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Luciano Pires -

Opa! É com essa trilha de Graziela Medori e os Brazucálias mandando ver em Chega Mais, da Rita Lee, que trago de volta quem? Quem? Quem?  

A Nakata! Que é como um amortecedor, vai e volta, vai e volta, mas como é Nakata, a gente sempre confia!! Rararararara

Chega mais que eu quero fazer uma perguntinha para você: Você quer pegar seu carro, moto ou caminhão e chegar com muito mais tranquilidade e conforto onde quiser, hein?

Então escuta essa: com Nakata você chega mais longe!

Porque a Nakata é a marca líder em suspensão que garante a qualidade das peças do para o seu veículo chegar sempre mais longe.

Tudo para você seguir seu caminho com mais segurança. Quer chegar sempre numa boa, hein?

Então, não esqueça, quando chegar lá no seu mecânico de confiança para uma revisão ou quando precisar daquele reparo, pede Nakata. Seu mecânico sabe das coisas e com Nakata na mão, ele vai te ajudar a chegar ainda mais longe.

Porque só com Nakata, a gente sabe, é tudo azul pra frente.

Chega mais! @ferasdaoficinanakata no Instatram, nakata.com.br no site.

O conflito de gerações está presente desde o princípio da humanidade. A geração atual se acha melhor que a anterior, e certamente será considerada pior pela a próxima. Mas, afinal, quais são nossos compromissos com as novas gerações, hein? O que será que devemos fazer ou quais responsabilidades temos perante elas? Como ajudar as novas gerações?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

“Olá Luciano, Bom dia, boa tarde, boa noite.

Luciano, não sei de que forma, meu comentário possa chegar até você.

Eu me confesso um analfabeto digital, mas, me considero um profundo conhecedor da história do Brasil, e do mundo. Sigo você há mais ou menos  uns 10 anos, levado pelo meu filho, na época eu nem sabia o que era podcast,  e ele tinha 14 anos. Me deslumbrei naquele momento e fui começando a acompanhar você por por conta própria.

De lá pra cá, eu ouço atentamente suas produções, que eu acho que são excepcionais e vejo você transmitir os meus pensamentos e os meus sentimentos.

Lamentavelmente, percebo que parece vivermos em um mundo diferente do que prega a “moda do momento”. Tenho dificuldades até para contribuir com seu conteúdo que eu acho tão importante, ilustrativo e exemplar. Estou às vésperas de completar 70 anos, mas me considero extremamente lúcido e capaz.

Eu queria saber como é que eu posso fazer para atingir uma geração que foram formados em suas universidades, inclusive com a minha contribuição, com meu dinheiro e essa geração se acredita ser tão evoluída?

Precisamos de mais vozes como a sua, Luciano, para evitarmos uma possível catástrofe nesse mundo de ignorâncias e seguidores de manadas.

Será que nós vivemos demais? Ou teremos que nos adaptar esse mundo?

Será que não posso contribuir para melhorar esse país tão importante e gigantesco como o nosso?

Me preocupo demais com as gerações de meus filhos e meus netos. Peço, por favor, que você me oriente.

Um grande abraço, Luciano. Meu nome é Luiz Carlos, eu moro em Ribeirão Preto.” 

Grande Luiz, você inspirou o episódio de hoje, viu? Vamos falar sobre seu comentário ao longo dele, ok? Muito obrigado pela inspiração!

E você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é!

No site perfetto.com.br – lembre-se sempre que Perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece. E sabe o que é que eles inventaram agora, cara? O Variatta Abacaxi Francês. Um sorvete com pedaços de abacaxi ao vinho, harmonizados com uma saborosa calda de uva. Sacou, cara? Abacaxi ao vinho com calda de uva! Quem mais pode inventar uma delícia dessas? Experimente!

Você tá se aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no site, cara!  É enlouquecedor!

Luciano – como é mesmo, Lalá?

Lalá – huuummm: com sorvete #TudoéPerfetto

Em minha palestra Tudo bem se me convém, quando falo dos quatro dilemas éticos mais presentes em nossas vidas, comento sobre o dilema do imediato versus o fundamental. Devemos cuidar das coisas do momento ou das que virão? Devemos consumir os recursos agora ou guardar para o futuro hein? Devemos nos privar de confortos no presente para que nossos filhos tenham confortos no futuro? Ou devemos viver nossas vidas em plenitude e as novas gerações que se virem?

