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Café Brasil 823 – Dinheiro: rico sem, pobre com

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Luciano Pires -

Planejamento Antifrágil – Estratégias para se beneficiar do caos.

Aprenda com Luciano Pires os segredos, estratégias e o passo a passo para incorporar o imponderável aos seus planos e projetos.

Inscreva-se na aula gratuita em: http://planejamentoantifragil.com

 

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Porque só com Nakata, a gente sabe, é tudo azul pela frente.

Chega mais!

Você é daqueles para quem dinheiro é tudo, hein? Por causa dele temos guerras, divórcios, depressão e até assassinatos? Afinal, dinheiro pode causar paixão, felicidade e salvar vidas, não é? Poucas coisas têm tanta influência no mundo como o dinheiro, por isso é surpreendente que a gestão do dinheiro ainda seja um dos principais problemas que enfrentamos. Hoje eu vou falar de dinheiro.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

“Oi Luciano. Meu nome é Camila, eu te acompanho há muitos anos, sou uma grande admiradora do seu trabalho.

Esses dias, ouvindo o seu Cafezinho, Quanta porcaria, me senti como uma louca na rua, rindo e acenando com a cabeça concordando com cada afirmação sua. Você tocou em um assunto que há muito me incomoda. A inversão de valores que acontece hoje com as pessoas e como isso se reflete dentro das empresas.

Eu tenho estado muito incomodada como em geral as empresas tem uma cultura de mascarar, de esconder os problemas. Colocar a poeira pra baixo do tapete. É como se fosse proibido, atualmente, falar a verdade, expor as dificuldades, os problemas. Parece que as pessoas levam isso quase como algo pessoal.

Bem, eu fui criada de uma forma que acredito que pra limpar uma casa, limpar um armário tirando os móveis do lugar, as roupas das gavetas, isso é, expomos a bagunça, a sujeira, pra então arrumar e limpar. Se não expormos os problemas, como os analisaremos  e como os corrigiremos? Essa inversão de valores me assusta. Acho é que eu estou ficando velha mesmo, viu? 

Eu trabalho com saúde e na minha área, expor e analisar os problemas para então saná-los, significa melhor qualidade de vida e de saúde pra alguém ou pra várias pessoas. Esconder a poeira embaixo do tapete compromete oferecer um serviço que entrega um produto muito valioso ao cliente. A saúde.

As pessoas estão extremamente intolerantes à verdade. Como você disse esses dias, idolatram, admiram e valorizam aqueles com valor extrínseco. Infelizmente, estamos marginalizando aqueles que tem valor intrínseco.

Obrigada por sempre me causar momentos de reflexão. Você não faz ideia como me faz refletir, medir, muitas vezes orienta minhas ações. Um grande abraço e vida longa do Cafezinho.”

Muito bem. Essa foi a Camila Jakitsch, como é que eu falo aqui? Jakitsch? Reconhecendo o valor que as reflexões que proponho semanalmente trazem para sua vida. Que legal, viu? “É como se fosse proibido falar a verdade”… pois é… é proibido. Hoje o que importa são os sentimentos das pessoas, não é a verdade. Não vamos chegar muito longe assim, não. Olha Camila: você me deu uma ideia, comparar a intolerância à lactose com a intolerância à verdade, como uma doença, sabe? Rarararara… isso vai render um programa.

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes! Perfetto sempre com dois tês.

No site perfetto.com.br, a gente enlouquece. Olha só. Estudos apontam que o sabor e cremosidade do Picoletto Mousse proporcionam uma deliciosa sensação de alegria e bem-estar. Experimente e depois conta pra gente o que achou. Disponível nos sabores coco, chocolate e morango.

Você tá se aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no blog! Dá uma olhada: é enlouquecedor!

Luciano – como é que é, Lalá?

Lalá – humm, com sorvete #TudoéPerfetto.

Muito bem. Pesquisando sobre o assunto “dinheiro”, eu me deparei com o livro “Tudo que eu já fiz por dinheiro”, de Lu Lacerda, que traz um depoimento de Millôr Fernandes, chamado “Faria qualquer coisa por dinheiro”. O livro é de 1997. Vamos ao depoimento do Millôr.

Você está ouvindo o arranjo para piano de David Kotok para a cantata Carmina Burana – O Fortuna – composta em 1937 pelo alemão Carl Orff, um dos compositores mais destacados do século XX, que mostra que com a riqueza tudo se constrói e tudo se destrói.

“O dinheiro não é tudo, tudo é falta de dinheiro”

De todas as minhas frases sobre o tema, esta é a que eu prefiro.

