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Café Brasil 172 – Política Não é Isso Que Está Aí

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Luciano Pires -

Lá estava eu, nos meus vinte e poucos anos, diante daquele senhor. Ele era um político experiente, que teve projeção nacional. Estava com mais de setenta anos e a saúde bastante abalada. Sentamos na sala de seu apartamento. Imaginei a quantidade de gente que não teria sentado ali para as audiências com o político influente. Nomes como Juscelino, Lacerda, Adhemar de Barros e Laudo Natel, entre outros, foram citados várias vezes, com muita familiaridade. Lá pelas tantas, ele pôs a mão no meu ombro, assumiu um ar paternal e me deu um conselho.

– Luciano, se eu puder te dar um conselho, é o seguinte. Se um dia te oferecerem algum negócio meio obscuro, por baixo dos panos, aceite! Não faça como eu, que jamais aceitei entrar em negociatas e hoje estou aqui, acabado, enquanto eles estão lá, numa melhor…

Aquilo foi uma porrada! Em que mundo vivia aquele velho político, para aconselhar um garoto a vender a alma ao diabo em troca de benefícios materiais? Um senhor. Com quase oitenta anos! Podia ser meu avô!
Fiquei chocado. Mas mais tarde refleti sobre o que ouvi. Alguma coisa não batia… Ele não devia estar falando sério. Não senti em suas palavras a malandragem tão comum aos vigaristas de todo dia. Não vi a face do mal. Não vi a intenção de enganar, roubar ou tripudiar sobre os que o elegeram. Vi amargura. De alguém que, após uma vida dedicada à política, fazia um balanço e descobria que o saldo era negativo. Do ponto de vista moral.
Meu velho amigo concluíra que aqueles que adotaram a moral torta, levaram a melhor. E, por apreço, não queria que acontecesse o mesmo comigo.

Pois bem… Trinta anos depois, o Brasil mudou. E aquele conselho que me indignou e que recebi privadamente, hoje é esfregado na cara de meus filhos diariamente. Pela televisão. Pelos jornais. Pelo rádio.

E como pai, brasileiro e preocupado, me vejo obrigado a repetir, todo dia, todo o tempo:

–  Meus filhos, política não é isso que está aí!


Essa coisa feia. Ruim. Feita por gente desonesta. Política não é bandidagem.

Isso que está aí tem outro nome. Não é um meio, é um fim. É um jogo de vale tudo. Vale o roubo. A morte. A corrupção. A chantagem. Isso tem outro nome, que eu nem sei qual é. Mas não é “política”. Política é inevitável, faz parte da nossa vida e não tem que ser uma coisa má. Política é o meio pelo qual são tomadas as decisões de nossa comunidade. É a forma como são estabelecidas as regras para o comportamento de grupos. Política é o jeito de regular a competição por posições de liderança. É a forma de minimizar os efeitos nocivos das disputas.
Política não é isso que está aí. 
Política é a arte de posicionar suas idéias de forma visível e saber o que dizer, como dizer e para quem dizer. Isso é política. E conhecer política, é bom! Praticar política é bom. É a política que nos mantém vivendo em sociedade. É a política que rege nossas interações. É a política que torna possível conviver em harmonia com seu irmão. Com seus pais. Com seus vizinhos. É a política que costura os interesses e faz crescer a nação. Isso sim é política! Uma ação positiva e construtiva. Para o bem.
Por isso, em nome do meu velho amigo que já morreu, digo e repito:

– Meus filhos, política não é isso que está aí.


Isso aí tem outro nome.

Que eu não sei bem qual é…

Foi o escritor francês Henri de Montherlant quem disse que:

“A política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros.”

Fala a verdade, do jeito que as coisas andam, política enche o saco, né? Dá vontade de desligar a televisão, fechar a revista, esquecer de tudo, né?

Pois é disso que vamos tratar hoje aqui no Café Brasil.

Músicas no programa – Conselho de vadio – Monarco, Amizade – Mestre Barrão, Politicagem – Jessier Quirino, Aquarela do Brasil – Ary Barroso, Interesseira – Bidu Reis e Murilo Latini, Alvorada – Jacob do Bandolim, Paixão e fé – Tavinho Moura e Fernando Brant.