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Luciano Pires -

Sabe quem ajuda este programa chegar até você?

É a Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar.

A inteligência a serviço do agro.

Olha, eu não sei você, mas eu nunca vi tantos canalhas pintando e bordando à luz do sol. Essa gente agia escondida, mas parece que perdeu o medo e agora espalha o ódio, a enganação, a mentira, por todos os lados.

Tá faltando gente com caráter…

O programa de hoje é uma revisita a um episódio de muito, mas muito tempo atrás. O assunto é importante demais para ficar perdido num arquivo. Vamos tratar de uma espécie que está ameaçada de extinção: o homem de caráter. Você lembra quando existiam muitos por aí, hein?

Pois sabe que eu acho que eles ainda são a maioria, mas não dão audiência?

É nessa praia que vamos navegar hoje.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Sempre que pergunto para alguém que tipo de funcionário a pessoa quer na sua empresa, aparecem características como trabalhador, motivado, capaz de lidar com pressão e de interagir bem com colegas e clientes. E olha só que interessante: essas não são características cognitivas, são traços da personalidade.

Por isso, cada vez mais, as empresas estão preocupadas em analisar a personalidade dos candidatos, mais do que suas habilidades.

Caráter tem sido definido como “um conjunto de traços ou disposições pessoais que produzem emoções morais específicas, informam a motivação e guiam a conduta”. Ou, também, como “a soma das qualidades morais e mentais que distinguem um indivíduo”.

O caráter não é necessariamente fácil de alterar. Ele é moldado em parte pelo temperamento de cada um, por decisões e hábitos que são formados ao longo dos anos e por suas comunidades. Mas o caráter também faz parte do que nos torna quem somos e molda nossa capacidade de buscar o bem e alcançar o bem-estar. À medida que o caráter é fortalecido por hábitos que estão de acordo com a razão e que nos ajudam a alcançar o que é bom, podemos dizer que ele se torna “virtuoso”.

Virtuoso vem de virtude: viver de acordo com a razão, viver para alcançar o bem.

Agora: tente colocar isso em perspectiva dentro da sociedade conflituosa e polarizada na qual hoje vivemos.

Nesse mundo das tretas e cancelamentos, o virtuoso, cara, é um otário. O homem de caráter, sofre diariamente.

O mundo parece cada vez mais desenhado para o sucesso dos canalhas.

E isso é péssimo!

Eu não sei na verdade quem eu sou
Fernando Anitelli

Eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Por que a gente é desse jeito
Criando conceito pra tudo que restou?
Meninas são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro o sorriso e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou
Descobri daonde vem a vida
Por onde entrei deve haver uma saída
E tudo fica sustentado pela fé
Na verdade ninguém sabe o que é
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo
Com água e farinha eu colo figurinha e foto em documento
Escola é onde a gente aprende palavrão
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração
Percebi que a cada minuto
Tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
Tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
Tem gente rezando no escuro, tem gente sentido ausência
Meninas são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou

Opa! O Teatro Mágico no Café Brasil, com Eu Não Sei Na Verdade Quem Eu Sou…. O Teatro Mágico foi formado por Fernando Anitelli e outros sete artistas, dois deles circenses, em Osasco – São Paulo, em 2003. O objetivo do grupo vai além da música e é trazer literatura, artes cênicas, política e cultura em um só lugar, com a intenção de alcançar o maior número de pessoas possível. 

Cara: eu já vi show desses caras. Eles não tem… eles não tem audiência, eles não tem fãs.  Eles tem torcida!.

Muito bem. Vou usar na sequencia um texto de autoria de Eliana Souza Sicsú. Acho que é assim que se escreve. Me parece que é uma educadora lá do Nordeste. De slguykma forma chegou na minha mão pela internet.  Olha só:

“O caráter é a expressão mais exata da sua pessoa, sem máscaras, sem fingimentos ou aparências: o seu verdadeiro ser interior.”

O termo “caráter” procede do grego “charaktēr” e significa literalmente “estampa”, “impressão”, “gravação”, “sinal”, “marca” ou “reprodução exata”. Quais princípios, valores e   sentimentos estão impressos nas suas atitudes?

O caráter é a “marca” pessoal de uma pessoa. O “sinal” que a distingue dos outros e pelo qual o indivíduo define o seu estilo, a sua maneira de ser, de sentir e de reagir. Também pode ser definido como o conjunto das qualidades boas ou más de um indivíduo que determina sua conduta em relação a Deus, a si mesmo e ao próximo. O caráter, não apenas define quem o homem é, mas também descreve o estado moral do homem.

