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Luciano Pires -

 

Você esconde suas preferências políticas, evita falar em público sobre quem segue, em quem votou, hein? Desistiu de dar opinião em suas redes sociais, por causa da horda de zumbis que atacam com xingamentos e ofensas, é? Já se sentiu perseguido ou discriminado por conta de sua visão de mundo? Se sim, você está no armário político. É hora de sair fora.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano. Meu nome é Henrique, tenho 28 anos.

Acabei de ouvir o podcast Heróis da saúde, o God save the Queen e cara! É impressionante como num momento ruim que a gente está vivendo hoje no mundo, a música pode trazer tanta coisa boa, né? Tantas sensações diferentes assim, igual a você fala. O coração acelera, umas sensações estranhas… boas sensações mas que a gente não entende.

Eu ouvi o podcast do Bohemian Rhapsody, é um dos meus favoritos, você já lançou até hoje. Eu tenho uma paixão por música… eu sou um zero à esquerda pra tocar, mas eu tenho uma paixão por música que é um negócio que eu não entendo. Meus pais não gostam muito de música, né? Minha mãe ouve uma música aqui, uma música lá, meu pai também. E esse negócio cresceu assim em mim de uma maneira que eu não entendo. E é interessante a gente ver o que acontece por trás. Meu pai costuma falar que o povo vê as pingas que nós bebemos, mas não vê os tombos que nós tomamos. né?

E aí, escutando você explicar em mais detalhes agora, nesse último podcast, sobre a vida do Freddie, do Queen, também assistindo o filme, né? A gente vê que os caras eram foda, mas eram humanos, né? Você mostra uma humanidade dentro deles e eu sinto que algumas histórias afastam você um pouco da música. Mas, no caso do Queen, faz a gente ficar mais próximo, a gente fica mais… não sei qual que é a palavra, mais humano… não sei. A gente humaniza mais o artista.  É um negócio muito diferente, é meio difícil até de explicar.

E aí, assim: eu queria, na verdade, te pedir pra você fazer mais disso. Nesse momento aí dessa pandemia louca, desse mundo político louco, tudo louco, o povo se importando cada dia menos com o vizinho, né? Exploda o vizinho. Eu quero é  minha cerveja. Queria te pedir pra você fazer mais desses podcasts. Eu imagino que você deve ser uma pessoa ocupada pra caramba, deve ter três mil e uma coisas pra fazer, aí vem um Zé Ninguém aqui do centro do mundo aqui, né? Nada… pedindo pra você fazer alguma coisa.

Toda vez que você traz esses podcasts, a gente começa esquecer dessa loucura lá de fora e começa a focar no que é bom. Porque mesmo no meio dessas loucuras, a gente tem que focar no que é bom, né?

É isso mesmo, Luciano. Muito obrigado por sempre estar trazendo um conteúdo novo, trazendo essas profundidades nos assuntos e estar ensinando mesmo, não manipulando, mas ensinando, mostrando a realidade que às vezes a realidade pode trazer coisas ruins pra gente , mas entender essa realidade faz bem, né? Obrigada aí de novo pelo seu empenho, obrigado por esse Cafezinho que, cara! Faz a gente pensar, viu? Ficou longo aqui pra caramba, mas é porque a gente vai pensado o que falar e aí…enfim…obrigado, Lalá. Mano! Você é um mestre da música. Valeu! Vida longa ao Cafezinho”

Grande Henrique! Olha! Eu tô fazendo, viu meu caro? Eu tô tentando neste período de loucura, montar programas que sejam positivos. Fiz um com a música de George Harrison, outro que trata de como nos proteger das más notícias e da manipulação e diversos falando de liberdade de pensamento e de expressão. E eu acho que o caminho é o de focar no que é bom mesmo, meu caro. De gente criticando e destruindo, já temos demais.

Muito bem. O Henrique receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar o seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar a gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nesta missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, qual é a recomendação pra hora do amor?

