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Luciano Pires -

Planejamento Antifrágil – Estratégias para se beneficiar do caos. Aprenda com Luciano Pires os segredos, estratégias e o passo a passo para incorporar o imponderável aos seus planos e projetos. Vem comigo: http://planejamentoantifragil.com


Enão, chega mais! Eu quero fazer uma perguntinha pra você: você quer pegar seu carro, moto ou caminhão, chegar com muito mais tranquilidade e conforto onde quiser? Então escuta essa aqui:  com a Nakata você chega muito mais longe! Porque a Nakata é a marca líder em suspensão que garante a qualidade das peças do seu veículo, pra chegar sempre mais longe.

Tudo para você seguir seu caminho com mais segurança. Quer chegar sempre numa boa?

Então, não esqueça, quando chegar lá no seu mecânico de confiança para uma revisão ou precisar daquele reparo, pede Nakata. Seu mecânico sabe das coisas e com Nakata na mão, ele vai te ajudar a chegar ainda mais longe.

Porque só com a Nakata a gente sabe: é tudo azul pela frente.

Chega mais!

O mundo anda mesmo louco. Vira e mexe eu encontro pessoas que eu até admirava, inteligentes e articuladas, defendendo coisas indefensáveis. Elas vão contra os fatos, acreditam em narrativas, não levam em consideração argumentos lógicos. Tudo para defender um lado.

Qual é o problema dessa gente? Bem, talvez eu tenha  uma dica…

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Estou retornando de Campo Grande onde realizei a palestra de fechamento do Encontro de Gestores promovido pela Terra Desenvolvimento, nosso patrocinador. Cerca de 1000 pessoas na plateia, para quem contei minha história de envolvimento e defesa do agro.

Depois da palestra, durante um coquetel, fui abordado por um rapaz que me fez uma pergunta muito interessante:

“Luciano, você não é do agro, trabalha num segmento diferente, por que que foi escolher se envolver na defesa da gente?”

Eu respondi de bate-pronto: “Ué, porque é o certo!”

Ele fez uma cara de espanto e eu completei:

“Olha, depois que conheci o agro de perto e vi a sacanagem que fazem inventando histórias para atacá-lo, para mim ficou claro que estava havendo uma injustiça. E eu tinha de agir a respeito. Por isso eu me envolvi”.

Depois, voltando pra casa, me lembrei de um comentário que um ouvinte me mandara, acho que por volta de 2012 e que eu nunca usei. Procurei e achei, foi o Daniel Cristian, que fez um baita comentário com título de O PRINCÍPIO DE POLIANA. Vamos ouvir?

Ô Lalá, vamos na onda do Agro.

Até agora você ouve Michael Jackson na viola sensacional de Lyan, da dupla Mayck e Lyan. Quer ouvir o que ele faz com os Bee Gees?

Luciano, bom dia, boa tarde e boa noite. Eu estou chegando de uma “Maratona Café Brasil”, uma viagem de Sorocaba a Florianópolis com alguns programas antigos (foram 12 horas, mais de 25 episódios), que me incentivaram a fazer um comentário neste programa.

Tenho tido a experiência de que existe uma maioria em nosso país incapaz de se mexer, mesmo participando de algo que deveria ser para crescimento pessoal e profissional; participei de um curso onde o instrutor mais enrola do que ensina, sendo um desafio forçar que o rumo da aula seja produtivo. Fiz o máximo para aproveitar o conteúdo, questionei o instrutor para colocar a aula nos trilhos, pesquisei em aula, estudei em casa e reclamei com a escola. Os demais? Fora a pessoa que estava ao meu lado e comentou “estou aprendendo mais contigo do que com o professor”, todos estavam rindo das gracinhas e postura soberba e vazia do instrutor. O curso foi pago, muito mais caro que um stand-up comedy, mas a incapacidade crítica dos participantes de perceber a situação, os fazia rir com as piadas rasas e situações fora do contexto relatadas em aula.

