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Luciano Pires -

 

Eu não sei se você já percebeu, mas estamos sendo manipulados em todos os aspectos de nossas vidas. Por profissionais. Hoje vou explicar como é que isso acontece, usando como exemplo um movimento de contestação à moderna agricultura que vem sendo encorpado nos últimos anos. São influencers, chefs, atores, cantores e diversos tipos de celebridades se manifestando contra o agronegócio, que estaria destruindo o meio ambiente. E nasce um termo interessante: a agroecologia. A forma como esse processo de manipulação é feito, explica como é que a nossa vida está sendo totalmente conduzida por alguém.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

O episódio de hoje é a adaptação de um artigo de Maria Thereza Pedroso, pesquisadora da Embrapa Hortaliças. Maria Thereza é Doutora em Ciências Sociais e Mestre em Desenvolvimento Sustentável pela UnB e engenheira agrônoma pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Seu artigo foi publicado o site Poder 360. O artigo chama-se  Política nas areias do Arpoador: enxada na mão dos outros é poesia.

https://www.poder360.com.br/opiniao/politica-nas-areias-do-arpoador-enxada-na-mao-dos-outros-e-poesia/

Mas antes…

“Luciano, tudo bem? Eu acabei de ouvir o Cafezinho 461, dos negacionistas. Eu queria falar que eu não concordo completamente com essa parte e que a gente tem que ouvir, principalmente porque às vezes, é o que você falou, a gente ouve o que eles falam, e sobra na nossa cabeça. Ou pra melhorar o que a gente acredita, ou pra mostrar alguma coisa que a gente não tinha pensado. Você sempre melhora com isso.

A única parte dali que… uma coisa que até eu não concordo, de jeito nenhum, é parte de pegar e assim, quando você debate qualquer coisa com alguém, falar de alguma forma sarcástica, ou tirando sarro, ou qualquer coisa assim, porque quando faz isso, a pessoa ela leva o negócio pro lado pessoal.  E isso pra mim cria aquela história de que você… vira torcida de futebol, eles estão tirando sarro de quem eu sou, do que eu acredito.

Então, eu vou provar pra todo mundo que eu estou certo. Acabou ciência, aquela pessoa que está pensando assim, né? Acabou qualquer tipo de coisa, né? Eles acabam ficando de uma forma irracional, defendendo o que eles acreditam.

Aí, não tem jeito: foi pro emocional, e no emocional não tem ciência, não tem nada. É isso aí. Parabéns pelo trabalho, e pelo bom conteúdo. Um abraço.”

Esse é o Thiago Massaro Guedes, grande Thiago, levantando um ponto muito importante. Olha Thiago, eu concordo com você sim, viu? Quando meu interlocutor tem honestidade intelectual e está disposto a dialogar me respeitando, cara, eu tenho que tratá-lo assim, na palma da mão. Meu ponto sobre ir para a galhofa, para o deboche, é quando fica clara a hipocrisia, a desonestidade intelectual,  ou até mesmo, a completa falta de intenção de proporcionar um debate honesto. Cara, isso é desrespeito, e nesse caso, não há mais conversa a ser educadamente elaborada. Tem mais é que debochar. Ou mandar tomar no ….

Lalá – ôpa, ôpa, ôpa… vamos mudar o clima aqui…

“Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é?”

Luciano – Obrigado, Lalá. às vezes eu fico nervoso aqui…

No site perfetto.com.br – lembre-se, perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece. Entre as delícias que eles produzem está o Strondo love story, aquele tipo de picolé que desperta o amor já na primeira mordida. Em cada palito, um delicioso sorvete de morango com cobertura de chocolate ao leite, produzida na fábrica deles a partir do cacau.

Você tá se aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no blog! Dá uma olhada, é enlouquecedor. Lalá, como é que é mnesmo?

Lalá – Com sorvete #TudoéPerfetto!

A resposta
Marcos Valle

Se alguém disser que teu samba não tem mais valor
porque ele é feito somente de paz e de amor
não ligue não que essa gente não sabe o que diz
não pode entender quando um samba é feliz

um samba pode ser feito de céu e de mar
o samba bom é aquele que o povo cantar
de fome basta que o povo na vida já tem
pra que lhe fazer cantar isso também?

mas é que é tempo
de ser diferente
e essa gente
não quer mais saber
de amor

falar de terra na areia do Arpoador
quem pelo pobre na vida não faz nem favor
falar do morro morando de frente pro mar
não vai fazer ninguém melhorar!