Lalá – Na hora do amor, use Prudence.

Uma pesquisa recém realizada pelo Cato Institute nos Estados Unidos, mostrou que 62% dos norte americanos têm medo de compartilhar suas opiniões políticas.

Você entendeu, hein? Dois terços dos norte americanos dizem que o clima político atual os impede de dizer coisas nas quais acreditam, porque outras pessoas podem se sentir ofendidas. O número de norte americanos que praticam a autocensura cresceu sete pontos desde 2017. E isso em todos os partidos.

52% dos Democratas, 59% dos independentes e 77% dos Republicanos afirmam que têm medo de compartilhas suas opiniões políticas.

A autocensura cresceu em todos os estratos da pesquisa, seja por grupos demográficos, por faixa salarial ou por religião.

50% dos esquerdistas mais extremos são a favor de que quem fez doações para a campanha de Donald Trump seja demitido, 36% dos direitistas mais extremos são a favor que os doadores para a campanha de Joe Binden sejam demitidos. E 32% têm medo de perder oportunidades de trabalho por causa de opiniões políticas. 44% dos norte americanos com menos de 30 anos apoiam demitir alguém por suas posições políticas, mas esse número cai para 22% para os que têm mais de 55 anos.

Você entendeu? A intolerância é muito maior entre os mais jovens.

Você sabe o que isso significa, hein? Que temas importantes que deveriam estar sendo discutidos, analisados e compreendidos, não são.

Existe uma censura no ar, a pior delas. A autocensura.

Eu coloquei um link pra essa pesquisa no texto deste programa aqui que está no portalcafebrasil.com.br.

https://www.cato.org/publications/survey-reports/poll-62-americans-say-they-have-political-views-theyre-afraid-share#32-worry-their-political-views-could-harm-their-employment

A Prager U é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para que conteúdos conservadores, liberais… de direita, sejam distribuídos, especialmente através de vídeos na internet. São odiados e perseguidos pela turma da lacração que eu chamo de progressistas com cê cedilha.

Um de seus vídeos trata do déficit de bravura. Vou publicá-lo no roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br.

O roteiro do vídeo, que tem cerca de 2 minutos e meio, resumidamente diz assim:

Você esconde suas preferências políticas, evita falar em público sobre quem segue, em quem votou? Se sim, você está no armário político. É hora de sair fora.

A boa notícia é que você vive num país livre onde, tirando algumas limitações básicas, você pode fazer o que quiser e, com trabalho duro, se tornar o que você quiser ser.

Mas algo está fora do lugar. Você não sente de verdade a liberdade de dizer o que quer, ou compartilhar seus pensamentos mais verdadeiros nas mídias sociais. Ou mesmo se associar explicitamente com quem você gostaria.

Por que isso acontece, hein?

Porque há um déficit de bravura infligindo o mundo ocidental. Gente boa, como você, tem medo de dizer o que sente.

E é compreensível.

Se você diz que homens não podem engravidar, é chamado de transfóbico. Se quer que as pessoas mantenham mais do dinheiro que ganham, pois sabem gastá-lo melhor do que o governo, você é um porco capitalista. Se acha que a diferença de remuneração entre homens e mulheres se dá pelas escolhas de diferentes profissões e horas de trabalho, e não por um sexismo brutal, você é um misógino.

Assuma o lado “errado” de quaisquer das discussões quentes na sociedade e sua reputação, seus amigos e seu emprego podem ser perdidos num instante. E você jamais terá a chance de confrontar seus acusadores, pois a maioria é anônima. E você se verá forçado a pedir desculpas para salvar sua pele, normalmente sem sucesso. O que ficará é que você é um covarde.

A tentação é imaginar que essa loucura do politicamente correto uma hora desaparecerá sozinha. Bem, não desaparecerá. Os ativistas e seus aliados na mídia, organizações militantes e universidades se assegurarão de que isso não aconteça. Até as grandes empresas de tecnologia estão censurando implícita ou explicitamente quem pensa fora da caixinha.

