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Café Brasil 817 – Exibicionismo Moral

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Luciano Pires -

Sabe quem ajuda este programa chegar até você?

A Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar.

A inteligência a serviço do agro.

Acho que você já percebeu que uma das grandes crises que vivemos é a crise moral, não é? Certos valores têm sido sistematicamente colocados em cheque, parece que entramos num cenário onde vale tudo, desde que o objetivo seja atingido. O povo só quer saber de trocar seus produtos por dinheiro e vice-versa, sem nenhuma preocupação moral com a troca. Pois é. Mas é aí que se abre espaço para o exibicionismo moral. Para a arrogância moral. Vamos nessa hoje?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Durante a vida, enquanto exercita sua liberdade, você toma decisões sobre o que deve ou não deve fazer para manter-se vivendo em harmonia na sociedade. E suas ações, orientadas por determinados valores e sentimentos, mostram qual é a sua moral.

O termo moral vem do latim morales, “relativo aos costumes”. São as regras definidas pela moral que regulam o modo de agir das pessoas. E essas regras são definidas pelo grupo de pessoas que constitui cada comunidade. Por isso a moral varia de país para país, grupo para grupo, até mesmo cidade para cidade.

Parte fundamental para a eficácia das regras morais, é a prática do discurso moral público. É como, quando e quanto se fala das regras morais.

Houve um tempo em que toda criança tinha acesso às histórias ou fábulas, que invariavelmente tinham uma “moral da história” no final. Lembra dos disquinhos coloridos? Dos livrinhos com as fábulas de La Fontaine? Ou as histórias das 1001 noites? Ou os filmes da Disney? Sempre havia uma lição sobre o que devemos ou não devemos fazer para viver em sociedade.

Ratinho tomando banho
Hélio Ziskind

Tchau preguiça, tchau sujeira
Adeus cheirinho de suor!
Lava lava lava
Lava lava lava
Uma orelha, uma orelha
Outra orelha outra orelha
Lava lava lava lava
Lava a testa, a bochecha
Lava o queixo, lava a coxa e lava até
Meu pé, meu querido pé
Que me aguenta o dia inteiro, oh-oh!
E o meu nariz
Meu pescoço, meu tórax
O meu bumbum
E também o fazedor de xixi
La la, aia laia la
Laia la la la
Laia la la la la la la
Hum, ainda não acabou não
Vem cá, vem, vem
Uma enxugadinha aqui, uma coçadinha ali
Faz a volta e põe a roupa de pacha
Banho é bom
Banho é bom
Banho é muito bom
Agora acabou!

Quem é que não lembra dessa, hein cara?

A sociedade discutia a moral em todas as oportunidades e assim aprimorava a própria moral. Você percebeu? O objetivo do discurso moral público é melhorar as crenças morais das pessoas e, assim, estimular a melhoria das regras que nos permitem viver em harmonia.

Mas…

Algumas pessoas, imbuídas por interesses diversos, se colocam como paladinos morais e passam a praticar o exibicionismo moral. Para ganhar seguidores, aplausos, poder, dinheiro, respeito, massagem no ego ou sei lá o quê.

O exibicionismo moral é quando o discurso moral é executado para fazer com que alguém seja digno de admiração ou respeito por achar que tem uma qualidade moral que os outros não têm. Por exemplo, honestidade, empatia ou senso de justiça!

– Cara, veja como sou honesto, empático e bondoso! Eu tenho esses atributos muito mais do que você, portanto, sou melhor que você!

O exibicionismo moral envolve, acima de tudo, vaidade. O exibicionista moral quer que você pense nele como alguém especial, que consegue se comportar de forma que outros não conseguem. O exibicionista moral salta na frente para mostrar que ninguém se preocupa com o outro como ele. Seja o outro uma pessoa ou um animal. Ou uma planta. Ou o planeta.

O exibicionista moral quer deixar claro que, mesmo que você tenha qualidades morais com relação a qualquer assunto, ele tem mais. Ele atende a padrões mais elevados do que você, entendeu? Ele é um indivíduo excepcional, que define como você deveria se comportar para ser tão especial como ele.

O exibicionista moral quer ser um modelo de comportamento.

Ele quer que você o inveje por suas qualidades e, por tabela, as qualidades da patota com a qual ele anda. Uma patota que tem integridade moral, trabalha pelo progresso moral, pela justiça, muito mais que qualquer outro grupo social.

O exibicionista moral quer que você pense que ele está sempre do lado certo. Logo, se você pensa diferente dele, você está do lado errado. Sacou?

– Não se atreva a discordar de mim, seu inferior! Apenas me obedeça.