É um dilema. Muita gente busca um equilíbrio, mas somos assombrados diariamente pela perspectiva de que estamos destruindo o futuro de nossos filhos e netos, como se fossemos os carrascos das novas gerações. Será que é assim, hein? Ou tem muito mais gente preocupada com esse problema?

Então… Recentemente fiz um cafezinho comentando assim:

A Bárbara Stock é a apresentadora do nosso podcast Café Com Leite, um projeto no qual estamos colocando energia e… coração. E ela colocou um post no Instagram dizendo assim:

“Tenho amigos, na verdade, eu acho que tenho. Tenho amigos que são pais, tios… Tenho amigos que falam como as crianças estão mal educadas, o quanto não sabem interpretar textos e o quanto recebem de ausência de seus pais, que trabalham incontáveis horas e quando chegam em casa, precisam descansar.

Aí lançamos o Podcast Café com Leite, para ajudar pais e filhos a discutirem e entenderem assuntos complexos da nossa sociedade, porém extremamente necessários. Há semanas estou convocando esses amigos a apoiarem a iniciativa e assim, ajudarem não só seus próprios filhos, como os filhos dos outros.

Mas… posso contar nos dedos de UMA mão a quantidade de amigos que estão apoiando e/ou fizeram alguma doação para que o projeto continue. Os feedbacks? São sensacionais! As colaborações que são a partir de meros R$30, ou até menos se a pessoa quiser, nulas por parte dos meus ‘amigos preocupados com o que seus filhos andam consumindo’.

Pois é, acho que o problema do Brasil é que a cada 100 pais, 99 se preocupam com o mundo que estão deixando para seus “reizinhos e rainhas” e apenas 1 se preocupa com o cidadão que está deixando para o mundo.

O problema do Brasil é o brasileiro. O problema do futuro do país, são os pais e a facilidade de “largar para os youtubers e professores darem a educação “.

É, estamos ferrados!”

O termo que a Bárbara usou em sua postagem não foi exatamente “ferrados”, mas eu deixei barato. Muita gente vai se sentir irritada com o desabafo dela, mas antes de se irritar, talvez caiba uma reflexão.

E assim eu continuei o nosso Cafezinho.

Você deve estar pensando aí: lá vem o Luciano outra vez falando  desse podcast para jovens… Pois é, cara. Não sei você sabe, mas tenho de falar sete vezes antes que entre em sua cabeça. Então em todas as oportunidades, eu farei isso.

Sacou então, hein? Uma mensagem de um ouvinte de 70 anos dizendo-se preocupado com as gerações que vem aí… e um desabafo de uma mãe de 35 anos dizendo que quer ajudar a melhorar o ambiente intelectual das gerações que vem aí, mas encontra dificuldades para obter apoio. Um quer ajudar e não sabe como. A outra quer ajuda, mas não consegue… Ambos preocupados com as próximas gerações.

Postei o desabafo da Bárbara no Facebook e comentei assim: “Tem uma outra pandemia e ninguém percebeu. O vírus chama-se Nãomeimportus, ataca os pais, mas fica incubado por 10 anos em crianças. Quando a doença aparece, transforma a pessoa num Pocotó.”

O contexto daquele post era o seguinte: muita gente reclama das condições de ensino, reclama da baixaria na mídia, reclama que as crianças de hoje estão mal educadas, mal acostumadas, reclama que o mundo está indo para um descaminho. Mas quando são chamadas para transformar essa reclamação em ação, simplesmente fingem que não é com elas. Entregam a educação dos filhos para as escolas, ou simplesmente os jogam no colo de influenciadores digitais.

Tem gente que chama isso de “ação não-ativa”: quando olhamos pras redes sociais, parece que está todo mundo se mexendo, se indignando, mas no final do dia cara, nada de prático acontece.

Eu chamo de ressentimentos passivos.

O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam “que horror”. Sabem do roubo do político e exclamam “que vergonha”. Veem a fila de aposentados ao sol e exclamam “que absurdo”. Assistem a quase pornografia no programa dominical de televisão, a cantora famosa ou o Youtuber milionário e dizem “que baixaria”. Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram “que medo”. São maltratados pelas empresas em todos os segmentos e exclamam: “que ódio”. E então, partem para a ação: criam uma hashtag. E deu.  Passam o tempo destilando seus ressentimentos passivos.

Sabe para que servem os ressentimentos passivos, hein? Para criar revolta. Só isso. Revolta. Para a ação não-ativa.

