadas, uma “segunda cultura” ou uma “sociedade paralela” espontaneamente se forma e funciona como um enclave de liberdade e sanidade dentro de um mundo totalitário.

Ou então, como Havel explica em seu livro O Poder dos Impotentes:

“O que mais são estruturas paralelas do que uma área onde uma vida diferente pode ser vivida, uma vida que está em harmonia com seus próprios objetivos e que por sua vez se estrutura em harmonia com esses objetivos? (…) O que mais são essas tentativas iniciais de auto-organização social do que os esforços de uma certa parte da sociedade (…) para se livrar dos aspectos autossustentáveis do totalitarismo e, assim, se livrar radicalmente de seu envolvimento no (…) sistema totalitário?”

Cara, que difícil esses textos aqui. Mas é… desculpa aí, vai. A tradução desses textos aqui pra ser lido no podcast, é muito complicado. Mas cara, o tema é tão importante, é tão fundamental, que você tem que se esforçar. Não pegou, volta, ouve de novo, ou então procura o texto lá no portalcafebrasil.com.br e leia. Porque precisa.

Mas, acima de tudo, o que é necessário para evitar uma queda total na loucura do totalitarismo é a ação do maior número possível de pessoas. Pois assim como a elite dominante não se senta passivamente, mas toma medidas deliberadas para aumentar o seu poder, também um esforço ativo e combinado deve ser feito para mover o mundo de volta na direção da liberdade.

Liberdade, liberdade abre as asas sobre nós
Niltinho Tristeza
Preto Jóia
Vicentinho
Jurandir

Liberdade, liberdade!
Abra as asas sobre nós (bis)
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz

Vem, vem, vem reviver comigo amor
O centenário em poesia
Nesta pátria, mãe querida
O império decadente, muito rico, incoerente
Era fidalguia
Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem no pique da canção
E a nobreza enfeita o luxo do salão
Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí

Da guerra nunca mais
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu de cultura o Brasil
A música encanta e o povo canta assim
Pra Isabel, a heroína
Que assinou a lei divina
Negro, dançou, comemorou o fim da sina
Na noite quinze reluzente
Com a bravura, finalmente
O marechal que proclamou
Foi presidente

O que será o amanhã
João Sérgio

A cigana leu o meu destino
Eu sonhei
Bola de cristal, jogo de búzios, cartomante
Eu sempre perguntei
O que será o amanhã?
Como vai ser o meu destino?
Já desfolhei o malmequer
Primeiro amor de um menino
E vai chegando o amanhecer
Leio a mensagem zodiacal
E o realejo diz
Que eu serei feliz
Como será o amanhã
Responda quem puder (bis)
O que irá me acontecer
O meu destino será como Deus quiser

Muito bem… botei essa Simone com Liberdade Liberdade e O que será o amanhã para aliviar um pouco o clima.

Você continua sentado aí ou já caiu da cadeira? Que porrada esse programa aqui, não é?

Se você achou que o texto do programa é parecido com o que está acontecendo no mundo? Cara,  não é coincidência não, viu?

Em seu livro 1984, George Orwell descreve uma sociedade muito parecida com tudo que foi dito neste programa. A diferença é que agora temos tecnologia para levar a manipulação em níveis que eram impensáveis alguns anos atrás. Os algoritmos conhecem você melhor do que você mesmo. E processos estão sendo implementados para controlar cada passo que você der.

O pessoal da Academy of Ideas diz assim, ó: “Algumas pessoas disseram que o dinheiro governa o mundo, alguns dizem que os políticos, alguns dizem que as armas – estão todos errados. A verdade é que as ideias governam o mundo, sempre governaram e sempre o farão. São as ideias que irão, para melhor ou para pior, moldar o destino da humanidade.”

E ideias, são coisas que muitos lutam para colocar na sua cabeça. Mas ainda tem otário por aí, achando que isso é coisa de ficção científica…

Acorda, cara! C.S.Lewis escreveu uma frase que resume o que acontece com você que aponta dedos e acusa os outros de negacionistas:

“Quando o mundo inteiro está correndo em direção a um penhasco, aquele que está correndo na direção oposta parece ter perdido a cabeça.”

Não é assim? Agora tome uma água, respire fundo e ouça este episódio novamente.

Olha, eu fiquei tão animado com esse assunto que fui buscar o livro do Joost Meerloo e fiz dele um podsumário que estou lançando para os assinantes do Café Brasil Premium. Cara: o livro é sensacional, e vai muito mais fundo num tema que é fundamental nestes dias: a liberdade.

É assim então, ao som de Simone com dois clássicos dos Sambas Enredo brasileiros, que vamos saindo pensativos, cara….

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que está completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

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Para terminar, uma frase do filósofo e teórico político Thomas Paine observou assim:

“A tirania, como o inferno, não é facilmente derrotada; no entanto, temos este consolo conosco, que quanto mais difícil o conflito, mais glorioso o triunfo.”