Se você acha que ficando quieto uma hora as coisas vão melhorar, você é como aquele sapo na panela de água fervente: será cozido sem perceber.

A recomendação dada no vídeo da Prager U?

Primeiro: Pense por si mesmo.

Segundo: Não se cale.

Só porque uma conhecida diz que o mundo vai acabar em doze anos por causa das mudanças climáticas, não quer dizer que isso é verdade. Os pregadores do dia do juízo final estão aí há décadas e continuamos muito bem, obrigado.

Só porque um cineasta diz que devemos copiar o sistema de saúde de Cuba, não quer dizer que isso é uma boa ideia. Você prefere ser operado em Houston ou em Havana?

O ponto é: talvez sua mais importante missão como um ser humano seja lutar pelas coisas nas quais você acredita. Não escolha a trilha mais fácil. Seja melhor que os que tentam calar você.

Pare de ter medo.

A turma dos canceladores depende de que todo mundo tenha medo de dizer o que pensa. Não dê a eles esse poder.

Não adianta ficar acusando a imprensa, os políticos e os artistas. É hora de se olhar no espelho.

Pense na bravura de seus antepassados, que tiveram de vencer obstáculos muito mais sérios que os que você tem hoje.

Saia do armário político.

Bem, essa é a essência da fala no vídeo da Prager U. Até parece fácil, não é?

I will survive
Freddie Perren
Dino Fekaris

At first, I was afraid, I was petrified
Kept thinkin’ I could never live
Without you by my side
But then I spent so many nights
Thinkin’ how you did me wrong
And I grew strong
And I learned how to get along

And so you’re back from outer space
I just walked in to find you here
With that sad look upon your face
I should’ve changed that stupid lock
I should’ve made you leave your key
If I had known, for just one second
You’d be back to bother me

Well, now go! Walk out the door!
Just turn around now
‘Cause you’re not welcome anymore!
Weren’t you the one
Who tried to hurt me with goodbye?
Did you think I’d crumble?
Did you think I’d lay down and die?

Oh no, not I! I will survive!
Oh, as long as I know how to love
I know I’ll stay alive!
I’ve got all my life to live
I’ve got all my love to give
And I’ll survive! I will survive!
Hey, hey!

It took all the strength I had
Not to fall apart
And trying hard to mend the pieces
Of my broken heart

And I spent, oh, so many nights
Just feeling sorry for myself
I used to cry
But now I hold my head up high!

And you’ll see me, somebody new
I’m not that chained up little person
Still in love with you

And so you felt like droppin’ in
And just expect me to be free
But now I’m savin’ all my lovin’
For someone who’s lovin’ me!

Go on now! Go! Walk out the door!
Just turn around now!
‘Cause you’re not welcome anymore!
Weren’t you the one
Who tried to break me with goodbye?
Did you think I’d crumble?
Did you think I’d lay down and die?

Oh no, not I! I will survive!
And as long as I know how to love
I know I’ll stay alive!
I’ve got all my life to live
I’ve got all my love to give
And I’ll survive! I will survive!
Oh

Go on now! Go! Walk out the door!
Just turn around now!
‘Cause you’re not welcome anymore!
Weren’t you the one
Who tried to break me with goodbye?
Did you think I’d crumble?
Did you think I’d lay down and die?

No, no, not I! I will survive!
And as long as I know how to love
I know I’ll stay alive!
And I’ve got all my life to live
And I’ve got all my love to give
And I’ll survive
I will survive!
I will survive!