O caráter é distinto do temperamento e da personalidade, embora esteja relacionado a eles. O temperamento refere-se ao estado de humor e às reações emocionais de uma pessoa – o modo de ser. A personalidade envolve a emoção, vontade e inteligência de uma pessoa – aquilo que o indivíduo é. O caráter, influenciado pelo temperamento e pela personalidade, é o conjunto das qualidades boas ou más de um indivíduo que lhe determina a conduta – como a pessoa age.

O caráter é a forma mais externa e visível da personalidade. Segundo Aristóteles, a disposição moral, o caráter, é adquirida ou formada no indivíduo pela prática. Afirma um antigo provérbio que ao “semear um hábito, o indivíduo colhe um caráter”. O caráter, segundo a sabedoria dos antigos, é o resultado de um hábito interiorizado, aprendido através do exercício contínuo das virtudes ou dos vícios. Não deve ser confundido com as paixões como ira, desejos, ódio, muito menos com as faculdades (razão, emoção e vontade), pois estas categorias são naturais, próprias do ser.

Mediante o temperamento, a personalidade e o caráter, o indivíduo afirma sua autonomia; passa a ter consciência de si mesmo como ser humano e também que tipo de pessoa é. Esta descoberta existencial é um processo contínuo.

Há uma relação direta entre hábitos e caráter. “… o tipo de vida que desejamos depende do tipo de pessoa que somos – depende de nosso caráter.” Não é aquilo que temos ou as técnicas que empregamos que nos tornam bem sucedidos. É quem nós somos. Os hábitos mais importantes são os que envolvem nossas relações com nossos deuses, conosco, com as pessoas e com o resto do mundo. Pessoas de princípios nobres e de bom caráter tem hábitos como integridade, interesse pelos outros, generosidade, solidariedade, confiabilidade.  Bons hábitos fazem a diferença em tudo que fazemos.

Então, você tem escolha. Mentir ou falar a verdade. Ser desonesto ou ser honesto, ainda que pagando um preço. Assumir responsabilidade por sua vida ou viver vitimizado.  Agir com sabedoria ou reagir impulsivamente. Amar ou odiar. Perdoar ou guardar ressentimentos. Ser uma pessoa confiável ou falsa. Ser ético no falar ou ser fofoqueiro. Ter palavras que edificam ou ter uma linguagem destrutiva. Investir amor e atenção na família ou ignorá-los.

Você tem escolhas. E suas escolhas definem o seu caráter.


“Olá Luciano. Aqui quem está falando é o Thiago Guedes, mais uma vez, eu sou membro super ativo, participativo.

Eu acabei de ouvir o Cafezinho 460,  Voltar ao passado. E tem uma coisa que eu vejo acontecendo, tanto aqui, eu moro aqui no Canadá, quanto no Brasil e em outros lugares, que as pessoas estão querendo apagar da história, coisas ruins que aconteceram. Coisas negativas.

Aqui, por exemplo, estavam querendo tirar, ou já tiraram, não sei, a estátua de um cara que ele foi responsável pelo desenvolvimento de uma região daqui, mas ele cometeu os erros dele lá, sei lá o que é que foi, né? Alguma coisa que ele fez de errado lá e estavam querendo remover a estátua dele, da mesma forma que a gente tira coisa ……, por conta de coisas que aconteceram, racismo, qualquer outro ismo da vida.

Mudar o passado é uma coisa muito perigosa. Quando a gente muda o passado, a gente deixa de ter a oportunidade de reaprender com aquilo. A gente, no futuro, pode cometer os mesmos erros, de novo e não vai ter nada que a gente possa olhar e falar assim: olha o que aconteceu no passado e olha a merda que deu.

Infelizmente, a gente vai perder essa capacidade. E muita coisa… ah não, tem a estátua da pessoa, então ela aparece que é uma pessoa boa,  mesmo tendo feito tudo que ela fez de errado. Quem é essa pessoa? Vá pesquisar. Vá ver o que ela fez. E aí, a estátua pode ser… nossa, que legal, esse cara fez isso. Ou, olha que vergonha, esse cara fez isso. Ou, até: olha só! Esse cara é um humano. Ele fez esse monte de coisa legal, mas fez esse monte de coisa errada também.

Conhecer o passado só enriquece a nossa história e nosso conhecimento e ajuda a gente a fazer um futuro melhor. É isso aí. Um abraço. Tchau, tchau”.

Grande Thiago, excelente ponto esse aí que você levantou. Ninguém ganha uma estátua por ser um canalha. Ganha para ser honrado por um grupo de pessoas, por alguma coisa que fez e que foi considerada boa. Tirar essa questão do contexto, olhando o passado com os valores de hoje, é uma ignorância. Você está muito certo, cara: precisamos manter e conhecer o passado para aprender com ele, e não para apagá-lo.

Muito bem. Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é!