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano! Tudo bem? Aqui é o Paulo Ozaki e eu acabei de escutar aqui o episódio sobre agroecologia e manipulação, né? E enfim, eu que sou agrônomo, trabalho também com comunicação no agro, né cara? A gente escuta muita coisa, a própria palavra agroecologia, ela é uma junção de agricultura com ecologia. Ambas são matérias, são disciplinas da agronomia e nada tem a ver com o significado que é dado a elas, assim como alimentos orgânicos.

E a gente pode trazer uma infinidade de definições que são tiradas do contexto e aplicadas aí do ponto de vista político, gerando toda essa hipocrisia que a gente vê, né?

Queria só agradecer mesmo, por todo empenho que você tem em defender o agronegócio, né cara? Por mais que você não seja uma pessoa que atue diretamente no setor, eu vejo que você tem essa paixão, não digo nem paixão, acho que esse respeito pelo setor que emprega tanta gente, né? Mais de dezenove milhões de pessoas aí, provavelmente, sobrevivem e alimentam suas famílias por conta desse setor que é tão demonizado por uma parcela tão pequena da população.

Eu tenho visto que cada vez mais o cidadão comum, que não é militante, ele tem esse mesmo respeito que você, cara! Isso me deixa, de fato, muito feliz mesmo, em saber que tem gente que pensa da mesma maneira que nós. A única diferença é que eles não estão lá falando na rede bobo aí e outras mídias sociais.

Então, muito obrigado. Segue aqui a minha admiração por você e por todo o trabalho que você faz junto com o Lalá, com a Ciça, dentro aí do Café Brasil. Tá bom?

Eu tive aí no seu escritório, não tive a oportunidade de falar direito com você, né? Você lembra disso. Mas você é uma inspiração pra mim, cara. E eu tenho certeza que você é uma inspiração pra milhares de pessoas e essa é a revolução que a gente tem que fazer, né? Essa revolução do conhecimento. Um abraço, cara! Tchau, tchau.                                 

Graaaaande Paulo Ozaki, meu colega podcaster do Agro Resenha. O Paulo é um incansável lutador para que as verdades do agro sejam conhecidas pela sociedade. Ele me visitou com dois filhos pequenos e aí não teve jeito de conversar. O agro é um segmento que sofre bastante com os exibicionistas morais, que torcem as informações sem qualquer remorso. O que que eles querem? Bem, pelo discurso, o paraíso. Mas pra chegar lá, você tem de morrer antes…

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é?

No site perfetto.com.br – lembre-se sempre que perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece.

Não há dúvidas: sorvetes Perfetto têm o poder de salvar o seu dia. E se um desses sorvetes, além de ter um sabor incrível, proporciona energia e bem-estar, por ser feito com whey protein, seguramente irá salvar a sua semana.

Você tá se aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no site! Dá uma olhada: é enlouquecedor! Aliás, vai lá no Insta, @sorvetesperfetto

Luciano – Com sorvete… como é que é, Lalá?

Lalá – Ah! Com sorvete #TudoéPerfetto, né?

Vejam os debates que acontecem diariamente nos programas de televisão e rádio e mesmo na internet. Parece um campeonato de exibicionismo sobre quem é mais empático, bondoso, grandioso e preocupado com nosso bem. Não é assim?

Sobra afetação de virtudes.

Hummmmm… o disjuntor caiu ao ouvir “afetação de virtudes”, provavelmente você considera que isso não existe, não é? Mais à frente vou falar um pouco mais a respeito.

Mas retomando aqui, olha: nos tais debates, o sujeito precisa mostrar que é mais moralmente respeitável que o seu adversário. Assim tudo que vier do outro lado, é para nosso mal… É uma espécie de MMA de virtudes. Quem é o mais virtuoso, quem tem mais qualidades, quem se importa mais? E a todo momento, os debatedores procuram uma escorregada do adversário para tacar-lhe o rótulo de transviado moral.

Por exemplo, eu estou falando sobre alguma providência positiva que o governo tomou, que está dando resultados, e eu mostro evidências claras de que as coisas podem dar certo, e então aparece alguém que diz:

– Bolsonarista!

Pronto. Tacou-me um rótulo carregado de preconceito que imediatamente coloca minha argumentação sob suspeita. Não acredite nos fatos que eu estou mostrando, pois como bolsonarista eu sou moralmente inferior ao outro que é lulista, alckmista, cirista, boulista, dilmista, amoedista, morista ou sei lá o quê.

Cara: dá pra sacar o ridículo disso?

A arrogância moral silencia discursos, mostra que o pensamento divergente não vale nada, pois é defendido por alguém que é moralmente inferior.

O exibicionista moral, se for um político, por exemplo, finge empatia com os necessitados, para que você pense que ninguém se preocupa com eles tanto quanto esse político faz. Ninguém faz mais, ninguém se sacrifica mais, ninguém tem mais atenção que ele, essa alma bondosa. Ora, como é que não se admira e se respeita um político desses, hein?