Contam as lendas cariocas que a música que você está ouvindo aí, A resposta, lançada em 1965, teria sido a resposta que Marcos Valle ofereceu a um grupo específico de cantores e compositores ligado ao movimento musical da bossa nova. Seriam moradores de luxuosos apartamentos, quase sempre de frente para o mar, que “cancelavam” todos aqueles que não lançavam músicas de protesto.

Mais de meio século depois, “A resposta” continua atual.

Quando em 2003 fiz pesquisa de campo para compreender os motivos pelos quais os trabalhadores rurais preferiam plantar a soja transgênica, a resposta foi unânime e relativamente óbvia. Como não haveria mais a necessidade de aplicar vários herbicidas, mas apenas um, o glifosato, produto menos tóxico que os demais, havia redução do custo de produção e, sobretudo, redução no tempo de trabalho. Esse último aspecto foi crucial especialmente para as mulheres rurais.

E o que elas fariam com o tempo livre? A resposta era a mesma: mais tempo para cuidar da família e da própria saúde. Lembro-me nitidamente da satisfação de uma mulher assentada de reforma agrária, que afirmou: “Agora tenho tempo para ir ao médico de mulheres fazer meus exames”.

Enquanto eu estudava o impacto da adoção desta tecnologia nos rincões brasileiros, as ONGs que atuavam (e ainda atuam) contra a modernização da agricultura brasileira praticavam lobby político, utilizando a retórica de que a soja transgênica seria rejeitada pelos pequenos produtores, pois eles preferiam produzir soja agroecológica. (…) Era a proposta de um mundo surrealista, inclusive sugerindo que as famílias rurais optariam pelo atraso e o arcaísmo representado no uso de enxadas para a eliminação de ervas daninhas, uma ferramenta símbolo do exaustivo trabalho rural de outros tempos.

Como vivemos em um país que prefere o pensamento mágico, recentemente o lobby contrário à modernização da nossa agricultura, travestido de “movimento pela agroecologia”, passou a contar com “especialistas”, até com pós-doutoramento, em #chegadeagrotóxicos #basta. São alguns artistas e cozinheiros influencers que habitam bolhas luxuosas impermeáveis à realidade, mas não hesitam em pontificar irresponsavelmente sobre tudo.

Para entender os motivos pelos quais o Brasil vivencia esta cena digna de um filme de Buñuel, sugiro a leitura do artigo científico “Agroecologia: as coisas em seu lugar (A agronomia brasileira visita a terra dos duendes)” do sociólogo Zander Navarro, que tem ampla produção científica sobre os temas rurais.

Eu coloquei o link para esse artigo no roteiro deste episódio aqui, em portalcafebrasil.com.br.

https://seer.faccat.br/index.php/coloquio/issue/view/4

O artigo esclarece minuciosamente as numerosas facetas, muitas inacreditáveis, que envolvem o termo “agroecologia” no Brasil, demonstrando não representar nem uma ciência e, menos ainda, algum movimento social. O artigo demonstra que a expressão “agroecologia” nem mesmo apresenta um “caminho tecnológico” para os agricultores que eventualmente estariam interessados. Trata-se de palavra totalmente vazia de conteúdo, sob qualquer ângulo, sendo sua disseminação explicada, tão somente, pelo que não é dito.

Ou seja, a intenção, essencialmente política, de atacar a chamada “agricultura moderna”, aquela que vem transformando a economia agropecuária brasileira e oferecendo alimentos a baixo custo para a nossa população. E se você se interessar pelos argumentos desse autor, poder ler o capítulo introdutório do livro que ele organizou em 2020, “A economia agropecuária brasileira: a grande transformação”.

O link para o livro também está, no roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br.

https://amzn.to/3IFtlKl

Com este comentário sobre esse autor, eu inicio o que prometi em artigo anterior –apresentar alguns especialistas (de verdade) que discutem o tema da agricultura sustentável em suas diversas facetas.

Zander Navarro demonstrou no 1º artigo referido que há uma marcha insensata e delirante de pessoas que acreditam (isso mesmo que você ouviu, elas têm fé) ser possível alimentar mais de 200 milhões de brasileiros com a agroecologia. Também decifrou a engrenagem do motor da marcha da agroecologia no Brasil. Ela é constituída por três núcleos.

O 1º é o “núcleo político”. Não tem qualquer objetivo técnico, científico e agronômico. Muito menos revela alguma preocupação sincera com o destino dos pequenos produtores. Trata-se, meramente, de uma crítica anticapitalista camuflada de crítica à agricultura moderna.