Eu vou sobreviver

No início eu tive medo, fiquei paralisada
Fiquei pensando que nunca conseguiria viver
Sem você ao meu lado
Mas então eu passei tantas noites
Pensando em como você me fez mal
E eu me fortaleci
E eu aprendi a me recompor

E então você reapareceu do nada
Acabo de entrar em casa e encontro você aqui
Com aquele olhar triste no seu rosto
Eu devia ter mudado a maldita da fechadura
Eu devia ter feito você deixar sua chave
Se eu soubesse, apenas por um segundo
Que você voltaria para me incomodar

Bem, agora vá! Saia pela porta!
Simplesmente dê meia volta agora
Porque você não é mais bem-vindo
Não foi você
Quem tentou me machucar com o adeus?
Você pensou que eu ia ficar aos pedaços?
Você pensou que eu ia me deitar e morrer?

Oh não, eu não! Eu vou sobreviver!
Oh, enquanto eu souber como amar
Eu sei que permanecerei viva
Eu tenho minha vida toda para viver
Eu tenho todo meu amor para dar
E eu vou sobreviver! Eu vou sobreviver!
Hey, hey!

Foi preciso encontrar toda a força que eu tinha
Para não desabar
E tentando de tudo para juntar os pedaços
Do meu coração partido

E eu passei tantas noites
Só sentindo pena de mim mesma
Eu costumava chorar
Mas agora eu mantenho minha cabeça bem erguida

E você vai me ver, como um novo alguém
Não sou aquela pessoinha acorrentada
Ainda apaixonada por você

E então te bateu vontade de fazer uma visita
E achou que eu estaria disponível
Mas agora estou guardando todo meu amor
Para alguém que me está amando

Agora vá! Vá! Saia pela porta!
Simplesmente dê meia volta agora
Porque você não é mais bem-vindo
Não foi você
Quem tentou me machucar com o adeus?
Você pensou que eu ia ficar aos pedaços?
Você pensou que eu ia me deitar e morrer?

Oh não, eu não! Eu vou sobreviver!
Enquanto eu souber como amar
Eu sei que permanecerei viva
Eu tenho minha vida toda para viver
Eu tenho meu amor todo para dar
E eu vou sobreviver! Eu vou sobreviver!
Oh

Agora vá! Vá! Saia pela porta!
Simplesmente dê meia volta agora
Porque você não é mais bem-vindo
Não foi você
Quem tentou me machucar com o adeus?
Você pensou que eu ia ficar aos pedaços?
Você pensou que eu ia me deitar e morrer?

Oh não, eu não! Eu vou sobreviver!
Oh, enquanto eu souber como amar
Eu sei que permanecerei viva
Eu tenho minha vida toda para viver
Eu tenho todo meu amor para dar
E eu vou sobreviver!
Eu vou sobreviver!
Eu vou sobreviver!

Que delícia… Esse é o Scary Pockets, com vocal de Mario Jose detonando o I Will Survive, sucesso de Gloria Gaynor, que é o hino de quem sai do armário…

Na Confraria Café Brasil, colocamos esse vídeo em debate, e os comentários fazem a gente pensar. O Confrade que publicou o vídeo disse assim:

“Já comentei que trabalho na Petrobras e abri publicamente minha opção nas eleições. Me arrependi, porque lá é uma avalanche de esquerdista… fui zoado pelos amigos e senti que pessoas menos próximas passaram a ter restrições comigo. Muita gente que não declarou o voto pode ter votado no Bolsonaro, mas não dá pra saber. Só um ou outro que chegava pra mim, na chincha, e dizia q tinha votado também. A partir de então, passei a ser um bolsominion no armário, sempre na minha em relação a esse assunto. Acho q tem gente q acredita q eu tenha me arrependido, o que não é o caso.

Vendo esse vídeo fiquei reflexivo. O que vocês acham, hein? Vale a pena declarar suas convicções publicamente, mesmo sabendo que você poderá ter sua vida pessoal e profissional penalizada?

Reconheço que isso é um tipo de covardia, mas acredito que muitas pessoas vivam esse dilema. Gostaria de saber as opiniões.”