E sabe qual é o problema? É que mesmo os não exibicionistas caem na armadilha, vendo os exibicionistas sendo bem-sucedidos, repetem seus discursos demagógicos. Impossível perceber quem é manipulador e quem é genuíno. Quem é canalha e quem é ingênuo.

Nessa disputa de virtudes, as pessoas se calam enquanto tentam perceber para onde vai o grupo. Qual é o argumento que prevalece. Quem é a figura que parece mais moralmente confiável? Assim, quando abrir a boca, eu vou ajustar meus argumentos para ir ao encontro do lado que a maioria apoia. Quem nunca, hein? Você está em um grupo que acaloradamente discute uma questão, e fica esperando para ver qual a opinião majoritária, assim não vai se incomodar manifestando algo que o coloque em posição inferior diante dos monumentos morais que dominam a discussão.

E, na mesma disputa, é fácil encontrar exibicionistas transformando questões que não são problemáticas em verdadeiros dramas morais. Assim podem se mostrar para a galera. Criam um problema moral onde ele não existe, e então reinam na discussão.

Linda J. Skitka é professora de psicologia na Universidade de Illinois em Chicago, e em suas pesquisas determinou que as convicções morais são um subconjunto de julgamentos morais distinguidos por três características:

Primeiro, elas são consideradas universais (não são questões de preferência pessoal).

Segundo, elas são pensadas ​​para identificar fatos do mundo facilmente detectáveis ​​e bastante óbvios.

Terceiro, são fontes de respostas emocionais muito fortes que surgem quando defendemos ou protegemos nossa crença absoluta no certo ou no errado.

O exibicionista moral explora as convicções morais da sociedade e usa como arma a indignação. Exibe emoções fortes, afinal a pessoa mais indignada parece ser a que mais convicção moral tem sobre o assunto, não é? O indignado leva o assunto mais a sério do que o menos indignado. Repare no tom dos discursos de Lula. Ou Boulos. Ou até mesmo do Ciro. Ou volte atrás e lembre-se de Leonel Brisola. Ou a professora Maria da Conceição Tavares. Ou talvez Marilena Chauí. São usinas de indignação que a plateia, hipnotizada, considera mais perspicazes e moralmente sensíveis que os outros. E então, aplaude.

O exibicionista moral tenta de toda forma fazer com que seu ponto de vista seja óbvio, mesmo que seja só uma narrativa sem suporte nos fatos. E com a patuléia aplaudindo, o exibicionista moral sobe nas tamancas, aponta o dedo na sua cara e exclama: “Se você não consegue perceber que eu estou do lado certo e você do lado errado, você é um monstro!” Isso já aconteceu com você?

Pois bem… quais são as consequências do exibicionismo e da arrogância moral, hein? Bem, primeiro, o exibicionismo moral contribui para aumentar o cinismo. Ao não respeitar os sentimentos e valores estabelecidos nem as convenções sociais, o cínico destrói a credibilidade dos discursos. A atitude cínica está relacionada com o sarcasmo, com a ironia, com a troça. Tem a ver com a insolência, o descaramento e a falta de vergonha na hora de mentir ou de defender ações que são condenáveis.

O cínico diz uma coisa e pratica outra. Exibe um discurso moral, mas age contra ele nos bastidores. E pode fazê-lo de forma intencional, como acontece com muitos políticos, ou então, de forma ingênua.

O exibicionismo moral também banaliza a indignação quando adota demonstrações emocionais desproporcionais ao seu objeto. Um discurso público repleto de indignação acaba por transformar-se numa caricatura. É fácil tornar-se violento, grosseiro e assumir contornos de performance teatral. Com isso, o dicurso fica falso, perdendo a credibilidade.

E, por fim, o exibicionismo moral polariza os grupos. Joga as pessoas para os extremos, alimentando o “nós contra eles”. Separa as pessoas em grupos do mal e do bem, fazendo, no limite, que um deseje a extinção do outro.

Extinção que pode ser figurada – o tal cancelamento em redes sociais, por exemplo, ou pode ser real, com agressões físicas que terminam em tragédias.

Sacou? Se você é um exibicionista e arrogante moral, está ajudando a aumentar o cinismo, banalizar a indignação, a alimentar o clima de extremismo. Mas faz pior: coloca na cabeça das pessoas que o discurso moral é uma coisa extrema, desagradável, manipuladora e mentirosa.

Você percebeu o tamanho da encrenca?

Retomando, então: o objetivo principal do discurso moral público é promover a melhoria das crenças morais e do comportamento das pessoas. Quando você se utiliza do exibicionismo moral para se provar mais e melhor que os outros, em vez de melhorar as crenças, contribui para a construção de um clima de desconfiança e antagonismo. Fica claro que você está mais interessado em sua imagem do que no bem comum. E as pessoas percebem isso.