Na área de comentários daquele post da Bárbara, um tal de Lucas, que se descreve como “um adolescente com gostos e mentalidades peculiares”, e que eu desconfio tem uns 30 anos de idade, escreveu o seguinte:

“A velha geração que cagou quando era jovem, continua cagando agora mesmo com experiência e já culpam nós novos pelo fracasso iminente. Teremos que tirar leite de pedra pra resolver os problemas herdados…”

Confesso que fiquei um tempo tentando entender o que ele tinha compreendido daquele post, cara. Mas como não tenho saco para adolescente de trinta anos, não respondi. A reação dele a um post que cutucava os pais da garotada que aí está, para que ajam no sentido de melhorar a condição intelectual de seus filhos, foi de jogar a culpa nas gerações anteriores, de se fazer de vítima que terá de lidar com os problemas herdados.

Ué, mas eu acho que foi assim desde que o homem desceu das árvores, não foi? As gerações futuras lidando com problemas herdados da geração anterior. Mas ele esqueceu, convenientemente, que também está gozando dos benefícios proporcionados pelas gerações anteriores, não é?

Pois é.

Eu não concordo com quem diz que as novas gerações estão perdidas. Elas estão nos desafiando a nos conectarmos mais, não à maneira dos smartphones, mas na arte de sermos mais quem realmente somos. Essa garotada vem com uma inteligência altamente intuitiva, com uma incrível capacidade de cortar o papo furado e com uma determinação obstinada de fazer a diferença. Essa parece ser sua marca registrada. A nova geração não é boa em aceitar um não como resposta, um não que nós da velha geração fomos treinados a aceitar, sob uma educação muito mais rígida e disciplinada.

Confesso que eu tenho bastante dificuldade em julgar as novas gerações como “erradas”. Elas são erradas se eu comparar com a minha educação e com o mundo no qual  eu cresci. Mas o mundo hoje é diferente. Talvez essas novas gerações tenham de ser – sob os meus padrões – erradas, para sobreviver nele. O mundo que elas dominarão não é mais aquele em que eu fui criado.

De qualquer forma, precisamos agir para dar a nossos filhos e netos, condições de viver num mundo melhor do que aquele que recebemos. Mas por conta da comunicação imediata e global e a exposição diária a catástrofes, a impressão generalizada é que tudo só piora, não é? Mesmo que vivamos com confortos com os quais nossos pais e avós nem sonharam…

Pais e filhos
Dado Villa Lobos
Marcelo Bonfa
Renato Russo

Estátuas e cofres
E paredes pintadas
Ninguém sabe o que aconteceu
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender
Dorme agora
É só o vento lá fora
Quero colo, vou fugir de casa
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três
Meu filho vai ter nome de santo
Quero o nome mais bonito
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar pra pensar
Na verdade não há
Me diz por que que o céu é azul
Explica a grande fúria do mundo
São meus filhos que tomam conta de mim
Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais
Eu moro com os meus pais
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar pra pensar
Na verdade não há
Sou uma gota d’água
Sou um grão de areia
Você me diz que seus pais não lhe entendem
Mas você não entende seus pais
Você culpa seus pais por tudo
E isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer?

Opa! Que tal o clássico Pais e Filhos, do Legião, com O Rappa, hein? Numa versão ao vivo no saudoso Luau da MTV? Você se lembra? Pois é… se você lembra,  é porque já é da geração que ficou pra trás…

Retomando então o áudio do Luiz, vamos ver quais perguntas deveríamos estar tentando responder.

  1. Como podemos ajudar as novas gerações a sair para a vida, correr riscos e mostrar coragem diante dos desafios?

Bem, me parece que pelo exemplo. Pelas histórias de gente que conseguiu chegar lá, mas, diferente do que fazem as mídias sociais e os influenciadores, em vez de dar destaque às coisas que as pessoas conquistaram, mostrar os perrengues pelos quais passaram. Não quero saber do avião novo do Neymar, eu quero saber dos anos de treinamento, dos apuros, dos medos e dos momentos de solidão que ele teve de passar. Eu quero inspirar com o esforço dele, não com as coisas que ele tem.

  1. Como podemos ajudar as novas gerações a ver o lado bom das coisas e manter a esperança?

Tentando neutralizar o bombardeio de maldades das mídias. O mundo não é só os desastres que os noticiários mostram diariamente. É claro que tem problemas, tem riscos tem tragédias, mas a vida não é só tragédias. Quando deixamos que nossas crianças sejam amedrontadas diariamente, estamos construindo uma geração medrosa e avessa ao risco. É preciso falar sobre o mal sim, mas também sobre a probabilidade dos problemas acontecerem. E o que fazer para se proteger deles. É preciso alimentar a esperança. Quatro coisas boas para cada coisa ruim, você lembra disso?