Percebi com meu olhar crítico de que a situação estava ruim, era porque tenho bagagem no conteúdo apresentado, já fui instrutor e esperava uma reciclagem com conteúdo novo. Senti que estou inconformado com a situação atual e busco melhorar, de forma construtiva, mas poucas pessoas tem essa iniciativa, principalmente pela falta de objetivos. A maior parte das pessoas estaria ali não para um objetivo, mas sim para ver no que vai dar, “o curso é mais barato que em outra escola, se estiver ruim não tem porquê ou como reclamar…” Olha, eu não concordo com esta postura, o curso tem ementa, tem conteúdo pré-definido e o objetivo básico de cada um deveria ser o de aprender o que está ali. Duvido que a maioria seja capaz de responder prontamente aos principais tópicos abordados no treinamento.

As pessoas, possivelmente as que estavam no curso também, se indignam ou se mostram indignadas com situações cujo senso comum diz que seria politicamente correto, mas não se indignam com a própria postura para resolver as situações. É mais fácil reclamar depois de terminado que tudo estava ruim, e que não tem jeito.

E pensando nisto tudo cheguei a uma linha de pensamento onde há uma relação de causa e efeito entre a hipocrisia generalizada que vivemos e a postura protestante da nação, onde todos são capazes de responder questionários sobre o que é certo fazer, mas a maioria não é capaz de fazer o mínimo para se aproximar disso, e que através da inação e preguiça, deixa que tudo fique ruim para ter um motivo para protestar, pois protestar é algo “bonito”, da “moda” e portanto “louvável”. Eu não consigo concordar com esta postura.

E então, ao chegar em Florianópolis, em uma fila de carros de para e anda, um carro bateu na traseira do meu carro. Ao contrário das outras vezes, eu não fiquei nervoso. Possivelmente deve ter sido a overdose de Café Brasil. Saí do carro, olhei para o motorista do fusca, muito mais resistente que meu carro de plástico, fiz uma cara de “xiiii” com um sorriso meio torto, olhei o para-choque meio deslocado, deitei no chão e parecia ter trincado alguma coisa e fiz sinal de “negativo” com a mão, e fui conversar com ele, onde já solicitei para encostarmos em uma área que não bloqueasse o fluxo (quanta gente fica discutindo bloqueando o trânsito!). Trocamos o número de celular e eu fiquei de fazer um orçamento, caso tivesse quebrado algo. Ele me enviou quase que menos de 30 minutos depois o endereço de uma oficina para verificar. Verifiquei em uma oficina que conheço que apenas desencaixou o mesmo e não terá custo algum e que será recolocado na revisão na segunda-feira. O mais interessante disso tudo, avisei ao Henrique por SMS que não teria custos, agradecendo a prestatividade em buscar uma oficina e o fato de não ter evadido do acidente. A resposta dele veio quase que imediatamente: “de nada só fiz o que é correto”.

Isso tudo me tocou de uma forma que tentei perceber que ao ter agido de forma gentil e gerar gentileza, ao perceber que a situação era um acidente por falta de atenção e não intencional, que o valor das coisas que possuímos não nos possui e que tem gente querendo fazer a coisa certa e que não sou apenas eu, parece que isso aqui tem jeito, viu? Provavelmente o meu repertório e o repertório dele ajudaram.

Então, concluindo o que eu queria escrever e talvez pudesse ser o tema de um programa, são as relações de causa e efeito entre nosso repertório de conhecimentos e experiências até a postura de protestante passivo (imagino um monte de bovinos que pastam juntos e saem de um campo com esterco para outro também com esterco, mugindo, porque os “outros mugem e devemos mugir igual”), passando principalmente pela hipocrisia e preguiça tão valorizadas pela mídia, porque dá IBOPE.

Muito obrigado pelas iscas de conhecimento e por dar repertório para que nossas ações sejam não somente as corretas, mas as melhores dentre as opções que temos. Um abraço.

“Bom dia, boa tarde, boa noite pra você também, Luciano. Meu nome é Jorge Santos, tenho 41 anos, sou de Iracemápolis, interior paulista. Peço licença pra fazer algumas reflexões sobre mentores, meta, escolhas e gratidão.

Cresci na periferia da cidade, não tinha perspectiva de vida, já que meu pai, com pouco estudo, era praticamente ausente de tanto que trabalhava pra sustentar os cinco filhos. E quando chamava a atenção, acabava nos ofendendo, nos humilhando.

Tinha muitos amigos usuários de droga, inclusive meu irmão mais velho, passou por esse problema mais de dezessete anos.  Um dia, meu primeiro mentor, meu irmão do meio me obrigou a participar de um processo seletivo, em um dos cinco maiores complexos de educação profissional do mundo. Passei e lá aprendi que deveria ter uma meta e lançar minha âncora muito, muito longe.