No site perfetto.com.br – lembre-se, perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece. Eu não sei se você sabia, mas a Perfetto desenvolveu a primeira versão do sorvete Variegato no Brasil. É um típico sorvete do norte da Itália, cuja principal característica é a base lisa com muita calda – conhecido como Variatta, campeã de vendas da marca. Eu já devo ter tomado umas doze latas, cara!

Você tá se aguentando aí, é? Tá difícil, né?  Vai lá no blog, cara! Dá uma olhada, cara: é enlouquecedor!

Luciano – Como é mesmo Lalá?

Lalá – Ah! Com sorvete #TudoéPerfetto, né?

Ah, cara, eu já furei esse CD aí de tanto ouvir… Yamandu Costa e Dominguinhos. Dois gênios, que colocam a música brasileira em outro patamar. Aqui com João e Maria, de Chico Buarque e Sivuca….

Então, acho que aqui cabe mais uma carta que eu recebi de um ouvinte, o Maick Costa, que fez um comentário num programa muito antigo que tem tudo a ver com tema de hoje. Olha só:

Engraçado as voltas que o nosso cérebro dá em torno de um tema. Escutando o Café Brasil #280 – Almanaque – deparei-me com uma reflexão que estava passando pelos meus pensamentos: são os nossos valores que nos guiam? No meio da leitura do texto “Resoluções Drásticas” da Márcia Frazão em que ela diz “No ano que vem esquecerei o meu curso de filosofia e arrumarei um diploma em alguma universidade holística ou de marketing empresarial.”

Vesti a carapuça aqui. Eu sou administrador, especialista (MBA) e mestre em administração de empresas. Venho de uma família empresarial e dou continuidade aos negócios da família assumindo a direção de marketing estratégico das empresas.

O texto da Márcia Frazão remete, a começar pelo título , a um esquecimento de valores. Ao menos a carapuça que eu vesti me pareceu isso: alguém deixando de lado os valores para abraçar a objetividade (de objeto) da vida. Neste momento em que estou escrevendo esta resposta recordo-me de uma das aulas da graduação em administração. Naquela aula deveríamos desenvolver alguns preceitos básicos do planejamento estratégico de uma empresa, real ou fictícia, como visão, missão, forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Um gigantesco passo para o desenvolvimento de um planejamento. Na época eu já trabalhava na empresa da família, uma empresa de varejo de autopeças. Sugeri à minha equipe desenvolvermos o trabalho para uma autopeças e eles acataram.

No momento do desenvolvimento do trabalho para uma autopeças, argumentei que uma das oportunidades seria os consumidores adotarem a prática de manutenção preventiva dos veículos, possibilitando assim uma normalização na receita da empresa durante o ano todo e não mais somente receitas altas sazonais. Quando argumentei isso, o que foi contra argumentado por professores e alunos seria de que pra uma autopeças, uma ameaça seria o asfaltamento das vias na cidade pois, com menos buracos, menos carros iam precisar de peças. Que eu deveria levar isso em conta no planejamento da organização.

Eu tenho que torcer para que os consumidores quebrem seus carros para virem comprar peças na minha empresa? Desculpa cara, mas não! Prefiro me esforçar para que os consumidores entendam, compreendam e pratiquem a manutenção preventiva. Ganha-ganha. Vai ser melhor pra eles e vai ser melhor pra mim. Para os consumidores, o seu veículo estará com a manutenção em dia, oferecendo segurança para a família e no trânsito. Para mim, empresa, deixarei de ter picos de receita em determinado mês e outros meses em baixa e passarei a ter receitas mais estáveis. O texto “Resoluções drásticas” da Márcia Frazão me lembrou dessa situação e me confirmou que não abandonei meus valores em prol do que é praticado no mercado. Continuarei com meus valores. “Água mole em pedra dura…”

Que legal isso Maick. Você tem seus valores e convicções e procura manter-se fiel a eles. Isso tem construído o seu caráter.

Alguns médicos da antiguidade, como Hipócrates e Galeno, definiram o comportamento humano em quatro temperamentos: colérico, melancólico, fleumático e sanguíneo. Todo mundo tem um pouco de cada um dos quatro, mas sempre haverá algum temperamento que se destacará.

Os coléricos são os dominadores. Têm espírito de liderança, o que é muito bom, mas gostam de mandar e dificilmente aceitam opiniões de terceiros.

Os melancólicos são os perfeccionistas. São dedicados, mas cobram muito de si mesmos, não aceitam errar e, quando erram, ficam desconsolados.

Os fleumáticos são os tranquilos. Esbanjam paciência e demonstram ter controle sobre tudo. Mas são pacientes em excesso e se tornam muito dependentes dos outros.

Os sanguíneos são os calorosos e receptivos. São sempre positivos e bem humorados, mas são muito emotivos e agem por impulsos: primeiro falam e depois pensam.

