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Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

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“É a relação entre quem tem a força das ideias e quem tem o poder da força que permite progredir no tempo e no espaço na cidade, de forma harmoniosa, propondo, promovendo e gerando ambientes criativos.”

Victor Mirshawka

O título deste artigo é o do subtítulo do livro Cidades criativas, em dois volumes, de autoria do Prof. Victor Mirshawka. Li o primeiro volume às vésperas da publicação pelo Espaço Democrático da primeira edição do livro Economia + Criatividade = Economia Criativa, que tem uma seção dedicada a cidades criativas brasileiras. Agora, na iminência da publicação da segunda edição revista, ampliada e atualizada do mesmo livro, li o segundo volume.

   

Mirshawka discorre sobre 45 cidades – 15 na Europa, 13 na América do Norte, 7 na Ásia, 3 na América do Sul, 3 no Oriente Médio, duas na Oceania e duas na África – que ele considera criativas, por razões que explica detalhadamente na descrição de cada uma delas.

Entre os especialistas em economia criativa, alguns indicam determinadas características para identificar uma cidade criativa. Ana Carla Fonseca Reis, consultora brasileira reconhecida nacional e internacionalmente, afirma que três são os pré-requisitos fundamentais de uma cidade criativa: ser fonte de inovações, conexões e cultura.

No livro objeto deste artigo, Mirshawka utilizou como base teórica a visão de Richard Florida, urbanista canadense que é autor de um livro tido como referência sobre economia criativa, A ascensão da classe criativa. Sua visão da economia criativa tem como foco o comportamento e os hábitos dos indivíduos que atuam nos setores por ela abarcados e que se distinguem claramente daqueles que atuam nos setores tradicionais, como agricultura, indústria de transformação, comércio e finanças.

Florida aponta a existência de três Ts como identificadores de uma cidade criativa: tecnologia, talento e tolerância. No seu entender, “cada uma dessas condições é necessária, mas sozinha é insuficiente para atrair indivíduos criativos, gerar inovação e estimular o crescimento econômico; um lugar precisa reunir as três”.

Segue-se uma descrição sumária dessas três condições:

Tecnologia: Dois indicadores são fundamentais no que se refere ao primeiro “T”: o índice de inovação, medido pelo número de patentes concedidas per capita e o índice de alta tecnologia, que avalia a economia de uma cidade ou região (tanto em termos de tamanho quanto de concentração) em setores de crescimento acelerado como a indústria de software, a eletrônica, os produtos biomédicos e os serviços de engenharia. 

Talento: Este segundo “T” depende da eficácia de uma cidade ou região de atrair talentos, um indicador de capital humano simples que corresponde ao percentual da população com curso superior ou mais. Ser um centro universitário importante costuma ajudar muito, pois as universidades contribuem para a atração de cientistas e pesquisadores eminentes, a captação de alunos e a geração de empresas, provocando um ciclo de crescimento que se auto alimenta. 

Tolerância: Este terceiro “T” é avaliado em função do grau de diversidade existente em cada cidade ou região, caracterizado pelo que os economistas chamam de “baixas barreiras de entrada”, o que serve para explicar tanto a vitalidade no plano empresarial, na medida em que permitem o fácil acesso de novas empresas, como no plano individual, uma vez que permitem que pessoas recém-chegadas sejam aceitas rapidamente em todo tipo de esquema social e econômico.

A essas três condições previstas por Florida, Mirshawka adicionou uma quarta, tesouros, quer sejam representados por suas belezas naturais, quer sejam construídos e preservados pela sua gente, como museus, templos, palácios, teatros, centros culturais, parques etc.

Ao discorrer sobre as 45 cidades por ele selecionadas, Mirshawka inicia com um breve histórico de cada uma delas. Segue-se uma análise de suas contribuições tecnológicas, dos talentos lá nascidos ou que para lá foram atraídos, da tolerância que facilita o ingresso e a convivência de diferentes pessoas, empresas ou outros organismos, bem como dos principais tesouros que as qualificam como criativas e que justificam o elevado grau de visitabilidade das mesmas. Por fim, encerra com sugestões de lições que cada cidade oferece e que podem, eventualmente, servir de inspiração para gestores municipais de qualquer lugar do mundo.

Considerando a importância crescente da economia criativa, fica minha recomendação de leitura não apenas para os interessados nesse tema, mas a qualquer pessoa que aprecie – e quem não aprecia? – conhecer novos lugares, uma vez que na descrição de cada cidade há um verdadeiro roteiro para qualquer indivíduo que viaje a turismo ou a negócios.

 

Iscas para ir mais fundo no assunto 

Referências

DAVILA, Anapaula Iacovino; MACHADO, Luiz Alberto; PAULA, Mauricio Andrade de; SANTOS, Sonia Helena. Economia + Criatividade = Economia Criativa. São Paulo: Scriptum, 2022.

FLORIDA, Richard. A ascensão da classe criativa. Tradução de Ana Luiza Lopes. Porto Alegre: L&PM, 2011.

MIRSHAWKA, Victor. Cidades criativas: talentos, tecnologia, tesouros, tolerância (2 volumes). São Paulo: DVS, 2017.

REIS, Ana Carla Fonseca; Kageyama, Peter (orgs.). Cidades criativas: perspectivas. São Paulo: Garimpo de Soluções, 2011.

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