Mas, em 1996, eu tinha apenas 15 anos e o professor disse que teríamos que ter algo impossível para a época. E nos provocava dizendo: quem é o seu astronauta? Fiquei sem chão e depois de três dias sem dormir, tive uma luz. Os alunos estavam bagunçando muito, quando o professor chamou a atenção dos trinta e dois moleques sem ofender ninguém, por incrível que pareça, isso era novidade pra mim.

Depois disso, os alunos começaram a encher o professor de perguntas e ele respondia tudo. Daí eu pensei: taí, o cara tem moral, manja pra caramba e quando eu era aluno pensava: ganha bem, eu posso também.

Então eu decidi: meu astronauta é ser professor dessa instituição. Só que para isso deveria ter um curso de engenharia.

Bom: reviravoltas aconteceram, pessoas dizendo que o filho de um pedreiro fazer engenharia era jogar dinheiro fora, enfim, pra encurtar um pouquinho os comentários aqui, senão tem um programa inteiro só com o comentário.

Bom, em abril de 2010 alcancei meu objetivo. Aos 29 anos, casado, com uma filha de dois anos, minha esposa prestes a dar à luz ao meu filho, cara: eu me transformei no meu astronauta em 14 anos. Tudo bem que  eu tive que fazer escolhas difíceis, mas nem eu acreditava.

Em agosto de 2012, eu comprei um iPhone e fuçando nos aplicativos encontrei o meu segundo mentor. Um podcast que me fez sair da caverna e enxergar com os meus olhos o que acontecia fora dela.

Ouvi o Café Brasil 310 João Brasileiro Médio e logo depois o 311, Maus professores. Que porrada, meu! Fiz um comentário na área do aplicativo e voltei ao primeiro episódio, pra não perder nada. E quando chegou no programa 317, É caro ser pobre, descobri que tinha ganhado um livro.

Nunca imaginei que escreveria algo que tivesse valor suficiente pra ser comentado num programa. mesmo assim, um dia, queria ser capaz de expressar o quanto o Café Brasil é importante na minha formação.

Em 2015 meu astronauta mudou de planeta. Com 33 anos começo a fazer novamente meu curso de engenharia e paro de ouvir o Café Brasil, pois não aguentava esperar uma semana para ver o conteúdo. Precisava acumular um pouco mais de episódios. 

E quando me formei em 2019, pensei que seria a hora de voltar ao Cafezinho, só que desta vez, desde o começo, na companhia dos meus filhos. Em 2021, comprei o curso CAMP e tive a oportunidade de conversar, num encontro online, com você, Luciano. Essa seria uma ótima oportunidade pra expressar toda gratidão que eu tenho pelo seu trabalho. Mas não encontrei as palavra adequadas.

No dia da manifestação de 7 de setembro, do mesmo ano, fui no QG do Café Brasil com a minha esposa e os meus filhos, cada um com uma cor de camisa, que juntos formávamos a cor da bandeira do Brasil.

Pensei uma pergunta de impacto, pensei mentalmente o que diria e ao te ver, na hora, não saiu nada. Só fiquei com a cara de bocó. Admirando esse mundo de informações e sentimentos que existem aí.

Hoje, estava voltando do trabalho, com meus filhos no carro, e viajando nos pensamentos para resolver um problema do trabalho, minha filha falou: vamos de Cafezinho? Ouvimos o episódio 512, Pinchado no muro 2. Chorei muito no trajeto, pois finalmente ouvi as palavras que conseguem expressar o quão grato eu sou ao seu trabalho, Luciano. Me senti representado pel0 Sirley e sua filha Ana Gabriele. Só que pra saber o que ele falou vou ter que ouvir o episódio de novo.

Bom, pelo que tudo indica, alcançarei meu astronauta novamente o ano que vem. Um forte abraço e vida longa ao Cafezinho.”

Grande Jorge Santos, você quer me derrubar, né cara? Você me emocionou com esse depoimento, viu? É como eu sempre digo, nunca sei como cada episódio vai bater nas pessoas. Cada um recebe de um jeito, é tocado por uma frase, por uma música, por um poema… uma pausa. Mas o seu depoimento nos dá a certeza de que estamos fazendo a coisa certa. E vamos continuar nessa mesma toada, viu? Muito obrigado por compartilhar conosco, seu depoimento é quase um podcast sozinho…

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é!

