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Café Brasil 756 – Netiqueta e as mulas digitais

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Luciano Pires -

E a Perfetto, com seus sorvetes é a patrocinadora do Café Brasil, você já sabe, né? O pessoal tá doido com o sorvete deles aí, cara…

Você já foi no blog da Perfetto, hein? Fica lá no perfetto.com.br, sempre lembrando que esse perfetto tem dois tês. Tem uma receita lá de calda de banana para harmonizar com o sorvete de creme, que eu vou te contar, cara! Experimente também servir a calda com o sorvete e uma fatia de bolo caseiro. É uma delícia, cara! E o resultado final vai deixar o seu dia muito mais gostoso.

Presta atenção: com sorvete #TudoéPerfetto

Cara, como tem mula na internet. Eu escolhi mula aqui, pra colocar mula digital. Como é que tem mula digital na internet! Mula digital é aquele bicho que você chegou perto, ele dá um coice. Eu já diminuí a participação em redes sociais para reduzir a interação com esse tipo de gente estúpida, cara. Agora minha energia está nos grupos do Telegram do Café Brasil, onde dá para trocar ideias sem ser humilhado, xingado, ou perseguido por dar uma opinião.

Bom, você já ouviu o termo netiqueta?  Netiqueta é a combinação das palavras network e etiqueta, e significa um conjunto de regras para um comportamento online que seja aceitável. Onde você não seja uma mula digital. Usar a internet de forma responsável, é isso que trata a netiqueta, o antídoto para as mulas digitais.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Eu reconheço que sou um grosso
Gildo de Freitas

Me chamam de grosso, eu não tiro a razão
Eu reconheço a minha grossura
Porém, sei tratar a qualquer cidadão
Até representa que eu tenho cultura
Eu aprendi na escola do mundo
Não foi falquejado em bancos colegiais
Eu não tive tempo de ser vagabundo
Porque bom gaúcho vergonha não faz

Eu trabalhava, ajudava meus pais
Sempre levei a vida de peão
Porque no tempo que eu era rapaz
Qualquer serviço era uma diversão
Lidava no campo cantando pros bichos
Porque pra cantar eu trouxe vocação
Por isso até hoje eu tenho por capricho
De conservar a minha tradição

Eu aprendi a dançar aos domingos
Sentindo o cheiro do pó do galpão
Pedia licença apeava do pingo
E dizia adeus assim de mão em mão
E quem conhece o sistema antigo
Reclame por carta se eu estou mentindo
São documentos que eu trago comigo
Porque o respeito eu acho muito lindo

Minha sociedade é o meu CTG
Porque nela enxergo toda a antiguidade
E não se confunda eu explico por que
Os trajes das moças não são à vontade
E se, por acaso, um perverso sujeito
Querer fazer uso e abusos de agora
Já entra o machismo impondo respeito
E arranca o perverso em seguida pra fora

Ô mocidade associem com a gente
Vá no CTG e leve um documento
Vão ver de perto o que dança os decente
E que sociedade de bons casamentos
Vá ver a pureza, vá ver alegria
Vá ver o capricho dessa sociedade
Vá ver o encanto das belas gurias
Que possam lhe dar uma felicidade

Rarararararar… e abro com Eco do Minuano e Bonitinho com Eu reconheço que sou um grosso, clássico de Gildo de Freitas, sobe aí Lalá…

Justine Sacco, de 30 anos era diretora sênior de comunicação corporativa da IAC, uma holding norteamericana dona de diversas marcas relacionadas à mídia e internet, em mais de cem países. Enquanto fazia uma longa viagem de Nova York à África do Sul para visitar a família, Justine começou a tweetar piadinhas picantes sobre as indignidades das viagens. Na escala em Londres antes do trecho final de sua viagem à Cidade do Cabo, ela disparou:

“Indo para a África. Espero não pegar AIDS. Só brincando. Eu sou branca!”

Justine tinha apenas 170 seguidores no Twitter. Ela então embarcou para um vôo de 11 horas. Quando pousou na Cidade do Cabo, ligou o telefone, que explodiu com dezenas de textos e alertas. E então o telefone tocou. Era uma amiga dizendo “Você é a tendência mundial nº 1 no Twitter neste momento!”