  1. Como podemos ajudar as novas gerações a definir seus objetivos e encontrar o caminho educacional certo?

Olha, valorizando aquilo que tem valor intrínseco, e não apenas aquilo a que o mercado dá valor. O mercado dá valor para Anitta. Eu quero mostrar o valor de Milton Nascimento, Tom Jobim, Mozart. O mercado dá valor para o jogador de futebol milionário, eu quero mostrar o valor do professor. O mercado dá valor para volume, para likes, pra curtidas. Eu quero mostrar o valor da qualidade. Temos de mostrar para nossas crianças as coisas que têm valor, mesmo que não estejam na moda.

Eu sempre lembro do impacto que causei no meu filho quando aos quatorze anos de idade, me tranquei com ele em minha sala de som e botei Led Zepellin, The Who e outros representantes do rock de verdade para tocar. O garoto mudou ali, imediatamente.

  1. Como podemos afirmar a ideia de economizar dinheiro e planejar com antecedência?

Fazendo por nossos filhos aquilo que não fizemos pra nós mesmos: iniciando-os bem cedo na educação financeira, mostrando o que é o dinheiro e como trabalhar com ele. Passando-lhes a noção do valor futuro, dos juros compostos. Dando-lhes noções de planejamento estratégico e de ação. Mostrando que tudo fica mais fácil quando temos uma visão, habilidades, incentivo, recursos e um plano.

  1. Como podemos promover seus dons criativos e monetizá-los para uma carreira?

Estimulando-os a sair da mesmice, a buscar soluções inusitadas. Não desdenhando ou humilhando-os quando aparecerem com ideias absurdas. Falando de meritocracia sem as bobagens ideológicas da luta de classes. Mostrando como é a inovação que move o mundo. Ensinando-os que inovação é aquilo que cria valor para as pessoas, e não apenas modinhas ou novos nomes para velhas coisas.

  1. Como podemos ajudá-los a ver o poder de enviar mensagens construtivas?

Sempre passando mensagens construtivas para eles. Mostrando que criticar é muito fácil, mas construir é que faz o futuro. Valorizando o poder do pensamento positivo sem ser bobo, da importância de gastar tempo protegendo e construindo o que se ama, em vez de perseguindo e destruindo o que se odeia. Mostrando o valor da paciência na busca de seus sonhos…

  1. Como podemos utilizar metáforas e imagens para nos comunicarmos com eles?

Nos tornando contadores de histórias como foram nossos pais e avós. Valorizando os livros e histórias clássicas que nos ajudaram a ser quem somos. Utilizando o universo deles para contar essas histórias. Compreendendo que a dinâmica e velocidade de comunicação deles, é diferente da nossa. Que qualquer criança de 8 anos, exposta a horas e horas de televisão e internet, tem uma bagagem muito superior à que nós tínhamos com a mesma idade. Tratando-as como seres inteligentes, e não como incapazes que precisam de proteção para tudo.

Meu caro Luiz, essas sete questões que acabo de alinhar, como cruciais para ajudar as novas gerações, são a base do que usamos para criar o podcast Café Com Leite. Um dia fizemos a mesma pergunta que você fez: como é que podemos ajudar as novas gerações? Nosso trabalho estava focado no mundo adulto, e a resposta foi: levar para a garotada os mesmos temas que nos afligem e que são fundamentais para quem quer pensar num futuro positivo para os seus e para a humanidade. Quanto mais cedo eles começarem, melhor.

E para ser mais específico quanto à sua pergunta: se você não se sente capaz ou seguro para estar na linha de frente, se não é o cara para pegar a espada e partir para a guerra, faça a sua parte ajudando quem está disposto. Escolha organizações, entidades, indivíduos que estão empenhados em ajudar as novas gerações a crescer e apoie-os. Com um pouco do seu tempo, com conselhos, com audiência e com dinheiro. Sacou? Tá cheio de gente disposta e fazer trabalhos essenciais para nossos jovens e que precisa de apoio, precisa de recursos.