Uma resposta foi esta aqui:

“Ótimo post. Não tirando o peso dos testemunhos feitos aqui eu acabei tendo que fazer uma faxina digital para não ser vinculado a nenhum viés político. Encerrei minha conta no Facebook, encerrei minha conta no Twitter (abri uma que não me identifica justamente para poder continuar acompanhando as coisas por lá), no Instagram eu mantenho apenas para dar suporte para minha esposa (e lá só sou seguidor de pessoas que conheço e de instituições que acompanho, como clube, defesa civil etc) e fiz isso para dar paz para minha esposa por conta do receio de afetar o trabalho dela. Nossa liberdade já está cerceada e quando até começamos a medir o que falar e como falar é um claro sinal que essa briga ainda não está no fim.”

Outra confrade comentou assim: “Essa é uma discussão muito rica! Não só opção de voto, mas realmente no que se acredita em diversos âmbitos, quando expomos o que pensamos/acreditamos podemos ser “os estranhos, fora do normal”. Hoje as redes sociais trazem muito isso, pela alta exposição a todo momento, as pessoas têm essa necessidade…no meu trabalho já aconteceu de eu ser a estranha pelas atividades que eu exerço extra curriculares não serem “compatíveis” com alguém que exerce aquela atividade…o ser humano é um mistério”.

Bem, eu acho que você mesmo deve ter diversas histórias de gente que sofreu as consequências de dizer o que pensa, não é?

Que raio de sociedade livre é essa?

Olha, pra ficar na onda dos politicamente corretos, eu tenho lugar de fala aqui, viu? Sei muito bem quanto custou minha saída do armário político, quando em 2014 decidi partir pras cabeças, abraçando o tema política em meus conteúdos. Foi um horror, que continua até hoje. Sou continuamente assediado nas mídias sociais, de todas as formas, de xingamentos a ironias, todo dia vem uma provocação, um “eu avisei”, um “bolsominion”, passador de pano e outra estupidez parecida. Como eu já disse em outros programas, perdi milhares de seguidores desde que revelei o voto em Bolsonaro. Eu, que já era questionado por minhas posições “conservadoras light”, me transformei num monstro para uma porção de gente que grita.

E muita gente que gosta de mim me manda conselhos, para eu me calar, falar só de música, reconhecer que estou arrependido, que eu errei. Cara, os norte americanos têm um termo para esse tipo de conselho: chicken. Ou então yellow.

Manter-se íntegro com seus valores cobra um preço alto. E olha que não eu tive repercussão no meu “emprego”, já que eu sou o dono do meu negócio. Não sofri a ameaça de ser mandando embora. Mas provavelmente (eu não tenho como medir) deixei de ser contratado para palestrar em diversas empresas e de ter programações de anúncios em meus podcasts reacionários, fascistas, misóginos, negacionistas e terraplanistas, tudo quanto é ista.

Eliminei qualquer link a meus familiares em minhas redes sociais, para evitar que eles sofram as consequências de minhas opiniões.

E olha que eu nem sou dos mais atacados. Mas no meu mundo, sair do armário fez sim uma baita diferença, com consequências. E isso porque eu nem sei o que que falam por aí pelas minhas costas.

Isso posto, “bravura” é realmente o termo correto a ser usado. Tem de ter culhões, coragem, para encarar essa turba ignorante. E em momentos como hoje, quando a turba está histérica, a coisa atinge níveis absurdos.

Tenho conhecidos que me pediram explicitamente para não tocar em política nas entrevistas que fiz com eles. Por medo desse ataque, que pode destruir o negócio deles.

O pior disso tudo? Você sabe o que é que é? É a autocensura. É, como aconteceu recentemente, de eu levantar de madrugada para reeditar um trecho de um podcast publicado minutos antes, pois percebi que abria uma brecha para que a turba fosse a meus patrocinadores exigir que retirassem o patrocínio de meus podcasts. Isso é real, cara23. Existe até um movimento coordenado de organizações especializadas em pressionar empresas para que parem de anunciar em sites, programas e iniciativas que tenham ideias diferentes do que a patota do politicamente correto prega. E nem precisam ser ideias revolucionárias ou agressivas, cara. Basta não ir a favor da maré.