O feed de Justine no Twitter havia se tornado um show de horrores, com todo tipo de mensagens indignadas com o teor racista daquela piada infeliz. O furor sobre o tweet de Justine se tornou não apenas uma cruzada ideológica contra seu preconceito, mas também uma forma de entretenimento: acompanhar o cancelamento de Justine que, evidentemente, foi demitida e sua vida virou um inferno. Ficou um mês em Addis Abeba, na Etiópia, onde foi sozinha trabalhar como Relações Públicas voluntária para uma ONG, até a poeira baixar. Depois tentou retomar a vida em Nova Iorque.

A história de Justine aconteceu em 2013 e foi apenas uma das primeiras de gente que, não tendo a menor ideia de como agir com netiqueta, teve a vida destruída por um comentário infeliz. Ou burro.

O tempo passou e as campanhas de ataque aos comentários infelizes, burros ou indignos se intensificaram. Tudo passou a ser alvo, de instituições e empresas a celebridades e indivíduos comuns. Bastava que um comentário ou publicação fosse interpretado como ofensivo, para haver um julgamento e execução sumários. Frequentemente, com uma pena totalmente desproporcional à gravidade do “crime”.

Histórias como a de Justine, de gente demitida por suas transgressões nas redes, e completamente traumatizada com uma espécie de ostracismo social, sofrendo de pânico e depressão, tornaram-se comuns.

Pausa. Olha: eu não estou me referindo aqui aos criminosos ou haters que destilam seu ódio nas redes e sofrem as consequências. Não. Me refiro a pessoas comuns, que publicam em redes comentários que jamais fariam em público. E veem seus mundos desmoronando.

Mídias sociais parece que foram projetadas para manipular nosso desejo de aprovação social e é exatamente isso que leva as pessoas à ruína. Os algozes, atualmente os tais canceladores, são parabenizados instantaneamente quando destroem alguém “do mal”. E a motivação desses lacradores é basicamente a mesma que a de suas vítimas: chamar a atenção de estranhos, ganhar uns likes, aparecer pra patota. É disso que se trata o tribunal da internet.

“Bom dia, boa tarde, boa noite. Oi Luciano, Lalá. Meu nome é Fernanda, sou do Rio de Janeiro mas moro aqui no Espírito Santo. Já comentei alguns outros episódios e acabei de ouvir o Analbabestismo digital e gostei muito, né? Como todos os outros programas.

E assim, eu concordo Luciano com os pontos que você trouxe, mas é tão triste a gente pensar que a internet, que hoje nos traz tanta possibilidade de conhecimento, também pode ser revertida pra esse mal que a vente vive, né? Realmente, a polarização, as fake news e esses jovens que acham que por ler redes sociais sabem de tudo, tem opinião formada e que estão sempre certos, tem sempre certeza, é muito triste isso.

Só pra dividir com você: eu tenho um amigo que perdeu o emprego na pandemia e ele resolveu usar o dinheirinho pra fundar um novo negócio e olha: ele achou na internet tudo que ele precisava de forma gratuita. Ele está fazendo um curso gratuito, com quarenta aulas, dando passo a passo sobre como ele pode executar a nova atividade que ele quer fazer, como configurar o sistema, como… assim, tudo de graça. Ele não gastou um centavo, Luciano, pra aprender. Ele já se interessava pelo negócio, mas ele não conhecia, nunca tinha feito e tudo isso ele está fazendo de forma gratuita. Ele vai montar um negócio investindo só na máquina. O resto ele está aprendendo de forma gratuita. Coisa que nosso tempo não tinha isso. Você tinha que pagar um curso, tinha que frequentar um curso, ter um diploma.

Enfim. É muito triste ver isso acontecendo. Mas, de fato, eu concordo com você que acontece e tá ficando bem complicado. A histeria tá dominando. 

Um beijo a todos, bom dia, boa tarde, boa noite. Tchauzinho”

Olha aí, ó: essa foi a Fernanda Tomaz, falando da maravilha que é a internet, que chegou para mudar o mundo para melhor! Pois é Fernanda, o que seria do meu trabalho, por exemplo, sem a internet, hein? É por isso que temos de nos esforçar para equilibrar a forma como a utilizamos e não deixar que os histriônicos e os estúpidos, as mulas digitais, transformem essa coisa maravilhosa em mais uma rinha de galos.

