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Artigos Café Brasil
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Deduzir ou induzir
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Café Brasil 791 – Tempo Perdido
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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Sabe quem ajuda este programa chegar até você? É a ...

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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Um papo muito interessante com Henrique Viana, um jovem ...

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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, ...

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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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Trivium: Capítulo 4 – Regras de Definição (parte 5)
Alexandre Gomes
  Para cumprir a função de DEFINIÇÃO, esta deve atender alguns requisitos. Do contrário, será apenas enrolação ou retórica vazia. Os requisitos são: 1. CONVERSÍVEL em relação ao sujeito, à ...

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O Brasil e o Dia do Professor
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Iscas Econômicas
O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
Alexandre Gomes
  Uma definição torna explícita a INTENSÃO* ou significado de um termo, a essência que este termo representa.   *  você deve ter estranhado a palavra INTENSÃO, imaginando que seria ...

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Enquanto isso
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Em setembro do ano passado o STF julgou um processo muito interessante, sobre a propriedade do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio de Janeiro. Foi decidido que o palácio pertence ...

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Cafezinho 432 – O vencedor
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Cafezinho 431 – Sobre Egosidade
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Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
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Cafezinho 429 – Minha tribo
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Causa ou negócio?

Causa ou negócio?

Luciano Pires -

Em minha palestra A Fórmula da Inovação, apresento um trecho de uma entrevista do jogador de basquete Oscar Schmidt com a jornalista Marília Gabriela. Gabi pergunta:

– Dizem que o gol é o orgasmo do futebol. Qual é o orgasmo do basquete?

E Oscar, sem hesitar, responde:

– Jogar pela Seleção Brasileira! Gabi, não existe nada melhor que isso! Eu sou nacionalista, jogar pela Seleção… não tem prazer maior que isso. E sem ganhar nada! Sabe quanto nós ganhamos para ganhar o Pan-Americano (Jogos Pan-Americanos realizados em Indianápolis nos EUA em 1987 quando o Brasil derrotou a imbatível seleção norte-americana e ficou com o ouro)?

– Não faço ideia.

– Quinhentos dólares! Mas eu, o Marcel e o Israel não quisemos receber. É tão pouco que é muito mais bonito dizer que foi de graça… E eu tenho o maior orgulho disso. Eu vinha da Itália nas minhas férias defender o Brasil, sem ganhar nada, sem seguro! Eu sou alto, mas havia mais altos que eu, que viajavam para a China, 30 horas, de econômica, encolhidos… Mas jogar pela Seleção Brasileira, não tem prazer maior! Jogar pela Seleção Brasileira, pra mim, é o orgasmo do basquete.

Então concluo citando alguns nomes de famosos jogadores de futebol que jamais dariam uma entrevista como aquela. São profissionais de primeira categoria que defendem um negócio como ninguém, mas que jamais fariam o que Oscar fez.

Oscar era diferente, não defendia um negócio, defendia uma causa. Quando entrava em campo com a camisa da Seleção Brasileira de basquete, aquilo não era mais basquete, mas alguma coisa mágica que fazia com que ele contaminasse o próprio time, que aceitasse sacrifícios impensáveis. E assim Oscar entrou para o Hall Of Fame do basquete mundial como o maior cestinha da história.
Um brasileiro jogando na Itália…

É impossível compreender Oscar apenas pelas estatísticas, pelos jogos dos quais participou, pela efetividade nos passes, pelas cestas que fez, pelas coisas que podemos medir. O que fez de Oscar, Oscar, não foram números e estatísticas. Não foram regras. Não foi a disciplina tática. Não foram as horas de treinamento. Oscar é Oscar por causa de um fogo interior, uma força inexplicável que o guiou na direção de um propósito, que orientou suas escolhas.

Oscar só chegou aonde chegou por defender uma causa, não um negócio.

Bem, escrevo estas linhas no calor do julgamento do Mensalão, após o Ministro Celso de Mello votar a favor dos embargos infringentes que vão empurrar o processo para 2014 ou 2015 e garantir aos mensaleiros penas brandas, cumpridas (se cumpridas) fora da cadeia. Uma tremenda frustração para quem esperava que a justiça fosse feita.

Mas espere um pouco… a Justiça foi feita! O Ministro votou baseado na lei, sua argumentação está correta e suportada pelas leis brasileiras, assim como estaria se ele desse um voto contrário. O tema é cabeludo e comporta várias interpretações, por isso precisamos de juízes, de craques como Celso de Mello.

Pois é. Mas quando mais precisávamos de um juiz que defendesse uma causa, topamos com um que defende um negócio.

E o Brasil perdeu.

Luciano Pires