Hoje em dia já se aceita que certas características do temperamento se devem a processos fisiológicos do sistema linfático, hormônios etc. Existe portanto um componente genético importante. Também se aceita que o meio ambiente causa impacto na formação do temperamento de cada indivíduo.

Colérico, melancólico, fleumático e sanguíneo. Como é que esses temperamentos se distribuem em você, hein? Esse é o primeiro passo para começar a entender quem você é e o que fazer para ser uma pessoa melhor. Se é que é isso que você quer…

Olha, hoje em dia já sabemos que o caráter vai sendo moldado com a idade, que reagimos de forma diferente do que fazíamos 20, 30 ou 40 anos atrás. É assim que a vida funciona, meu caro, o que é preciso fazer é manter essa mudança sob as rédeas. Ou você pode virar um ogro.

Olha: falar de caráter é sempre fascinante, não é? Houve um tempo em que dávamos muito mais valor ao caráter de um homem, que tem a ver com o que ele é. Mas hoje estamos mais preocupados em saber o que cada um tem, não é mesmo?

Mais do que o que você é, me preocupo com como você é…

E o mundo está cheio de gurus ensinando como devemos ser, não é?

E nesse contexto, em que ter é melhor que ser, caráter virou acessório e isso explica uma série de barbaridades que temos visto diariamente, sacou?

Quem me levará sou eu
Dominguinhos
Manduka

Amigos a gente encontra
O mundo não é só aqui
Repare naquela estrada
Que distância nos levará
As coisas que eu tenho aqui
Na certa terei por lá
Segredos de um caminhão
Fronteiras por desvendar
Não diga que eu me perdi
Não mande me procurar
Cidades que eu nunca vi
São casas e braços a me agasalhar
Passar como passam os dias
Se o calendário acabar
Eu faço voltar o tempo outra vez, sim
Tudo outra vez a passar
Não diga que eu fiquei sozinho
Não mande alguém me acompanhar
Repare, a multidão precisa
De alguém mais alto a lhe guiar

Quem me levará sou eu
Quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia
De quem souber me amar

Olha que delícia… O grande clássico de Dominguinhos: Quem me levará sou eu. Tem um trechinho da música que é uma delícia. Ele fala assim: Não diga que eu fiquei sozinho, Não mande alguém me acompanhar, Repare, a multidão precisa, De alguém mais alto a lhe guiar
Quem me levará sou eu, Quem regressará sou eu, Não diga que eu não levo a guia, De quem souber me amar. 

E nasceu a Itaú Cultural Play, plataforma de streaming gratuita dedicada a produções nacionais. O catálogo oferece mais de cem títulos já na estreia e é composto de filmes, séries, programas de TV, festivais e mostras temáticas e competitivas, além de produções audiovisuais de instituições culturais parceiras. É só fazer um cadastro gratuito que você poderá acessar todo conteúdo e escolher se verá no desktop ou no celular.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Nem Freud pode
Gereba

Você frequenta Freud todo dia
E cada dia o seu Ford lhe dá menos prazer
Você frequenta Freud todo dia
E cada dia o seu Ford lhe dá menos prazer
Vai trocar de carro
Vai trocar de casa
Vai trocar de cara
Vai trocar de caso
O que você não pode é trocar de você
Está pregado né
Essa tal coisa colada
Entre você e o mundo
Que você não sabe o que é
E nem a acupuntura vai curar a sua dor
Nenhuma gostosura vai lhe dar algum sabor
Se pula pra Jung vai querer logo rezar
Mas não há grande mãe que queira lhe embalar
Se pula pra Jung vai querer logo rezar
Mas não há grande mãe que queira lhe embalar
Nesta festa meu bem, só lhe resta
Bater com a cabeça na testa

Muito bem. É assim então, vamos saindo ao som de Nem Freud pode, uma daquelas que só toca aqui, com o Bendegó, grupo criado por Capenga, Gereba e o João Santana, aquele mesmo, cara, que hoje é o marqueteiro do Ciro Gomes…

Hoje arranhamos um pouquinho a questão do caráter. Meu caro, aos poucos estamos perdendo a capacidade de valorizar aquilo que faz de nós o que realmente somos. Não somos os aplausos, as curtidas, a quantidade de seguidores, muito menos o dinheiro que ganhamos. Somos o que o nosso caráter faz de nós.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Meu caro: eu criei o mundocafebrasil.com, um lugar que leva você pra dentro do ecossistema do Café Brasil. A gente está fazendo um baita de um trabalho de criação de conteúdo, de distribuição de material. Esse podcast aqui, vai gratuitamente pra milhares e milhares de pessoas e a gente precisa de assinantes, cara!

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Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Abraham Lincoln

O caráter é como uma árvore e a reputação como sua sombra. A sombra é o que nós pensamos dela; a árvore é a coisa real.