Muito bem. A Fernanda receberá um KIT DKT, com alguns dos principais produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br

A DKT distribui a maior linha de preservativos do mercado, com a marca Prudence, além de outros produtos como os anticonceptivos intrauterinos Andalan, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. Mas o que realmente marca na DKT é sua causa de reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta. A DKT trabalha para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, eu sei que você é um grosso, mas tem uma coisa que você não abre mão, né? Qual é?

Lalá – Eu posso ser um grosso, mas na hora do amor, eu uso Prudence com carinho…

Muito bem, vamos então tentar entender do que se trata a boa etiqueta na internet.

Ao fundo você está ouvindo a viola do grande Tião Carrero com Cavalo Zaino. Isso. Cavalo, de cavalgadura… Sobe aí, Lalá.

É fundamental reconhecer que a internet não é uma dimensão à parte, mas uma extensão da sociedade. As regras de comportamento que valem na sociedade, valem na internet. Valores em vigor contra discurso de ódio e intolerância, exploração infantil e pornografia infantil, violações de direitos autorais e outras formas de criminalidade ou perversões, valem igualmente na internet. Quando eu entro na página de alguém, estou entrando em sua casa. Valores como cortesia, gentileza, franqueza e tratar os outros com o mesmo respeito que desejamos ser tratados, se aplicam perfeitamente à internet. Ou deveriam se aplicar.

Outro ponto fundamental é recusar-se a apoiar o abuso e o assédio enquanto estiver online. Por isso precisamos aceitar que as leis atualmente em vigor para proteger os direitos e a dignidade dos cidadãos sejam aplicadas online e que, quando necessário, essas leis sejam atualizadas para refletir esses direitos no ambiente da internet. Roubo, assédio e bullying online continuam sendo roubo, assédio e bullying.

É fundamental reconhecer as diferenças culturais. Quando em Roma, faça como os romanos, lembra? A internet não respeita fronteiras, por isso é fundamental aceitar que os valores e normas sociais de alguns internautas não serão os valores e normas sociais de todos os internautas. Afinal, não é assim que é a vida?

A maioria dos usuários de Internet aplica automaticamente o mesmo comportamento responsável e respeitoso online como em qualquer outro ambiente. Por natureza, essa maioria aplica a netiqueta, são bons internautas. Mas existe uma minoria que falha em aplicar os valores sociais em qualquer ambiente – incluindo a internet. Esses são os psicopatas sociais, aliás, as mulas digitais, gente que não entende que interagindo com pessoas pela internet, está interagindo com… pessoas. Com outros seres humanos que merecem respeito, o mesmo respeito que você teria se estivesse interagindo com a pessoa ao vivo.

Vamos então ver as recomendações para a prática da boa netiqueta, que é algo ainda em formação e precisará de um tempo para se tornar uma cultura, ajudando a melhorar a comunicação na internet. Olha: eu fui buscar essas recomendações no cybersmile.org. Vamos lá.

Ao fundo, você está ouvindo a versão instrumental de Hold On, com The Internet.

Inclua o contexto – Ao comentar sobre uma mensagem ou linha de conversa, é uma boa netiqueta incluir uma citação relevante da mensagem original para dar contexto ao seu comentário. Lembre-se: texto sem contexto, normalmente é pretexto.

Verifique antes de postar – Antes de postar um comentário, verifique se você está dizendo exatamente o que deseja dizer. Um pequeno erro gramatical, uma vírgula mal colocada, uma ironia ou simplesmente uma omissão, por acreditar que todos sabem do que é que você está falando, podem mudar completamente o significado de sua mensagem. Então leia e leia novamente antes de enviar. E se for algo polêmico, sabe o que eu faço, cara? Escrevo o posto num word e deixo repousando alguns minutos, ou até algumas horas. Depois volto pra ler e atualizar, refinar. E mesmo assim, dá merda, cara.

Somos apenas humanos – Lembre-se de que uma pessoa real com sentimentos, crenças, imperfeições e emoções reais está por trás de cada mensagem, e-mail ou comentário. Às vezes, é fácil se deixar levar e escrever algo que você nem sonharia em dizer na cara de alguém. Pronto, você tem um comportamento de cyberbullying.