Navarro, em 2018 foi punido por “crime de opinião”, ao ser exonerado da Embrapa por críticas públicas à estatal feita em um artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo. Como um militante da democracia e da liberdade de expressão, ele explicita que ser anticapitalista não causa sobressalto. É mais do que legítimo, escreve, e faz parte do jogo das disputas políticas.

A questão é que falta honestidade em assumir claramente esta crítica.

O sociólogo afirma que, no Brasil, essa desonestidade é nitidamente assumida nos textos da      ASPTA, uma ONG carioca com sede num belo imóvel à sombra do Cristo Redentor, apoiada por ONGs europeias. Nunca explicitam suas posições políticas. Usam os temas supostamente técnicos, como o debate sobre os transgênicos e os agrotóxicos, para desenvolver ações políticas anticapitalistas. Contextualiza Navarro que, “em face do conservadorismo político da sociedade brasileira, da imaturidade democrática que nos rege, além dos interesses partidários em jogo, certamente julgam os membros desse ‘núcleo’ ser mais oportuno manter uma posição disfarçada e insistir no ilusionismo manipulador de suas manifestações”.

O 2º é o “núcleo operacional”. É especialmente composto por pesquisadores de diferentes instituições de pesquisa agrícola, agrônomos que trabalham em serviços de extensão rural (públicos e das ONGs) e professores universitários com insuficiente formação científica. Muito confusamente, professam o que entendem por agroecologia. Inclusive, destaca Navarro, a mesma conceituação nunca é repetida por mais de um integrante desse grupo.

São profissionais que não se preocupam com validação científica e desprezam abertamente a exigência de representatividade empírica. Quando muito, seriam “proto-cientistas”, protótipos de cientistas, e existem em grande número nas universidades federais. Como têm formação extremamente rasa em Ciências Sociais, ainda que pontifiquem com frequência sobre os comportamentos sociais dos pequenos agricultores, são facilmente capturados em armadilhas políticas desenvolvidas lá pelo “núcleo político”. Mas, como são cegos por suas fantasias políticas, são incapazes de perceber onde se meteram.

Resistem à reflexão crítica e, assim, aceitam passivamente o jargão falsamente técnico criado pelo “núcleo político”. Colaboram fortemente para o reforço da falsa imagem de legitimidade “científica” de uma palavra que foi tornada mágica –a agroecologia.

O 3º subgrupo foi batizado por Navarro como o “núcleo de militantes”. É formado, principalmente, por estudantes “ingênuos e que apenas se curvam às diretrizes de suas lideranças, sem nenhuma maturidade intelectual e capacidade analítica para avaliar o que estão fazendo”.

Aos estudantes se unem, ocasionalmente, pequenos grupos de outros militantes.

Sintetiza o cientista social Navarro que enquanto “falta ética e honestidade política entre os integrantes do primeiro grupo, o político, sobra ingenuidade no ‘núcleo operacional’”, enquanto o “núcleo de militantes” não é mais do que a infantaria cega a serviço do “núcleo político”. Mera massa de manobra, em outras palavras.

Diante disso tudo, sugiro, em respeito às trabalhadoras do campo e da cidade, que os “especialistas artistas e cozinheiros” anteriormente mencionados perguntem, para as trabalhadoras rurais, o porquê de preferirem os herbicidas às enxadas e, para as operárias, o porquê de não consumirem alimentos orgânicos. Com esse exercício de honestidade intelectual, saberiam a imensa distância que existe entre a sonhadora e ideológica teoria praticada nas areias do Arpoador e as duras realidades da vida social e econômica do resto do país.

Opa! Quanto disjuntor caindo, meu! Rararararara

Hummmm… essa viola maravilhosa é o Heraldo do Monte, com Lágrima Nordestina…

Pois é… Esse artigo aí está abalando as estruturas. Tem gente muito louca da vida com ele. Mas olha que interessante.

O núcleo político, interessado em qualquer coisa, menos no bem-estar da agricultura e do agricultor brasileiros, manipulando o núcleo operacional das academias e os inocentes úteis do núcleo de militantes. Cara: eu já assisti esse filme antes.

Olha, não é difícil perceber quando esses manipuladores entram em cena, viu? Repare nos seguintes sinais e comportamentos:

Um sinal é fazer o papel de vítima: manipuladores geralmente criam cenários em que ou aparecem como vítimas ou ostentam vítimas para legitimar seu ponto de vista. Eles jogam com nosso emocional e a preocupação com a saúde e o bem-estar das vítimas. Assim, adotamos comportamentos que não teríamos se não achássemos que as vítimas foram ameaçadas.

Quem é que quer se sentir culpado pelo sofrimento da vítima? Ou por não dar assistência à ela?

