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Uma nova contracultura

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Hoje é um nome pouco lembrado, mas Johnny Rotten já teve muita fama. Muito mais que os prosaicos 15 minutos que a internet provê a qualquer um. Johnny, atualmente usando seu sobrenome verdadeiro, Lydon, foi vocalista do Sex Pistols, uma das mais conhecidas bandas de rock’n’roll (punk rock, para os puristas) da história musical. Foi um ícone da então chamada “contracultura”; escandalizava a sociedade com seu comportamento errático, sua fala ácida recheada de palavrões, em músicas que defendiam a anarquia e espezinhavam a família real britânica. Bebia e usava drogas excessivamente. Como defensor do movimento punk, implodia a caretice, defendia a liberdade de expressão de uma forma absoluta. Para ele, a vida deveria ser apenas vivida, sem nenhum compromisso, a não ser o prazer hedonista. Doidaço de chupar meia, mas respeitado por músicos de peso no mundo todo, dos Rolling Stones e Neil Young a Caetano (eca) Veloso. Podia-se dizer qualquer coisa sobre Johnny, menos que fosse um conservador. Mas hoje ele é.

Sim, esse doido varrido dos anos 70 passa longe, muito longe da esquerda e do discurso fácil nas redes sociais. Entendeu que o conservadorismo é hoje a verdadeira contracultura, num mundo absolutamente dominado pelo alucinante “politicamente correto”, por “minorias” que se comportam como castas dignas de privilégios, pelo fim da liberdade de expressão, e até pelo, digamos, fim necessário da Humanidade, nestes tempos de Greta Thunberg, em que somos vistos não como um milagre, uma espécie que evoluiu como nenhuma outra conhecida, que voa pelo espaço e mergulha em mares profundos, mas sim como uma mera doença de pele a atacar o planeta, e ainda comete os “crimes” de comer carne e utilizar combustível.

Só para ficar no plano roquenrrôu, Morrissey, ex-vocalista do The Smiths (se tem menos de 40, vai no Google, mano), compatriota e contemporâneo de Johnny, seguiu o mesmo caminho do conservadorismo. Prega o fim imediato do ridículo politicamente correto, a volta do direito de expressão e outras bandeiras que hoje significam o retorno à racionalidade humana, à ambição sadia, à competição honesta, na qual os mais capacitados têm seu valor. Defende o urgente abandono do mundo do mimimi, dessa coisa dodói, dessa bundamolice de discutir gênero ou preconceito em tudo. Chega dessa nova língua Orwelliana, com os tristemente atuais “todxs”, “presidenta”, “empoderamento” e outras lacrações ridículas, fruto de anglicismo imbecil ou não.

Gene Simmons, o linguarudo cantor do grupo Kiss concorda com seus colegas britânicos. Mais coragem e menos vitimismo, prega. Se esses três antigos ícones da contracultura, do “liberou geral”, hoje são conservadores, avaliem os muitos milhões em todos os continentes, jovens ou não, amarelos, negros, brancos, mulheres, gays, ricos ou pobres, seguindo o mesmo caminho, numa tendência aparentemente inexorável, com vitórias eleitorais conservadoras pelo mundo todo. É a razão vencendo a paixãozinha bonitinha, amiguinha, fofinha, mas que não resolve nada. Só traz problemas, nunca soluções. Daí a necessidade dessa “nova contracultura” a abrir espaços, em vez de fechá-los.

Antes que as pedras esquerdistas comecem a voar, não se trata de apoiar Trump ou Bolsonaro, nem de racismo/homofobia/misoginia (são e continuarão sendo crimes horríveis), mas sim de uma coerente tendência mundial de enxergar a vida, o Ser Humano, com clareza, e não com óculos cor-de-rosa que não levam a nada, a não ser à cegueira mimizenta. Também não se trata de uma nova onda extremista/fanática embrulhada em pacote; por exemplo, Johnny Lydon é ateu, Morrissey é vegano, e a imagem demoníaca de Simmons nos palcos já rodou o mundo.

Não por acaso, os galantes defensores dos direitos humanos se calam ante as ditaduras de esquerda do mundo, enquanto torcem o nariz para qualquer coisa que a direita fizer. Impressionante. É o caso de perguntar à extrema esquerda, que torce pelo Covid 19 com o mesmo fervor que torcem pela volta de Fidel Castro do inferno, o quê exatamente está fazendo em prol dos pobres durante esta crise “coronária”? Só filosofando e postando memes de gatinhos com máscara? Filminhos de “fique em casa” ensinando a tomar vinho francês com as taças corretas? Fornecendo listas de filmes e livros? Jura? Sim, Johnny… Precisamos urgente de ação, mediante uma nova contracultura – ou ao menos deixar de viver em uma fantasia tola, uma “realidade” paralela.

Enquanto isso, no Brasil real, a população pobre e neodesempregada se pergunta: como pagar o aluguel e matar a fome das crianças? A esquerda e a sua elite queridinha se comportam como uma espécie de Maria Antonieta multipessoal: Não têm pão? Fiquem em casa.

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