No site perfetto.com.br – lembre-se, Perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece.

O picolé Brigadeiro é um chocolatudo da Perfetto que tem um delicioso sorvete no palito com cobertura especial de chocolate ao leite e granulado. A sobremesa ideal para o fim de semana. Experimente!

Olha: o Picolé Brigadeiro é um produto participante da promoção “Esquenta Aniversário Perfetto”. São milhares de palitos premiados “achou, ganhou, trocou” por outro picolé Toda Fruta ou Picoletto Mousse e você ainda pode concorrer a vários kits de praia personalizados e iPhone 13. Fica de olho no palito, cara!

Luciano – Como é que é,Lalá?

Lalá – Ahh…Com sorvete #TudoéPerfetto, né?

“… relações de causa e efeito entre nosso repertório de conhecimentos e experiências até a postura de protestante passivo.” Foi essa a provocação lá do Daniel Cristian. Cara, esse tema dá uma dúzia de episódios. Vou escolher uma abordagem pra seguir adiante, ok? Vou na linha da integridade, mas provavelmente voltarei ao tema no futuro.

Ao fundo você ouve o clássico Amor de índio, com o Dudu Lima trio.

Essa canção de Beto Guedes e Ronaldo Bastos tem uma das mais belas letras que conheço na música brasileira. Especialmente o trecho onde eles dizem assim:

A abelha fazendo o mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor
E ser todo
Todo dia é de viver
Para ser o que for
E ser tudo

Integridade tem origem no latim integritate que é a qualidade ou estado do que é íntegro ou completo. É sinônimo de honestidade, retidão, imparcialidade.

A integridade é uma espécie de liga. É ela que conecta a capacidade de perceber o que é certo e errado com a capacidade de agir a respeito.

E quando colocamos a integridade em foco, é impossível dissociar de política, não é? Afinal, é do conhecimento geral que a política é um negócio que, na maioria das vezes, carece de integridade. Os políticos farão ou dirão quase qualquer coisa para permanecer no poder.

Larry Ackerman, que é uma autoridade líder em identidade organizacional e pessoal e seu impacto na marca, liderança e cultura, tem alguns pontos interessantes. Eu concordo absolutamente com ele quando diz que fatos são o que são. Você pode não gostar deles ou nem concordar com eles, mas eles são o que são.

Ou eram…

Nossa sociedade foi pacientemente dividida, e hoje temos uma crescente convicção bipartidária de que praticamente qualquer coisa – mentir, trapacear e espionar – é justificado porque a outra tribo é do mal.

Essa atitude de “vale tudo” tornou-se um fenômeno generalizado. Pertence aos políticos e suas torcidas de ambos os lados do corredor e explica porque muita gente, em vez de agir, apenas observa. Ou defende o indefensável.

Cara: isso já extrapolou a política, tá em todas as áreas. Está na medicina, na ciência, na imprensa, em qualquer lugar, tá assim.

Ser “moralmente correto” passa a valer mais do que ser factualmente correto. E, diferente dos fatos que são o que são, a moral varia de pessoa para pessoa. Há atos que me indignam e que são perfeitamente normais para o meu vizinho.

Há um velho ditado que diz que toda política é local. Hoje, podemos modificar isso e dizer que toda política é pessoal. Os políticos são apenas os catalisadores. As pessoas que aderem a essa visão – de que nada importa além do que acreditamos ser o imperativo moral, apesar da verdade – espalham a morte da integridade.

Aqui vai a ironia: uma vez que você ignora a verdade e os fatos que a originam, você perde o poder do argumento – a capacidade de montar um caso convincente e confiável para apoiar seus pontos de vista. Tudo o que lhe resta é a opinião, a minha versus a sua – um substituto frágil para uma afirmação bem fundamentada. Em essência, você tem zero. Nada.

Não há nada legal, admirável ou confiável em quem tem medo dos fatos. Não importa o quanto a verdade possa doer ou não estar alinhada com suas prioridades, ela é a fonte da integridade. Sua capacidade de enfrentar os fatos é uma medida de sua força de caráter. E, no final das contas, caráter e integridade são tudo o que você tem .