Outro ponto. Você entendeu, hein? – Piadas, humor negro e sarcasmo costumam ser difíceis de transmitir pela internet. Portanto, para evitar possíveis mal-entendidos, indique sempre a natureza humorística de seu comentário. Você pode fazer isso usando emoticons, colocando “lol” , kkk, (risos) no final da mensagem ou começando com uma frase avisando que o que segue é uma piada ou coisa parecida. Sim cara, isso é um horror para quem, como eu, adora lançar referências para que algumas pessoas capturem, enquanto outras vão boiar. É mais ou menos como explicar uma piada, é péssimo, mas muitas vezes é necessário.

Novatos – Todos nós já fomos novos nas redes sociais, jogos online, e-mails, mensagens e fóruns – então, sempre tente ajudar alguém novo que está cometendo erros. Especialmente nas áreas de comentários, cara. Você entra pra comentar sobre um post de alguém que você nunca viu. Cara! Você tem que saber um pouquinho da história dessa pessoa antes de começar a acusá-la. Então, cara: procure dar uma olhada, olhe os comentários, fale com outras pessoas, antes de sair xingando. Talvez a outra pessoa tenha um histórico que não tem nada a ver com aquilo que você está dizendo, porque você entendeu errado algum assunto naquele momento

Não faça spam! – É normal querer ser notado na multidão de pessoas nas redes sociais – mas o spam, olha: o spam é irritante, cara e tem o efeito contrário, viu?

Seja você mesmo – se você deseja obter o máximo da comunicação online, seja você mesmo. Criar perfis falsos e alter egos só vai desencorajar as pessoas de falar abertamente com você e levá-lo a sério. Lembre-se de que a maioria dos trolls e cyberbullies usa perfis falsos, então tome cuidado para não ser confundido com um.

Olha a dica: trolls e cyberbullies são os indivíduos especializados em atacar outras pessoas pela internet. Junto deles estão os haters. Esse povo é odioso. Eu detesto interagir com gente que não tem a foto no perfil. Quando o cara bota alguma coisa, um síbolo, um desenho que não é a foto dele, eu fico invocado. Eu quero tratar com pessoas transparentes, né?

Mais um ponto: expresse-se – não tenha medo de se expressar aberta e honestamente. A netiqueta não significa restringir a expressão, mas torná-la mais fácil para as pessoas entenderem.

Permita que os outros se expressem também – Lembre-se de que todos têm uma opinião, então permita que eles as expressem. Você pode ter que concordar em discordar em muitas questões, mas apenas apresente seu ponto de vista e siga em frente. Não deixe uma simples diferença de opinião se transformar em uma discussão.

NÃO GRITE – Evite escrever palavras ou sentenças inteiras em letras maiúsculas. Cara: isso é insuportável. É o equivalente a alguém GRITANDO NO SEU OUVIDO!

Respeite a privacidade das pessoas –  Não passe informações privadas ou fotos de outra pessoa, a menos que você tenha a permissão dela. Isso não é apenas uma netiqueta ruim, mas você também pode ser acusado de intimidação virtual ou então até de assédio online.

Evite conflitos –  Trocar insultos e abusos é uma netiqueta ruim. É inútil e negativo e pode fazer com que você seja banido da plataforma ou da comunidade. Cara! Não tem nada pior do que pentelho, hater de área de comentário, cara! Que coisa absurda. A gente bota um comentário legal, faz um post legal, proprondo uma discussão interessante, colocando uma dúvida genuína e de repente, entra lá embaixo um animal, uma mula digital que já começa com agressão, que começa a meter o pé na parede e destrói o comentário. Quem queria comentar e bater um papo legal, desaparece pra não ter que trocar ideia com a mula digital. Então é complicado, sabe? Olha! Evite ser arrastado para brigas e nunca poste conteúdo abusivo nas redes sociais – isso resultará na suspensão de suas contas.

E o Itaú Cultural continua com suas programações, mesmo em tempos de pandemia. A sede fica na Avenida Paulista, mas eles têm as experiências virtuais, as entrevistas, tudo no site, arquivos diversificados, tem podcasts… E se você entrar na área da Ocupação, verá a celebração de nomes de diversos estados do Brasil  com suas biografias apresentadas através de livros, contos, crônicas, charges, poemas, músicas, filmes.