Sou rico. Claro que eu não tenho 20 milhões de dólares, mas 10 dólares eu tenho. Não gasto nada comigo. Quando gasto muito, não chega nem a três mil reais por mês. (Detalhe aqui: corrigindo pelo IGPM, daria hoje cerca de 24 mil reais hoje). Isso incluindo almoços e jantares. Penso em trocar esse carro que está aí fora – que é um Fiat 91 – há mais de um ano. Deixo sempre para o dia seguinte. Nem ligo para essas coisas. Nem roupa eu compro, fazem isto para mim. Ainda assim, minha vida é caríssima. É que com os outros, eu gasto muito. Qualquer coisa que as pessoas precisem ou insinuem precisar, eu dou. Faço questão de atender. Todos gostam de dinheiro, por que não dar se você tem?

No Brasil a remuneração para a minha classe – jornalismo – é muito precária. A televisão já paga muito bem. No tempo em que o rádio era poderoso, nós ganhávamos um e o rádio cinco. Hoje é a mesma coisa. Dentro da minha atividade – imprensa em geral – sempre fui um dos maiores salários. Dá para fazer o que bem entender, sem nem pensar nisso.

Às vezes, a gente vê uma mulher maravilhosa tomar um banho, se perfumar, e com toda a sua graça pegar naquelas notas sujas, fedidas e botar na bolsa, sem sequer se conscientizar de que aquilo passou de mão em mão e é imundo. É por isso que se diz que o dinheiro não fede. O que é isso, hein? É a força que ele tem.

Qual é a única coisa que não explora o sexo feminino? É o dinheiro. Estou me referindo às notas, claro. O dinheiro de papel. Se você olhar o papel-moeda em qualquer país do planeta, não vai achar a exploração sexual ali. Não tem mulher nua, de maiô ou de bunda de fora. Você vai ver homens barbudos, homens a cavalo ou no máximo a Rainha Vitória. Aqui no Brasil, a Rainha Isabel. Em qualquer outro produto do mundo, da pipoca ao iate ou ao apartamento, tem sempre uma mulher explorada de todas as maneiras. O dinheiro não precisa desses apelos. A força dele é tão grande, que basta a si próprio.

Nada tem mais poder que o dinheiro. Nem sexo. A sexualidade não é constante. No começo da vida, ainda não apareceu de todo, e à medida que a vida avança, vai diminuindo. E naturalmente, ocupa cada vez menos o nosso tempo. Essas pessoas de classe média por exemplo, chegam por volta dos 50 ou 60 anos, só querem saber de comer, arrotar, ver televisão e mais nada. Quanto ao dinheiro, está presente o tempo todo, desde que a gente nasce.

Não se pode julgar alguém por estar roubando para comer. É uma necessidade básica, e por isso só já se justifica. É um direito que a pessoa tem. Todo mundo tem o direito de viver. É uma questão de luta pela vida. Eu, Millôr Fernandes, se não tivesse dinheiro nenhum, faria qualquer coisa por ele. Qualquer coisa mesmo. Num livro decente como o seu, eu prefiro não entrar em detalhes.”

Rarararara… Cara: esse é o Millôr. E você? Topa tudo por dinheiro?

André Camargo, que escreveu para as Iscas Intelectuais do Café Brasil, tem um texto chamado “Pedro de Lara e o dinheiro do patrão”, que também vale a pena ser apreciado. Lá vai:

Este texto começa com o filósofo Pedro de Lara. Se você é muito mais novo ou muito mais nova do que eu, não vai saber quem foi Pedro de Lara. Nada que um Google não resolva.

“Tem gente que é tão pobre, mas tão pobre, que só tem dinheiro.” Dizem que Pedro referia-se a seu patrão, Silvio Santos (não, você não pode ser assim tão jovem a ponto de não saber quem é Silvio Santos, né?).

A maioria das pessoas pensa que alguém que tem dinheiro é rico. Não é verdade. Tem gente que tem dinheiro e é pobre, como Pedro de Lara acreditava ser o caso de Silvio Santos. E tem pessoas que não têm dinheiro, mas são ricas.

Veja: eu não vou tratar o dinheiro como tabu, nem acredito que é mais difícil um rico entrar no Reino de Deus que um camelo passar pelo buraco de uma agulha. Também não acredito que ter dinheiro é sinal de que Deus gosta de você. Ou que toda pessoa cheia de grana é fútil ou pilantra. Ter ou não ter dinheiro, por si só, não faz de você uma pessoa melhor ou pior. O que faz de você uma pessoa melhor ou pior é o que você aceita fazer para ganhar dinheiro e o que faz com o dinheiro que tem.