E aí, em vez de defensor do bem, você só é um bobo.

Bem, a esta altura você já deve ter pensado no termo “sinalização de virtude”, aquele que derrubou um disjuntor lá atrás, não é? Tem tudo a ver com exibicionismo moral. A sinalização de virtude é a tentativa de mostrar a outras pessoas que você é uma boa pessoa, por exemplo, expressando opiniões que serão aceitáveis ​​para elas, especialmente nas mídias sociais. Mesmo que você não acredite nessas opiniões. O objetivo é parecer bem aos olhos dos outros. A sinalização de virtude diz mais sobre quem sinaliza do que sobre os objetivos que ela aparentemente defende. Ao sinalizar virtudes, o orador reivindica publicamente a superioridade moral. E então, o caráter do exibicionista passa a ser mais importante que a causa que ele defende.

Mas, afinal das contas, cara, importa se um indivíduo ou empresa sinalizar virtude em nome de uma boa causa? Sinalizar um compromisso com valores específicos não ajuda o discurso moral?

Ajuda sim, cara. Até o limite da arrogância e do exibicionismo. Aí o sinal inverte.

Eu vou resumir então o que foi dito neste programa: se você é um sinalizador de virtudes até o limite do exibicionismo, tentando mostrar que é melhor do que eu, a única coisa que conseguirá será mostrar que eu preciso ficar longe de você. Você terá meu desprezo e sua causa ficará em segundo plano, sacou?

Enfie essa sua bondade no saco e vá tentar se mostrar para quem for mais bobinho.

Eu estou interessado no discurso moral que provoca mudanças efetivas, no qual todos reconhecemos que temos defeitos, que não somos anjos e que precisamos trabalhar para melhorar o mundo, sem achar que nós ou a nossa turma é que somos do bem, quando todos os outros são do mal.

Cara, você brigou com seus parentes meu, perdeu amigos, deixou de curtir pessoas ou coisas que gosta, porque se convenceu que é moralmente melhor do que eles.

Continue a defender seus valores, sim, mas deixe de ser arrogante de ser exibicionista. Será, no mínimo, mais eficiente.

Gimme Shelter
Mick Jagger
Keith Richards

Oh, a storm is threat’ning
My very life today
If I don’t get some shelter
Oh yeah, I’m gonna fade away

War, children, it’s just a shot away
It’s just a shot away

Oh, see the fire is sweepin’
Our very street today
Burns like a red coal carpet
Mad bull lost its way

War, children, it’s just a shot away
It’s just a shot away

Rape, murder!
It’s just a shot away
It’s just a shot away

Rape, murder!
It’s just a shot away

The floods is threat’ning
My very life today
Gimme, gimme shelter
Or I’m gonna fade away

War, children, it’s just a shot away
It’s just a shot away

I tell you love, sister, it’s just a kiss away
It’s just a kiss away
Kiss away

Me dê abrigo

Ah, uma tempestade está ameaçando
A minha vida hoje
Se eu não arranjar algum abrigo
Sim, eu vou morrer

Para a guerra, crianças, basta pouco
Basta pouco

Ah, veja o fogo cruzado
Na nossa rua hoje
Queima como um tapete vermelho de carvão
Um touro enfurecido que perdeu a direção

Para a guerra, crianças, basta pouco
Basta pouco

Estupro, assassinato!
Basta pouco
Basta pouco

Estupro, assassinato!
Basta pouco

A enchente está ameaçando
A minha vida hoje
Me dê, me dê abrigo
Ou eu vou morrer

Para a guerra, crianças, basta um tiro
Basta pouco

Eu lhe digo, para o amor, meu bem, basta um beijo
Basta um beijo
Basta um beijo

É assim então, ao som de Gimme Shelter, o clássico dos Stones, na interpretação do povo do Playing for Change, que diz no final que o amor está apenas a um beijo de distância, que vamos saindo assim, espero,  que provocados.

Se você se preocupa com a educação de seus filhos, ajude a gente a levar adiante o projeto do Café Com Leite. Os primeiros seis episódios estão sendo publicados toda terça feira, e lançamos um crowdfunding para financiar a produção de mais 24 episódios que serão distribuídos até o final de 2022. Você pode participar acessando podcastcafecomleite.com.br. Cara: tem um financiamento coletivo aberto lá. Vem com a gente!

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

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O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Para terminar, uma frase do escritor inglês Kevin Ansbro, em seu livro Na Sombra do Tempo:

“Eu prevejo que haverá muitos mais como ele no futuro,” ela suspirou. “Pessoas privilegiadas falando heroicamente em nome daqueles com quem não têm intenção de se misturar.”