Se você quiser nos ajudar com o Café Com Leite, será muito bem-vindo. Acesse o mundocafebrasil.com e contribua com nosso financiamento coletivo. Nós temos um objetivo claro, energia e disposição. Sabemos o que estamos fazendo e queremos impactar milhões de jovens das novas gerações, mas precisamos de ajuda.

mundocafebrasil.com

My Generation
The Who

People try to put us down
(Talkin’ ‘bout my generation)
Just because we get around
(Talkin’ ‘bout my generation)
Things they do look awful cold
(Talkin’ ‘bout my generation)
Hope I die before I get old
(Talkin’ ‘bout my generation)

It’s my generation
It’s my generation, baby

Why don’t you all fade away
(Talkin’ ‘bout my generation)
And don’t try to dig what we all say
(Talkin’ ‘bout my generation)
I’m not trying to cause a big sensation
(Talkin’ ‘bout my generation)
Just talkin’ ‘bout my generation
(Talkin’ ‘bout my generation)

It’s my generation
It’s my generation, baby

Why don’t you all fade away
(Talkin’ ‘bout my generation)
And don’t try to dig what we all say
(Talkin’ ‘bout my generation)
I’m not trying to cause a big sensation
(Talkin’ ‘bout my generation)
Just talkin’ ‘bout my generation
(Talkin’ ‘bout my generation)

It’s my generation
It’s my generation, baby

My, my, my, my generation

People try to put us down
(Talkin’ ‘bout my generation)
Just because we get around
(Talkin’ ‘bout my generation)
Things they do look awful cold
(Talkin’ ‘bout my generation)
Hope I die before I get old
(Talkin’ ‘bout my generation)

It’s my generation
It’s my generation, baby

Talking ‘bout my generation (my generation)
Talking ‘bout my generation (my generation)

Minha Geração

As pessoas tentam nos colocar pra baixo
(Falando da minha geração)
Só porque nos damos bem
(Falando da minha geração)
As coisas que eles fazem parecem terrivelmente frias
(Falando da minha geração)
Espero morrer antes de ficar velho
(Falando da minha geração)

Essa é a minha geração
Essa é a minha geração, baby

Por que vocês todos não desaparecem
(Falando da minha geração)
E parem de tentar entender o que nós dizemos
(Falando da minha geração)
Não estou tentando causar nenhuma confusão
(Falando da minha geração)
Só estou falando sobre a minha geração
(Falando da minha geração)

Essa é a minha geração
Essa é a minha geração, baby

Por que vocês todos não desaparecem
(Falando da minha geração)
E parem de tentar entender o que nós dizemos
(Falando da minha geração)
Não estou tentando causar nenhuma confusão
(Falando da minha geração)
Só estou falando sobre a minha geração
(Falando da minha geração)

Essa é a minha geração
Essa é a minha geração, baby

Minha, minha, minha, minha geração

As pessoas tentam nos colocar pra baixo
(Falando da minha geração)
Só porque nos damos bem
(Falando da minha geração)
As coisas que eles fazem parecem terrivelmente frias
(Falando da minha geração)
Espero morrer antes de ficar velho
(Falando da minha geração)

Essa é a minha geração
Essa é a minha geração, baby

Estou falando sobre a minha geração (minha geração)
Estou falando sobre a minha geração (minha geração)

É assim então, ao som de My Generation, com ninguém menos que o fabuloso The Who, que vamos saindo… esperançosos.

Por que vocês todos não desaparecem
E parem de tentar entender o que nós dizemos
Eu não estou tentando causar nenhuma confusão
Só estou falando sobre a minha geração

Nós temos responsabilidades, sim, para com as gerações futuras. Tem gente que se preocupa com o meio ambiente, outros com a empregabilidade, outros com as liberdades… Nós escolhemos trabalhar o intelecto dos jovens. É o solo de suas mentes que queremos preparar para que estejam prontos para receber as sementes certas. As novas gerações serão melhores que as nossas. Diferentes, mas melhores. Sabe por quê?

Porque somos nós que as estamos ensinando como construir um mundo melhor. E eu garanto que, como as gerações que nos antecederam, estamos fazendo um bom trabalho. Mas se o seu jeito de se informar sobre o mundo é pela imprensa meu, você só está vendo o lado feio.

Que pena.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

Lembre-se: venha para o ecossistema do Café Brasil. mundocafebrasil.com. Torne-se um assinante, contribua com o nosso financiamento coletivo para o Café com Leite. Venha junto, cara! Você pode ajudar a gente a ampliar nosso alcance, após um trabalho aqui que está alcançando milhares de jovens e trabalhando pra criar um mundo melhor lá na frente.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase do Marquês de Maricá:

“Condenamos por ignorantes as gerações passadas. E a mesma sentença nos espera nas gerações futuras.”