Riqueza tem a ver com a capacidade de gerar prosperidade e abundância. As pessoas comuns em geral ou têm muito dinheiro, mas não têm tempo para nada ou têm tempo de sobra, mas sérias limitações financeiras. De um ou de outro jeito, são escravas do dinheiro.

A pessoa comum sempre ganha pouco, por maior que seja seu salário. Talvez ela mude de emprego, ou seja surpreendida por uma herança, e seus rendimentos dobrem. Talvez tripliquem. Mas as necessidades percebidas das pessoas comuns crescem de acordo com seus rendimentos. A pessoa comum gasta sempre um pouco mais do que ganha. Ela deixa-se controlar pelo impulso de consumir. E, quanto mais consome, mais rica se sente – mesmo endividada até as tampas!

A capacidade de gerar riqueza depende do que você faz com o dinheiro que tem. Uma forma pouco comum de gerar abundância é por meio da simplicidade voluntária. Você observa seu padrão de consumo com objetividade e abre mão das coisas que adquire por impulso, mas não fazem diferença, realmente, na sua alegria de estar vivo e de ser quem você é. Aliás, ter muita coisa pode produzir o efeito contrário: diminuir sua alegria.

É como, por exemplo, uma criança rodeada de brinquedos. Ela fica perplexa. Não há jeito de brincar com tudo aquilo, então vira angústia. A criança precisa de pouco, às vezes apenas uma pedra ou um pedaço de pau para ser a sua casa ou o seu cavalo. Uma criança rodeada de brinquedos de plástico coloridos e barulhentos, com frequência presentes compensatórios pela falta de atenção dos pais ocupados demais ganhando dinheiro, é uma cena deprimente: eles – os estímulos em excesso – destroem sua criatividade. E a oportunidade de criar mundos imaginários onde brincar a partir do suporte de objetos materiais discretos é não apenas a fonte da criatividade, mas da felicidade infantil. É a base da saúde emocional.

Neste sentido, nunca deixamos de ser criança: continuamos precisando da sensação de que somos capazes de criar a realidade que queremos para nós. De que somos os donos legítimos dos próprios enredos. Ser protagonista da própria vida não é possível, entretanto, se nos tornarmos reféns da busca por dinheiro (se estamos sempre ocupados, preocupados, com pressa, excitados) e de tudo o que o dinheiro pode comprar.

No outro extremo, há as pessoas que, por medo, vivem na penúria. Medo de não ter, medo de ter e perder. Mesmo que tenham muito dinheiro, não conseguem usá-lo para proporcionar a si e a seus dependentes algum conforto e boas oportunidades. É o complexo de Tio Patinhas: quanto mais dinheiro, maior a preocupação, o medo de perder ou de ser roubado.

Dinheiro traz felicidade? Depende. Pode muito bem trazer infelicidade. Usar seus recursos com sabedoria e criatividade – consumir com sobriedade, poupando e investindo para gerar mais recursos financeiros, mais tempo para fazer o que gosta e não descuidando das relações afetivas – é gerar abundância.

Gostou da provocação do texto do André Camargo, hein? Pra você dinheiro traz felicidade? Você guarda demais para o futuro ou você gasta demais? Olha, eu prefiro ser infeliz com dinheiro do que infeliz sem dinheiro, não é?

Bradley T. Klontz, é um especialista em psicologia, planejamento e comportamento financeiro, que desenvolve seu trabalho em torno da psicologia da riqueza.  Ele determinou que existem quatro atitudes básicas em relação ao dinheiro:

– evitar dinheiro
– adorar dinheiro
– dar status ao dinheiro
– vigiar o dinheiro

Evitar, adorar e dar status ao dinheiro são fáceis de entender, não é? Quem evita o dinheiro talvez ache que não o merece ou tenha medo de tê-lo. Olha, existe gente assim. Normalmente são pessoas que têm baixa renda e patrimônio. E são mais jovens, o que talvez reflita sua inexperiência.

Os que adoram ou dão status ao dinheiro estão no polo oposto: acreditam que dinheiro resolverá todos seus problemas ou anseiam pelas coisas que o dinheiro pode comprar. E se o dinheiro é a chave da vida, vivem endividados.

Vem então a vigilância do dinheiro. Klontz diz que essas pessoas não gostam de compartilhar informações sobre sua renda ou riqueza, e não gastam em bobagens. Quem consegue agir com um pouco de ansiedade e vigilância sobre seu dinheiro, certamente tem melhores chances de levar uma vida com mais conforto. Quem se policia demais acaba usufruindo pouco dos benefícios que o dinheiro pode comprar. Vai deixar para que os filhos gastem seu dinheiro depois de morrer. Provavelmente levando uma vida de sacrifícios.

Olha: é um erro esperar que o dinheiro traga felicidade. É razoável sentir mais conforto e segurança, mas o preço disso é a contínua vigilância.