Quase.

As raízes da integridade e o caráter que ela gera são encontrados em sua identidade. Nas características únicas e criadoras de valor que definem a contribuição que você é capaz de dar ao mundo.

Sua identidade não vem de suas afiliações, ou de seus rótulos – seu gênero, cor, orientação sexual, religião ou profissão. Sua identidade vem do âmago do seu ser, aquele ‘centro sagrado’  que torna você humano. Este centro é alimentado por uma “verdade” sobre quem você é, que é inviolável.

É esta verdade que dá origem à integridade.

Quando você se afasta da verdade de qualquer forma, o que isso diz sobre você? Qual é a sua identidade então? Você não precisa mais se basear na realidade? Quando você perde o contato com sua identidade essencial, perde o contato com sua humanidade, com a sua verdade.

Ter a coragem de abraçar a verdade, independente de para quem você torce, diz muito sobre quem você é.

Sem essa base, perdemos nosso apoio, nossa âncora. Nos separamos não apenas do “outro lado”, mas de nós mesmos. Quando você trai a verdade, você trai a si mesmo. Quando você diminui a verdade, você diminui a si mesmo. Quando você ignora a verdade, você ignora a si mesmo.

Como acontece com todos os navios, cada um de nós tem uma quilha que nos mantém firmes, mesmo no tempo mais tempestuoso. A quilha é uma peça da embarcação que fortalece a estrutura do barco. Essa peça vai da proa à popa e fica na parte inferior do barco. Nossa identidade é essa quilha, que nos mantém seguros enquanto navegamos em nossas jornadas pessoais. Ela garante que possuímos os meios para agir com integridade. Se essa quilha for levantada ou quebrada, corremos o grave perigo de bater nas rochas, não importa para onde escolhamos apontar nosso leme.

Você entendeu então? É a integridade que conecta saber o que é certo e errado com o agir a respeito. Sem ela, a gente só observa, reclama ou aplaude. E sai defendendo o nosso time, mesmo que contra os fatos.

Amor de índio
Beto Guedes
Ronaldo Bastos

Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas com tudo cuidado, meu amor
Enquanto a chama arder, todo dia te ver passar
Tudo viver a teu lado
Com o arco da promessa no azul pintado pra durar
A abelha fazendo o mel
Vale o tempo que não voou
Um estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser todo
Todo dia é de viver
para ser o que for
e ser tudo
Se todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho é mais que sagrado, meu amor
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes o tempo acordado de viver
No inverno te proteger,
No verão sair pra pescar,
No outono te conhecer,
Primaveira poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor e ser todo

É assim então, ao som do clássico que sempre me emociona, Amor de índio, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, em versão de Ge Vieira, José Junior e Negra Silva, que direto lá da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro formaram o trio vocal Soul de Brasileiro, que vamos caminhando para o final do episódio de hoje….

Por que tanta gente teme a verdade, teme os fatos, hein? Têm medo de que não funcionem a seu favor? Se assim for, somos covardes; carecemos da própria exigência moral que agora alegremente invocamos para apoiar nossas ações.

Justificar mentiras, exageros e enganos com base em algum imperativo moral elevado constitui uma falha ética por parte do indivíduo que o reivindica. Fazer isso marca o fim da integridade, pois a integridade é alimentada pela verdade, nem mais, nem menos. Quando a verdade se vai, a integridade morre.

E com ela, morre o verdadeiro você.

Só fica a casca.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

Olha! Venha pro Café Brasil, cara! Se você fizer uma assinatura você não só vai ter acesso a centenas, dezenas, milhares de conteúdos específicos, grupo no Telegram pra debates, cara, um mundo completamente diferente dessa bobageira que tem por aí na internet. Você ainda ajuda a gente a financiar o nosso projeto. De novo: a gente é independente, cara. não tem um grande grupo por trás, não tem um grande site, não tem nada por trás. É nóis, cara, é nóis com nóis. E nóis precisa d’ocê. Então venha: mundocafebrasil.com. mundocafebrasil.com. Ali você vai conhecer o ecossistema Café Brasil e será muito bem recebido.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Warren Buffet:

Procurando pessoas para contratar, você busca três qualidades: integridade, inteligência e energia. E se elas não têm a primeira, as outras duas matarão você.