E para evitar essas censuras, a gente de autocensura. E aí é como morrer um pouco. É ser refém da estupidez. Você acaba dirigindo sua vida conforme o que os canceladores exigem!

E o Itaú Cultural, com a suspensão temporária de suas atividades presenciais em tempos de quarentena, leva uma programação muito especial com aulas de dança para crianças e de técnicas de desenho para que o público possa criar as suas próprias histórias ilustradas. Acesse o canal do Youtube IC, esse IC é de Itaú Cultural, tá? IC para Crianças.

E ainda tem mais. Toda semana, uma seleção nova da Mostra de Filmes Online.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, por aqui. Pelos olhos e pelos ouvidos.

Olha, um monstro foi gerado por essa política de cancelamento. Enquanto era um filhotinho bonitinho, quem o criou conseguia brincar com ele, controlá-lo… mas o bicho cresceu. Ficou forte. E tem fome. E começa a comer seus criadores.

Diariamente vemos notícias de progressistas sendo cancelados por seus próprios colegas, por conta de uma palavra mal colocada. Na semana passada, a Chef Paola Carosella caiu em desgraça ao afirmar que comidas feitas artificialmente tornam as pessoas obesas. Foi acusada de gordofobia e está pagando a conta.

Isso tudo se espalha, como nesse inacreditável processo das fake news conduzido por um alucinado ministro do STF que é aplaudido por malucos que veem o monstro crescer mas acham que ele só ataca o outro lado.

Que otários, cara! Uma vez que prove sangue, o monstro comerá qualquer coisa que se mova. De direita, de centro ou de esquerda. A história já mostrou que é assim que funciona, cara!

Mas essa gente só acredita em história quando lhes é conveniente.

Olha! É isso, então. Eu acho que você entende porque é tão importante a busca pela liberdade, pela monetização do trabalho dos geradores de conteúdo por seu público. É assim que ele se vê livre das pressões.

Eu sei que não é fácil ter bravura, assumir riscos. Por isso, se você não se sente seguro para levantar sua voz, apoie quem o faz. Financie os guerreiros que estão no front defendendo a sua liberdade. Diferente da patota lacradora, a maioria conservadora da direita não é unida, cara.  Bote três caras da direita numa sala e em algumas horas um não falará mais com o outro. A direita é que nem dente, tem de ficar separado. Se juntar, dá cárie.

Olha e não é fácil, viu? A situação está cada dia mais perigosa e complicada. O monstro está solto e já não escolhe quem comer. E separados fica mais fácil pro monstro nos devorar.

O que que eu acho que acontecerá? Poucos terão a bravura necessária de assumir suas posições. Os que o fizerem, se não tiverem armadura emocional, serão sacrificados. E o Brasil será eternamente o país da maioria conservadora silenciosa, que tem como única forma de expressão o voto.

Ainda.

Mas apesar de tudo isso, dos riscos e ameaças, ainda não me arrependi de ter saído do armário político.

É assim então, com I Wil Survive na versão do grupo vocal inglês The Puppini Sisters, que vou saindo esperto. Deve ter alguém com um porrete me esperando lá fora.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, completando o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, e você pode fazer parte do time. Acesse o link confraria.cafe, cara, conheça os planos para se tornar um assinante e contribuir ativamente para que conteúdos como este que você acaba de recceber, cheguem semanalmente para mais e mais gente. Tem um plano lá, cara de doze reais por mês. Meu! É menos do que duas latinhas de cerveja quente na balada, cara! Por mês Esse dinheiro vai fazer com que você ajude a gente a continuar crescendo, a continuar com a nossa voz sendo ouvida, a continuar a trabalhar pela liberdade. confraria.cafe.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras, também online. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, a frase do jornalista Guilherme Fiúza:

O politicamente correto continua sendo o melhor disfarce para o intelectualmente estúpido.