Dê uma olhada na agenda cultural e no acervo. É um mundo de cultura que você acessa daí, do seu celular ou computador.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, ó: pelos olhos e pelos ouvidos…

Olha, qualquer informação publicada online ou opiniões polêmicas expressas, mesmo em caráter privado, podem se espalhar como um incêndio. E lembre-se: a memória da internet não se apaga. Suas postagens infelizes nunca irão embora, mesmo depois de anos.

Não importa se você está no trabalho ou em casa, suas ações podem ter um impacto prejudicial na reputação de seu empregador e, por padrão, até na sua. As empresas estão percebendo isso e se tornando mais interessadas no que seus funcionários ou novos contratados em potencial estão fazendo online.

Investigar redes sociais dos candidatos a cargos nas empresas já é pratica comum pelos RHs. Portanto, tudo que você posta, será usado para construir sua reputação. Ou para destruir. Afinal, por que que  uma mula digital seria um gentleman ao vivo? É melhor não correr o risco, não é?

Moda da mula preta
Raul Torres

Eu tenho uma mula preta tem sete parmo de artura
A mula é descanelada tem uma linda figura
Tira fogo na carçada no rampão da ferradura
Com morena delicada na garupa faz figura
A mula fica enjoada pisa só de andadura

Ensino da criação veja quanto que regula
O defeito do mulão se eu contá ninguém carcula
Moça feia e marmanjão na garupa a mula pula
Chega a fazer cerração todos pulo dessa mula
Cara muda de feição sendo preto fica fula

Eu fui passear na cidade só numa vorta que eu dei
A mula deixou saudade no lugar onde eu passei
Pro mulão de qualidade quatro milhão injeitei
Pra dizer mesmo a verdade nem satisfação eu dei
Fui dizendo boa tarde pra minha casa vortei

Sortei a mula no pasto veja o que me aconteceu
Uma cobra venenosa a minha mula mordeu
Co veneno desta cobra a mula nem se mexeu
Só durou umas quatro hora depois a mula morreu
Acabou-se a mula preta que tanto gosto me deu

É assim então, ao som do clássico Moda da mula preta, de Raul Torres, nas vozes imortais de Tonico e Tinoco, que caminhamos para o final.

Tá entendido então? Use a etiqueta do mundo físico no mundo da internet. e você estará usando a netiqueta. Idenfique-se, seja transparente. Certifique-se de estar dizendo algo factualmente correto. Mesmo que você interprete de forma errada, a fonte da interpretação te que ser a verdade. Retomando o conselho de nossos pais: não diga nada online que você não diria se estivesse falando em voz alta para seus colegas de trabalho ou pra sua família. Ou diante de uma câmera.

Lembre-se: nunca sabemos o que o futuro nos reserva. O que você faz hoje ficará permanentemente registrado e pode servir como uma arma contra você.

Mas o fundamental é aquilo que rege, ou deveria reger, seus princípios: trate os outros como você gostaria de ser tratado. Sacou? Não tem que fazer um workshop, ler um livro sobre comunicação não violenta ou procurar um coach. Apenas respeite os outros. É disso que se trata a netiqueta. Respeito.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você, completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Olha: de onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”. Cara! E a gente tá botando um gás muito grande lá. Criamos os grupos no Telegram, o pessoal tá entrando pra trocar ideias, pra comentar, além do monte de conteúdo que só eles recebem. Recebem antecipado, recebem em versões especiais, recebem a versão deste podcast aqui, sem propagandas, por exemplo, alguns dias antes do pessoal receber publicamente. Tem tudo de bom acontecendo ali. Eu te convido, cara: vem pro Café Brasil. Se você acessar confraria.cafe, confraria.cafe , vai abrir uma página, vai explicar o que nós temos lá, quais são os planos. Cara: e se você optar pelo plano mais baixo que é o da Confraria, custa menos do que duas latinhas de cerveja quente, cara! Então, vem pra cá! O que nós estamos oferecendo pra você é conhecimento. Você vai levar pro resto da vida.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase do Reverendo Nathan Strong exortando seus fiéis a serem menos, er… exuberantes em seus atos:

Não vá para aquele lugar de horror com espíritos elevados e corações alegres, pois a morte está lá! Justiça e julgamento estão lá!