De qualquer forma, é cada vez mais complicado lidar com dinheiro, que há muito deixou de ser apenas uma ferramenta de troca, para tornar-se um valor dominante na sociedade. Nosso valor é medido pela quantidade de dinheiro que temos, ou que conseguimos proporcionar para os outros. Quando ficamos sem dinheiro ou deixamos de ser uma fonte dele, os amigos desaparecem, o crédito some e nos tornamos uma espécie de párias sociais.

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

A escritora Martha Medeiros escreveu assim:

“Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vuitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.” 

Material girl
Peter Brown
Robert Rans

Some boys kiss me
Some boys hug me
I think they’re ok
If they don’t give me proper credit
I just walk away
They can beg and they can plead
But they can’t see the light (that’s right)
‘Cause the boy with the cold hard cash
Is always Mister Right
‘Cause we are living in a material world
And I am a material girl
You know that we are living in a material world
And I am a material girl
Some boys romance
Some boys slow dance
That’s all right with me
If they can’t raise my interest then I
Have to let them be
Some boys try and some boys lie but
I don’t let them play (no way)
Only boys who save their pennies
Make my rainy day
‘Cause we’re living in a material world
And I am a material girl
You know that we are living in a material world
And I am a material girl
Living in a material world
And I am a material girl
You know that we are living in a material world
And I am a material girl
Living in a material world (material)
Living in a material world
Living in a material world (material)
Living in a material world
Boys may come and boys may go
And that’s all right you see
Experience has made me rich
And now they’re after me
‘Cause everybody’s living in a material world
And I am a material girl
You know that we are living in a material world
And I am a material girl
Living in a material world
And I am a material girl
You know that we are living in a material world
And I am a material girl
A material, a material, a material, a material world
Living in a material world (material)
Living in a material world

Garota Materialista

Alguns garotos me beijam, outros me abraçam
Eu acho que eles são até legais
Se não me dão o que mereço
Eu apenas dou o fora

Podem implorar e podem suplicar
Mas eles não entendem (é isso aí)
Porque o cara com dinheiro vivo
É sempre a pessoa certa

Porque nós vivemos num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista
Você sabe que nós vivemos num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista

Alguns garotos paqueram, outros dançam coladinho
Para mim, tudo bem
Se não despertam o meu interesse, então
Eu tenho que deixá-los para trás

Alguns garotos tentam e outros mentem, mas
Eu não os deixo irem adiante (sem chance)
Só garotos que guardam seu dinheiro
Melhoram meu dia

Porque nós vivemos num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista
Você sabe que nós vivemos num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista

Vivemos num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista
Você sabe que nós vivemos num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista

Vivendo num mundo materialista (materialista)
Vivendo num mundo materialista
Vivendo num mundo materialista (materialista)
Vivendo num mundo materialista

Garotos vêm, garotos vão
E está tudo bem, veja
A experiência me deixou rica
E agora, eles vêm atrás de mim

Porque todo mundo vive num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista
Você sabe que nós vivemos num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista

Vivemos num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista
Você sabe que nós vivemos num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista

Vivemos num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista
Você sabe que nós vivemos num mundo materialista
E eu sou uma garota materialista

Um mundo
Um mundo
Um mundo
Um mundo materialista

Vivendo num mundo materialista (materialista)
Vivendo num mundo materialista

Pois é. É assim então, ao som do clássico Material Girl da Madonna, que aqui vai numa versão jazzística com Cassandra Beck, que vamos arrumando as coisa pra sair de mansinho…

Olha: dei uma olhada na coleção de episódios já publicados, acho que este aqui é o quarto que trata de dinheiro. Quatro episódios em 823. Tá pobre isso….

Olha, a questão de gestão financeira é crítica e exige muito planejamento, especialmente em tempos de crises e sustos como vivemos… Tem de ser um planejamento antifrágil! Que não só proteja seu patrimônio como o faça com que ele cresça em momentos de sustos.

Pois eu vou dar uma aula gratuita sobre Planejamento Antifrágil no próximo dia 28 de maio, antecipando o lançamento de meu curso com o mesmo nome. Cadastre-se gratuitamente em planejamentoantifragil.com.  De novo: planejamentoantifragil.com. Vai ser legal aplicar esses conceitos a todos os setores de nossas vidas, inclusive no financeiro.  De novo: planejamentoantifragil.com tá vindo um curso bem legal aí! Venha conhecer o conceito e algumas dicas.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, um provérbio chinês:

Dinheiro perdido, nada perdido;
Saúde perdida, muito perdido;
Caráter perdido, tudo perdido.