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Analogias inusuais

Analogias inusuais

Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

Analogias inusuais

 Para desenvolver a criatividade… e para entender as crises econômicas

“Para os historiadores cada evento é único. Os economistas, entretanto, sustentam que as forças da sociedade e da natureza comportam-se de maneira repetitiva. A história é particular; a economia é geral.”

Charles Kindleberger

Alex Osborn elaborou um modelo de solução criativa de problemas que supõe o uso alternado dos pensamentos divergente e convergente. Quando utilizamos o pensamento divergente, devemos pôr foco na quantidade de dados, ideias ou propostas geradas para a solução de um problema e, para tanto, recomenda-se, entre outras coisas, adiar o julgamento, evitar avaliações precipitadas, aceitar todas as ideias, procurar novas perspectivas, assumir riscos e fazer o máximo possível de associações. Quando, por sua vez, utilizamos o pensamento convergente, a recomendação é para que sejamos equilibrados, ponderados, prudentes na tomada de decisões, evitando conclusões prematuras, checando sempre os objetivos por meio de um senso positivo de julgamento.

Evidentemente, cada um desses pensamentos exige um tipo de postura específico, bem como admite estratégias diferentes de ação. David de Prado, expoente de uma linha de pesquisa que enfatiza a autotransformação para o desenvolvimento do potencial criativo individual, dá grande ênfase, nos momentos em que se busca a divergência, aos ativadores criativos, que funcionam como elementos estimuladores do pensamento. Entre os ativadores, dá especial destaque às analogias inusuais.

Para David de Prado, assim como para Stella Maris Sanmartin, não se trata de uma técnica, mas sim de um modo diferenciado de abordar de forma global as imagens ou problemas, sem realizar a sua decomposição ou retirar a sua essência. Segundo David de Prado, “a analogia é um poderoso instrumento da mente humana (pois, até onde sabemos, não é encontrada em nenhuma outra espécie), que nos permite considerar qualquer realidade ou problema em toda a sua complexidade e funcionamento sem a necessidade de automatizá-la”.

Analogia inusual, nesse sentido, consiste no estabelecimento de relações sistêmicas que podem existir entre os atributos, partes, formas e usos de dois objetos ou lugares aparentemente sem qualquer conexão entre si.

Feitos esses esclarecimentos, reproduzo o comentário feito por Luciano Pires em seu Cafezinho de número 263, no qual conseguiu estabelecer uma analogia entre os pombos da Praça de São Marcos em Veneza e a crise econômica que teve origem na disseminação do coronavírus.

A Praça de São Marcos em Veneza é um dos mais populares pontos turísticos do mundo. Pelo significado histórico e pelos milhares de pombos que vivem lá. De vez em quando alguém faz “buuuuu!!”, e uma pomba voa assustada e as demais seguem em revoada. E por algum tempo a praça fica vazia de pombos.

Aos pouquinhos os pombos começam a retornar, até sentir que o perigo passou. Então a Praça continua em festa.

A Praça, os monumentos, os moradores, todos sofrem com os pombos, mas eles são necessários. Sem pombos a praça perde o charme. E periodicamente é preciso controlar a superpopulação e alguns são abatidos. É o preço do equilíbrio no caos.

O mercado global é como a Praça de São Marcos. E os pombos são como os investidores. São nervosos, fazem montes de cagadas e precisam de controle ou destroem tudo. E ao menor sinal de perigo, saem voando.

Já-já a crise de confiança começa a passar, os pombos voltarão e muita gente terá encontrado oportunidades fantásticas de ganhar dinheiro. Fortunas serão criadas sobre as que foram destruídas quando os pombos voaram.

O capitalismo não morreu, o mercado não morreu. Como a Praça, estão lá à espera do retorno dos pombos.

Um dia, num futuro distante, o mar vai tragar Veneza e a Praça de São Marcos. E os pombos buscarão outra praça.

É assim desde sempre.

 Considero Luciano Pires um dos mais brilhantes e criativos analistas do Brasil, conseguindo reunir, em seus livros, artigos, comentários e palestras “provocacionais”, conteúdo e poder de comunicação, prendendo a atenção de seus leitores e ouvintes.

Com A praça e os pombos, Luciano Pires se superou, num extraordinário exemplo de analogia inusual para tornar mais fácil a compreensão das crises que, periodicamente, abalam o capitalismo e tiram a tranquilidade dos moradores do planeta.

Vale a pena aproveitar o período de quarentena para se dedicar à leitura de alguns livros sobre crises financeiras, entre os quais o clássico Manias, pânico e crashes, de Charles Kindleberger, professor do MIT, e Salve-se quem puder, do inglês Edward Chancellor.

Iscas para ir mais fundo no assunto

Referências

ABRANTES, Ana e SANMARTIN, Stela Maris (com a colaboração de David de Prado). Intuição e criatividade na tomada de decisões. São Paulo: Trevisan Editora, 2017.

CHANCELLOR, Edward. Salve-se quem puder: uma história da especulação financeira. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

KINDLEBERGER, Charles P. Manias, pânico e crashes: um histórico das crises financeiras. Tradução [da 3. Ed. original americana] de Vânia Conde e Viviane Castanho. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

OSBORN, Alex F. O poder criador da mente – Princípios e processos do pensamento criador e do “brainstorming”. São Paulo: IBRASA, 1972.

PIRES, Luciano. A praça e os pombos. Cafezinho 263. Disponível em http://portalcafebrasil.com.br/cafezinho/cafezinho-263-a-praca-e-os-pombos/.

PRADO, David de. Técnicas creativas y lenguaje total. Madrid: Narcea, 1988.

SANMARTIN, Stela Maris. Criatividade e inovação na empresa: do potencial à ação criadora. São Paulo: Trevisan Editora Universitária, 2012.

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