Outro sinal é dar uma de valentão: o oposto da da vítima é o manipulador valentão. Eles usam o medo ou a agressão para fazer a outra pessoa concordar ou ser controlada pelo manipulador. Esse medo pode até ser o medo de perder a amizade ou o amor do manipulador, se você não concordar ou fizer o que ele manda.

Mais um sinal é fingir preocupação com o seu bem-estar: o manipulador descobre suas inseguranças, medos e dúvidas, tudo o que ele precisa saber sobre suas fraquezas. A partir dessas informações, ele usa gatilhos pessoais contra você de maneira coercitiva e dissimulada, controlando você sutilmente enquanto aparenta estar focado em seu bem-estar e proteção.

Outro sinal é o uso da pressão. Muitas vezes os manipuladores usam táticas de vendas de altíssima pressão para obter a resposta que desejam. Eles exigem respostas imediatas às perguntas e comprometimento imediato da pessoa com quem estão interagindo. Ao exigir respostas imediatas, eles usam a culpa, o medo e até o constrangimento para levar você a tomar decisões que nunca teria tomado se tivesse tempo para pensar sobre a questão e considerar suas opções.

Sacou? Manipuladores são altamente qualificados no que fazem. Especialmente os profissionais, lá do núcleo político. Reconhecer se você se sente constantemente controlado ou pressionado em torno de outra pessoa ou ideia, é o primeiro passo para identificar um manipulador.

E saber que eles usam com maestria o medo, é fundamental. Deixam você com medo de ser humilhado, ridicularizado, expulso da patota, cancelado… afinal, você é o trouxa, o otário, que não quer salvar o mundo, não é? O negacionista, o fascista, o genocida que duvida dos iluminados que sabem o que é melhor para você.

Olha, fiz um levantamento de brincadeira em minhas redes sociais para descobrir qual palavra seria a palavra do ano de 2022. Eu sugeri que fosse “mentira”, mas “hipocrisia” ganhou de longe, cara.

Pense nisso.

Hipocrisia
Barrerito

Deus, olhe seus filhos
Que caminham sem destino
Até parece procissão de peregrinos
Buscando forças pra poder sobreviver

Deus, os grandes homens
Que tem tudo em suas mãos
Fez do seu mundo uma horrível escravidão
Usam a força com abuso de poder

Meu Deus, esqueceram
Até os seus mandamentos
E ignoram todos seus ensinamentos
E não se importam com a miséria do seu povo

Meu Deus, já perderam
Por você todo o respeito
Eu lhe peço, oh meu Deus que dê um jeito
Mande Seu Filho Jesus Cristo vir de novo

Jesus, quando vier
O Senhor venha prevenido
Pois o Senhor pode também correr perigo
Pois eles podem até declararem guerra

Jesus, traga o exército
De Deus junto contigo
Pra socorrer o nosso povo tão sofrido
Com a hipocrisia que existe nesta Terra

É assim então, ao som do carioca Élcio Neves Borges, mais conhecido como Barrerito, o cantor das andorinhas, que vamos saindo… pensativos. A música chama-se Hipocrisia.

Fique esperto com os manipuladores profissionais que estão por toda parte, apontando o dedo na sua cara, tentando fazer com que você se sinta culpado por não ser tão bom, tão generoso, tão preocupado com o bem-estar da humanidade quanto eles. Esses santos de rabo pontudo querem que você faça o que é do interesse deles. A embalagem é linda cara, parece que que querem todas as pessoas living their lifes em peace, iuhu, hu hu hu….

Mas eles querem é seu dinheiro cara, sua força de trabalho, sua energia. Nem que para isso façam você regredir para o passado.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Olha: Venha para o nosso ecossistema do Café Brasil: acesse mundocafebrasil.com. Ali você vai mergulhar num monte de conteúdo, mas numa área interessante que vai propiciar a você ser um assinante do Café Brasil. Sabe o que acontece quando você assina o Café Brasil? De um lado, você tem acesso a um conteúdo de primeira linha que é exclusivo p0ara assinantes. De outro lado, cara, você contribui pra que a gente consiga manter essa máquina de produção de conteúdo andando e produzindo conteúdo, alucinadamente, pra milhares de pessoas que vao receber gratuitamente. Vem pra cá, cara! Entenda isso aqui como um movimento Venha fazer parte. Torne-se um assinante do Café Brasil. mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase do autor de ficção científica norte americano Frank Herbert, o autor de Duna:

“A crença pode ser manipulada. Só o conhecimento é perigoso.”